A moda masculina em 2011

 

Por Dora Estevam
 
Aconteça o que for, dificilmente o homem terá grandes surpresas quando o assunto for moda masculina. Se aparece alguma coisa do gênero “calça com barra dobrada”, imediatamente a ideia é abortada por boa parte deles. Sem dúvida o clássico renovado aparece sempre nas passarelas com poucas mudanças nas tonalidades e no estilo. Mas sempre com muita elegância. Se você pretende ir às compras no próximo mês e se presentear – ou presentear alguém – tenha em mente as tendências masculinas para 2011. São opções clássicas e eternas.
 
Sapatos: esta linha de doksiders nas padronagens de camurça ou couro nas cores uísque e marrom são perfeitas para trabalho e passeio.

Para acompanhar, jaquetas bárbaras em vários tecidos. No verde e khaji, são práticas e confortáveis. Menos formais, elas acompanham o homem sem fazer feio. E para quem quer sofisticar mais um pouco, o couro é uma excelente opção: preto, grafite ou camelo – masculinas e maravilhosas.


 
Para um homem mais sério que não abre mão do terno ou peças em alfaiataria, a sugestão continua na gama dos cinzas passando do claro para o escuro.  Os tricots também são válidos: mesmo na estação mais quente existem fios especiais para isso. Não é comum, mas se quiser investir em um, siga a dica: malharia misturada com camisaria sempre apresenta um bom resultado.


 
E, finalmente, para os queridos que adoram jeans e não abrem mão deles de forma alguma. As tonalidades também passam pelo bege e branco para as camisetas (inseparáveis) e black –para as calças.


 
Gostaram?

Bem, estas são algumas das propostas para você passar o próximo ano em paz com o seu armário.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

 
Reprodução: Acne, Prada, Martin Margiela, Acne e Dsquared2.

Criminosos vão recuar e Estado tem de se manter alerta

 

O Rio de Janeiro está sob ataque de uma confederação criminal disposta a difundir o medo na população e enfraquecer a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) por meio de ações espetaculares. A avalição é do especialista em combate a violência e a máfia Walter Maierovitch, publicada no blog Sem Fronteiras. No entender dele, a primeira onda coordenada dos criminosos atingiu sua finalidade e a tendência agora é submergir para voltar a surpreender. Por isso, alerta a necessidade das forças de segurança se manterem em prontidão.

Por “confederação criminal” entenda-se a união de facções rivais para promover, nos centros de grande concentração urbana, ameaças contra o Estado e a população. Internacionalmente, a Camorra campana – da região meridional da Campânia, na Itália – é a mais conhecida. São grupos que não tem cúpula nem governo.

No Rio, a confederação é formada pelo Comando Vermelho (CV), Amigos dos Amigos (ADA) e Milícias (organização paramilitar). Maierovitch esclarece que apesar de empregar método terrorista, “não se confunde com as organizações terroristas, cuja ideologia não é o lucro”.

Para ele os ataques ocorrem por “ordem de líderes não devidamente isolados em presídios de segurança máxima” que reagem a retomada de território e do controle social pelo Estado que abalaram e desfalcaram financeiramente as facções. Várias facções se deslocaram para o Complexo do Alemão e para Vila Cruzeiro e os migrantes passaram a concorrer, economicamente, com os grupos que já estavam instalados por lá.

Imagina agora que haverá o recuo destas facções até que o Estado saia de prontidão e os cidadão voltem à rotina. Por isso, recomenda: Espera-se que o governo do Rio não negocie com a criminalidade e agilize a implantação das UPPs


Leia o artigo completo no Blog Sem Fronteiras

O vendedor de mandioca

 

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Tarcísio Magalhães  é  mais conhecido  como   Seu Mandioca  no Capão Redondo, Zona Sul.  Vende mandioca há 30 anos na região. Há muito tempo, para vender , teve que puxar   carroça, agora tem uma charrete e conta com a agilidade da égua Princesa e a potência de um alto-falante . Está animado e diz que logo logo vai comprar um carro.
 
                                                         
O Mandioca

O Mandioca

A campanha eleitoral está nas ruas, ainda

 

Um cidadão distraído poderia imaginar que a campanha eleitoral está a todo vapor ao passear por ruas de São Miguel Paulista, na zona leste.

Sujeira eleitoral

Cartazes, faixas e muros seguem tomados pelo rosto feliz dos candidatos, seus nomes e números, de acordo com uma série de imagens feitas pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, colaborador do blog.

Sujeira eleitoral

O prazo para que os candidatos que disputaram o segundo turno retirem toda a propaganda das ruas se encerra dia 30, segundo o TRE-SP. Para os que participaram apenas do primeiro turno, o material teria de ter sido recolhido em 4 de novembro.

Sujeira eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo tem convênio com a prefeitura que está autorizada a retirar a propaganda ‘esquecida’ pelos políticos.

Sujeira eleitoral

Veja mais imagens no álbum do CBN SP no Flickr

Jantar da turma de 60 em defesa da história do Liceu

 

Alunos do passado preocupados com o futuro da escola. Cena rara neste Brasil desacostumado a valorizar suas instituições se registrará na noite desta quarta-feira (24/11), na Pizzaria Moraes, no bairro da Bela Vista. Colegas da turma de 1960 do curso científico do Liceu Coração de Jesus voltam a se encontrar para comemorar os 50 anos de formatura e têm uma missão: defender a escola e o bairro em que foi fundada.

O Liceu surgiu no bairro dos Campos Elíseos, em 1885, tendo como âncora a Igreja Coração de Jesus, tombada como patrimônio histórico. Dos anos de 1940 a 1960, viveu seu auge reunindo cerca de 4 mil alunos. Em 125 anos de história, os salesianos formaram parte da elite intelectual do País com uma educação de qualidade em região considerada nobre da capital paulista, que abrigava a mansão dos donos do café e a sede do Palácio do Governo.

O esforço para manter o mesmo nível de ensino porém não foi suficiente para conter a evasão de alunos. Muitos dos quais deixaram o Liceu assustados com a degradação das ruas em seu entorno. Calçadas tomadas por indigentes e drogados não condiziam com o ambiente que pais e filhos buscavam em uma escola.

Com apenas 400 estudantes em suas salas de aula, o colégio tem enfrentado dificuldades para se manter e levou a comunidade a se mobilizar para proteger este importante capítulo da história de São Paulo. Um abraço ao prédio da instituição marcou o lançamento do Movimento Viva o Liceu, este ano.

Logo mais à noite, quando estiverem comemorando os 50 anos de formatura, ex-alunos também discutirão novas abordagens em defesa da manutenção da qualidade do ensino do Liceu e da recuperação do bairro de Campos Elíseos. Esperam ainda trazer as demais turmas do passado para esta batalha, fazendo com que o colégio mais uma vez dê uma lição para a cidade.

Talvez assim consigam fazer com que o conhecimento compartilhado dentro da escola contamine o seu entorno. E não o contrário.

Leia também:


Liceu: Simulacro e simulação

Abraço no Liceu para salvar patrimônio da cidade

Vida nova no Bosque da Saúde

 

A família de sabiá-laranjeira aumentou nestes dias de novembro, no ninho que construiu na rua Samambaia, em pleno Bosque da Saúde.

Sabia-laranjeira

André Pereira, vizinho deles, ouvinte-internauta e indiscreto, registrou parte destes momentos em fotografia, e não teve como deixar de reparar na bela cor dos ovos, azuis como o do Grêmio por quem ele torce (e eu, também).

Sabia-laranjeira

Os “meninos” logo ensaiaram os primeiros gritos, provavelmente a espera da recompensa a ser oferecida pelos pais.

Sabia-laranjeira

O pai não escondia a satisfação e o orgulho pelo acontecimento. Peito em riste, parecia desafiar a quantidade de prédios que cerca o espaço que foi só deles.

Sabia-laranjeira

“A natureza ainda pulsa na floresta de pedra”, comemorou André Pereira, a quem agradecemos por dividir estes instantes com os leitores do Blog.

Foto-ouvinte: Escuridão no Jardim Ângela

 

Sem luz

Se você não é capaz de enxergar muita coisa nesta foto, não se preocupe. Esta é, também, a visão dos moradores da rua Aurélio Neves, Sapopemba, zona leste de São Paulo. De acordo com Carlinhos Cobra, os moradores continuarão “cegos” enquanto a prefeitura estiver “surda” às reclamações. Há um mês, as luzes dos postes se apagaram e os pedidos se iniciaram. Até agora nenhuma previdência foi tomada.

O problema que o Carlinhos conta não é um privilégio dele. O maior número de reclamações feitas à Ouvidoria de São Paulo se refere a iluminação pública. No terceiro trimestre deste ano foram registradas 549 queixas de pessoas que haviam solicitado o serviço da Ilume, mas não foram devidamente atendidas.

Para fazer reclamações à Ouvidoria:

* Pelo telefone 0800-175717 das 9h às 17h.

* Pessoalmente, das 9h às 17h, na Avenida São João, 473, 16º andar, Centro.

* Por fax: 3334-7132.

* Correios: Avenida São João, 473 – 16º andar – Centro – São Paulo – SP – CEP 01035-000

Foto-ouvinte: Lixo na escola

 

Lixo de escola

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Nas regiões mais pobres da cidade de São Paulo, o lixo ganha as ruas de forma assutadora e muito perigosa -,por se tratar essencialmente de uma questáo de saúde pública. É gritante  o entulho ao longo da calçada da Escola Estadual Sargento Alves da Silva, na rua Bernardo Gomes de Brito, Parque Independência, extremo sul da Capital , área de responsabilidade da Subprefeitura de Campo Limpo. Um professor, perguntado como se sentia em  ter um lixão na porta de sua escola, respondeu:  “A minha obrigaçao aqui é dar aula.”
 
Se a população não tem nenhum ato de responsabilidade cidadã – ao emporcalhar o bairro  onde mora – o poder público é omisso na fiscalização e na aplicação da lei. Pouco ou quase nada faz na criaçao de políticas públicas eficientes para o setor. Faltam investimentos , sim , na limpeza urbana. Não adianta a Prefeitura  querer fugir dessa responsabilidade…  A modernização da limpeza  patina na lama ,em dias de  chuva fraca . Por exemplo ,até quando a retirada de grande quantidade de entulhos será braçal ?
 
 Como ficou o concurso de agentes vistores e a informatizaçao do serviço de fiscalização ? Por que não adotar o serviço de remoção  de entulho 24 horas? Seria um grande avanço na limpeza urbana, para tirar a cidade do atoleiro da sujeira .
 
Quanto aos “ecopontos”, passou da hora a terceirização da manutenção desses equipamentos.
 
 
Ainda impera o atraso no serviço de varrição e coleta  de São Paulo,que ,em alguns casos, chega a ser tratada  com descaso por parte do poder público municipal. Vale lembrar que até há pouco tempo os garis  da Zona Sul eram transportados em pau de arara  (…)

Dele


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Por Maria Lucia Solla

ora se não havera de haver um plano
ou será que o traçado divino
é passível de engano

tudo é ele
e tudo vem dele
que não cerceia
não vai te por na cadeia

sem ser passível dele
ele é o engano também
e na sua grandeza infinita
na sua obra bendita
não dita regras
não proíbe não incita

dá liberdade que também é ele
pra que se possa escolher
o que se quer ser
ou pelo menos aceitar
o que não se pode mudar

a escolha é infinita
dentro da sua grandeza
a gente pode escolher
se quer a feiúra ou a beleza

se mora no bangu
ou em santa tereza
se vai levando
ou prefere morrer de tristeza

e a gente tem pose demais
e consciência de menos
acerta menos e erra mais

no primeiro ano da escola
era preciso urgente
ensinar que é uma escolha
escrever ou não
da primeira à última folha

que não é preciso
provar tudo o que encontrar
pra saber o que vai te derrubar
e o que vai te levantar

e mostrar que nada é impossível
mas que nada é de graça

que você pega o que te agradar
mas que sempre haverá de haver
um preço a pagar

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung