Avalanche Tricolor: Tô fora de casa

Avaí 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Florianópolis (SC)

Florianópolis e o litoral catarinense sempre foram meu destino preferido, na época em que morava no Rio Grande do Sul. Férias, feriadão ou qualquer feriadinho que surgisse, eram sempre justificativa para por o carro na estrada e subir a Santa Catarina. As praias de lá sempre foram melhores do que as gaúchas – opinião que nenhum gaúcho por mais praticante que seja vai me negar. Gostava mesmo de Garopaba e arredores pelas ondas, pela areia e por toda a beleza – natural ou não.

Apesar de tantas idas, a primeira vez que lembro ter passado por Florianópolis foi ainda menino, daqueles que andam de mãos dadas com o pai, quando o Grêmio enfrentaria o Avaí, time caseiro. Terminou 5 a 0 para o Imortal, o que nos remeteu a trocadilhos com o nome da série que era sucesso na TV, Hawai 5.0. Eram outras épocas, sem dúvida.

Muitas coisas mudaram desde então, dos seriados na televisão às minhas férias. Neste meio de ano, dei preferência às atrações aquáticas verão no Hemisfério Norte. Já citei nesta Avalanche sobre a viagem para Bermuda (foto), o sol se escondendo no horizonte e o mergulho da semana passada.

Nesta quarta-feira, não havia mar próximo de onde estou e, apesar do sol, a opção pela lagoa não era a melhor no meu caminho. Mas bem que tive vontade de mergulhar mais uma vez nas águas azuis e transparentes que encontrei no Atlântico em vez de assistir a esta partida do Grêmio, em Florianópolis.

Teimoso, acessei as imagens do jogo pela internet. Após os 90 e tantos minutos disputados, pensei melhor e resolvi fazer como meu time. Se ele não joga fora de casa, por que eu, estando fora de casa, também, tenho de comentar sobre ele ?

Ainda bem que a gente venceu o Gre-Nal.

Demanda reprimida e esquecida, em São Paulo

Por Carlos Magno Gibrail

Cidadãos urbanos atentos, observamos nas grandes cidades como São Paulo – 11 milhões de habitantes, 6 milhões de automóveis, 6 milhões de passageiros transportados diariamente – obras civis pontuais serem executadas, como pontes , viadutos e ampliações de avenidas, sem trazer resultados esperados. Ou seja, a fluidez buscada não acontece.

Aparentemente é uma questão de geografia ou geometria, quando se percebe apenas um deslocamento de gargalos. Exatamente isto, quantias substanciais investidas e o resultado é apenas uma transferência de gargalos no trânsito de veículos.

E em alguns casos parece que o congestionamento aumenta. O que acontece é a questão da demanda reprimida, que, represada, não surgia antes das novas obras.

Depois de construídas, pontes, viadutos e avenidas, passam a ser utilizadas por pessoas que começam a usá-las ocupando espaços que antes não ocupavam.

É o que os economistas chamam de “Demanda Reprimida”.

“Em economia, Demanda ou Procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo”.Wikipédia

É parte da lei da oferta e procura, que pode estar inserida num mercado de concorrência perfeita, imperfeita, oligopolista ou monopolista.

Cuja demanda, perfeita, elástica ou inelástica, pode estar reprimida por procura ou oferta.

A identificação da demanda reprimida é recomendável em todos os setores, públicos ou privados, bens ou serviços, antes que apareça de surpresa. O plano cruzado foi um dos momentos em que a demanda reprimida liberada não encontrou a oferta necessária de bens e serviços.

O contemporâneo Twitter que dá quase 3 milhões de seguidores para Britney Spears e quase 2 milhões para Obama , certamente represa quantidade significativa de usuários brasileiros por falta de procura com capacidade financeira.

Para as obras públicas na capital paulistana certamente não estão incluindo nos estudos a demanda reprimida potencial.

Na Marginal Tietê será construída uma nova pista com 23 km de extensão e três faixas de cada lado da marginal, além de quatro pontes e três viadutos ao longo da via. O investimento será de R$ 1,3 bilhão.

O governo acredita que, haverá uma redução no tempo gasto em congestionamentos na marginal em 35%. Segundo cálculos apresentados no projeto, a Marginal Tietê apresenta filas de 30 km, em média, nos horários de pico, 25% do total na cidade. O desperdício de tempo é de 1,7 milhões de horas/ano e o de combustível, 1,5 milhões de litros/ano.

A Prefeitura de São Paulo, no dia 5, declarou de utilidade pública duas áreas na região do Butantã, para atender ao projeto de ampliação do Túnel Jânio Quadros.

Uma das áreas tem 2.546 metros quadrados e a outra, 1.420 metros quadrados. A obra prevê a construção de uma interligação da Avenida Lineu de Paula Machado por intermédio de um túnel que se unirá ao Túnel Sebastião Camargo, antes da travessia do Rio Pinheiros.

Uma boa comparação com o represamento de água pode elucidar a crucial questão do trânsito em SP Cap.

Para esgotarmos a água numa represa cheia abrindo orifícios e fazendo canais, sempre teremos estes canais cheios d’água. É o que acontece com as vias acrescidas através de obras como as do Tietê ou do Túnel Jânio Quadros. Os veículos “represados” ocuparão todos os espaços novos.

Alguma dúvida que isso irá acontecer?

Ou os 35% de melhoria que Serra e Kassab, economistas renomados acreditam?

Acreditam?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e às quartas escreve no Blog do Milton Jung, sempre disposto a congestionar este espaço de boas ideias.

Parque suspenso de Manhattan é Minhocão civilizado

High Line conquistou nova-iorquinos desde a inauguração em junho

High Line conquistou nova-iorquinos desde a inauguração em junho

Uma estrada de ferro abandonada foi transformada em parque público na cidade de Nova Iorque com uma atração especial: o parque é elevado. Ainda que mal comparando, é como se o Minhocão em São Paulo estivesse desativado e fosse transformado em área para passeio e piquenique.

Desde a inauguração, em 9 de junho, os nova-iorquinos invadiram o High Line e o transformaram em local de descanso e bate-papo. Com os celulares nas mãos, fotografam ângulos ainda não vistos de Manhattan graças a nova construção que tem, até aqui, concluída apenas a primeira fase.

O trecho pronto do High Line começa próximo do Rio Hudson na Gansevoort Street e vai até a 20th. O prefeito Michael Bloomberg anunciou que a extensão até a 30th será entregue em 2010. Que o faça logo, haja vista o sucesso que o parque suspenso está provocando. Em bares na região de Chelsea, com U$ 15 você compra uma cesta de piquenique Hig Line com sanduíche, picles, batata chips, cookies e bebida.

Após ler reportagem do The New York Times, nesta quarta, vou pegar o trem para Manhattan e conhecer mais de perto esta nova atração.

Lavar as mãos para a gripe suína

 

Um sem-número de vezes lavei as mãos na última semana a bordo de um navio que corria sobre o Oceano Atlântico. Antes e depois da refeição sempre foi comum, mas, desta vez, não havia uma sala, um corredor, restaurante nem em pensamento, no qual um totem contendo líquido antibacteriano e alerta para a importância do ato de lavar as mãos não estivesse no meio do caminho. Para entrar e sair do navio, uma moça com borrifador estava a sua espera. Pegar o prato de comida sem passar pela maquininha era considerado pecado mortal com direito a saltar da prancha ao mar.

De acordo com uma das funcionárias da empresa de navegação, o cuidado é adotado há algum tempo e não tem relação com a gripe suína. Turistas que haviam viajado pela companhia há um ano disseram que a atenção, desta vez, foi redobrada. Quadruplicada, talvez.

No embarque tive de preencher uma ficha com dados para contato, responder sobre sintomas como febre e dor no corpo, além de informar se havia viajado nas últimas semanas para o México ou áreas infectadas pelo vírus que provoca a gripe suína. Ao retornar para Nova York, nenhum alerta, nenhuma pedido de informação. Sequer funcionários com máscaras ou luvas, como alguns começaram a cobrar no Brasil.

Aliás, a paranóia da mídia americana parece ser bem menor do que a brasileira. Se tivesse navegado na edição eletrônica dessa segunda-feira do “The New York Times”, você não encontraria informações sobre a “swine flu” na página principal do jornal, não veria destaque na editoria de saúde ou encontraria notícias sobre o surto entre as mais populares dos leitores-internautas – ao contrário do que ocorreria se você acessasse os principais portais de notícias do Brasil.

A principal notícia sobre o vírus H1N1 no TNYT era da preocupação dos americanos com o reflexo na economia, conforme pesquisa da Harvard Scholl of Public Health. Seis de cada 10 americanos ouvidos acreditam que haverá um aumento no número de casos de pessoas infectadas com a chegada do outono, em setembro, quando se encerra o período de férias. Antes, porém, de pensarem na possibilidade de serem vítimas da doença, imaginam o prejuízo que poderão ter se tiverem de ficar em casa, longe do trabalho ou com escolas fechadas devido a medidas de restrição de circulação das pessoas. De acordo com dados publicados pelo jornal 44% dos que responderam a pesquisa imaginam que perderão dinheiro e 1/4 teme ficar sem emprego. (Leia a reportagem completa).

Um médico com que conversei antes da viagem, me disse que o ideal seria evitar áreas com aglomeração e passeios para locais em que haja maior número de infectados. Mas me tranquilizou: se a passagem está comprada e o pacote turístico fechado, aproveite o máximo que puder as férias. O risco de contrair o H1N1 é pequeno.

Preocupados ou não com a gripe suína, temos de ter consciência de que as mãos são vetores para uma série de doenças. Estudo publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, ano passado, comprovou a mão tem, em média, 150 tipos de bactérias. Os pesquisadores da University of Colorado at Boulder “afirmam que lavar as mãos com produtos feitos especificamente para combater bactérias ainda é uma forma eficaz de minimizar o risco de doenças”.

Assim, ao terminar de ler suas notícias e blogs preferidos, vá a torneira mais próxima e lave bem suas mãos. Outros estudos mostraram que o nosso teclado pode ter mais bactérias e sujeira do que a tampa do vaso sanitário.

Da Segunda Guerra ao primeiro ônibus nacional (II)

Por Adamo Bazani

Onibus exportados para Venezuela

“Sim, aqui tem fome, injustiças, dores, mas perto daquele cenário, o Brasil era uma Terra Prometida por Deus. Tanto é que alemães que nunca aqui estiveram, vieram na mesma embarcação”.

A afirmação é de Alfredo Nitsche, brasileiro obrigado a vestir a farda do exército de Hitler durante a 2a. Guerra Mundial, que lutou para não confrontar os soldados brasileiros enviados à Europa, conforme você leu – ou leia aqui, se quiser – no primeiro artigo sobre ele, publicado semana passada.

Ao retornar, após a Guerra, Alfredo teve uma breve passagem por Curitiba (PR) e foi parar em Santo André, no ABC Paulista, em 1949. Trabalhou nos armazéns Bazani e Chioratto, de Vangelista Bazani e Adelino Chioratto, na Rhodia Química e, conseguiu um emprego na Mercedes Benz, em 1956 A empresa de capital alemão estava se reestruturando no mundo e o Brasil estava nos planos.

Primeiro ônibus  brasileiro Alfredo Nitsche começou no almoxarifado, mas com a dedicação e a facilidade de se comunicar com os diretores – todos alemães -, ele cresceu na Mercedes Benz, que fazia chassis para caminhões utilizados em ônibus. A empresa tinha um grande projeto, do qual Alfredo fez parte. A construção do primeiro ônibus com tecnologia nacional.

Quando foi escalado pela diretoria para comandar os 1.400 operários que construíram o primeiro monobloco brasileiro, Alfredo disse se sentir na Guerra de novo. Mas uma Guerra que vale a pena e com uma tropa realmente motivada.

“Apesar de todo o projeto dos engenheiros alemães e da tecnologia que a Mercedes desenvolvia no Brasil, o primeiro ônibus monobloco (carroceria e chassis formando um volume só) era um desafio, algo nunca ocorrido no Brasil”.

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Ônibus é solução urgente para a Copa do Mundo

Por Adamo Bazani

Ônibus para corredor segregado

A FIFA já fez o alerta: os investimentos no setor de transportes estão a passos muito lentos, no Brasil. O Ministro das Cidades, Márcio Fortes, salientou que o Programa de Aceleração do Crescimento prevê, aproximadamente, R$ 4 bilhões para o transporte público nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Apesar de o dinheiro parecer muito e 2014, distante, a verdade é que o recurso e o prazo são apertadíssimos quando o assunto é transporte. Algumas cidades não dão conta nem de oferecer serviço digno aos passageiros habituais, quanto mais aos turistas. A imagem do Brasil, projetada pelo Mundial, depende de soluções nas áreas de segurança pública e transporte.

Essa foi a tônica dos debates da 3a. edição da Transpúblico e do 22º Seminário da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), que se realizaram no Transamérica Expo, zona sul de São Paulo.

O “Ponto de ônibus” esteve lá e acompanhou propostas de especialistas no setor, empresários e fabricantes.

BRT, solução rápida e mais barata

Um consenso foi de que o transporte ferroviário, com malha maior de metrô de “dignificação” da malha de trens já existente, seria a solução mais próxima do ideal, porém, a mais cara e difícil de ser aplicada, principalmente em o menos de 5 anos. Com base nos investimentos que foram realizados na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, e em outras cidades que precisaram de soluções rápidas, o exemplo vem do BRT (Bus Rapid Transit), o ônibus de trânsito rápido, que oferece em corredores segregados um sistema de média e alta capacidades, com rapidez e conforto. De acordo com o diretor-superintendente da NTU, Marcos Bicalho, em palestra, cada quilômetro de um BRT, um corredor exclusivo, custa aproximadamente US$ 10 milhões contra US$ 50 bilhões do sistema VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) e US$ 90 milhões de metrô. Bicalho garante que se as linhas forem bem projetadas e os ônibus usados nestes corredores forem do modelo ideal, os benefícios serão os mesmos que os oferecidos pelo sistema de trilhos, com a vantagem de o custo de operação e instalação ser menor, além de mexer menos com a paisagem urbana, havendo menos escavações, obras de risco e desapropriações.

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O Brasil da diversidade exige transporte para diversidade

Por Adamo Bazani

Esta foi uma visão que se destacou, além do próprio debate sobre a Copa 2014, na Transpúblico que teve a participação de mais de 70 empresas, entre montadoras, encarroçadoras, auto-peças e acessórios, revendedoras e viações. Apesar da necessidade de uma política nacional para o setor, o Brasil é um país de grande diversidade econômica, cultural e territorial, e os transportes também devem ser pensados localmente, para atender cada demanda.
Se, antigamente, um modelo de ônibus tinha de servir para o País todo, hoje os fabricantes são unânimes de que deve haver um atendimento específico para cada região e passageiro. E a gama de modelos apresentados na feira mostrou isso.

Para as cidades que necessitem de corredores exclusivos e possuem grande número de passageiros, foram apresentados veículos e chassis articulados, bi-articulados e trucados (três eixos) urbanos.

Para aquelas que exigem respeito às pessoas com deficiência, além do tamanho dos chassis, os ônibus tem desenhos mais variados. Uma opção interessante, apresentada pela Volvo, é o chassi B9 SALF. Com carroceria Caio Mondego LA, o ônibus inteiro é de piso baixo, evitando os degraus internos, em carrocerias cuja frente e meio têm piso baixo, mas da metade para trás, o piso é convencional, havendo a necessidade de degraus no meio do corredor do ônibus.

Preferência do empresariado

Ônibus Midi

Apesar de os ônibus de média e alta capacidade serem apontados como soluções para as grandes cidades, o evento foi nacional e contemplou empresas de várias regiões do Brasil, que possuem condições de asfalto precárias, ruas e avenidas estreitas e linhas em bairros com muitos desníveis e curvas. Por isso, os chassis e carrocerias midi, os micrões, intermediários entre micro-ônibus e ônibus convencionais, eram os mais procurados sempre que os empresários ouviam a pergunta: “Qual seu modelo de interesse?”. Os custos de manutenção destes veículos são menores e, uma triste realidade social, dispensam cobradores, mão de obra a menos para pagar salário. Alguns micrões, como Sênior Midi, Spectrum, Foz Super, oferecem capacidade de passageiro igual a alguns ônibus antigos, como Vitória, Amélia e Gabriela, mas sem o cobrador e com consumo e manutenção menores. Em algumas cidades, empresas inteiras já operam com micrões. Solução que ainda é alvo de contestações, já que o motorista tem de dirigir e cobrar ao mesmo tempo, num veículo cujas dimensões são um pouco inferiores aos convencionais.

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Avalanche Tricolor: “Happy Birthday to you”

Grêmio 2 x 1 Inter
Brasileiro – Olímpico Monumental

Daqui da cidade de Ridgefield, no estado americano de Connecticut, diante da tela de meu computador, me emocionei ao ouvir a torcida gremista cantar em homenagem aos pioneiros Callfelz, Deppermann, Becker, Caris, Black, Mostardeiro, Brochado, Grünewald, Moreira, Booth e Schroeder. O nome deles aparecia em uma faixa estendida na arquibancada do Olímpico Monumental e está registrado no nosso coração. Esses personagens, há 100 anos,  começaram a contar uma história de vitórias e superioridade sobre aquele que seria nosso principal adversário no Rio Grande do Sul. Não me refiro a números apenas, como gostam os estatísticos, mas a feitos e fatos.

Assim como fomos antes conquistar a América e o Mundo. Fomos, também, os primeiros a vencer um Gre-Nal. E o fizemos com um resultado retumbante: 10 a 0. Agora – registre-se – ganhamos o “Gre-Nal do Centenário”.

Estejam onde estiverem, nossos heróis de ontem, assistiram, nesta tarde, a uma apresentação e tanto dos 11 que, hoje, vestem o manto do Imortal. Como nos últimos confrontos fomos melhores mas, desta vez, demonstramos isso em gols pelos pés de Souza e pela cabeça de Máxi Lopez.

Não sei se daqui 100 anos, os dois serão lembrados da mesma maneira que o são Booth (5), Grünewlad (4) e Moreira (1), responsáveis pela goleada histórica. Mas o que ambos realizaram em campo, os fazem merecedores do nosso aplauso e homenagem, também. Eles e todos os demais que participaram desta vitória, pois como disse o atacante argentino com seu portunhol quase debochado: ‘”o Grêmio foi max em tudo”.

Daqui de longe, esperando estar perto em breve, logo que publicar esta Avalanche, sairei pelas ruas desta pequena cidade americana vestindo uma camisa azul (do Grêmio) e cantarolando na língua nativa para não causar espanto:

“Happy Birthday to you
Happy Birthday to you
Happy Birthday
Dear Grêmio
Happy Birthday to you”

Nos descontos

A camisa da foto foi criada pelo Blog Grêmio Copero que só aparece grafado em vermelho neste post por burocracia técnica do WordPress

De chuva

Por Maria Lucia Solla

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Olá,

Tem chuva que é persistente;
teimosa.
É um som de O Rappa
Com cadência controlada para não deixar cair a munição carregada.

E cuidado aí, meu irmão, que munição também quer dizer provisão.

O temporal, não.
Já chega derrubando.
Morre exaltando sua glória, sob canhões de luz
e o rufar seco e ensurdecedor dos surdos
que lhe abrem alas.
É o abrir e fechar do samba, sem a história do recheio.
Ele vem, cai, mas derruba em cheio.

E tem também a garoa que é marota
pisa leve e dança como ninguém.
Não espante; encanta.
Não ataca; acata.
A Natureza toda se abre e lhe dá as boas-vindas.

Às vezes ela chega de mãos dadas com o sol
e riem; e fazem rir.
Noutras, se enreda num papo-cabeça com a lua.
Um adágio que traz consigo
solidão.

E você, que chuva é?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung que, mesmo em férias, faz questão de compartilhar o texto dela com os leitores, faça chuva ou faça sol.