Canto da Cátia: Morte no futebol

Briga de torcida

O encontro entre vândalos travestidos de torcedores acabou na morte de um corintiano, na noite de quarta-feira, antes da decisão entre Corinthians e Vasco, em São Paulo. A briga foi próximo da Ponte das Bandeiras, acesso à Marginal Tietê. A repórter Cátia Toffoletto, agora pela manhã, está na delegacia de polícia onde o caso está sendo investigado e ouviu o depoimento do pai de um dos jovens que se envolveram na violência e está detido:

Ouça o relato sobre a briga de torcedores do Corinthians e Vasco

Veja o que aconteceu na reportagem da TV Globo:

Pesquisa mostra a cara do Twitteiro

A cara do meu Twitter

Cheguei ao Twitter em julho do ano passado, assim que retornei das férias. Passei a usar o microblogging conectado ao programa da CBN enviando mensagens sobre temas relacionados as reportagens e recebendo informações dos mais variados tipos. Nunca parei para calcular quantos posts envio nem quanto tempo acesso o serviço. Mas a agência de pesquisa Bullet foi buscar esta e outras curiosidades ouvindo 3.268 brasileiros e assim traçou o perfil do twitteiro.

Identifico-me em parte com alguns hábitos que fazem parte do usuário padrão, apesar de ter excedido a faixa etária que os reúne. Assim como a maioria (80%), segui dicas recebidas pelo Twitter e aprovei. A última aliás foi em relação ao aplicativo para twittar no Blackberry, o TwitterBerry. Baixei, gostei, mas confesso que o uso muito mais para ler do que para enviar mensagens. Prefiro fazê-lo pelo TweetDeck, instalado no meu Imac; já enquanto estou no ar, na CBN, é pelo próprio site da ferramenta que me comunico, como o fazem a maior dos twitteiros, segundo a pesquisa.

Conheci o microblogging após ler na MacMais, revista especializada na plataforma Macintosh, e em alguns blogs. A pesquisa aponta que a maioria conheceu a ferramenta de comunicação por meio dos seus amigos  (44,13%) e posts em blogs (18,93%), e portanto não me distancio tanto assim da média.

Superei o padrão no número de seguidores. Se a maioria tem, em média, 158 followers, estou próximo dos 2.100. No sentido contrário também extrapolei: a média de perseguidos é de 111, estou de olho em mais de 880.

O twitteiro-padrão é homem, tem de 21 a 30 anos, solteiro e mora em São Paulo ou Rio. É bem qualificado e tem nível superior. Boa parte tem seu próprio blog, replica twitts interessantes para seus seguidores e leva as discussões e links interessantes que recebe no Twitter para seu próprio blog. É formador de opinião.

A propósito: A turma do Twitter costuma ficar, em média, 46 horas por semana acessado na internet. Um terço dos usuários manda até cinco mensagens por dia, enquanto pouco mais de 20% envia de seis a 10. Apenas 6 e poucos por cento mandam mais de 20. Fiz as contas, nesta quarta enviei 10 mensagens.  A pesquisa não avalia a qualidade das mensagens enviadas

Conheça a pesquisa completa sobre usuários do Twitter

Vai encarar ? Nós já encaramos

O título é provocativo mesmo. E a intenção é levar o leitor a reflexão. “Vai Encarar ? A Nação (quase) invisível da pessoa com deficiência”, da jornalista Cláudia Matarazzo e a vereadora Mara Gabrilli (PSDB),  foi lançado nesta semana, pela Editora Melhoramentos. A história contada por pessoas com deficiência ajuda Cláudia a costurar temas importantes que servem de orientação para o cidadão. Até hoje muitos ainda se confundem quando se deparam com um cadeirante, um cego ou surdo. Não sabem como se comportar, ficam constrangidos ou são preconceituosos. O livro pretende ajudar nesta relação.

Ouça a entrevista com a jornalista Cláudia Matarazzo

Com o livro vem um audiolivro narrado pela jornalista.  Bibliotecas públicas e entidades interessadas em adquiri-lo poderão faze-lo gratuitamente encomendando-o diretamente ao Instituto Vivo que apoia a confecção e distribuição desse material.

No CBN SP, às segundas-feiras, logo após o Repórter CBN das 11 da manhã, você ouve o programa Cidade Inclusiva, apresentado por Cid Torquato.

 

Campanha contra ‘ficha suja’ vence mais uma

Boa notícia que recebo por e-mail da assessoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS):

Acaba de receber votação favorável dos membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que altera a legislação para exigir idoneidade moral e reputação ilibada dos candidatos a cargos eletivos. Pela proposta, o cidadão não poderá obter registro da candidatura se não detiver essas duas condições. Demóstenes Torres (DEM-GO), relator do projeto, avaliou que o projeto encontra razão na defesa da moralidade dos agentes públicos. Como tem decisão terminativa, seguirá para análise da Câmara.

Não esqueça que há proposta de iniciativa popular correndo o Brasil em busca de assinatura suficiente para que o projeto de lei de entrada no Congresso Nacional. Para saber mais vá até o site do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

Carta aberta à Sra. Secretária Alda Marco Antônio

Escrito por Sebastião Nicomedes, morador de rua e criador de ideias, em São Paulo:

De reuniões em reuniões, a SMADS, Defesa Civil, Samu e outros órgãos (in)competentes vão ganhando tempo. O inverno chegou pesado, as baixas temperaturas tão afligindo a alma dos moradores de rua.

Temperatura acima de 13 graus não é dia considerado de emergência. Mas estamos falando de outro modo de viver. A temperatura das ruas ainda não inventaram. Nas calçadas, o clima é outro, com os ventinhos gelados, chega baixar de zero. O corpo empedra.

Essa madrugada era para ser de emergência. Cadê as viaturas de prontidão na rua? Cadê os cobertores? É sabível, não tem vagas, tem que disponibilizar os agasalhos, garantir a sobrevivência nesses dias em que o alarme é acionado.

Não tá havendo distribuição. A SMADS centralizou ou descentralizou ? Onde estão os cobertores ? Nos Cras ? Nas casas de convivência deveriam ter distribuição. Tem de haver estoques nas Subs para o repasse imediato, tem de estar de prontidão.

Depois não adianta quando morrer gente, os orientadores socioeducativos aparecerem diante da imprensa e apresentar ao delegado a ficha forjada de recusa de ida pro abrigo como é de praxe. Duas testemunhas assinam a recusa. O morto não fala e fica por isso mesmo.

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Pra não repetir erros, Educação abre livros ao público

Após ter de retirar das bibliotecas das escolas estaduais seis dos livros destinados às crianças por serem considerados inapropriados, a Secretaria da Educação de São Paulo decidiu fazer uma exposição aberta ao público com os 812 títulos restantes que fazem parte do programa Ler e Escrever. A partir desta quarta-feira, 9 da manhã, os livros estarão à disposição na sede da secretaria para consulta. O secretario Paulo Renato de Souza espera com a medida não ser mais surpreendido com textos de conteúdo adulto publicados em material de apoio às crianças de oito e nove anos da rede pública como ocorreu com os livros “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, publicado pela Via Lettera, e “Poesia do Dia”, organizado por Leandro Sarmatz e publicado pela Editora Ática. Para Paulo Renato, a falha na seleção prejudicou um programa considerado de qualidade e importante no incentivo à literatura, o Ler e Escrever.

Canto da Cátia: Calçada de areia

Calçada de areia

Cena comum na cidade de São Paulo esta registrada pela repórter Cátia Toffoletto agora cedo, na avenida Santo Amaro, próximo do número 2600, na zona sul. O espaço público é transformado em depósito de material de construção ou usado para preparar cimento, atitude que causa transtorno e pode gerar entupimento das bocas de lobo. A reclamação chegou até a Cátia pela mensagem enviada pelo ouvinte-internauta Aristides Mendonça.

Foto-ouvinte: Olhar paulistano

Ibirapuera

Motivado pelas imagens publicadas no Blog, o ouvinte-internauta Sandro Souza decidiu compartilhar com você o resultado de uma das paixões dele na cidade: fotografar. Pontos conhecidos da capital paulista foram registrados pela lente de sua câmera resultando em belas cenas em preto & branco. “E sem photoshop”, alerta.

Clique na imagem acima e veja outras fotografias de Sandro Souza.

O pioneiro do trólebus

Manoel Vieira Filho tem sua história contada a bordo dos ônibus e trólebus de São Paulo. Encontrado pelo jornalista Adamo Bazani, se transformou em personagem de mais este capítulo da série sobre os 60 anos do trólebus no Brasil. A relação de Manoel e o pai dele com o transporte de passageiro será apresentada em duas partes. Hoje, Adamo fala de como se iniciou esta paixão da família Vieira e a influência do sistema de ônibus e trólebus no desenvolvimento de alguns bairros da capital. Semana que vem, você vai saber detalhes do dia em que Manoel Vieira Filho substituiu o Governador Adhemar de Barros.

O motorista do trólebus

Era tarde de sábado, 24 de abril de 2009. Trólebus antigos e novos estavam estacionados no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga. Uma homenagem aos 60 anos deste modelo de transporte na cidade de São Paulo. Este repórter de profissão e amante de ônibus, jamais imaginara que poderia se emocionar ao ver tanto amor ao ramo no relato de um homem: Manoel Vieira Filho, 60 anos, dos quais 34 dedicados ao transporte urbano na capital paulista.

Os trólebus que ali estavam expostos ao sol de outuno pareciam interagir com Manoel, enquanto ele contava a história dele e do pai. Lágrimas e sorriso marcaram a entrevista. Do entrevistado e do entrevistador. A medida que Manoel Vieira Filho fazia seu relato, este repórter dava uma espiadinha para trás, onde estavam os carros mais antigos. A sensação era de que aquelas máquinas elétricas mudavam de expressão de acordo com o fato descrito. Sorriam enquanto Manoel lembrava das alegrias que viveu; choravam enquanto o velho profissional recordava suas emoções.

“Tudo que sou hoje, devo a eles. Minha casa, meu carro, o sustento de minha família e até meus caráter”, descrevia Manoel Vieira que começou a trabalhar como office-boy na Viação Nações Unidades, em 1964, na zona norte, que, segundo ele, era uma área pouco habitada e de difícil acesso.

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