Canto da Cátia: Fonte pichada

Fonte pichada

A Fonte Monumental, na Praça Julio Mesquita, centro de São Paulo, foi pichada durante a madrugada segundo constatou a repórter Cátia Toffoletto hoje cedo. A obra é de autoria da artista Nicolina Vaz de Assis, uma das primeiras escultoras brasileiras, que costumava trabalhar com imagens femininas.

Agora o outro lado:

Nota enviada pelo Secretário das Subprefeituras Andre Matarazzo:

Em relação à pichação na fonte da praça Julio Mesquita, dentro do possível temos feito a manutenção do local. Porém, é lamentável que um monumento como aquele tenha sido vandalizado. A manutenção destas obras na cidade é realizada pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), que já foi informado do ocorrido para que possa viabilizar a limpeza da peça. É importante lembrar que a fonte está listada entre as obras do projeto “Adote uma obra artística”, da Secretaria de Cultura, no qual uma empresa ou pessoa física cuidam, junto com o poder público, de sua manutenção. Paralelamente, a Subprefeitura Sé está estudando alternativas à utilização das vascas da fonte (locais onde a água fica armazenada) para evitar que sejam usadas, como têm sido, como banheiros, esconderijo, depósito de lixo etc.

Na madrugada: Carreta roubada, carreta tombada

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Uma carreta tombou na Rodovia Presidente Dutra, no acesso para a Rodovia Fernão Dias, entre Guarulhos e capital, no início da madrugada. A surpresa no atendimento: o caminhão havia sido roubado na noite de segunda-feira. Pouco antes do acidente, os ladrões haviam parado em uma borracharia para trocar os pneus, mas foram localizados pelo rastreamento eletrônico e fugiram sem terem colocado quatro dos pneus. Segundo o repórter da CBN, Gabriel Correia, que esteve no local e registrou as imagens que você vê clicando na foto acima, os bandidos sumiram logo após o tombamento.

“Furo” de Garagem

Por Adamo Bazani

Todo admirador de ônibus, além de gostar de saber do passado e de como os sistemas de transportes se tornaram o que são, é ligado numa novidade. É o “Furo de Garagem”.

Então vão algumas novidades no ABC Paulista.

O KM EAOSA MASCARELLO

A EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, que serve os municípios de Mauá, São Caetano do Sul, Santo André e São Paulo foi obrigada a renovar a frota. E o processo já começou. Antes mesmo de chegar às ruas, flagramos um Mascarello Articulado GranVia na garagem, com motor Volkswagen.

ALPHA - NOVA PINTURA 1

Já o poder municipal de Mauá, obrigou as duas empresas que operam na cidade, Barão de Mauá e Januária, que são do mesmo grupo, a adotar um novo padrão visual. Foi possível flagrar um Caio Alpha com nova pintura, um Caio Foz micro sendo pintado e mais um bi-articulado que vai fazer o inédito serviço no ABC (como antecipou este blog), carroceria Marcopolo, motor Volvo.

Para um busólogo de verdade, nem mesmo a dor ou as dificuldades, impedem um “furo de garagem”. Graças a estes, os passageiros já sabe o que vem por aí nos transportes. E em várias regiões do País, um número cada vez maior de busólogos corre atrás destas novidades.

Adamo Bazani é busólogo sem nunca deixar de ser repórter.

Cidade-vegetariana para melhorar o meio ambiente

Imagem da cidade de Ghent, Bélgica

Os produtores, frigoríficos e açougues não gostarão da ideia, mas imagine uma cidade inteira sem comer carne uma vez por semana. O projeto começou na bela e medieval Ghent, na Bélgica, para combater a obesidade e reduzir a emissão de gases estufa. Toda quinta-feira, os restaurantes serão obrigados a servir um prato vegetariano e os moradores são convidados a deixar seu hábito carnívoro de lado.

O dia sem carne não é obrigatório e não haverá fiscais invadindo os restaurantes com “carnômetros” em punho para medir o hálito dos frequentadores e provar que eles não aderiram a proposta. Os primeiros a se comprometerem a atender a recomendação foram os integrantes do conselho da cidade, espécie de Câmara de Vereadores.

Cálculos da ONU mostram que a produção e consumo de carne são responsáveis por 18% das emissões globais de gases estufa. Se os moradores de Ghent aderirem e deixarem de comer carne toda quinta, em um ano o efeito no meio ambiente será semelhante ao da retirada de 500 mil carros das ruas.

Quanto a valia dos números acima, não tenho como garantir, mas que reduzir o consumo de carne dá uma bela força à nossa saúde, não tenho dúvida.

Fonte: Ambiente Brasil

Na sala de aula, crianças discutem leis

Reportagens publicadas em jornais, nos dias 19 e 20 de maio, se transformaram em tema de discussão na sala de aula entre alunos de 9 e 10 anos de escola da zona sul de São Paulo. Naqueles dias, havia expectativa sobre decisão do Governo paulista em relação a lei que proibia a venda nas cantinas escolares de produtos com gordura trans, de alto teor calórico e de poucos nutrientes. O projeto da deputada estadual Patrícia Lima (PR) foi vetado pelo governador José Serra (PSDB). Ao mesmo tempo, houve reportagens sobre o desrespeito à lei Cidade Limpa que estava para completar dois anos, na capital paulista. Passeio pelas ruas da cidade mostrava que ainda havia comerciantes insistindo em colocar painéis, cartazes e faixas irregulares.

A professora Graziela Dib Dutra, do Colégio Guilherme Dumont Villares, decidiu levar para dentro da sala de aula estes assuntos. Com jornais em mãos, provocou a leitura das reportagens e incentivou os alunos da quarta série do ensino fundamental a escreverem para a sessão “Carta dos Leitores”, desenvolvendo, além da escrita, o senso crítico.

Resultado, opiniões surpreendentes, assim como discordantes, o que demonstra a personalidade crítica de cada uma das crianças que não deixaram se levar apenas por aquilo que estava escrito nos jornais ou pela opinião das autoridades.

Para que o trabalho desses meninos e meninas ficasse completo, e a ideia de atuarem criticamente diante dos diferentes temas fosse incentivada, teriam de ter suas “cartas” publicadas, também. Em um dos jornais distribuídos na capital, o editor se negou a divulgá-las sob alegação de que não fazia parte do público-alvo. Como tive acesso às cartas, decidi postá-las por aqui como forma de estimular a abertura de espaço para que as crianças sejam ouvidas e novos projetos com o mesmo sentido em sala de aula.

Lembro que os textos que serão lidos abaixo são escritos por alunos de 9 e 10 anos e estão publicados sem intervenção deste “editor”.

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Da semana que passou

Por Maria Lucia Solla

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Olá,

Mais uma semana passa voando. Zunindo. Nisso concordamos. Todos.

O tempo passa mais depressa, a cada segundo. Será que a velocidade duplicou? Triplicou? Não sei; só sei que não dá tempo de sentar para calcular. Ele passa chispando, e pronto. Perdeu a chance? Dançou. Ao menos na situação que passou.

O danado voa. E voa porque a gente pisa fundo no acelerador. A pressa é hoje um dos males que mais matam. Aleija, derruba, deforma, corrompe, elege, impede o olhar de ver, subjuga e acorrenta a liberdade. Que ironia.

Imagine você, eu, todos nós pisando fundo no acelerador. Querendo passar uns aos outros; querendo chegar. Mas,que tal sairmos do lugar?

Corremos e não saímos dali, cavando buracos fundos e mal mantendo o nariz para fora, para poder respirar. Carregamos corpos empanturrados, que definham. Sabemos muito sobre vitaminas, mas nossos corpos são cada vez menos nutridos. Todos os corpos. Físico, emocional, mental, e espiritual, para mencionar alguns.

Nossos corpos engordam, mortos de inanição. Doido isso, não é?

Artistas de todas as artes, costureiras, mecânicos, poetas, atores, garis, executivos de multi-nacionais, gerentes de loja de bairro, secretárias, professores, filósofos, escritores, jornalistas, contadores, manicures, meditantes, cabeleireiros, economistas, juristas, políticos, atletas, pais, mães, filhos, estudantes, crianças, jovens, velhos, brancos, negros, amarelos, marrons, pretos, branquelos, bronzeados, vermelhos, doutores da alegria, precisamos de vocês mais do que nunca.

A Era de Aquário chegou. Tocou a campainha da porta há pelo menos quarenta anos, e a gente ainda nem lavou o rosto e penteou os cabelos para recebê-la com a pompa merecida por uma Era.

É agora ou nunca. It’s now or never!

Andamos densos demais. Preocupados com o próprio umbigo, não percebemos a curva fechada à esquerda. Puff.

Desde o parto não temos percebido a beleza e a riqueza do nascer. Continuamos estacionados na dor da expulsão. Em vez de celebrarmos, lamentamos o tempo todo. Viciamos no chorinho do bebê, que deu tanto ibope na época.

Vamos combinar que não dá mais para adiar, ou vamos acabar fragmentando nossas vidas, como se fragmenta tudo à nossa volta. Os partidos políticos estão aí, e não me deixam mentir.

Minha intenção era falar, prosaicamente, da semana que passou voando. Viu só o que aconteceu? Fui me meter de pato a ganso com o tempo, e perdi a hora.

E você, o que tem perdido?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos escreve no Blog do Milton Jung sempre de olho no nosso tempo.

Foto-ouvinte: Pintura na praça

Grafite na Praça das Artes

Passeando “pelo cinza do Anhangabaú”, o ouvinte-internauta Léo Pinheiro diz ter tido o prazer de se deparar com os tapumes que cercam a Praça das Artes, em frente ao prédio do Correio, transformados em painéis de pintura. A intervenção teria sido realizada pelo grupo de grafiteiros Liga da Justiça (Bárbara Gay, Mundano, Crânio, Scorre, entre outros). Léo espera que novos ‘quadros’ surjam na cidade.

São Paulo terá caminhada contra a fome

Imagem da WFP/ONUImagine uma caminhada de 24 horas em volta do Mundo. É o que a ONU propõe a você neste domingo 07.06 e o primeiro passo, aqui no Brasil, será no Parque da Aclimação, em São Paulo, às 10 da manhã. O desafio é arrecadar fundos para combater a fome no mundo e não chega a ser tão difícil assim.

O Programa Mundial de Alimentos promove o ‘End Hunger: Walk the World’, com o apoio da TNT, Unilever e DSM, e mobiliza pessoas em 200 países que irão realizar passeios cobrindo os 24 fusos horários do planeta. Assim você só precisa dar seus passos na capital paulista e deixa para que o restante do percurso seja completado pelo pessoal que mora nas demais regiões que participarão do evento.

Serão vendidos bonés e camisetas a R$ 15 o conjunto. Todo o dinheiro será repassado a WFP, sigla em inglês do programa da ONU. De acordo com material promocional, a agência mundial alimenta mais de 100 milhões de pessoas em 80 países.

Ônibus e bicicleta podem dividir espaço

Campanha de convivência ônibus e bicicleta realizada na Nova Zelândia (Foto: Vitor L. Pinheiro)

Vitor Leal Pinheiro ainda sente dores no ombro direito. Sente mais ainda indignação pelo desrespeito do qual foi vítima, que por pouco não lhe tirou a vida. No dia 7 de maio, ele estava de bicicleta quando foi atingido por um ônibus, em uma rua do bairro da Aclimação. Na mensagem que escreveu ao CBN SP, ele descreve a maneira como o motorista se comportou até derrubar-lhe no chão. Assim como faz sugestões à Prefeitura para que recicle os transportadores de passageiros na capital e invista em obras como “as ciclovias da Faria Lima e da Marginal, e o plano cicloviário do Butantã”.

“Recentemente um colega fez um cálculo simples, avaliando a quantidade de viagens por bicicleta na cidade (300 mil) e dividindo pela capacidade dos ônibus (74 passageiros). Seriam necessários mais de 5 mil ônibus extras para levar toda essa gente. Cidades como Londres, Nova York, São Francisco e Paris investem pesado em melhoramentos cicloviários. E eles não se baseiam em ciclovias, mas em ciclofaixas – demarcações simples no chão que legitimam e protegem o ciclista”, escreveu.

André Pasqualini, cicloativista, em outra mensagem, informa que será responsável pelo curso “Motoristas convivendo com bicicletas”, para funcionários de empresas de ônibus na capital, domingo 07.06, no Parque do Ibirapuera. A ideia é mostrar como é possível uma convivência pacífica no trânsito e reduzir o número de acidentes. Interessante é que após a palestra que começa às nove da manhã todos os participantes – a maioria trabalhadores das empresas – serão convidados a pedalar em um passeio no entorno do Ibirapuera e sentir na pele aquilo que os ciclistas sentem diariamente pela cidade de São Paulo

Leia o texto completo de Vitor Leal Pinheiro publicado no Blog Quintal

Seja gari por um dia, em São Paulo

“Não importa que não venha a ganhar manchetes nos jornais nem aparecer na televisão. Seu gesto vai reproduzir em outras pessoas e tomar conta de São Paulo. Será um alerta educativo que produzirá mundças de comportamento”

Com o argumento acima, Devanir Amancio da ONG Educa São Paulo quer convencer o cidadão a aderir ao que ele chama de revolução comunitária, a Caminhada da Limpeza. Será hoje quando se realiza o Dia Mundial do Meio Ambiente. Todos estão convidados a serem gari por um dia e recolherem o lixo jogado na rua pelo próprio cidadão. A caminhada será no centro velho de São Paulo e dos muitos objetivos deste gesto cidadão está o de mostrar como ultrapassado é o modelo de varrição, coleta e destino do lixo, no Brasil. Para quem pretende aderir a Caminha da Limpeza tenha mais informações no telefone 3107-5470