It girls

 

Por Dora Estevam

Elas estão regularmente nas páginas de revistas de moda, nacionais e internacionais. São inspiração para jovens blogueiros/as que seguem os seus passos. São as “It Girls”, as garotas mais modernas e copiadas do mundo.

De acordo com o Wikepedia: – “It Girl” é um termo utilizado para se referir às garotas cheias de atitude, que criam tendências, despertam o interesse das pessoas em relação às suas roupas, seu modo de vestir. Se comportam de um jeito irreverente e despertam a curiosidade das pessoas sobre o seu modo de vida.

Atualmente, a musa de Karl Lagerfeld é Alexa Chung, modelo e fenômeno da cultura pop. Tudo o que ela faz chama atenção. Segundo a reportagem no The New York Times, na coluna Fashion & Style, ela se tornou a Kate Moss da nova geração.

Houve um tempo em que todas as jovens queriam ser como a supermodalo britânica, gritavam Kate, kate, kate. Agora, elas dizem Alexa!

Alexa Chung clicada por onde anda

É a “It Girl” da América. Apesar de ela ser uma grande estrela na Inglaterra, sua estreia na televisão americana, da MTV, “It’s On With Alexa Chung, foi cancelada no ano passado após duas temporadas.

Tudo que ela põe a mão ou usa vende milhões. Ajudou a J Crew a criar produtos que os investidores da empresa ficaram pasmos com os valores. Os produtos esgotaram-se rapidamente das prateleiras: vestidos, camisolas e bolsas.

A multidão de mulheres na faixa dos 20 anos que a segue fica enlouquecida e não tira os olhos da moça. Cada olhar para a “It Girl” vale milhões. O que deu impulso na carreira da modelo foram as capas das edições britânicas da Vogue, Elle e Jarper’s Bazaar, tendo sido identificada, ano passado, como uma das 100 mulheres mais poderosas na Grã-Bretanha, pelo The Sunday Telegraph.
Alexa Chung e conhecida na Inglaterra como modelo, apresentadora de moda e espetáculos de música. É, também, a namorada de Alex Turner, o vocalista da banda Arctic Monkeys.

Seu estilo a diferenciou na televisão. As figurinistas da TV não encontravam roupas para a modelo-apresentadora, dai Alexa começou a usar suas próprias peças vintage, como shorts jeans Levi com cintura alta, botas Chanel, novas t-shirts e camisolas.

“Ela marcha na batida de seu próprio tambor de moda”, diz Corim Nelson, produtor executivo da banda.

Alexa tem um tipo Lolita, veste delicados vestidos e tem habilidade para combinar as peças. Tem personalidade fresca, não é agressiva. É a antítese do olhar das deusas guerreiras como Beyonce e Lady Gaga.

Olivia Palermo no foco das lentes

Uma concorrente de Chung é Olívia Palermo. Figura constante nos desfiles das semanas de moda, atrai todas as lentes, e todas as fotos fazem o maior sucesso. Virou queridinha das fashionistas. As blogueiras a amam.

De acordo com a biografia da moça, Olívia é filha de um milionário do ramo imobiliário. Entretanto, ficou famosa com o programa The City, no qual a socialite mostra o seu dia-a-dia como relações públicas da Revista Elle.

O estilo marcante do clássico misturado com romântico ganhou admiradores do mundo inteiro, com isso se tornou uma das “It Girls” mais famosa do mundo.

Pelo Brasil, as I.G estão, também, nas capas das revistas. Elas costumam ser atrizes e modelos, muitas vezes as duas coisas: Débora Secco, Vanessa Camargo, Daniella Cicarelli e Gabriela Duarte. Tem, ainda, as garotas da alta sociedade: Natalie Klein, Luiza Setubal e Ana Paula Junqueira … numa lista muito grande.

Ana Paula Junqueira, Gabriela Duarte e Natalie Klein

Elas frequentam os salões de beleza mais badalados, e, atualmente, o mais conhecido e querido pelas Its Girls brasileiras é o salão do hair stylist Marcos Proença. Andam com roupas de marcas de luxo e mudam o cabelo conforme a tendência da moda, ditada pelo profissional.

E também estão na mira das blogueiras que clicam cada passo delas.

Então, vamos atrás delas ou fazemos nosso próprio caminho ?

CBN SP estará no Parque da Luz, nesta sexta

 

O Parque da Luz é o mais antigo da cidade de São Paulo e foi escolhido para ser o cenário da segunda reportagem da série “Parques da Cidade”, que se iniciou nesta semana no CBN SP. A Cátia Toffoletto estará, ao vivo, conversando com frequentadores, personagens e gestores para levar ao ouvinte-internauta o que o local oferece ao paulistano.

Entregue em 1825 como Jardim Botânico transformou-se no primeiro espaço de lazer da cidade. Porém, o desinteresse do governo pela área fez com que passasse a ser usado como pasto de gado. Nos 212 anos de vida, o Parque da Luz teve longos períodos de degradação, tendo sido reintegrado ao cotidiano de São Paulo apenas após os anos de 1970. O parque tem sido visto como um museu aberto pelo número de obras de arte que estão em seu interior.

A série “Parques da Cidade” se iniciou terça-feira quando Cátia Toffoletto visitou o parque da Água Branca, na zona oeste. Você pode acompanhar as entrevistas que foram ao ar no CBN SP na página especial no site da CBN, além disso pode colaborar enviando fotos de outros parques e praças da capital que irão compor o álbum digital do CBNSP, no Flickr

Mande, também, para o e-mail milton@cbn.com.br sugestões de locais para serem visitados pela Cátia Toffoletto.

Árvore vira lixeira na avenida

 

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Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

As árvores recém-plantadas ao longo das calçadas da avenida Duque de Caxias, na região central de São Paulo, se transformaram em lixeiras.
 
O plantio de árvores em locais de grande circulação, principalmente nas áreas centrais, requer planejamento, manutenção periódica e fiscalização da empresa contratada. E (por que não?) um pouco de criatividade: uma plaquinha educativa com o nome da espécie. É indispensável a instalação de protetores bem organizados e não gambiarras – com pedaços de pau e tela plástica – como as que foram feitas no entorno das árvores da movimentada avenida .
 
Plantar e abandonar, além de ser um grande desrespeito para com o meio ambiente, por parte da Prefeitura, é desperdício de dinheiro público.

Quando a chuva vier

 

Céu em São Paulo

Lembre-se desta imagem sempre que a chuva vier neste verão. Por mais estragos que sejam cometidos pela quantidade de água e descaso do homem, a vida sempre está pronta para recomeçar. A foto é do nosso colaborador e ouvinte-internauta Luis Fernando Gallo.

Plano de Educação guardado na gaveta, em São Paulo

 

São Paulo é um dos 16 estados brasileiros que ainda não implantaram o plano estadual de educação, apesar de haver um texto sobre o tema na Assembleia Legislativa, desde 2003. Na realidade, eram duas propostas, uma assinada pelo Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública e outra pelo próprio Governo do Estado. De acordo com o deputado Carlos Gianazzi (PSOL), após debater com entidades sociais e educativas, foi elaborado o projeto de lei 1.066/2003, jamais votado “por falta de interesse da base governista”.

O parlamentar explicou ao CBN SP que o Plano engavetado previa o aumento do investimento em educação de 30% para 35% do Orçamento do Estado, além de restringir o número de alunos por sala de aula, entre outros itens.


Ouça a entrevista do deputado estadual e integrante da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, Carlos Gianazzi (PSOL), ao CBN SP.

Ao mesmo tempo, o atual Governo começou a elaborar outro Plano que teria sido entregue ao Conselho Estadual de Educação, em maio deste ano. Porém, ainda não se sabe o que está previsto no texto. Gianazzi disse que esta proposta “foi elaborada dentro do gabinete sem debater com a sociedade”.

Procurada, a Secretaria Estadual de Educação divulgou nota na qual explica que “o Plano Estadual de Educação, referente a esta gestão, foi concluído em maio de 2010 e encaminhado para o Conselho Estadual de Educação de onde deve seguir para aprovação na Alesp”.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBE) prevê a elaboração dos planos estaduais, há dez anos, mas levantamento feito pelo Observatório da Educação mostra que a maioria dos governos ainda não fez a lição de casa.

Em entrevista ao Observatório da Educação, o professor da Faculdade de Educação da USP, César Augusto Minto, disse que “o país não tem tradição de planejamento efetivo, ficando os diversos governos livres para conduzirem as políticas setoriais de acordo com sua conveniência, quase sempre em detrimento dos interesses da sociedade.


Leia aqui a reação dos conselheiros do Conselho de Estadual de Educação em post publicado no Blog De Olho no Conselho

Lazer e polêmica no Parque da Água Branca

 

Parque da Água Branca

Um terço dos cerca de 300 mil m2 do Parque da Água Branca está em obras, o suficiente para transformar este espaço em uma área de conflito entre moradores, visitantes e gestores. Apesar do clima estar tenso nesta área privilegiada do distrito da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, há um consenso em relação a importância deste espaço administrado pelo Estado para o lazer do paulistano.

O Parque da Água Branca foi o primeiro visitado pela repórter Cátia Toffoletto na série de reportagens, ao vivo, sobre as áreas de lazer na capital paulista, que se iniciou nesta sexta-feira. Lá, ela conversou com a líder do movimento que reúne moradores incomodados com as mudanças realizadas pelo Governo do Estado, assim como mostrou o que os administradores do parque pensam em relação a estas reclamações e a reforma que se realiza.

De todas as entrevistas, a que mais me chamou atenção foi a do engenheiro civil Salomão Goichmann que usufrui do parque da Água Branca desde 1932 quando frequentava o local “de carrinho, mamadeira e chupeta na boca”. Se levarmos em consideração que o local foi inaugurado em 1929, ele é um morador privilegiado pois viveu todos os momentos desta parque.

As entrevistas estão reunidas em uma página especial no site da CBN, onde serão publicadas, também, as reportagens sobre os demais parques e praças que serão visitados pela Cátia Toffoletto, neste mês de dezembro. Você acessa, ainda, imagens feitas pela Cátia e por ouvintes-internautas, no álbum digital do CBN SP, no Flickr.

Você pode sugerir os locais que a reportagem CBN estará, ao vivo, nos próximos dias. Desde de anunciamos a série, muitos ouvintes-internautas fizeram sugestões pelo e-mail milton@cbn.com.br. Os primeiros nomes sugeridos foram o Parque da Luz, região central da capital, o Parque do Povo, na zona oeste, o Parque do Trote, na zona norte, e os parques Raul Seixas e da Vila Jacuí, na zona leste.

Há casos de ouvintes-internautas que, além de sugerir o nome do parque, ainda enviou sugestões de entrevistas, como fez Fábio Eduardo Flório que conheceu um frequentador que luta pela “reintegração” do Parque do Povo, desde quando aquela era uma área ocupada ilegalmente.

Já Antonio Carlos Viana chamou atenção para a falta de fraldário na maioria dos parques da cidade: “Nos parques de São Paulo, inclusive o Ibirapuera, não há infraestrutura adequada para que um pai ou uma mãe troque as fraldas de uma criança com condições adequadas de higiene e conforto”.

Mande a sua sugestão, também. E vamos fazer juntos esta série de reportagens sobre parques e praças da nossa cidade.

Parque da Água Branca abre série de reportagem, ao vivo

 

As condições dos parques públicos para receber os visitantes nas férias, na cidade de São Paulo serão avaliadas pelo cidadão, em uma série de reportagens ao vivo que começa, nesta quarta-feira, no CBN SP. A Cátia Toffoletto estará no Parque da Água Branca, zona oeste da capital, e conversará com os frequentadores e administradores do local. A intenção é ouvir deles quais são os principais atrativos para o cidadão e mudanças que poderiam ser implementadas.

O Parque da Água Branca é um dos mais antigos da cidade, foi criado em 1929, e está de frente para a avenida Francisco Matarazzo. Com um terreno privilegiado de cerca 130 mil m2, boa parte tomado por árvores e vegetação, é uma das poucas áreas ainda preservada no distrito da Barra Funda. A administração dele é do Governo do Estado e tem sido alvo de críticas por mudanças que estão sendo implementadas.

Os ouvintes-internautas vão escolher o próximo local a ser visitado pela Cátia Toffoletto. A partir de hoje, envie e-mail para milton@cbn.com.br sugerindo o nome do parque ou praça, aqui na cidade, que você gostaria que a reportagem da rádio CBN fizesse uma reportagem, ao vivo. Não deixe de sugerir atrações e contar o que você mais gosta de fazer nestes lugares.

Foto-ouvinte: Quando a chuva se vai

 

A chuva se foi

O céu de São Paulo ganhou colorido especial no fim da tarde dessa segunda-feira (29.11) de primavera logo após o temporal que assustou muita gente na cidade. Luis Fernado Gallo, ouvintes-internauta e colaborador do Blog, teve paciência de esperar este visual antes de reclamar da chuva forte. Ele sempre tem esperança de que algo melhor está para vir. E venho.

Anonimato contribui para destruição da Calçada da Fama

 

A memória esportiva do Brasil está sendo pisoteada com a falta de conservação de um espaço que poucos paulistanos talvez conheçam: a Calçada da Fama, na praça Charles Miller, há alguns passos da entrada do estádio do Pacaembu, em São Paulo. O alerta encontrei no Blog São Paulo Antiga em post publicado por Glaucia Garcia de Carvalho:

Fixada a menos de 20 metros da entrada do Museu do Futebol, a calçada da fama do Pacaembu agoniza e vê sua história sendo dilapidada cada vez mais a cada dia que passa. Uma parte do concreto de sustentação está quebrada, partes das assinaturas dos atletas já estão irreconhecíveis e parte do cimento onde já estiveram fincadas as mãos dos atletas já não existe mais.
….

Durante a edificação do Museu do Futebol, a calçada serviu de apoio para material de construção. O resultado não poderia ter sido pior, o respeito à memória dos atletas que contribuíram para fortalecer diversas categorias saiu perdendo e a calçada que já não estava bem conservada, piorou.

O nosso querido Museu do Futebol é reconhecido internacionalmente. Um museu totalmente tecnológico e moderno onde o visitante interage com a história dos clubes, dos jogadores e com os diversos campeonatos, mas nenhuma tecnologia substitui a emoção de colocar sua mão na marca de outra, exposta nesta singela calçada por décadas.

Leia a reportagem completa e veja outras imagens no Blog São Paulo Antiga

De fim do mundo

 

Por Maria Lucia Solla

mundo de color

Ouça De Fim do Mundo na voz e sonorizado pela autora

O mundo que conhecemos vai chegando ao fim. Fácil de ver e de sentir em cada célula dos nossos corpos: físico, emocional, mental e espiritual. Escolhemos abandonar nossas forças, demos poder demais à sofisticada louça e às nossas mentiras loucas. Abrimos mão da luta com a mesma facilidade com que amassamos papel de salgadinho e atiramos pela janela. Criamos problemas onde só deveria existir amor, ferimos e somos feridos com facilidade e banalidade assustadoras. Fazemos de lixo rios, mares, estômagos, rins, fígados. Permitimos que nos violentem dentro e fora de casa, todo dia, dia a dia, pouco a pouco e nos deixamos subjugar e violentar, para facilitar o trabalho sujo.

Nossa civilização se acha especial. Nos consideramos melhores do que tudo o que sempre existiu, porque sofremos de escrachada megalomania galopante. Mas não tem sido sempre assim? O mundo que gregos e romanos conheciam também um dia chegou ao fim. Os homens das cavernas têm sido substituídos, paulatinamente, por homens que acreditam ter submetido o ferro, o bronze, os mares, os céus, ao seu prazer.

O mundo que nós conhecemos, não o conhecemos mais; entra dia, sai mês, escorrem-se os anos. Cada um no seu canto, vamos perdendo o encanto.

Vemos ratos-bandidos viajando de avião, escoltados ou não, acostumados a coordenarem incêndios, assassinatos, sequestros, peculatos, brancos e mulatos; e pelo menos agora, parte deles é retirada de suas celas-gabinetes, custeadas pelo teu e o meu dindim, a custo do teu e do meu mundo e do mundo do meu e do teu filho; do teu e do meu neto, e de todos os que estão na fila, ainda por vir, decerto.

Tem gente achando que faz pacto com Deus e que crê possível o monopólio dele; cada um proprietário do seu deus. Sob medida para os teus bolsos e os meus.

atenção fanático de plantão
deus não está só na tua
e nem só na minha mão
ele é cada célula do meu corpo e do teu
seja você beato ou ateu
muçulmano ou judeu

acorda irmão
abre o teu coração
com gestos precisos
nem que sejam precisos martelo e formão

Ouvi bem? não teria sido efeito dos remédios do hospital onde parte do dia eu passei? No rádio, boa companhia para o trajeto congestionado, dirigindo na volta para casa, ouvi um homem dizer a expressão que me animou: “polícia pacificadora”. Efeito do Berotec, morri e não percebi. Sua voz era suave, mansa; agradecia mais do que acusava.

não parecia mentira
por favor de mim a esperança não tira
tiras homens das armas se unem
valha-me deus que meus ouvidos continuem
a ouvir a paz fardada e a guerra enfraquecida
a ouvir cada mãe de seu filho envaidecida

valha-me deus que eu não esteja delirando
que eu veja pai e filho se abraçando
filho e mãe se respeitando
amantes se beijando e amor muito
muito amor jurando

valha-me deus que eu esteja certa
que apesar do coração que hoje aperta
apesar de vermos de perto todo dia a morte
venhamos a ter cada dia melhor sorte

valha-me deus que eu continue a cada dia
a fé no amor descrevendo
e da dor pouco a pouco esquecendo

que escorra pelo esgoto o mal
que escoe pelo ralo cada copo de boa-noite-cinderela
que príncipe e cinderela se respeitem
ela a ele ele a ela

então bom dia cinderela
que o sonho
do jeito que você sonhava
acabou.


Maria Lucia Solla é teraopeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung