O Brasil é adepto a política do sofá. Basta tirá-lo que o marido não será mais traído, pensam seus defensores. Nesta semana, duas ideias comprovam que aumenta cada vez mais o número de adeptos a tese. Em Londrina, a Justiça proibiu a venda das pulseiras do sexo, adereços coloridos usados por adolescentes que significariam cada uma um tipo de relação com parceiros (de beijo na boca à sexo oral, podendo passar por todo o espectro sexual). Uma menina de 14 anos foi estuprada por três jovens, um maior de idade, e a pulseira está condenada. Melhorar a educação, fortalecer varlores e incentivar a relaçao pai-filhos, deixa pra outra hora.
Em São Paulo, cada dia surge uma novidade em defesa do silêncio urbano, depois da desastrada tentativa de implantar a lei do barulho, na Câmara Municipal. Agora, o vereador Jooji Hato (PMDB) pretende fechar os bares à meia-noite. Seria matar dois coelhos com uma cajadada só (se o politicamente correto assim me permite escrever): ninguém mais incomodaria o vizinho e a violência diminuiria, diz ele. Tornar o serviço do PSIU, matido com nossos impostos, mais eficiente é coisa pra mais tarde.
Ouça aqui a entrevista do vereador Jooji Hato e suas explicações
Sobre o assunto, aliás, a Luciana Marinho conversou com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Percival Maricato que lembrou que estes projetos de lei tem como origem a incapacidade das autoridades de tratar os grandes temas: “É gorjeta, lei seca, antitabagismo, manobrista, cardápio para o cego, cadeira para o gordo, a espuma do chopp e o lugar pra cachorro”, disse na entrevista que você pode acompanhar aqui.
Com a campanha eleitoral beirando, sugiro que alguém erga a bandeira: “Abaixo, o sofá !”





