Seis pontos para escolher bem o seu Ponto

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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A escolha do Ponto Comercial é uma das facetas do processo decisório, que deve estar associado ao Marketing Mix como um todo.Ou seja, os componentes do Marketing Mix: Produto, Preço, Promoção, Pessoas, Processos e Prova Física já devem estar conceituados para a configuração do Ponto.

 

Ao elaborar os pressupostos para o Ponto, sempre referendando o consumidor, como deve ter sido o critério dos Ps já definidos, é recomendável que se inclua a proposição comportamental. Afinal, Richard Thaler, Nobel de Economia deste ano, foi laureado por seu trabalho introduzindo a Psicologia nas tomadas de decisão, limitando, portanto a racionalidade, e trazendo uma dose de emocional.

 

Vejamos então alguns critérios importantes para a escolha do ponto comercial:
1. O ponto é um ativo financeiro e imobiliário.

 

A primeira consideração a ser feita é relacionar as condições do ponto com os pressupostos do Marketing Mix. Portanto, ele tem que servir às condições ideais do negócio a ser instalado. De forma a propiciar ao cliente as melhores experiências de compra, suprindo o racional e o emocional. Se não haverá perda para o concorrente ou para a internet. Portanto, o Ponto tem que servir ao negócio a ser instalado, antes de ser um negócio financeiro ou imobiliário.

 

2. Paradigmas populacionais

 

Estabelecer mínimos de habitantes por cidade ou número de visitantes por shoppings deve servir apenas como guia. Há muitas regiões fora do padrão que podem abrigar lojas de porte. Encontramos também cidades sazonais que podem ser boas para difusão de marca e novos lançamentos e algumas até mesmo para manter regularidade. Campos de Jordão, Ubatuba, Angra, Camboriu.

 

3. O Custo Total de Ocupação como fator definitivo

 

O CTO deve ter parâmetros limitativos. Evidentemente que segmento, tamanho e marca são itens que mudam as condições e determinam a necessidade de cada empresa estabelecer números de controle. Com ele se poderá avaliar a capacidade do ponto a ser escolhido em suportar o CTO previsto. A verdade toda, entretanto, não é essa se a venda superar a estimativa.

 

4. O Ponto para vendas programadas ou por impulso

 

Se o negócio a ser instalado é facilmente definido como “destino” ou “passagem”, não há mistério na busca do ponto ideal. Salão de beleza ou Restaurante sofisticado são bons exemplos como destino. As lojas de moda feminina podem ser destino e passagem, dependendo do perfil. Neste caso há que se estudar a viabilidade de ponto considerando custos e emoções.

 

5. O Ponto ao lado de concorrentes diretos

 

A organização dos espaços categorizando os diversos tipos de lojas para facilitar a escolha dos clientes notoriamente beneficia a todos. Portanto, relutar em escolher ponto evitando estar próximo a concorrentes não tem sentido. Há inúmeras provas da sinergia potencial, inclusive em casos de monomarca que divide presença em shoppings que tem lojas multimarcas com o mesmo produto.

 

6. O Ponto como expressão máxima da marca

 

Escolhido o Ponto, é hora de planejar e controlar. Planejar uma arquitetura que traduza todo o conceito e espirito da marca. Controlar a sua propriedade cuidando do Contrato de Locação.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras. 

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