Aula de ciências do professor Serra


São mais de 100 mil acessos até agora para o vídeo em que o governador José Serra (PSDB) ensina a combater a gripe suína, que está no You Tube. E eu não havia assistido à esta explicação até agora, apesar de ter sido feita no fim de abril. Neste domingo, fez sucesso também no Pânico, da Rede TV!

Avalanche Tricolor: Te espero na Quarta !

Souza é o craque do momento

Grêmio 1 x 1 Santos
Brasileiro – Olímpico

Ver o Grêmio disputar o Campeonato Brasileiro era um orgulho para a torcida que na época se satisfazia com os títulos regionais. Cruzar com os times do centro do País, leia-se Rio e São Paulo, era sempre uma façanha. Os craques do futebol nacional jogavam por lá. Lembro que ganhei a camisa de um jogador que fazia sucesso no Fluminense, antes mesmo de ter uma oficial do Grêmio. E naquele tempo, camisa oficial não se vendia na loja, tinha de se ganhar na lábia.

Apesar desta suposta diferença entre os que atuavam no que a imprensa nacional considerava grandes times, o Grêmio sempre fez bonito nos torneios brasileiros de futebol. Em 59, na primeira Taça Brasil, ficou em terceiro lugar. Em 67, ficou entre os quatro melhores na edição inicial do Torneiro Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Em 71, quando a competição se transformou em Campeonato Brasileiro, ficou para a história o gol do argentino Scotta, em 7.08, o primeiro da competição. Foi na vitória por 3 a 0 contra o São Paulo, no estádio do Morumbi (sempre foi um salão de festas do tricolor gaúcho).

Nada supera, porém, os títulos de 1981 e 1996, Dá para colocar nesta lista, a subida para a primeira divisão, em 2005. Tudo isso deu ao Grêmio o primeiro lugar no ranking da CBF que calcula as vitórias, também, nas Copas do Brasil da qual somos os maiores campeões.

Os tempos são outros. O Brasil ficou pequeno após as conquistas das Libertadores e do Mundial. E por mais importante que seja estrear em uma edição de Campeonato Brasileiro como neste domingo, no estádio Olímpico, não se pode esquecer que o que vale mesmo é quarta 13.05, no mesmo local, contra o San Martin.

É lá que a bola cabeceada pelo Maxi Lopez não pode acertar no poste como hoje. É lá que a cobrança de falta do Souza tem de escorregar para dentro da rede e não ser espalmada pelo goleiro. Que o passe do Tcheco tem de chegar no pé de seus colegas. Que as jogadas de fundo do Ruy tem de alcançar a cabeça de nossos grandalhões. Que o Fábio Santos tem de saber porque vai ao ataque.

É lá, na disputa por uma vaga nas quartas-de-final da Libertadores da América, que o técnico interino Marcelo Rospide – que recebeu hoje sua primeira vaia – tem de aprender que o Grêmio precisa jogar sempre no campo do adversário e o esquema com um só atacante já custou a cabeça de um treinador.

Se tudo isso for feito, o empate contra o Santos nesta abertura de Campeonato Brasileiro nem será lembrado pelos torcedores.

De queda de braço

Por Maria Lucia Solla

Ouça ‘De queda de braço’ na voz da autora (música: Round Midnight, Stann Getz)


Gripe Olá,

Você se lembra de quando era legal ficar resfriado? Não, não digo legal porque fosse divertido, mas era socialmente aceito.

Atchiiiim!

Confesso. Sim, estou resfriada. Meu raciocínio anda devagar, quase parando nas curvas mais fechadas. Ou é o tico que espirra, ou o teco que tosse. E a conexão cai.

Resfriado significava, há pouquíssimo tempo, carinho especial da mamãe, das tias, dos amores e dos amigos. Um evento. Nada de escola. Nada de trabalho. Chazinho de limão adoçado com mel, muito suco de laranja, bolinho de chuva e mingau de aveia quentinho.  E cama. Repouso era fundamental. O xarope não era amargo, mas era transgressor; trazia um quê de bebida alcoólica. Em três dias, podia sobrar um restinho de tosse, um espirro aqui, outro ali, mas dava para levar.

Resfriado era um mal banal.

Aprendia-se na escola que muitos tinha morrido em decorrência de pestes, e que a Gripe Espanhola tinha feito um estrago danado. Era história, e só. No Brasil não tinha peste, epidemia, e confesso que não faz muito tempo que ouvi a palavra pandemia, pela primeira vez.

Hoje, valha-nos Deus! Cama? Nem pensar. Não dá. Crise, minha gente. Alerta vermelho! Trabalho é fundamental para o fundamental, só que fundamental não é tão fundamental assim, a gente se arrebenta, sem entender bem porquê. Vai na onda. Foi e será sempre assim.

Hoje, quando resfriados, nos arrastamos para fora da cama e nos entupimos de droga; mas nem assim vencemos o tal do resfriado. É queda de braço. Ele aponta e a gente se arma. Pílulas de todas as cores, em horário apontado na agenda. Resfriar-se é proibido. A queda de braço é tanta que os vírus, certamente movidos por instinto de sobrevivência, como nós, se fortalecem e se defendem como podem.

Hoje, se você espirra em casa, tudo bem. No restaurante, atrai olhares desgostosos de quem se sente ameaçado e chega a desistir da sobremesa e do cafezinho. Pernas, para quê te quero!  Agora, se você espirra no aeroporto… Sabe Deus quando voltará a ver a família.

E eu, o que faço? Vou para cama? Vou à festa na casa do Bertrand e da Sandrine? A paella gigante é tentação demais para uma descendente de espanhóis. Uso máscara? Fico em casa e continuo meu trabalho? Preparei o almoço, de véspera, na panela elétrica, de cozimento lento. Coloquei os ingredientes ali, ontem à noite, e ela preparou um cozido delicioso. Lavo a louça? Dou um cochilo? Saberemos amanhã.

E você, quando fica resfriado, faz o quê?

Pense nisso, ou não, e até a semana

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos escreve no Blog do Milton Jung mesmo abaixo de tossidos e espirros.

Os Batuqueiros da Pauliceia por Osvaldinho da Cuíca

Osvaldinho da Cuíca é batuqueiro da Pauliceia


Dos grandes nomes da cultura musical brasileira, Osvaldinho da Cuíca se une ao jornalista André Domingues para lançar o livro Batuqueiros da Pauliceia, no qual conta a história do samba em terras paulistas. O sambista estava doente, internado no hospital, na época em que os dois batiam papo para que o André reunisse material suficiente para construir esta história. Em pé, pronto para a próxima, Osvaldinho está muito feliz com o resultado do livro, lamenta apenas que “sempre fica faltando alguma coisa para contar”.

Em Batuqueiros da Pauliceia não faltou Geraldo Filme, a importância de Bom Jesus de Pirapora, o nascimento do samba na Barra Funda, e a dimensão que o rádio ofereceu para a música. Um trabalho legal de ser ler, de preferência com o CD rodando com o bom samba paulistano.

Ouça a entrevista com Osvaldinho da Cuíca, no CBN SP

SP Vanguarda promove música instrumental

Grupos de jazz paulistanos se organizam para “vender” a música instrumental para o público, produtores e gravadoras. Algumas das principais bandas da cidade formaram o Movimento SP Vanguarda e pretendem divulgar o trabalho que realizam em jazz clubs, festivais, faculdades e escolas de música. Reunidos virtualmente no My Space e fazendo barulho de verdade – e qualidade – no palco do Centro Cultural Rio Verde, imaginam que será possível ampliar os espaços abertos ao estilo musical que desenvolvem.

Ouça aqui a conversa que tive com o baterista Carlos Ezequiel sobre o SP Vanguarda.

O que faz você se sentir bem ?

Pode parecer slogan de campanha publicitária, mas é a questão que será apresentada aos paulistanos, na semana que vem, em projeto para comemorar os dois anos de fundação do Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade. A entidade lançará o Indicador de Referência para o Bem Estar nos Municípios, batizado de IR-BEM durante evento a ser realizado no dia 15 de maio, sexta-feira próxima, na capital paulista.

Provoquei os ouvintes-internautas do CBN São Paulo a anteciparem aqui no blog itens que poderiam integrar a pesquisa que será desenvolvida pelo Ibope. Veja o resultado acessando o texto que publiquei no TOP BLOG do Mílton Jung.

A realidade dos vôos virtuais

Por Armando Ítalo

Temos a nossa disposição na prateleira das lojas especializadas em softwares uma variedade enorme de games criados para nos proporcionar momentos de distração, abstração e lazer, que  podem se transformar em um hobby saudável ou prejudicial.Muitos jogadores preferem os games agressivos, de guerra, com tiroteios, policiais, aqueles nos quais o jogador atira virtualmente em algum alvo com o propósito de matar, ferir e destruir. Há, também, os games construtivos, que fazem bem a saúde mental e a personalidade do jogador, os que contribuem positivamente na formação, são  produtivos, didáticos e, como não, filosóficos.É sobre este tipo de game que vamos comentar. Em especial os simuladores de vôo.

Conheci a aviação virtual há 15 anos, apresentada pela minha mulher Adine. Passei a usufruir dos dois mundos da aviação, paralelamente, o real e o virtual. Iniciei-me em um velho computador de 32 MB de memória RAM e HD de 1 GB. Um computassauro da espécime Lentium que em lugar de memória tinha uma vaga lembrança.

Os primeiros simuladores de vôo surgiram em 1977 com a assinatura da subLOGIC Corporation. A Microsoft iniciou-se nesta aventura aérea, na década de 80, desenvolvendo e produzindo programas de vôo para computador pessoal, o Flight Simulator. Com o tempo cada vez mais os aficionados em aviação compravam o software. E o simulador foi sendo aperfeiçoado oferecendo ao “piloto” uma boa dose de realismo próxima a aviação real.

Para tanto, add-ons e acessórios foram criados por desenvolvedores no mundo inteiro e distribuídos gratuitamente aos pilotos virtuais em sites especializados como Flifgtsim ou Avsim. Aeronaves, cenários, sons, painéis, instrumentos, condições de clima permitiram que os vôos virtuais oferecessem mais realismo. Só faltam as sensações físicas e a força sentidas numa aeronave real. Em termos de vôo por instrumentos IFR nada  deve a percepção de quando estamos no cockpit de uma aeronave de verdade. Abordo de uma aeronave virtual voa-se em tempo e condições de clima real.

Tente os sites da VATSIM BR e da IVAO. Há possibilidade de voar on line em redes desenvolvidas para proporcionar mais prazer, satisfação e realismo ao piloto. Oportunidade para treinar, estudar, aprimorar-se, divertir-se, relaxar com o auxílio de profissionais da aviação real como pilotos, ex-pilotos e controladores de vôo. Tudo isso de graça e de maneira voluntária.

Assim. meus caros leitores, na aviação virtual, tive a felicidade de contribuir, ao lado de muitos outros pilotos que formam a turma dos Velhinhos.com, para que jovens prodígios – equivocadamente chamados de Nerds – ingressassem na sonhada e concorrida aviação real. Garotos que estão trabalhando em companhias aéreas mundo afora, pilotando aeronaves de verdade, atuando como engenheiros, formados em Ciências Aeronáuticas no ITA, na função de mecânicos, técnicos entre tantos outras atividades relacionadas ao setor. Recentemente soube de dois jovens que foram aprovados no concurso para controlador de vôo da ANAC.

Aproveite o que os games tem de melhor. E até o próximo vôo.

Armando Ítalo Nardi é ouvinte-internauta da CBN, piloto e apaixonado por aviação.

Atchiiiiiim ! É gripe ? Saúde e informação

Máscara para proteger da gripe é exagero, no Brasil

O uso de máscara para se proteger da gripe suína é exagero e ineficiente dizem os médicos, apesar da confirmação dos primeiros casos da doença no Brasil. Assim como não há razão para as pessoas entrarem em pânico mesmo que novos infectados com o vírus apareceçam no decorrer do fim de semana. Ressaltam que a notícia de ontem, quatro pessoas tiveram a doença detectada, e a possibilidade de o número aumentar ainda nesta sexta é resultado da chegada de material apropriado para a realização dos exames. Apenas isso.

Todos os médicos com quem a CBN conversou dizem que é preciso, sim, atuarmos de maneira preventiva, mas que a doença está sob controle. A doutora Nancy Belém, da Unifesp, lembra que de nada adianta sair correndo atrás da vacina da gripe que está nos postos de saúde e farmárcias se a intenção é se proteger do H1N1, vírus que assusta o mundo desde o mês passadp. Enquanto o doutor Juvêncio Dualibi Furtado, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, ressalta que os casos surgidos no Brasil são importados. Até aqui não houve transmissão de uma pessoa para outra dentro do País. E mesmo que haja, há ações para controlar a doença.

Para quem precisa de informação sobre a gripe suína acesse o site da Sociedade Brasileira de Infectologia. É bastante comunicativo e escrito para leigos, como eu e como você. 

Ouça a entrevista com o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvêncio Dualibi Furtado

Ouça a entrevista com a chefe do setor de pesquisa em vírus respiratório da Unifesp Nancy Belém  

Pelo cigarro, “guerrilha” prepara ataque em São Paulo

O Governo de São Paulo diz estar pronto para a “guerrilha jurídica” armada por entidades que defendem a liberdade aos fumantes que se organizam para combater a lei antifumo sancionada ontem, mas que entra em vigor apenas em agosto, no Estado.

A persistirem os sintomas, ninguém poderá mais fumar dentro de bares, restautantes, empresas, clubes e condomínios. Mas lá no escritório tem fumódromo !? Não vai ter mais de acordo com a lei aprovada em São Paulo. O governador José Serra (PSDB) exagerou e ameaça punir até bituca de cigarro ou cinzeiro sobre a mesa.

O secretário de Negócios Jurídicos dele, Luiz Antonio Marrey, parece disposto a conter o ímpeto de Serra na cruzada contra o cigarro. Disse ao CBN SP que haverá muita conversa antes da punição se iniciar, e comedimento por parte dos fiscais. Foi duro, porém, ao responder ao jurista Ives Granda que falou na CBN que a lei é inconstitucional.

Será o constitucionalista Granda um dos terroristas ?

Ouça as duas entrevistas e dê a sua opinião:

Comece com o jurista Ives Gandra que é contra lei

E agora, preste atenção no que diz o secretário Luiz Antonio Marrey