Faltam estacionamentos para bicicleta na cidade

 

Enquanto isso, em Nova Iorque, estacioamento de bike é arte

Enquanto isso, em Nova Iorque, estacioamento de bike é arte

Andar de bicicleta em São Paulo é tarefa tão difícil quanto estacionar a bicicleta, como se percebe no texto escrito pela designer Marina Chevrand que me foi encaminhado pelo diretor geral do Instituto CicloBR André Pasqualini. No artigo que você lê a seguir, Marina descreve a tentativa dele de assistir a um filme após deixar a casa dela pedalando:

Onde amarrei minha Filó

Nove da noite: horário marcado para minha sessão de cinema começar. Menos de 8 km separam minha casa, que fica na Pompeia, do Reserva Cultural na Avenida Paulista, meu destino.

Doze minutos é o tempo que eu gastaria de carro segundo o Google Maps (sem trânsito, sem semáforo, sem pedestres, sem esquinas e sem buracos na rua, provavelmente). Média de 35 minutos – nas mesmas condições e sem considerar o tempo de espera da condução -, se eu encarasse um busão e uma caminhadinha. Uma hora e meia se eu resolvesse gastar toda a sola do meu All Star.

Vinte e cinco minutos. O Google não me disse, mas sei que esse é o tempo que gasto pedalando a Filó para fazer esse trajeto. Não dependo do trânsito, não fico parada em sinais e conheço meu ritmo. Não tenho muitos fatores adversos a considerar: se o filminho (na faixa) começa às 21h, partindo às 20h,  chego, no máximo, às 20h30 no cine e ainda dá tempo de descolar um ingressinho, não dá? Não senhora, me desculpe, os ingressos esgotaram, dá uma lida no aviso que coloquei aí, ó.

Assim como o Google Maps, no Brasil ainda não considera um trajeto percorrido de bicicleta, os motoristas e os responsáveis por cuidar dos interesses de quem mora na cidade também ignoram o fato de que os ciclistas existem. Por isso ninguém se preocupou em fazer ciclovias ou ciclofaixas nem em criar espaços para estacionar as bikes. E era esse o fator adverso com o qual eu não contava.

Portanto, às 20h25, horário planejado para minha chegada, começou minha saga – não planejada: Moço, posso prender minha bike aqui? Não, o poste é do prédio, vão reclamar.

Empurrando a magrela, sigo em frente e sorrio para a moça da CET: Oi, tudo bem!? Pode me dizer onde estacionar a bike? Um longo minuto de silêncio, tenho a impressão que perguntei a ela quais seriam os números da Mega Sena. Ihhhhh moça, aqui na Paulista? Ixi! Da até vergonha de responder isso, mas tá complicado né?!.

Sorriso amarelo de cá, outro de lá. Um estacionamento do outro lado da rua, como não pensei nisso antes! Oi, posso deixar a bike aqui no cantinho? O que é isso menina, isso aqui é um estacionamento de carro!. Então, mas é que eu não tenho carro, só tenho minha bike…mas tenho dinheiro e posso pagar. A saída é daquele lado de lá, moça, não dá não.

20h40. Parada na calçada central da Paulista, olho para minha magrela. Juntas não somamos nem 60 quilos. Não poluímos, não fazemos barulho, não ocupamos espaço, mas me sinto muito marginal com ela por, simplesmente, não cabermos na lógica de São Paulo.

Outro estacionamento e o tempo corre. Oi, por favor, pelo amor de Deus, posso deixar minha bike aqui no cantinho?! Preciso correr, meu filme vai começar e ainda nem retirei meu ingresso! Me envergonho de mim mesma naquela situação ridícula, de mãozinhas em prece e sobrancelhas enviesadas. Põe no cantinho lá no final, menina. Alma boa tem o moço, descolou um lugarzinho seguro e tranquilo pra minha Filó.

20h55. O tal do aviso colado na minha cara me faz respirar fundo de raiva.

Mas… outro filme, talvez? Nada? Esgotou tudo? O café ali de baixo também já tá fechando? No meu caminho de volta paro pra perguntar a um ciclista sobre como ele conseguiu “gambiarrar” aquelas luzinhas no capacete, e aperto o passo ansiosa para chegar em casa e fazer o mesmo.

Oi de novo, voltei, posso pegar minha bicicleta?. Mas já, menina?

25 minutos, 30 buracos e 10 buzinadas depois estou de volta, refazendo minhas contas de tempo, com durex, luzinhas e capacete nas mãos e sabendo que apesar de tudo, melhor opção não há.

A pedido da Marina publico o link com reportagem sobre o paraciclo da foto, projeto do ex Talking Heads e cicloativista David Byrne

Canto da Cátia: Calçada da Copa

 

Calçada da Copa

Dunga ainda não confirmou o grupo que viaja para a Copa, mas já tem paulistano entusiasmado com a disputa na África do Sul. A repórter Cátia Toffoletto, decidida a assistir ao futebol apenas quando a seleção entrar em campo, registrou a pintura acima na calçada da Radial Leste, próximo ao viaduto Engenheiro Alberto Brada, mais conhecido como Elevado Aricanduva, na zona leste de São Paulo. O verde, amarelo e azul chamaram atenção para outro aspecto importante: “a calçada não está quebrada”, contou Cátia.

Repórteres moram no centro pra descobrir o centro

 

CentroavanteUm apartamento pequeno de apenas um quarto e com garagem bem próximo da Praça da República, no centro de São Paulo, é onde estão morando dois repórteres da revista Época SP, Victor Ferreira e Camilo Vanucchi, desde quinta-feira passada. E lá ficarão durante todo o mês observando o modo de vida do paulistano nesta região tão falada quanto pouco habitada, na capital.

As pessoas que vivem, trabalham ou passam pelo centro são o foco da reportagem que Victor e Camilo produzem para a Época SP de junho. O cotidiano deles está descrito no blog de nome interessante: Centroavante. Neste, contaram sobre a conversa com Luis Calanca, da Galeria do Rock, a experiência de assistir a missa no Mosteiro de São Bento e, mesmo, uma simples troca de palavras entre duas jovens.

Victor Ferreira que conversou com a gente no CBN São Paulo disse que uma das coisas que chamaram a atenção dele é a falta de ocupação do centro durante o fim-de-semana. Fato que se destaca ainda mais pelas muitas atrações que a região tem. Falou, também, que a abordagem dos moradores de rua não chega a assustar, mas que tem cuidado para caminhar à noite. Não precisar do carro para boa parte dos compromissos é fato a ser lembrado, também.

Ouça a entrevista com o repórter Victor Ferreira, da Época São Paulo.

É possível acompanhá-los pelo Twitter @CentroAvanteSP

Criatividade de paulistano substitui faixa de segurança

 

Criatividade na falta da faixa de segurança

Para reclamar da falta de faixa de segurança, um paulistano pichou o asfalto na esquina das avenidas Miguel Stefano e Jabaquara, zona sul de São Paulo. Com uma faixa branca de calçada a calçada e um “Cadê”, curto e grosso, acompanhado do ponto de interrogação, ele conseguiu algo inesperado para quem está acostumado com o desrespeito de motoristas na cidade. De acordo com a ouvinte-internauta Karina Mendes Francisco, os carros assim que se aproximam da esquina, respeitosamente, param antes da faixa branca. A criatividade deste cidadão anônimo talvez seja a alternativa para a demora da CET e das subprefeituras em resolver o problema que está, inclusive, sendo investigado pelo Ministério Público.

Pauta #cbnsp: É matar ou morrer ?

 

CBN SPO número de pessoas mortas por policiais militares aumentou 40% em São Paulo, de acordo com dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública, quando comparadas as estatístiscas do primeiro trimestre deste ano e o primeiro trimestre de 2009. Entre janeiro e março de 2010 foram 146 os mortos pela PM, o que para a corporação não significa que a polícia esteja mais violenta. “O que aumentou foi o número de confrontos”, disse a porta voz da Polícia Militar Tenente Cibele Marsolla. “É preciso rever o discurso do comando da PM, da sceretaria e do governador”, elertou Denis Mizne, do Instituto Sou da Paz, que falou estar preocupado com o crescimento da violência policial
Acompanhe estas duas entrevistas feitas pelo CBN São Paulo


Carros abandonados –
A repórter Cátia Toffoletto voltou às ruas onde havia encontrado carros abandonados que incomodavam os moradores da região. Alguns desses foram retirados do local e outros permanecem. Boa parte tem multas e pendencias judiciais. Acompanhe a reportagem.
Esquina do Esporte –
As chances de Corinthians, Santos e Palmeiras na rodada desta quarta-feira e o fraco desempenho do São Paulo na Libertadores. Estes foram assuntos para Deva Pascovicci e Leonardo Stamillo.

Época SP na CBN –
João Bosco é a principal atração desta quarta-feira, na capital paulista. Nas dicas do Rodrigo Pereira, tem lugar também para o basquete (?) dos Harlem Globetrotters.

Pauta #cbnsp: Transparência nas contas públicas

 

CBN SPO site De Olho nas Contas da prefeitura de São Paulo não atende as exigências da lei da Transparência que entra em vigor em 27 de maio, de acordo com avaliação do consultor da Fundação Getúlio Vargas Amir Khair, ex-secretário de finanças do município. Não é possível, por exemplo, se obter informações sobre todas as despesas e receitas da cidade, além disso haveria restrições em relação aos dados de contratos assinados pela prefeitura. Amir Khair entende que para cumprir a lei São Paulo terá de refazer o serviço disponível no Portal da Prefeitura, há cerca de um ano.

O secretário adjunto de Finanças do município, Sílvio Dias, diz não é verdade que haja restrições nas informações divulgadas pela prefeitura. Admite apenas que haja uma demora de um ou dois dias sempre que um pagamento é efetuado, mas que isto não prejudica a transparência nas contas públicas. Sílvio Dias entende a cidade já cumpri as determinações previstas em lei.

Acompanhe as duas entrevistas que foram ao ar no CBN São Paulo.


Outros destaques da edição desta terça-feira:


Segurança no trânsito 1-
A falta de estrutura do Detran de São Paulo e o esvaziamento da autoridade de trânsito na capital são motivos que levam a um cenário de violência em ruas e avenidas, segundo o médico Alberto Sabbag. Ele alerta para a necessidade de a Polícia Militar realizar função ostensiva de fiscalização para impedir abusos à lei. Alberto Sabbag, em entrevista ao CBN SP, reclama que o dinheiro arrecadado em multas e serviços não é aplicado em campanhas educativas.

Segurança no trânsito 2 –
A prefeitura de São Paulo terá de explicar porque a Marginal Tietê foi liberada para tráfego sem a sinalização de trânsito, desrespeitando o Código Brasileiro de Trânsito. O pedido partiu da promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo da capital Maria Amélia Nardy que falou ao CBN SP que está investigando o fato de acidentes de trânsito terem ocorrido na pista devido a ausência de sinais. Já foi aberto inquérito para investigar as causas da falta de sinalização horizontal, também, em ruas recentemente recapeadas. Segundo a promotora, não é justificável que a prefeitura leve mais de três semanas para realizar este serviço.

Esquina do Esporte – São Paulo tem de apresentar bom futebol para convencer o torcedor de que tem condições de chegar a final da Libertadores, na partida contra o Universitários de Lima (Peru), logo mais às 7 e meia da noite, no Morumbi. Na opinião de Jesse Nascimento e Marcelo Gomes, porém, o time paulista deve vencer devido a fragilidade do adversário. Ouça nossa conversa sobre o futebol e o vôlei brasileiros.

A liberdade de imprensa e o direito à informação pública

 

imagem_blog_infoedireitoseu_690px(7)O dia internacional da liberdade de imprensa se confundiu com o da liberdade de expressão nos vários eventos realizados nesta segunda-feira. Andam de mãos dadas é verdade, apesar de terem sentidos diferentes. O veículo de comunicação tem de ser livre para publicar os fatos que considerar relevantes e divulgar sua opinião e posição editorial. A sociedade tem o direito de se expressar e receber as diferentes versões em torno desses fatos.

Dentre as atividades para marcar a data, o movimento Artigo 19 Brasil lançou spot de rádio chamando para a campanha “Informação é um direito seu”, na qual alerta-se para a importância da informação no cotidiano do cidadão e o papel que os jornalistas tem neste processo.

Convidado pelos organizadores da campanha, escrevi o post a seguir:

É comum ser informado de que o entrevistado não gostou do que ouviu, ficou incomodado com a pergunta feita. Confesso que não me orgulho de provocar este sentimento, mas tenho como obsessão descobrir a verdade, esclarecer o fato e mostrar aquilo que não aparece.  E que interessa ao cidadão. Nem sempre alcanço.

Na reação dos que reclamam, vejo que não entendem o papel do jornalista como alguém a proteger o direito à expressão (talvez por nossa própria culpa) nem aproveitam a oportunidade oferecida. Afinal, melhor que me perguntem aquilo que falam de mim para que eu tenha a chance de esclarecer e tirar a dúvida. Ao menos colocar um pouco mais de dúvida na cabeça de quem me julga. Entendo que o silêncio jamais revelará a inocência.

Lembro desta situação no momento em que celebramos a liberdade de imprensa, quando temos de ter consciência de que esta não existe para proteger o jornalista ou torná-lo impune. Está aí para garantir ao cidadão o direito à informação. Portanto, a liberdade de imprensa somente pode ser reivindicada se à sociedade for oferecida a liberdade de expressão.

E o acesso as informações públicas – sem as barreiras técnicas nem ideológicas –  é uma das formas de garantir estas liberdades fundamentais em uma democracia

Ouça o spot da campanha, baixe o arquivo e publique nos espaços que você tiver à disposição, eleia o texto “A liberdade de imprensa e o acesso à informação pública”, com depoimentos dos jornalistas Fernando Rodrigues, da Abraji, e Marcelo Soares, da MTV.

A polêmica sobre os novos ônibus de São Bernardo

 

Nem micros nem micrões, modelos oferecem mais espaço para os passageiros, mas são alvos de reclamação por parte dos motoristas que temem prejuízo à saúde

Novos modelos da  SBCtrans

Por Adamo Bazani

O Consórcio SBCTrans vai deixar a cara da cidade de São Bernardo do Campo um pouco diferente. Em lugar dos micros convencionais entrarão veículos com dimensões um pouco maiores mas que não chegam a ser os micrões. Alguns carros já circulam e a estimativa é que 50 deles estejam rodando até o fim do ano de acordo com funcionários. Mais de uma dezena desses ônibus estão na garagem.

Responsável pelo transporte de passageiros em São Bernardo do Campo/SP, o consórcio é liderado pelo Grupo da Auto Viação ABC, de João Antônio Setti Braga e Maria Beatriz Setti Braga, com a participação de empresários da região, como Baltazar José de Souza.

Os novos modelos de ônibus são encarroçados sobre chassi Mercedes Benz OF 1218.

Para o passageiro a vantagem é que os veículos são maiores que os micros convencionais, da série 11XX, que aos poucos serão substituídos. Pelo menos os micros mais velhos LO 814. Além disso, por se tratar de um veículo novo, já segue a Resolução 316 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e NBR 15570, que estipulam acessibilidade para pessoas com deficiência: elevador na porta traseira, espaço para cadeira de rodas e cão guia, balaústres com relevos para passageiros cegos ou visão restrita, espaço mínimo entre os bancos de 30 cm e largura mínima no corredor para livre circulação interna de pessoas. Têm ainda saídas de emergência que seguem os novos padrões internacionais, faixas refletivas ao longo da lataria, entre outros itens.

O modelo de desenho controverso traz uma dificuldade para os motoristas. O embarque é feito logo após a roda dianteira (onde está a porta) e atrás do posto do motorista. Como o condutor também cobra a passagem, tem de se virar, torcendo o tórax, sempre que o passageiro tiver de pagar a passagem com dinheiro. Além de dirigir e cobrar, o que requer atenção redobrada, o motorista terá de fazer um esforço a mais num movimento repetitivo.

Novos modelos da  SBCtrans

Se há vantagens para o passageiro em comparação ao microônibus, para o operador há queixas. Sobre o desempenho, o veículo foi considerado bom levando em consideração a categoria que ocupa.

O consórcio SBCtrans diz que os ônibus estão dentro dos padrões de qualidade e aceitáveis pelos órgãos responsáveis pela homolgação de modelos automotivos. Os empresários explicam que não é vantajoso colocar veículos convencionais, com motorista ou cobrador, ou até mesmo os micrões, com porta antes da roda por conta da demanda. É possível perceber, porém, que em alguns desses trajetos, os micros andam lotados e em percursos que, há alguns anos, eram usados ônibus convencionais com motorista e cobrador, como Amélias, Vitórias, San Remos, Torinos, Urbanuss etc.

Adamo Bazani é repórter da CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung às terças-feiras.

Cidade Universitária e a “Operação Portuga”

 

O livro é sobre corridas de rua ou sobre gente que corre, como ressalta na orelha o autor, jornalista Sérgio Xavier, da Placar. Da leitura de “Operação portuga – cinco homens e um recorde a ser batido” (Arquipélago Editorial), porém, destaco neste post trecho que fala de área privilegiada da capital paulista que não pode ser perdida pelo olhar míope de gestores públicos, a Cidade Universitária:

Não há placas nos postes, mas as regras são conhecidas. A primeira pista é deles, dos corredores. A segunda é ocupada pelos cilcistas, que costumam se deslocar em pelotões. Na terceira, os carros se espremem. Quem desrespeita essa lei tácita será xingado com fúria. O sentido dos corredores é habitualmente o anti-horário. As bicicletas é que andam no sentido horário. Os treinadores montam suas estruturas ao longo da Universidade de São Paulo, a USP.

Não há nada parecido no mundo. A Cidade Universitária é um espaço na zona oeste de São Paulo com 36 km de avenidas e alamedas. Durante a semana, a vida acadêmica da o tom do lugar. Alunos se deslocam de carro ou de ônibus. Nas calçadas, professores caminham com livros debaixo do braço. De segunda a sexta, a USP se parece com o que realmente é, uma universidade. Na manhã dos sábados, porém, a vida do lugar muda. A Cidade Universitária se transforma em uma das maiores áreas esportivas do Brasil.

Não vira exatamente um parque, porque ninguém esstá ali para passear ou caminhar com os filhos. A USP passa a ser um imenso campo de treinamento que chega a receber mais de cinco mil pessoas em uma única manhã. Pela grande extensão plana, pelas áreas sombreadas, pelo modo como os atletas acuaram os carros e lhes tomaram duas das faixas de rodagem, não há lugar melhor na cidade de São Paulo para se treinar. É possível escolher a rota plana de 6 km, a com subida de 10 km, a menos movimentada de 12 km, cada um faz o seu caminho. Os treinadores das grandes assessorias espalham pontos de abastecimento de água pela Cidade Universitária, a tribo do esporte dominou o pedaço

Para saber o que é a “Operação Portuga” vá na livraria mais próxima ou encomende pela internet

Pauta #cbnsp: “Ônibus anda como carroça”

 

CBN SPO bairro de Moema perde 3.850 vagas de estacionamento para que o trânsito possa fluir melhor, a partir desta segunda-feira. A medida provoca reclamação entre moradores e comerciantes da região e a repórter Luciana Marinho esteve lá para mostrar como ficou a situação. Para o engenheiro de tráfego de transportes Horácio Augusto Figueira, ouvido pelo CBN São Paulo, a medida tem de ser adotada oferecendo prioridade para o transporte de passageiros. Ele explica que estudo feito em informações da SPTrans mostra que os ônibus andam a velocidade médida de 6,2 km no corredor exclusivo da avenida Ibirapuera. “É menos do que anda uma carroça”, disse Figueira que atua, também, como consultor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego). Para o engenheiro é preciso que a pista do corredor seja duplicado ao menos no horário de pico.

Igreja do barulho –
Os templos religiosos são alvo da maior parte das reclamações por excesso de barulho feitas ao Ministério Público Estadual. O promotor José Eduardo Lutti, de Justiça e Meio Ambiente da Capital, disse que a maioria das vezes o barulho é resultado da falta de informação dos proprietários da Igreja e o problema é resolvido com orientação. A bronca com os templos já supera a reclamação de barulho dos bares da cidade. Para enviar denúncias ao Ministério Público use o e-mail: pjmac@mp.sp.gov.br

Direito do Cosumidor – O Procon de São Paulo autuou 94 lojas na Operação Dia das Mães, a maioria por venda irregular com cartão de crédito. Os comerciantes ou cobravam valores diferentes se a venda fosse à vista ou limitavam o valor da compra no crédito, medidas que ferem o Código de Defesa do Consumidor. A reportagem é de Márcia Arroyo.

Parque na Guarapiranga – A prefeitura promove atividade em área onde será entregue mais um parque no entorno da represa de Guarapiranga, zona sul de São Paulo. A destruição de um motel que funcionava no local foi o pretexto para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) convocar a imprensa para ir até o local. Ouça a reportagem de Juliano Dip. Ao contrário do que foi dito na reportagem, essa área não é a mesma em que funcionará o parque Nove de Julho, que está na mira do Ministério Público Estadual devido a construção que invade a área de alagamento da represa.

Época Sp na CBN – Shows de Yamandú Costa e Nouvelle Vague abrem a semana de espetáculos em São Paulo. E Rodrigo Pereira lembra que estão à venda os ingressos para a apresentação de Johnny Rivers.

Cidade Inclusiva –
Os acidentes de trânsito matam cerca de 40 mil pessoas por ano, no Brasil, e levam mais de 120 mil para os hospitais, destes 1/3 fica com sequelas permanentes, informou Cid Torquato, comentarista do Cidade Inclusiva. Para combater este cenário de guerra, foi criado em 2009 o programa “Chega de Acidentes” que mantém site onde estão uma série de informações sobre o tema.