Duas novidades de peso

Por Ailin Aleixo
No ÉpocaSP na CBN

Forneria San Paolo Villa Daslu

A fórmula é a mesma, ambiente moderninho-sofisticado, clientela vip circulando no almoço e no jantar. E com um adendo: a nova unidade fica no primeiro andar da Villa Daslu, onde o trânsito de beldades já é intenso por si só. O salão é até envidraçado, mas quem olha para fora? Se não é sua praia, melhor optar pela matriz na R. Amauri, onde o clima é parecido, mas atenuado pela porta da rua. Já para quem gosta do burburinho, o cardápio, assinado pelo chef Rodrigo Gonçalves, oferece os mesmos atrativos da casa-mãe, com acento ainda mais italiano. Além dos ótimos sanduíches em massa de pizza, servidos durante todo o dia, sem intervalo, são exclusivos da nova unidade os pratos de peixe e três tipos de risotos – vale provar o mare, que traz lula, polvo, camarão, todos tenros e saborosos. De sobremesa, creme de mascarpone e chocolate e charlotte de frutas vermelhas.

Av. Chedid Jafet, 131 – Vila Olímpia, 3841-9680

Bacalhoeiro

São 660m2 de área, dividida em seis ambientes que impressionam. Mas a proposta vai além da instalação faraÔnica cravada na Zona Leste. A ideia, diz o gerente português Norberto Moutinho, é representar a cozinha portuguesado tradicional Antiquarius nesta parte da cidade, A afirmação se justifica pelo cardápio que repete sucessos da fonte inspiradora, para garantir a autenticidade dos pratos, Moutinho trouxe o chef Francisco Everaldo da Silva e cozinheiros que trabalham no Antiquarius, no A Bel Sintra e no Trindade. Deu certo. Preparado com o melhor bacalhau do mundo, o Gadus Morhua, o bacalhau à lagareiro vem em posta alta, dourada no azeite e acompanhado de batata assada, alho, azeitona e brocólis. Mas vale sair do óbvio: prove a perna de cordeiro com feijão branco. Irretocável. Antes, de entrada, peça a frigideira de polvo no sal grosso com bacon. 

R. Azevedo Soares, 1580 – Tatuapé, 2293-1010

Avalanche Tricolor: Prazer, Libertadores !

Jonas luta em mais um ataque do Grêmio

Grêmio 0 x 0 Universidad de Chile
Libertadores – Olímpico

Uma foi no poste. Outra foi no travessão. Teve a que o zagueiro tirou antes da linha do gol. Duas, três ou quatro que o goleiro se esticou todo e desviou para escanteio. Fora o chute prá fora. Os chutes, aliás. Em uma só jogada foram quatro e nenhum foi parar no fundo do poço, como diria aquele famoso locutor esportivo do Rio Grande do Sul que agora só quer saber de sofrer diante da televisão.

Houve dois penâltis, também. Nenhum o juiz viu. Nos restou reclamar dele. E quando ele acertou para nós, ao expulsar o defensor, pouco mudaria no jogo. Afinal, em Libertadores quem está em campo não se importa com quantos o adversário joga. Redobra-se a marcação; o carrinho sai mais longo; para alcançar a bola sobe-se bem mais do que as pernas permitem; chuta-se para qualquer lado. E fica tudo igual, novamente.

Ficou tudo igual mesmo, apesar da enorme diferença do futebol jogado pelo Grêmio em relação a Universidad. de Chile. Já havia acontecido isso com o São Paulo na estréia. E muitos mais vai acontecer daqui prá frente. Aliás, como bem lembrou o técnico campeão do mundo Valdir Espinosa foi também assim que aconteceu com o Grêmio na estréia da Copa Libertadores contra o Flamengo, no estádio Olímpico, em 1983.

E você sabe quem foi o campeão sul-americano e mundial daquele ano, não sabe?

Foto-ouvinte: A criança e o lago

O lago e os meninos

Nas imagens feitas por ouvintes-internautas do CBN São Paulo tem-se noção do prejuízo da cidade com o acidente que secou o lago da Aclimação, na zona cetral/sul de São Paulo. Na primeira foto, Roberto Haathner registrou em janeiro deste ano a visita do filho dele ao parque. Na segunda, Luci Júdice Yizima mostra os meninos na lama que restou do lago nesta terça-feira.

Veja mais imagens do lago da Aclimação clicando na imagem acima

Prefeitura nega falta de manutenção e diz que foi um acidente o lago da Aclimação secar

A ação de despoluição da Sabesp, dentro do projeto Córrego Limpo, foi um dos exemplos usados pela prefeitura de São Paulo para negar que a falta de manutenção tenha sido o motivo do problema que secou o lago da Aclimação, na zona central/sul da capital paulista. O secretário do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge disse que foi um acidente o que aconteceu no parque.

Nesta manhã, a repórter Luciana Marinho, da CBN, conversou com Eduardo Jorge e com o diretor de parques da prefeitura, Valter Vendramini, que estavam no Parque da Aclimação.

Ouça aqui a entrevista com o Secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge

Ouça aqui a entrevista com o diretor de parques da prefeitura de São Paulo, Valter Vendramini

Ambientalista fala de impacto na região

Ar mais seco e aumento no número de mosquitos podem ser dois dos efeitos provocados na região do bairro da Aclimação devido ao incidente no lago, na segunda-feira. É a opinião do ambientalista Malcom Forest, presidente da ONG AMAR, em entrevista ao CBN SP.

Ouça a entrevista do ambientalista Malcom Forest

Trote: origem e destino

Por Carlos Magno Gibrail

Calouro , foto de Diogo MeloMais da metade dos adolescentes não reconhece limites, é o que registra recente pesquisa da PUC SP.

Bruno C. Ferreira a vítima do trote 2009 na Veterinária de Leme e seus algozes fazem parte de que metade? Como estarão analisando o trote contemporâneo e a legislação que está por vir os estudantes da Medicina Pinheiros, que há 10 anos assassinaram Edson Hsueh e foram absolvidos?

Elide Signorelli, psicanalista da UNICAMP tenta explicar o trote: “O jovem está num momento muito importante de sua vida, em que finaliza um ciclo e fecha as portas para a infância e adolescência. Sem dúvida é uma ferida na ilusão de perpetuar, por mais tempo, uma condição infantil. Por isso, penso que os veteranos, feridos em seu narcisismo, esperam, ao receber os calouros, a oportunidade de serem os agentes dessa “notícia”.”

Para o psicólogo Antonio Zunin, da Universidade Federal de São Carlos e autor do livro O Trote na Universidade : “O trote está inserido numa relação de soberba intelectual com práticas de integração sadomasoquista”. A palavra tomada do passo do cavalo representa a ação de domar o animal entre a marcha lenta  e o  galope e para tanto há que usar o domínio através de comandos e chicotadas.

O Prof. Oriowaldo Queda da ESALQ pesquisou entre seus alunos durante longo tempo através de eficiente expediente. Dava um ponto a mais na sua matéria se o aluno se dispusesse a descrever 3 trotes violentos e 3 brincadeiras . Junto com o professor Antonio Almeida analisaram as respostas que originou em livro do qual destacam que efetivamente o trote é uma tradição de barbárie, quer dizer , nas suas origens é um instrumento extremamente discriminador entre as pessoas. Ao contrário do que alguns pregam. É uma violência que ocorre principalmente nas áreas que originaram a Universidade no Brasil, Direito, Medicina e Engenharia e que fornecem a maior parte da “elite brasileira”.Conservadora e monopolista.

O Prof. Almeida acentua “O que é um elemento curioso e que faz parte das nossas explicações hoje sobre o trote, é que este ocorre dentro da universidade, diante de toda a intelectualidade brasileira. Então o sujeito é pesquisador antropólogo, pesquisa índios e outras situações, e jamais fez uma investigação sobre o trote”.

A partir daí conclui que esta falta de pesquisa comprova que a Universidade quer o trote, para formar uma falange conservadora que apóie politicamente dirigentes tradicionalistas. Como professor da USP não pode criticá-la nem a Unicamp, nem tampouco fazer pesquisa sobre trote.

Se ainda restar alguma dúvida que trote é barra pesada, Glauco Matoso, autor de ampla pesquisa sobre trote, alerta que a ditadura recrutou torturadores nas hostes militares e nos trotistas universitários.

Diante das barbáries modernas fomos ao passado e encontramos as origens nos ritos de passagem das sociedades orais que antecederam a escrita.

Nos bons tempos gregos Platão faz referências ao trote entre os alunos que entram para a academia. Mas o primeiro trote universitário documentado foi em Paris no ano de 1342. Era uma operação “social” e “profilática” propondo-se a receber a maioria que vinha da zona rural introduzindo-a aos ritos universitários. Raspava-se o cabelo, queimava-se a vestimenta e mantinha o calouro no vestíbulo, daí o vestibulando. Na Alemanha em 1491 documentos descrevem rostos esfolados e refeições regadas a vinho com urina e temperos de fezes de animais. Inglaterra e Espanha também tinham suas especialidades, naquela ficava-se discursando, afinal o vernáculo é de Shakespeare, totalmente nu e em cima de uma mesa enquanto nesta era tortura direta.

No Brasil, logo que chegou vindo de Coimbra pela via do Direito, Francisco C. Menezes foi morto por Joaquim S. de Carvalho em Recife no ano de 1831.

Hoje passados dois séculos, estamos em pé de igualdade, pois neste mês efetivamos o 10º aniversário da morte de Hsueh da Medicina Pinheiros além de presenciar em Leme estudantes serem atirados ao chão e empanados em fezes.

A única diferença é que ainda em fevereiro 2009 a Câmara aprovou a criminalização do trote. Um avanço, pois nos desenvolvidos os ritos de passagem continuam.

Que seja em boa hora.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta escreve aqui no blog. Já foi “bixo” e veterano, sobre participação em trotes nada consta.

Imagem: Diogo Melo

Obras tem de anunciar se não usam amianto, em São Paulo

Pelo fim do amianto

“Nesta obra não há utilização de amianto ou produtos derivados, por serem prejudiciais à saúde”.

O aviso tinha de estar em local visível em todas as obras, públicas e privadas, no Estado de São Paulo, de acordo com lei estadual de número 12.684/2007. Na capital paulista tem lei semelhante (13.113/2001) aprovada seis anos antes. Boa parte das construções, porém, não respeitam esta determinação, segundo a gerente do Projeto Estadual do Amianto, da Superintendência Regional do Trabalho, em São Paulo, Fernanda Giannasi.

O assunto surgiu na programação após a informação de que o governo de São Paulo havia construído salas de aula provisórias com madeirite e telhas que, temia um ouvinte-internauta, fossem produzidas com amianto. A empresa responsável pelo produto divulgou nota afirmando que desde a década de 90 baniu o produto cancerígeno.

Agora, o projeto responsável por coordenar a substituição do amianto, ligado ao Ministério do Trabalho, lembra da necessidade de os Governos do Estado e da Capital fiscalizarem o cumprimento da lei. Na imagem acima, o exemplo de qual deve ser o procedimento das empresas nas obras.

“A Voz do Cidadão” faz paródia do “Adote um Vereador”

A entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) na qual denunciou colegas de partido por crime de corrupção motivou o publicitário e consultor Jorge Maranhão, criador de A Voz do Cidadão – Instituto de Cultura de Cidadania, a convidar os eleitores brasileiros a se mobilizarem para que a reforma política seja discutida e votada no Congresso Nacional.

Maranhão, em comentário que faz no programa CBN Total, lembrou que a cultura da cidadania cresce no País com cerca de 150 entidades, atualmente, monitorando o trabalho nos poderes legislativo e executivo. Citou, também, a campanha “Adote um Vereador”, ideia desenvolvida pelo CBN SP, como exemplo a ser seguido no restante do Brasil. Lançou, inclusive, uma espécie de paródia, propondo o “Adote um Senador”.

A Voz do Cidadão é um instituto criado por iniciativa de Jorge Maranhão, da Propaganda Professa, empresa que há 25 anos atua no mercado da comunicação. Dentro do projeto da instituição qualificada como Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), a Voz do Cidadão se concretiza através de um programa de rádio e um site que já se transformou em referência na discussão sobre a importância de se exercer a cidadania.

Por tudo isso, a lembrança de Jorge Maranhão é o reconhecimento do trabalho voluntário realizado por ouvintes-internautas da CBN e eleitores de São Paulo e outros estados brasileiros que já  se transformaram em padrinhos de vereadores.

Ouça aqui o comentário de Jorge Maranhão, em a Voz do Cidadão, no CBN Total.

Restaurantes com novidades no cardápio

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Tantra

Para aproveitar a moda indiana impulsionada pela novela, o chef Eric Thomas lançou novos pratos inspirados na perfumada culinária do país, oferecidos no menu à la carte. Ele passeia pelos costumes alimentares de várias regiões e prepara inclusive uma receita vegetariana – o cabelo de anjo com cogumelos frescos e ervas aromáticas, acompanhado de pães indianos. Há ainda um frango (ou cordeiro) assado no forno tandoor, salmão ao curry, cheesecake de cardamomo e lassi, bebida à base de iogurte e especiarias, ideal para refrescar o paladar diante de tantos temperos. A novidade chega também no bufê Mongolian Grill, que permite ao cliente escolher os ingredientes do prato que será preparado na chapa. Agora, 70% deles são indianos.R. Chilon, 364 – Vila Olímpia – São Paulo – SP 3846-7112/3842-8874

Fazenda MC

Está em cartaz o 8º Festival de Carnes Red Angus. No almoço e no jantar, a clientela pode provar mais de 50 cortes artesanais, sempre em porções de 100 gramas, provenientes da fazenda do proprietário, na região de Campinas. Todos são preparados na churrasqueira de carvão, à vista do salão, pelo chef Rogério Carneiro da Cunha. Tem assado de tira, coração de picanha, costela no bafo, ossobuco, paleta, bistecão, bife ancho e até linguiça com pimenta, entre outros pedidos. Para acompanhar, 30 opções de saladas e 15 de sobremesa. Toda essa comilança sai a R$ 55,90 por pessoa. R. Henrique Schaumann, 251 – Jardim Europa – São Paulo – SP 3775-5001

Rosmarino

O restaurante está promovenod um festival de terrines doces. Até dia 20 março, cinco receitas integram o menu de sobremesas. A tradicional da casa leva chá de hortelã e mel, casca de laranja, manga, uvas e lichia. há ainda versões de frutas secas, de frutas vermelhas, de frutas tropicais e uma terrine de pannacota com chocolates branco e preto. Todas custam R$ 12 a porção. R. Henrique Monteiro, 44 – Pinheiros – São Paulo – SP  3819-3897