Namorar

Por Abigail Costa

Está aí uma palavra que eu ouço com certa sonorização.
Namoro: encantamento, descobertas, interesses.

Uma relação que começa num sorriso e se estende nas palavras. Se fosse comparado as estações, teria a sensualidade do verão, o charme do inverno, a luz do outono e a delicadeza da primavera.

Namoro deveria ser eternizado durante todas as fases do relacionamento. E por algum tempo apenas trocar a aliança. Do lado direito para o dedo da mão esquerda.

Imagine falar isso numa roda de conhecidos há uns vinte anos?

Me lembro de algumas justificativas para não querer namorar. Uma delas, compromisso. Conheci gente que tinha até discursso pronto.

– Isso é ir para a forca!

Ainda bem que muitos deles hoje, já não pensam assim. Buscam o lado prazeroso do namoro e fazem o possível para não pegar pesado nas cobranças, muito menos perder o interesse depois dos muitos anos de convivência.

Serão, de  preferência,   encontros intermináveis mas  com a sensação de ser sempre um dos primeiros.

Aproveite o feriado prolongado para namorar.

Faz bem para o corpo, alma e pele.

Abigail Costa é jornalista e eterna namorada.

Santo André muda cor de ônibus para ‘apagar’ PT

Por Adamo Bazani

ônibus versão PTB

Uma surpresa para os moradores de Santo André, no ABC Paulista. Menos de um ano depois de a frota de ônibus ter adotado novo visual, durante a administração do prefeito João Avamileno, do PT, todos os veículos vão ter de mudar de cor de novo por imposição do prefeito Aidan Ravin, do PTB.

A prefeitura nega que a mudança na atual administração tenha conotação política. Oficialmente, diz que a ideia é fazer com que os ônibus circulem com as cores da bandeira da cidade (branco, azul e amarelo).

O blog flagrou o ÚNICO ônibus em operação com o novo visual. O carro faz a linha T 29 (Vila Suíça /Estação de Santo André), da Viação Guaianazes.

A mudança na pintura é tão frequente na cidade que ainda é possível ver ônibus rodando com a carroceria azul, anterior ao visual adotado pela administração do PT que destaca uma faixa vermelha na lateral.

Analistas políticos da região dizem que o prefeito Aidan Ravin quer tirar da cidade tudo o que lembre o Partido dos Trabalhadores, inclusive a cor vermelha. Coincidência ou não, o nome da empresa que gerencia o transporte público na cidade, a EPT (Empresa Pública de Transportes) vai virar SATrans (Santo André Transportes).

Nem os pontos de ônibus, que eram vermelhos, escaparam. Todos foram pintados com as novas cores.

Em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC, Aidan Ravin disse que em quatro meses todos os ônibus estarão com o novo padrão. São as empresas de ônibus que vão pagar a conta para atender os caprichos dos administradores públicos. Ele não disse quanto isto vai custar para as transportadoras.

Nos pontos, os passageiros confusos perguntavam: Por que mudar de cor? Não seria melhor as empresas usarem o dinheiro para comprar mais ônibus e investir na manutenção da frota ?

Adamo Bazani é repórter da CBN, e busólogo

O impacto ambiental com as obras na Marginal Tietê

O Governo do Estado de São Paulo anunciou com a prefeitura a ampliação no número de pistas da Marginal Tietê, das mais importantes vias de tráfego na capital paulista. A mudança que terá participação, também, de concessionária de rodovias que chegam a cidade, causará impactos ambientais.

O arquiteto e urbanista Jorge Wilhein, ex-secretário de Planejamento, destacou que haverá prejuízos na impermeabilidade da várzea do rio Tietê, além da retirada de grande número de árvores. Hoje, o secretário em exercício do Verde e Meio Ambiente, Hélio Neves, defendeu a ampliação e mostrou como será feita a compensação devido a retirada de área verde.

Ouça a entrevista do arquiteto Jorge Wilhein

Agora o outro lado:

 Ouça a entrevista do secretário em exercício Hélio Neves

Abertura da Copa: Futebol & Política

Por Carlos Magno Gibrail

“Não falo sobre hipótese”, Ricardo Teixeira semana passada em Nassau, ao responder sobre a possibilidade de entrar uma das cidades não incluídas, caso alguma das escolhidas não cumprisse as obrigações.

“Quem não cumprir os prazos será substituído”, Ricardo Teixeira no Rio, alguns dias depois, ameaçando as cidades escolhidas.

Diante de tal incerteza proveniente da autoridade que definirá tudo a respeito da COPA, o melhor é enveredar pela certeza dos números.
Inclusive para se afastar também das ultimas notícias, sem fonte, supostamente oriundas da FIFA e ditas à CBF, tentando desqualificar São Paulo como cidade da Abertura.

São Paulo responde a partir do seu brasão histórico: “Pro Brasília fiant eximia”. “Pelo Brasil façamos o melhor”, e neste contexto os dados devem ser levantados.

A cidade, com orçamento de 31 bilhões de reais, com 15% do PIB do Brasil, 6% da população e, portanto, disparada em primeiro lugar quanto às possibilidades econômicas financeiras, tão importantes para uma COPA, reflete em infindável relação de quesitos esta posição.

É a primeira cidade turística, tendo recebido em 2008 mais de 11 milhões de visitantes. Seus 401 hotéis possuem 42.000 unidades habitacionais enquanto o Rio 26.000, Brasília 20.000 e BH – segundo Juca Kfouri forte concorrente se Aécio for indicado para Presidente –  8.000 .
E os hotéis de São Paulo comemoraram em 2008 uma taxa de ocupação de 68,5%, com um valor médio de 109 reais por unidade habitacional. Os 90.000 eventos realizados certamente contribuíram.

12.500 Restaurantes, 15.000 bares, 3.200 padarias oferecem como opção 52 tipos de cozinhas diferentes.    77 Shoppings, 59 ruas comerciais, 51 segmentos, 240.000 lojas, comercializam produtos do mundo todo.

Para a cultura, 110 museus, 160 teatros, 260 cinemas, 90 bibliotecas, 40 centros culturais, 105 faculdades e 28 universidades.

No transporte, o aeroporto de Cumbica recebeu 20 milhões de passageiros em 2008, Congonhas 14 milhões e os três terminais rodoviários 16 milhões. São 89 estações de trem, 55 estações de metrô e 83 km de linha, 200 heliportos. 32.000 taxis, 15.000 ônibus. E o porto de Santos fica a 70 km de São Paulo.

Na política, Estado e Município estão integrados na execução da COPA na cidade. Para Caio Luiz de Carvalho, Presidente da SP Turismo, São Paulo não terá problemas para absorver tantos visitantes. “Em hotelaria e entretenimento, somos imbatíveis. Na rede hospitalar, 17 centros com certificação internacional garantirão o atendimento dos visitantes – dois deles Albert Einstein e São Luiz  – a cinco minutos do Estádio do Morumbi”.

São Paulo vai investir cerca de R$ 33 bilhões em obras que pretendem ordenar o trânsito da cidade. “O grande legado de um evento da grandeza de uma Copa não está em equipamentos esportivos – até porque, muitas vezes, eles viram elefantes brancos. O importante é aquilo que fica para o cidadão ao fim do evento”, diz Caio coordenador do projeto paulista. Tanto que o Estádio do Morumbi, que pertence ao São Paulo e deve ser reformado, é a aposta paulistana para o Mundial.

“O governador José Serra vai terminar a Linha Amarela do Metrô, fazer a Linha Laranja (da Freguesia até o Pacaembu), mais o Expresso Aeroporto que sairá do terminal 3 de Guarulhos para a Estação da Luz, mais o Expresso Jabaquara, com trens de superfície, para ligar aquele terminal a Congonhas, mais a recuperação de 274 km de malha férrea da CPTM, mais a Perimetral e o término do Rodoanel”, diz Caio.

“A prefeitura vai fazer a ampliação do túnel Lineu de Paula Machado, sob o Rio Pinheiros, que é caminho para o Estádio do Morumbi, obras na Chucri Zaidan, a ligação da avenida Roberto Marinho com a Imigrantes; obras no complexo viário Sena Madureira com Domingos de Moraes,  para melhorar no fluxo que vem de Santos e do ABC. É importante pensar na ligação com Santos, pois haverá muitos navios hotéis ancorados lá, com gente de fora que vem para os jogos”.

E, o apoio parece que vem também do Governo Federal:

“Observamos aspectos da mobilidade urbana e do estádio como um todo e acredito que o Morumbi pode não apenas ser sede da Copa do Mundo, como receber a abertura da Copa, principalmente, porque a direção do São Paulo está aberta para atender todas as exigências da FIFA”, afirmou o ministro Orlando Silva. Mas se São Paulo e o Morumbi estão absolutamente engajados, inclusive na separação capitalista ideal, distinguindo o público do privado, por que tantas críticas ?

Del Nero, pós-punição, pode estar sonhando com a construção de um novo estádio, Ricardo Teixeira esperando uma definição do quadro sucessório presidencial. Ambos precisam ver que pelos dados a cidade estará preparada.

O risco de se contrapor a tanta consistência não é pequeno.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Milton Jung e quer ir a pé assistir à abertura da Copa de 2014.

Substituição tributária encarece produtos

Foi a série de mensagens de pequenos e médios industriais e comerciantes enviada ao CBN São Paulo que nos levou a conversar no programa sobre o sistema de substituição financeira que, desde junho, está implantado, também, no segmento de eletro-eletrônicos do Estado. Semana passada, a Secretaria Estadual da Fazenda criticou o desconhecimento dos contribuintes e negou que haveria aumento no preço dos produtos. Hoje, o CBN SP consultou a pesquisadora do Núcleo de Estudos Fiscais da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Vanessa Raal Canado. Ela concorda com a susbstituição tributária, vê vantagens para a fiscalização em alguns setores, lembra que o aumento de arrecadação pode levar à queda de impostos mais à frente, mas entende que os preços podem, sim, aumentar.

Ouça a entrevista com Vanessa Raal Canado

Canto da Cátia: Fonte pichada

Fonte pichada

A Fonte Monumental, na Praça Julio Mesquita, centro de São Paulo, foi pichada durante a madrugada segundo constatou a repórter Cátia Toffoletto hoje cedo. A obra é de autoria da artista Nicolina Vaz de Assis, uma das primeiras escultoras brasileiras, que costumava trabalhar com imagens femininas.

Agora o outro lado:

Nota enviada pelo Secretário das Subprefeituras Andre Matarazzo:

Em relação à pichação na fonte da praça Julio Mesquita, dentro do possível temos feito a manutenção do local. Porém, é lamentável que um monumento como aquele tenha sido vandalizado. A manutenção destas obras na cidade é realizada pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), que já foi informado do ocorrido para que possa viabilizar a limpeza da peça. É importante lembrar que a fonte está listada entre as obras do projeto “Adote uma obra artística”, da Secretaria de Cultura, no qual uma empresa ou pessoa física cuidam, junto com o poder público, de sua manutenção. Paralelamente, a Subprefeitura Sé está estudando alternativas à utilização das vascas da fonte (locais onde a água fica armazenada) para evitar que sejam usadas, como têm sido, como banheiros, esconderijo, depósito de lixo etc.

Na madrugada: Carreta roubada, carreta tombada

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Uma carreta tombou na Rodovia Presidente Dutra, no acesso para a Rodovia Fernão Dias, entre Guarulhos e capital, no início da madrugada. A surpresa no atendimento: o caminhão havia sido roubado na noite de segunda-feira. Pouco antes do acidente, os ladrões haviam parado em uma borracharia para trocar os pneus, mas foram localizados pelo rastreamento eletrônico e fugiram sem terem colocado quatro dos pneus. Segundo o repórter da CBN, Gabriel Correia, que esteve no local e registrou as imagens que você vê clicando na foto acima, os bandidos sumiram logo após o tombamento.

Câmara Municipal na veia

adote.pngTerminei a segunda-feira com uma hora de gravação do Fim de Expediente, programa apresentado por Dan, Teco e Zé, na CBN, no qual discutimos o papel das câmaras municipais e dos vereadores. Estava na mesa, o coordenador de projetos da Transparência Brasil Fabiano Angélico que apresentou números interessantes sobre gastos no legislativo. Deixo para que  estes sejam divulgados na sexta-feira, às sete da noite, quando o programa for ao ar.

Discordamos eu e ele apenas quando a pergunta do Teco foi se éramos a favor ou contra o voto obrigatório. Por ser nova a experiência democrática no Brasil, Angélico defende que a obrigatoriedade seja mantida. Eu sou contra: o eleitor tem de ter o direito de escolher, inclusive se quer ou não votar. E ao candidato restará se aproximar cada vez mais do cidadão para convencê-lo a ir para as urnas.

Foi, aliás, uma segunda dedicada à Câmara, pois logo cedo estive lá na “Casa do Povo”, por quatro horas, falando o mínimo necessário e ouvindo muito em seminário que discutiu a participação da sociedade civil no legislativo. Líderes de alguns partidos e o Movimento Nossa São Paulo provocaram a discussão pública pois estão convencidos de que o resgate da credibilidade da casa passa pela ação cidadã acompanhando o trabalho do parlamentar.

Fora um ou outro discurso histérico, o tom da conversa foi positivo. Os vereadores insistiram na ideia de que os poderes do legislativo são restritos e, portanto, muitas das ações não avançam como a sociedade espera. O Nossa SP, através de Oded Grajew, chamou atenção para o fato de a Câmara não demandar pelo respeito que merece ao permitir que leis aprovadas pelos vereadores não sejam cumpridas pelo Executivo.

Crente de que apenas aproximando o olhar  vamos entender melhor a ação legislativa e teremos capacidade de avaliar a produtividade dos parlamentares, reforcei a intenção da campanha Adote um Vereador, que lá esteve representada por três padrinhos – o Sérgio, o Massao e o Cláudio Vieira (o blog que cada um deles mantém, está na lista aí do lado direito), aos quais devo desculpas públicas pois deveria tê-los apresentado no auditório.

Sobre a cobertura jornalística lembrei que ainda o fazemos de maneira pontual, preconceituosa e generalista, reproduzindo o senso comum. E o papel do jornalista é ir além, analisar melhor, qualificar e não apenas quantificar a atuação parlamentar.

Se há ainda muita gente sem esperança de que podemos recuperar o legislativo, depois desta overdose de Câmara estou entorpecido com a ideia de que a coisa vai melhorar para o nosso partido, o do Cidadão.

“Furo” de Garagem

Por Adamo Bazani

Todo admirador de ônibus, além de gostar de saber do passado e de como os sistemas de transportes se tornaram o que são, é ligado numa novidade. É o “Furo de Garagem”.

Então vão algumas novidades no ABC Paulista.

O KM EAOSA MASCARELLO

A EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, que serve os municípios de Mauá, São Caetano do Sul, Santo André e São Paulo foi obrigada a renovar a frota. E o processo já começou. Antes mesmo de chegar às ruas, flagramos um Mascarello Articulado GranVia na garagem, com motor Volkswagen.

ALPHA - NOVA PINTURA 1

Já o poder municipal de Mauá, obrigou as duas empresas que operam na cidade, Barão de Mauá e Januária, que são do mesmo grupo, a adotar um novo padrão visual. Foi possível flagrar um Caio Alpha com nova pintura, um Caio Foz micro sendo pintado e mais um bi-articulado que vai fazer o inédito serviço no ABC (como antecipou este blog), carroceria Marcopolo, motor Volvo.

Para um busólogo de verdade, nem mesmo a dor ou as dificuldades, impedem um “furo de garagem”. Graças a estes, os passageiros já sabe o que vem por aí nos transportes. E em várias regiões do País, um número cada vez maior de busólogos corre atrás destas novidades.

Adamo Bazani é busólogo sem nunca deixar de ser repórter.