Consumidor 2017 valoriza Qualidade e Variedade mais do que Atendimento

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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mobilidade está entre as demandas atuais do consumidor

 

 

Depois de 14 anos encabeçando a lista dos atributos que as marcas precisam para serem consideradas de respeito pelos consumidores, o Atendimento cai para terceiro lugar. Essa informação é da pesquisa CIP Centro de Inteligência Padrão* realizada pela CA Ponte Estratégia com a Stella Kochen Susskind Consulting. Divulgada e apoiada pela Revista Consumidor Moderno.

 

 

A perda da liderança após 14 anos evidencia uma ruptura significativa, ampliada pelo fato de que o comparativo com o ano passado dá uma queda de 57% para 27% na avaliação da importância do Atendimento para o consumidor.

 

 

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Ao estar ranqueado atrás de “Qualidade e Variedade de produtos”, com 29% em primeiro lugar, e de “Preços atrativos, promoções, ofertas vantajosas e facilidade de pagamento”, com 28% em segundo lugar, o “Atendimento” aparece em terceiro lugar com 27% de importância. Fato que a primeira vista pode ser lido como uma tendência do brasileiro passar a ser um consumista à busca de ofertas, sem considerar a relação com as marcas que aprecia.

 

 

Para quem milita há anos com a relação consumidor/compras esta nova posição do Atendimento é um susto, que na verdade é revertido ao ouvir a Stella Susskind, executora desta e das pesquisas anteriores:

 

 

“O Atendimento no Brasil virou commoditie, a maioria das empresas atende da mesma maneira:

 

 

– Bom dia, meu nome é Anne, qual é o seu?
– Qual é o nome do seu cachorrinho?
– Muito obrigado por pisar na nossa loja!

 

 

Isto quando não vira inquérito policial, com uma infinidade de perguntas, sem, é claro, um cumprimento amável, um olhar simpático, bom humor, etc.”

 

 

Stella complementa afirmando que existe uma grande oportunidade de reverter favoravelmente o valor do Atendimento ao colocar naturalidade e criatividade neste processo. A seguir elenca as demandas atuais:

 

 

– Mobilidade: quero tudo fácil, de preferência em um lugar só ou próximo;
no caminho de casa.

 

 

– Trânsito infernal, queremos rodar menos

 

 

– Violência, queremos segurança

 

 

– Atendimento diferenciado respeitando o aspiracional de personalidade de cada consumidor

 

 

– Várias gerações consumindo: Baby Boomers, X, Milenials. Cada uma com suas demandas e hábitos

 

 

– O brasileiro viaja, algo que não acontecia com frequência no século passado
E mais…

 

 

– UNIQUENESS ! “Eu sou único, o atendimento também tem que se diferenciar”
CHEGA DO MESMO !

 

 

Estamos, portanto, diante de uma grande oportunidade de diferenciação. As marcas que assumirem uma postura de atendimento dentro das novas demandas, certamente serão identificadas como aquelas que respeitam o consumidor, oferecendo produtos e serviços numa relação de empatia, naturalidade e individualidade.

 

 

Marcas de respeito

 

 

Os entrevistados na pesquisa escolheram as categorias de produtos que tiveram experiências de compra nos últimos seis meses e avaliaram o grau de respeito que as empresas envolvidas tem com o consumidor. Numa escala de 0 a 10.

 

 

Destaques:

 

 

Quadro 1

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 
* A Pesquisa: foram pesquisadas 1490 pessoas, de 25 de outubro a 3 de novembro pela WEB através do aplicativo Mindminers, do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Considerando um Universo de homens e mulheres com acesso a internet, das classes A,B,C,D no critério Brasil e maiores de 18 anos.

Ocimar Versolato, gênio na Moda e ingênuo no Varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Quem visitou uma das sete lojas Ocimar Versolato que compuseram sua derradeira escalada nos holofotes da moda entendeu bem as láureas que recebeu. As coleções expostas em São Paulo, Rio e Brasília, transmitiam o talento de Ocimar. Em adequada e sofisticada ambientação, se encontravam inigualáveis vestidos de festa, ou requintadas camisas masculinas.

 

Uma raridade e um luxo que não comportavam a existência de sete pontos de venda. Talvez dois no máximo.

 

E Versolato já tinha 11 anos de experiência, dos quais sete na França. Onde atingiu o topo que nenhum estilista brasileiro conseguiu alçar. Foi membro do seleto grupo Chambre Syndicale de La Haute Couture, entidade máxima da moda francesa. Ocupou o cargo de Diretor de Criação da casa LANVIN, a mais antiga da alta costura, onde teve uma atuação superlativa e inovadora, ao mesmo tempo em que exibia sua marca na Place Vandôme, depois de ser assistente de Gianne Versace e ter trabalhado com Hervé Lérger.

 

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Sua competência na moda despertou a aproximação de outras personalidades em diversas áreas como Sebastião Salgado, que durante dez anos fotografou seus desfiles, e Cacá Diegues, que o contratou para os figurinos de Tieta do Agreste.
As atrizes e cantoras não ficaram alheias ao seu sucesso e por vezes seus modelos estavam presentes no Oscar ou nas paradas de sucesso. Com a diferença que não emprestava nem doava. Os modelos eram vendidos.

 

Ainda assim a concorrência que doava não perdoava. A ponto de ter um episódio novelesco com a cantora Ophelie Winter, a quem ele fora contratado para mudar a imagem dela. Da breguice, como estava sendo vista, para o chique. Winter virara atriz e teria apresentação em Cannes. O pessoal do Giorgio Armani enviou um vestido de presente. Ela recusou e informou que usaria Versolato, o que redundou em ameaça de nunca mais ser permitida a entrada dela nas lojas e eventos Armani. Ophelie cumpriu com o prometido. Armani nunca mais.

 

No Brasil, foi marca de automóvel, um modelo CITROEN Ocimar Versolato com apelo contemporâneo e fashionista. Sandra Habib aproximou Sergio, seu endinheirado marido, proprietário da holding dos automóveis Jaguar e Citroen, de Ocimar. Juntos constituíram uma empresa para produzir e comercializar moda feminina e masculina criada por Versolato. Coube ao casal a operação e finanças, cujo planejamento foi apresentado a Ocimar visando a abertura simultânea de sete lojas iniciais. De acordo com Ocimar*, a quantidade o assustou mas deixou que se executasse.

 

Inexplicável, pois o casal não era do ramo e o plano previa uma quantidade exagerada e inadequada de lojas. Ao mesmo tempo em que indicava inaugurações em sequência sem a maturação necessária e gradativa. O fechamento das lojas era inevitável e em pouco tempo, mesmo com a discordância de Ocimar, a operação foi encerrada.

 

A seguir, escreveu “Vestido em chamas” onde conta seus principais momentos, finalizando com uma premissa de vida:

“Obstáculos sempre existem, e nossa tarefa é não nos deixar abater e encontrar nos mesmos a força necessária para superá-los. Agora, se além da força, tivermos talento, tudo fica mais fácil.”

Tudo indica que a trajetória talentosa de Ocimar poderia ser mais fácil se o gênio não fosse tão genioso.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

*Livro
Versolato, Ocimar
Vestido em chamas/Ocimar Versolato- São Paulo
Aleph, 2005

Educação jogada na sarjeta das escolas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O Morumbi é dos bairros paulistanos o que abriga uma das maiores concentrações escolares da cidade. São mais de 50 estabelecimentos de ensino. Na grande maioria entidades privadas que figuram entre as mais elitizadas do país.

 

As escolas públicas, embora em minoria, não desapontam em presença, pois há ruas como a Dr. José Carlos de Toledo Piza que abriga duas entidades. A Escola Estadual Maria Zilda Natel e a Escola Estadual Profa. Etelvina de Gois Marcucci.
E é justamente nessa rua e na frente das respectivas escolas que recebemos a informação, ilustrada em fotos, do deprimente cenário de apostilas dilaceradas e jogadas na sarjeta.

 

O fato e a foto certamente podem ser analisados sob diversos ângulos, sociais e psicológicos. Entretanto, a evidência que reclama e exige uma providência é a reação que deveria haver e, aparentemente, não houve por parte das escolas responsáveis pelos autores desta agressão aos livros didáticos.

 

Segundo os moradores da vizinhança, não é o primeiro ano que isto acontece e as apostilas ficaram no local sem que houvesse uma remoção imediata.

 

O ignóbil desta atitude de quem destruiu os livros é que, justamente, o meio pelo qual as diferenças podem diminuir entre as classes sociais e culturais em contenda foi o alvo do ataque: os livros.

 

É hora e é tempo de uma atitude das autoridades competentes, pois as agressões de uma forma geral estão elegendo os prédios escolares, os professores, os colegas e agora os livros. Que, além disso, ao serem atirados na rua deixarão de transmitir conhecimento para poluir e entupir galerias.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Se o varejo ouvisse mais Warren Buffet evitaria prejuízo ao ambiente urbano

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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No Top of Mind 2017 o meio ambiente não se destacou. À indagação qual a marca vinculada a preservação do meio ambiente, 66% dos pesquisados não citaram nenhuma.

 

É uma realidade evidente que mostra que a maioria dos brasileiros não se detém na ecologia. E a relação entre a preservação ambiental e a exploração econômica fica desequilibrada.

 

Neste cenário, o Morumbi é um bom exemplo. O Morumbi é o bairro paulistano que possui a maior área verde da cidade, ao mesmo tempo em que abriga alguns ícones da capital. A fundação Eng. Oscar Americano, Hospital Albert Einstein, Hospital São Luis, Casa da Fazenda, Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, Clube Paineiras, Estádio do Morumbi e o Palácio dos Bandeirantes.

 

A Avenida Morumbi, sua principal artéria, vem há anos sendo cobiçada por comerciantes e construtoras, em contenda com uma pequena população ambientalista, que mesmo sem o apoio da Prefeitura vem sempre lutando. De qualquer forma até hoje se conseguiu que a atividade comercial se aglutinasse apenas nas proximidades da Ponte do Morumbi.

 

Entretanto, nesta semana, deverá inaugurar mais uma loja do grupo RaiaDrogasil, maior rede de farmácias do país, nos arredores do Palácio dos Bandeirantes, no cruzamento da Av. Morumbi com a Av. Dr. Alberto Penteado. Com uma arquitetura absolutamente inadequada ao entorno.

 

O grupo certamente não acredita nas premissas de Warren Buffett, que assegura que o formato do varejo atual está morto. Para o investidor americano que acumula riqueza de US$ 70 BI, as grandes cadeias terão que rever estratégias e dar atenção à internet. Suas projeções sobre as dificuldades da Sears e Kmart se efetivaram e seus relatos sobre o fechamento de centenas de lojas dos grandes varejistas americanos, como Wal-Mart, Macy’s, JC Penney, apontam para esquemas vitoriosos como o da Amazon.

 

Se Warren Buffett estiver certo e esperamos que esteja, o e-commerce, quem diria, além de conforto pessoal trará benefício extra ao meio ambiente.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Um nome para a marca

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Já escolheu o nome da sua marca?

 

A recente publicação do Top of Mind 2017 trouxe oportunamente o tema das marcas para a grande mídia. Destaca-se a teoria e prática dos nomes para as marcas, na busca das melhores maneiras de encontrar a fórmula do sucesso. E a marca é um dos componentes para que os produtos ou serviços ofertados ao mercado tenham resultado favorável.

 

A marca OMO, Top of Top de todos os Top of Mind, é um bom exemplo.

 

Omo é uma abreviação de Old Mother Owl (Velha Mãe Coruja) assimilando sua sabedoria e colocando os seus olhos em cada uma das letras “O”. É um nome curto, sonoro e agradável.

 

O Planejamento Estratégico que irá definir os parâmetros de um novo negócio terá que estudar o nome a ser dado ao produto e/ou serviço planejado. E esta é a última etapa do processo, pois a marca a ser escolhida terá que se relacionar com os fatores técnicos e emocionais envolvidos.

 

Na Folha de domingo, Jaime Troiano e a filha de Al Ries, Laura Ries, expõem pertinentes aspectos da formação de critérios para o batismo de uma marca.

 

Troiano relata que a marca a ser escolhida deve obedecer aos seguintes pontos:

Escolher a Mensagem certa
Ouvir outras opiniões
Escolha atemporal
Busca do inusitado
Alcance global
Sem genéricos
Pronúncia simples
Boa sonoridade
Licença poética
Correção de rota

 

Laura Ries sugere que os nomes de marca devam:

 

Combinar palavras existentes
Mostrar a categoria a que pertencem
Ser atraente
Fácil de lembrar
Eliminar neologismos
Nome próprio bonito
Mudança recomendável até o segundo ano de existência

 

Neste contexto, cabe ressaltar que esses postulados, embora básicos, não devem ser tomados como definitivos. Donde elencamos as seguintes considerações:

 

Questionar os padrões.
Considerar a especificidade do negócio: na moda e na arte o nome próprio é o mais usado e o recomendado.
O nome próprio não necessariamente precisa ser adaptado: exemplo é Alexandre Herchcovitch.
O nome pode ser feio e significar coisa feia e ter sucesso: PAKALOLO, maconha.

 

Podemos, portanto, inferir que o nome ideal é aquele em que se identifica a categoria e o benefício a ser ofertado.

 

Nesta mesma edição da FOLHA, o jornalista Fernando de Barros cita “Já tá chegando”, “Multicoisas”, “Mania de churrasco”. Aos quais acrescentaria: “Zero Cal”, “Seda Xampu” e “Maria Bonita”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O Estado reprovado como gestor avança como interventor

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A proibição total do aborto cogitada neste momento por uma minoria coloca em evidência a excessiva intervenção do Estado nos assuntos pessoais.

 

A Administração Pública não dá conta das atribuições que lhe compete, pois é má feitora, péssima gestora e interventora indevida, e agora quer ampliar a intromissão em direitos individuais das cidadãs brasileiras.

 

Ao mesmo tempo aflora a incongruência de liberar o fumo e o álcool, quando proíbe o jogo, o aborto e as drogas.

 

A proibição ao jogo é insustentável a qualquer argumento adulto. A não ser quanto a paternalismo ou estatismo.

 

O aborto tem seu melhor exemplo no caso americano da redução da criminalidade.

 

Rudolph Giuliani, prefeito de Nova Iorque, empossado em 1994, foi o herói aparente da mudança nos índices policiais. Entretanto o economista Steven Levitt e o jornalista Stephen Dubner foram os anti-heróis ao mostrar matematicamente que a causa real foi a lei que descriminalizou o aborto. Os filhos indesejáveis deixaram de nascer.

 

“O que o vínculo aborto-criminalidade nos diz é: quando o governo dá a uma mulher a oportunidade de escolha, ela pondera se está em condições de criar bem o bebê. Se não está, geralmente opta pelo aborto”.

 

O New York Times Magazine relatou:

 

“Em seu trabalho a respeito do aborto, Levitt e seu coautor avisavam que suas descobertas não deveriam ser erroneamente interpretadas como um aval ao aborto. Apesar de tudo, o assunto conseguiu ofender praticamente todo mundo. Os conservadores ficaram furiosos, os liberais manifestaram decepção com a discriminação contra as mulheres pobres e negras. Os economistas argumentaram que a metodologia não era sólida. Enquanto a mídia se esbaldava com o tema.”

 

A questão das drogas, a mais controversa de todas, não pode ignorar as pesquisas realizadas. Por exemplo, o Juiz Roberto Luiz Corcioli Filho em artigo apresenta a seguinte nota:

 

Conforme notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo (Álcool provoca mais prejuízos que crack, heroína e maconha), “o álcool é uma droga mais perigosa do que o crack e a heroína e três vezes pior do que a cocaína e o tabaco, de acordo com pesquisadores do Comitê Científico Independente para Drogas do Reino Unido. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os riscos associados ao álcool causam 2,5 milhões de mortes por ano”.

 

Enfim, é preciso questionar as (ile)gítimas intervenções do Estado sob o propósito de proteger o cidadão de uma conduta auto lesiva.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.
 

A Ku Klux Klan e a compra de Ponto*

 

 

 
Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Stentson Kennedy, emérito defensor dos direitos humanos, descobriu em meados da década de 40, como espião, que a Ku Klux Klan era uma fraternidade regida a juramentos, senhas, hinos de louvação própria, ao lado de incentivos altamente amedrontadores. Com códigos para identificar seguidores, como o da mão esquerda movimentando-se como um peixe, ou da procura do “Sr. Ayak” (Are you a Klansman?). Tudo sob o manto do ultrassecreto.

 

 

Esta criptografia apoiada na crença da supremacia branca, com eficiente arrecadação, e comunicando medo como atributo, compunha o alicerce da Ku Klux Klan, que crescia em todo o país. E, curiosamente as ações violentas nem eram mais tão necessárias. O medo, com o tempo, inibiu seus alvos, os negros e outras minorias.

 

 

Stentson Kennedy resolveu lutar contra, e depois de não obter sucesso por meios legais, resolveu ir à imprensa. Foi ao programa de rádio “As aventuras de Superman”, que depois de atacar Hitler, Mussolini e Hirohito elegeu a Ku Klux Klan como o vilão da vez.

 

 

Após alguns programas a KKK estava desmoralizada. As crianças brincavam procurando o Sr. Ayak, e toda a hierarquia veio a público.

 

 

A informação do sistema Ku Klux Klan, ao torná-lo público, desmontou o esquema de atração e sustentação. Fato previsto quando Kennedy percebeu o poder da informação em si. A força da Ku Klux Klan vinha em boa parte da sonegação de informação.

 

 

Cenário padrão na compra e venda de imóveis.

 

 

Hoje, com a evolução dos meios de comunicação, e a evidência da internet, o comprador tem mais chances de se aproximar da informação crucial do produto a ser comprado. Ainda assim o corretor detém a informação final do preço e condição definitiva. A não ser que haja transgressão por parte do corretor, e vaze a informação ao comprador.

 

 

No caso, por exemplo, de negociação para compra de um ponto comercial em Shopping Center, é importante observar os seguintes fatores:

 

 

1. Na relação comprador – vendedor o especialista é o vendedor. É o mesmo que paciente médico. Como paciente cabe a você saber os sintomas, e cerificar-se que a receita esteja correta.

 

 

2. Respeite a hierarquia comercial do Shopping. Ela é determinada pelo nível da sua marca. Marcas Satélites devem começar com os corretores.

 

 

3. O interesse do corretor pode não ser o mesmo que o seu, nem o do Shopping. Vai depender do sistema de remuneração. E ele é o especialista.

 

 

4. No caso de franquia é melhor que o franqueador participe ativamente na negociação.

 

 

5. Procure negociar com exclusividade. Os shoppings preferem negociações individuais a grupos. Se a sua marca for a mais importante será a mais beneficiada, mas ainda assim é preferível atuar exclusivamente. Se não for, pior ainda.

 

 

6. Levante o maior numero possível de informações sobre as condições comerciais similares dentro do Shopping e em outros. É importante a precisão na proposta. Sem valores fora do padrão, mas no contexto da atualidade. Ainda é época de crise e de transformação, o que ajuda na negociação para lidar com valores abaixo da realidade anterior.

 

 

7. Na compra do ponto leve em consideração, além da CDU Cessão de Direito de Uso, o CTO Custo Total de Ocupação, que inclui AMM Aluguel Mínimo Mensal, Aluguel percentual, Condomínio e Fundo de Promoção. A CDU é um investimento único, mas o custo de ocupação é mensal por cinco anos.

 

 

8. Cuidado com pacotes de compra de Pontos comerciais. Nos pacotes poderá haver troca de gentilezas, e incluir Ponto duvidoso.

 

 

9. Esteja atento com Shoppings novos e também com oportunidades. Não descarte estas opções, mas saiba que em geral levam a maus resultados.

 

 

10.Depois de tanto trabalho e dinheiro investido na aquisição de um Ponto, não descuide. Controle. Não é rara a perda do Ponto por falta de acompanhamento.

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 

*Extraído e adaptado do livro “FREAKONOMICS o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”. Capítulo 2. ​Em que a Ku Klux Klan se parece com um grupo de corretores de imóveis? Do economista Steven Levitt e do jornalista Stephen Dubner.

Seis pontos para escolher bem o seu Ponto

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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A escolha do Ponto Comercial é uma das facetas do processo decisório, que deve estar associado ao Marketing Mix como um todo.Ou seja, os componentes do Marketing Mix: Produto, Preço, Promoção, Pessoas, Processos e Prova Física já devem estar conceituados para a configuração do Ponto.

 

Ao elaborar os pressupostos para o Ponto, sempre referendando o consumidor, como deve ter sido o critério dos Ps já definidos, é recomendável que se inclua a proposição comportamental. Afinal, Richard Thaler, Nobel de Economia deste ano, foi laureado por seu trabalho introduzindo a Psicologia nas tomadas de decisão, limitando, portanto a racionalidade, e trazendo uma dose de emocional.

 

Vejamos então alguns critérios importantes para a escolha do ponto comercial:
1. O ponto é um ativo financeiro e imobiliário.

 

A primeira consideração a ser feita é relacionar as condições do ponto com os pressupostos do Marketing Mix. Portanto, ele tem que servir às condições ideais do negócio a ser instalado. De forma a propiciar ao cliente as melhores experiências de compra, suprindo o racional e o emocional. Se não haverá perda para o concorrente ou para a internet. Portanto, o Ponto tem que servir ao negócio a ser instalado, antes de ser um negócio financeiro ou imobiliário.

 

2. Paradigmas populacionais

 

Estabelecer mínimos de habitantes por cidade ou número de visitantes por shoppings deve servir apenas como guia. Há muitas regiões fora do padrão que podem abrigar lojas de porte. Encontramos também cidades sazonais que podem ser boas para difusão de marca e novos lançamentos e algumas até mesmo para manter regularidade. Campos de Jordão, Ubatuba, Angra, Camboriu.

 

3. O Custo Total de Ocupação como fator definitivo

 

O CTO deve ter parâmetros limitativos. Evidentemente que segmento, tamanho e marca são itens que mudam as condições e determinam a necessidade de cada empresa estabelecer números de controle. Com ele se poderá avaliar a capacidade do ponto a ser escolhido em suportar o CTO previsto. A verdade toda, entretanto, não é essa se a venda superar a estimativa.

 

4. O Ponto para vendas programadas ou por impulso

 

Se o negócio a ser instalado é facilmente definido como “destino” ou “passagem”, não há mistério na busca do ponto ideal. Salão de beleza ou Restaurante sofisticado são bons exemplos como destino. As lojas de moda feminina podem ser destino e passagem, dependendo do perfil. Neste caso há que se estudar a viabilidade de ponto considerando custos e emoções.

 

5. O Ponto ao lado de concorrentes diretos

 

A organização dos espaços categorizando os diversos tipos de lojas para facilitar a escolha dos clientes notoriamente beneficia a todos. Portanto, relutar em escolher ponto evitando estar próximo a concorrentes não tem sentido. Há inúmeras provas da sinergia potencial, inclusive em casos de monomarca que divide presença em shoppings que tem lojas multimarcas com o mesmo produto.

 

6. O Ponto como expressão máxima da marca

 

Escolhido o Ponto, é hora de planejar e controlar. Planejar uma arquitetura que traduza todo o conceito e espirito da marca. Controlar a sua propriedade cuidando do Contrato de Locação.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras. 

Parque do Caxingui: devastação não desanima o cidadão

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As árvores que ocupavam o espaço destinado à obra dos edifícios da Cury construtora já não existem mais. Tratores e serras elétricas se incumbiram eficientemente da tarefa de devastar mais um pedaço de natureza da cidade.
O cidadão que não esmoreceu ante a ameaça de destruição, agora de posse da realidade da destruição efetivada, marcou posição na quarta-feira, da semana passada, e nesta segunda-feira com manifestações públicas. Ao mesmo tempo acionou o Ministério Público Estadual e recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

Daí a Promotora de Justiça Teresa de Almeida Prado Franceschi e da Analista da Promotoria I Natalia Rosa Pelicciari ajuizaram ação civil pública contra o Munícipio de São Paulo, Monterey Incorporadora SPE Limitada e Guaira Materiais de Construção e Administração Ltda. Com o objetivo de apurar os danos causados em meio ambiente protegido. E,impedir que a devastação continue em outras partes da área.

 

De outro lado, a causa acolheu o reforço do vereador Gilberto Natalini do PV, e ex-secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da atual Administração. Natalini, quando secretário, procurou cassar a licença do empreendimento, mas a municipalidade julgou que não tinha direito legal para tanto. Natalini em agosto saiu da equipe de João Doria por suspeitar de compensações ambientais efetivadas de forma irregular.

 

Gilberto Natalini mantendo o apoio à causa entrou com Ação Popular, com pedido de liminar.

 

A expectativa é que as liminares encaminhadas possam ter a mesma eficiência e rapidez que os tratores e moto serras tiveram ao derrubar árvores e destruir nascentes.

 

A esperança é que se possa recuperar através de novo plantio a exuberância da mata perdida.

 

A dúvida é que se o dito popular “A justiça tarda, mas não falha” ainda vale no combalido Brasil de hoje.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras. 

Parque do Caxingui sucumbe a prefeitos e justiça: só resta o cidadão!

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Área onde deveria ser o parque linear

 

 

Uma área de 36 mil metros quadrados no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo, contendo bioma de Mata Atlântica e nascentes da Bacia Hidrográfica do Caxingui, está liberada para a construção de cinco edifícios residenciais de 25 andares.

 

 

A autorização foi dada pela juíza Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, da 16ª Vara da Fazenda Pública. Para o desgosto dos moradores que defenderam a criação do Parque Linear do Caxingui com o intuito de preservar um pouco de mata verde dentro da cidade. E regozijo da Cury Construtora, braço da Cyrela. Parceira da atual administração municipal.

 

 

Essas terras foram classificadas como ZEPAM – Zona Especial de Proteção Ambiental, através do Zoneamento de 2016 conjuntamente com a criação do projeto Parque Linear do Caxingui. Entretanto, no fim daquele ano, no último dia de sua gestão, Fernando Haddad, conflitando com laudo da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, deferiu solicitação da Cury Construtora para edificação de cinco torres de 25 andares. Como proprietária de parte desta área e tendo doado à Prefeitura outro tanto, argumentava que o empreendimento não afetaria o verde existente.

 

 

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Como ficaria com os prédios construídos 

 

 

A administração Doria manteve a aprovação, gerando uma série de investigações sobre irregularidades em todo esse processo. Levadas ao Ministério Público, através do promotor Marcos Stefani, o empreendimento é objeto de ação civil pública movida pela Promotoria do Meio Ambiente contra a Prefeitura. Não houve liminar ainda porque a construtora garantiu à juíza Rodovalho que não iniciaria a obra até que houvesse decisão sobre o pedido apresentado pelo Ministério Público.

 

 

Surpreendentemente, a Juíza Rodovalho, sustentando que não há irregularidades aparentes no processo de aprovação do alvará que justifique o seu impedimento, liberou o início da construção. Ou, por enquanto, da destruição.

 

 

As máquinas já começaram a derrubar as árvores.

 

 

Fato que levou as entidades de moradores e ambientalistas, através do Movimento Parque Linear Caxingui a realizar hoje um ATO CONTRA A DESTRUIÇÃO DA MATA DO PARQUE DO CAXINGUI.

 

 

A jornalista Ana Aragão, uma das lideranças deste Movimento, juntamente com Lucila Knesse, e as entidades Associação Morumbi Melhor, Sociedade Moradores Butantã-Cidade Universitária e Sociedade dos Moradores do Butantã City, já perceberam que nesta tramitação, onde o interesse privado oprime o público, é preciso de mobilização para atrair cidadãos conscientes que contribuam para a defesa do progresso sem retrocesso.

 

 

Em resposta

 

(publicado em 15/10, 11h03)

 

Diante da mobilização de cidadãos que discordam da forma como o Parque do Caxingui está sendo ocupado – parte deles expôs aqui neste blog sua opinião -, o prefeito regional do Butantã Paulo Vitor Sapienza procurou lideranças do movimento. Em mensagem enviada a Wilson Donnini, diretor do Grupo 1 de jornais, inclusive do JORNAL DO BUTANTÃ, disse que está à disposição para uma reunião com objetivo de resolver esta questão. O pedido para que o encontro se realizasse foi feito pelo próprio prefeito João Doria. Aproveito para externar minha admiração a todos que se manifestaram neste blog demonstrando um espírito de cidadania exemplar.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.