Encontros de Natal

 

Por Nei Alberto Pies
professor e ativista de direitos humanos.

 

Que é o Natal? É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.
É o desejo mais sincero de do que cada xícara se encha com bênçãos ricas e eternas,
e de que cada caminho nos leve à paz”. (Agnes Pharo)

 

A festa de Natal permite que revivamos os dramas, as alegrias, os encontros e os desencontros familiares. As festas natalinas e de final de ano são um convite para celebrar a mágica dos nascimentos e renascimentos de nossas vidas. Quantas de nossas famílias, hoje, buscam um novo sentido e uma oportunidade para renovar os laços que as mantém ou as constituem? Quantos lares esperam muito que a celebração de mais um Natal harmonize as suas relações e renove as esperanças de que a vida pode ser melhor? Quantos filhos, pais e mães não desejariam renovar suas vidas, reinventando os seus papéis e as suas responsabilidades? Quantas coisas, num só Natal…

 

Vivemos num tempo em que a afirmação exagerada de nossas individualidades gera um vazio existencial muito grande e muita depressão, desgosto e desilusões. Não valorizamos como deveríamos a memória, a coletividade e a convivência. Conta mais sermos livres: sem vínculos com nada e com ninguém. Esta parece já ser uma verdade cristalizada, mas será que vale a pena acreditar nisso? Existirá outro caminho?

 

As famílias são cobradas por uma responsabilidade que nem sempre sozinhas conseguem arcar. As relações na família, como na sociedade, estão fragilizadas, exigindo de cada um e cada uma um maior zelo, cuidado e proteção de uns para com os outros. Por isso mesmo que as nossas famílias serão melhores na medida em que investirem mais tempo, mais amor e mais energia nas suas relações.

 

As famílias estão desafiadas a fortalecer as relações de convivência por todos os que as compõem. O Natal, com sua energia e inspiração, pode ser uma grande oportunidade de reconciliação das famílias. A família não é uma ideia e nem um produto para a gente oferecer como solução para os problemas do ser humano e da humanidade, mas ainda revela-se o mais completo “porto seguro” e lugar de intensa convivência e humanização. A família é a maior referência para a vida pessoal e comunitária, portanto, lugar para a realização de nossa felicidade.

 

O amor é a mais revolucionária das armas que a humanidade já construiu para gerar seres humanos livres, solidários, abertos, comprometidos com a defesa e promoção da vida. O amor precisa ser reinventado, assim como as formas como convivemos e nos promovemos gente/ser humano.

 

Promovamos, neste Natal, a família como o melhor lugar para nos fazermos gente. Acreditemos na magia que só o amor é capaz de mudar. O Natal, esta festa cristã, pode comprometer o nosso coração, a nossa alma e as nossas energias para uma vida na dignidade.

 

O Natal em família não é uma festa de ocasião, mas uma oportunidade para as famílias revisarem as suas relações, projetos e perspectivas. Aproveitemos o Natal para nos humanizar. Humanizar é nosso maior trabalho e desafio como ser humano. Viver sozinho e só não vale a pena!

De Mar e Lua e Sol e Sal

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Descalça, começo a escrever na areia da praia mais um capítulo da minha vida. Na primeira página a ilustração aponta para outra guinada, a troca de oitocentos metros de altitude, pela beira do mar. Moro na praia agora, e nada do que me cerca é meu; ou quase nada. Cheguei dia 17 de dezembro, de mãos dadas com a Lua Cheia em Gêmeos, Vênus toda faceira no banco do carona e Valentina no banco de trás.

 

Todo dia acordo e vou dormir embevecida olhando fotografando e ouvindo o Mar, que trago no Maria do meu nome. Fico imóvel por espaços mágicos de tempo e espaço, observando se espelhar nas ondas, a Lua, que também se revela nos mistérios de Lucia; e meu corpo vai se recompondo, célula por célula, de dentro para fora. Sem pressa e sem muita ansiedade. Afinal atendi aos apelos do Sol e do Sal, que gritam em mim.

 

Em 1996 morei aqui, e foi um dos anos mais felizes da minha vida. Hoje, seis edifícios me separam do apartamento daquela época, e 17 anos me separam daquele tempo. Agora me divido outra vez entre fazer o que amo e planejar o que vai me proporcionar um dia a dia organizado.

 

Para mim, dois mil e treze foi um ano de restauração, mas eu me restaurava, me restaurava, e ainda assim alguma coisa não ia bem. Sentia falta do céu, da Natureza. Me dei conta de que estava plantada no concreto, e me arranquei.

 

Aos poucos vou me desligando da correnteza do nós versus eles, da animosidade latente entre amigos, cada um agarrado à sua certeza, do seu lado do rio. Todo mundo politizado e especialista em história da política do dia para a noite. Eu inclusive. Mais sectário preconceituoso nauseabundo autoritário burro e vergonhoso esse processo político brasileiro não poderia ser, e eu que sou anarquista de natureza-a ia me deixando levar pela onda. Prefiro a do Mar.

 

Então, se lembrar no meio do festerê, ergue um brinde pelo meu aniversário, que é no dia 27. Peço desculpas pelas derrapadas, brecadas súbitas e arranques de cantar pneus, durante todo o tempo que nos encontramos aqui, e desejo a você um Feliz Natal com saúde e paz.

 

Até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

The Ritz-Carlton chega a Israel

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A prestigiosa rede de hotéis de luxo The Ritz-Carlton abriu seu primeiro hotel em Israel. Construída em Herzliya, a nova unidade possui localização privilegiada com vista para o Mediterrâneo. Herzliya é o destino de Tel Aviv de lazer à beira-mar, com praias e uma área residencial exclusiva. Junto ao “Vale do Silício” de Israel, Herzliya é um destino para viajantes de negócios e de lazer, contando com atrações culturais, históricas, restaurantes, lojas e outros atrativos.

 

O resort contemporâneo conta com 115 quartos e 82 suítes e residências. Seu interior foi inspirado nas cores da costa mediterrânica, combinando com as vistas deslumbrantes sobre o mar para criar um espaçoso ambiente descontraído em cada um dos quartos e suítes, além de contar com uma coleção de obras de arte em todo o hotel.

 

 

A gastronomia é responsabilidade do renomado Chef isralense Yonathan Roshfeld, que tem parceria especial com o restaurante kosher Samuel Herbert Restaurant, localizado no hotel. Conhecido por sua culinária mediterrânica fresca, o Chef traz seu talento criativo para a cozinha kosher pela primeira vez, com produtos locais, para proporcionar experiência memorável no The Ritz-Carlton.

 

O luxuoso hotel apresenta dois novos bares e lounges: o Lobby Lounge, onde pode-se desfrutar café da manhã, almoço e jantar ou até mesmo um chá da tarde e drinks especiais em um ambiente elegante, e o The Rooftop Bar, localizado na cobertura do hotel, ideal para admirar o pôr do sol ou experimentar alguns drinks ao anoitecer. Na cobertura fica a piscina, de onde se tem uma visão de 360 ​​graus da costa do Mediterrâneo e das praias de Herzliya. Para os que curtem cuidar do corpo e da mente, o Spa do hotel possui terraço ao ar livre para relaxar, com tratamentos de beleza, sauna e banho turco.

 

O consumidor do luxo contemporâneo busca cada vez mais vivenciar novas experiências, conhecer novas culturas e adquirir conhecimento. Israel é um dos destinos mais visitados do Oriente Médio, e um destino cobiçado pelos que ficam aguçados em conhecer as crenças e histórias de um dos destinos mais significativos para a história da humanidade.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

De graça e agradecimento (revisitado)

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

O fim do ano chega e bate indiscriminadamente na porta do bom e na porta do não tão bom, do amigo e do não tão amigo assim. Vem arrastando um balaio cheio de lembrança bordada com emoções que fazem sorrir outra vez, e trazendo outras que a gente prefere esquecer. Não há como fugir. É encarar e selecionar, acalentando e nutrindo as que têm um doce sabor e espantando e tentando evitar aquelas que atacam e viram do avesso o fígado e arredores. 

 

Presente de Natal então assombra grego e troiano. É um sufoco que evito porque vem com tarja de compulsório. Todo ano penso em me organizar e criar o presente certo para cada um, só que dezembro chega, me pega de surpresa, me passa uma rasteira certeira, e acabo não fazendo nada nesse sentido. Na verdade não gosto da ideia de presente de Natal.

 

Pois é nesse emaranhado de emoções que procuro aquietar corpo e mente, e agradeço. Agradeço e agradeço mais uma vez vez.

 

Agradeço ao Arquiteto de Tudo e a seus auxiliares. Agradeço aos mestres aprisionados em corpos mortais e aos que não posso ver com os olhos do corpo. 

 

Agradeço a meu pai e minha mãe, e a seus antepassados, pela oportunidade da vida. 

 

Agradeço ao pai dos meus filhos e a seus pais e antepassados, a vida dos meus tesouros mais preciosos. 

 

Agradeço aos amores que passaram pela minha vida e que me enriqueceram e me ensinaram a amar cada vez mais, quando achava que já sabia tudo sobre amor, respeito e admiração, prazer e dor. 

 

Agradeço aos companheiros de trabalho, superiores, pares e subordinados, que passaram e ainda passam pela minha vida, com quem aprendi e aprendo muito. 

 

Agradeço aos anjos em forma de gente, que me impulsionam no caminho do aprendizado e da abertura da minha consciência. 

 

Agradeço à minha tia Inês, que é a minha família presente, cuidadosa e carinhosa em todos os momentos, com quem divido alegrias, tristezas, vitórias e frustrações, e que me ouve com um amor que só ela sabe oferecer. 

 

Agradeço aos que eram amigos e deixaram de ser, pelos mais diversos motivos. Enquanto tinham amor para dar, me inundaram com ele; quando o amor secou, bateram em retirada, deixando lições que se eu souber aproveitar, cresço ainda mais. 

 

Agradeço aos professores, pelas descobertas fascinantes de um mundo cada vez maior e fascinante.

 

Se decidisse listar as bênçãos recebidas inesperadamente e as cultivadas com determinação, preencheria páginas e páginas. 

 

Se por outro lado listasse as desventuras e frustrações, não conseguiria preencher uma só.

 

Vou domando meu ego cheio de manha, e reconhecendo que sei ainda muito pouco da vida, e que há muito para aprender, mas é exatamente isso que me dá o impulso necessário para continuar vivendo. Quero mais.

 

E você?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

(Este texto foi postado, originalmente, neste blog, em 16.12.2007)

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Aeronave fretada: luxo, economia de tempo e outros privilégios

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Conforto, privacidade e exclusividade. Esses são alguns dos principais fatores que impulsionam a busca por serviços de fretamento de aeronaves no Brasil. A economia de tempo e o tratamento personalizado também são atrativos para os consumidores de alto poder aquisitivo. Enquanto as companhias de aviação comercial estão reduzindo custos e oferecendo menos opções de serviços, as empresas de fretamento de jatos, aeronaves e helicópteros investem na excelência de serviços e na customização. Desde modelos que comportam poucos passageiros a aeronaves de grande porte, essas empresas oferecem serviços como embarque e desembarque vip, facilidades nos aeroportos, economia de tempo por evitar filas comuns nas companhias aéreas são fatores que levam consumidores de alto poder aquisitivo a utilizar esse serviço de alto luxo em vez de vôos regulares.

 

A aviação executiva tem crescido a uma taxa anual de 7% no Brasil. Essa expansão pode ser explicada, em parte, pela busca dos consumidores de alta renda por conforto, privacidade, sofisticação e um serviço de bordo sob medida. Outro fator fundamental é o aumento da renda do consumidor brasileiro da classe C, que possui um acesso cada vez mais facilitado às viagens aéreas. A demanda excessiva de passageiros na aviação comercial e a falta de investimentos em infra-estrutura justificam a crescente necessidade de evitar aborrecimentos como atrasos, cancelamentos, overbooking e filas nos aeroportos. Atualmente há cerca de mil companhias dedicadas à aviação executiva no país, de acordo com a ABAG. Chapman Freeborn, Líder Aviação e TAM Aviação Executiva são alguns dos principais players do segmento.

 

 

Viajar em um Private Jet tem ainda um benefício muito atraente: dependendo a frequência com que o cliente viaja, muitas vezes possuir um avião próprio não vale a pena pela relação custo/benefício, sendo mais vantajoso o fretamento, que proporciona ao passageiro o mesmo conforto. Agilidade e flexibilidade para viagens de negócios também são motivos importantes, já que muitas cidades ainda não possuem vôos diretos com saída do Brasil. Evitar a perda de tempo com escalas ou conexões antes do destino final e planejar o trajeto de acordo com as próprias necessidades são as principais vantagens em optar pelo Private Jet. Quem viaja a trabalho leva em consideração o benefício de não ter que enfrentar a espera no check-in e a demora para retirada de bagagens.

 

Apesar de ainda ser um serviço acessível a poucos, optar pelo fretamento de um avião pode não ser apenas uma questão de luxo e conforto, mas sim de economia. Muitos negócios em grandes empresas podem depender da rapidez da viagem, e correr o risco de perder horas em aeroportos ou até mesmo por vôos cancelados pode acarretar prejuízos que façam valer a pena pagar pelo serviço de um jato privativo. Os custos de um vôo charter podem variar conforme o tamanho e a potência do motor do avião, tempo da viagem, distância e outros fatores, de acordo com a demanda do cliente.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

De luz

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Olá,

 

em dezembro do ano passado, meu assunto era desapego, liberdade, vida, e o Lexigrama do nome do ano que espiava pela porta de entrada. Agora que ele acena da soleira da porta de saída, é hora do balanço.

 

Dois mil e treze se vai, com a tarefa cumprida de disponibilizar compaixão e uma estrada amorosa, iluminada pelo planeta Vênus, já que a soma dos seus números: 2 + 0 + 1 + 3 é igual a 6. No entanto, o número 9, que rege a materialidade, é sempre parceiro do número regente do ano, porque é no reino da materialidade que vivemos. Mas como o número 6 é o único que pode com o número 9, tivemos menor desequilíbrio entre as duas forças. Você notou?

 

Se o Mal mostrou as garras, nosso ímpeto para afastá-lo pelo Bem também disse a que veio. Para mim, o ano seguiu o discurso de dezembro de dois mil e doze. Tive um ano de mais desapego, de mais liberdade e de busca de maior qualidade de vida. Foi um período rico na implosão de certeza e na proliferação de questionamento. Mergulhei em gratidão, organização, garra, desejo de viver e isso-vai-isso-fica. Nesta data, há um ano, eu estava em isolamento num hospital, sem diagnóstico nem perspectiva. Superei, ressuscitei saúde e ânimo, cuidei de mim e fui muito, muito cuidada, incentivada e apoiada, com a lot of help from my friends. Força e Gratidão são as palavras que vou usar para arquivá-lo.

 

Vi crescer revolta, que também é porteira de reflexão, vi embates violentos que feriram gravemente o corpo da sociedade, mas que também despertaram em nós o desejo de curá-lo. Mas é sempre assim, não é? Partimos dos extremos para chegar o mais próximo do centro, possível. Intenção é metade do caminho a ser percorrido. Os extremos vão sendo burilados para rolarem mais facilmente para o ponto de equilíbrio.

 

E vamos ter sempre em mente que o Criador é Luz, e que Sua essência é compartilhar. Que a Criação é o receptáculo dessa Luz e que a essência desse receptáculo é receber e compartilhar. Portanto é o equilíbrio entre receber e compartilhar que promove Satisfação, da forma como é traduzida para cada um de nós. Simples assim. Ainda vale lembrar que a Luz jorra independentemente de onde você nasceu, da cor da tua pele, da língua que você fala, da religião que você resolveu abraçar. A Luz jorra, essa é a Sua essência! Quanto a nós, impossível nos fecharmos a ela, porque Ela não deixa de alimentar a vida. O resto é da alçada da escolha.

 

Assim, nada de pedir ou reclamar. É saber administrar entrada e saída, buscando melhorar o equilíbrio. Essa será o meu foco para o ano que vem chegando. E você, como avalia este ano, e quais são tuas prioridades para o ano que vem?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Bentley: o luxo dos carros ingleses também na decoração de sua casa

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Muitos apaixonados pelos automóveis da prestigiosa marca inglesa Bentley vivem em sua própria residência do jeito que dirigem: com a coleção de móveis da marca. A Bentley Home Collection criou uma nova coleção com móveis feitos a mão inspirados nas técnicas, materiais e acabamentos que caracterizam o interior de automóveis da Bentley. A parceria é com a Club House Italia, renomada marca de designer de móveis artesanais.

 

A nova coleção inclui projetos tradicionais e modernistas, trazendo um pouco do espírito do “British gentleman driver”. O couro, laminados, metal e vidro, sempre com a qualidade distintiva de cada objeto, são elementos de luxo utilizados nas peças para casa, como tradicionalmente nos carros da marca. A nova coleção inclui itens como a linha Richmond, de sofás e poltronas, estofados em couro, linho ou cashmere e acabamento em couro trançado, os armários Sherbourne & Kingsbridge, que podem ser encomendados com frentes de madeira ou couro com interiores em madeira lacada e prateleiras de cristal, além da mesa de café Harlow, com estrutura de aço bronze e coberta com acabamento em ônix ou couro.

 

 

A extensão de marca da Bentley não se resume ao segmento de homeware. Através de várias parcerias, a marca inglesa oferece uma extensa linha de relógios, canetas, bolsas, roupas, acessórios, perfumes e outros. Seu prestígio pode ser encontrado também no segmento de hotelaria de luxo. O renomado hotel The St Regis New York, da rede Starwood Hotels, possui uma de suas mais luxuosas suítes com o nome Bentley Suite, com decoração inspirada nos carros da marca. Um privilégio para abonados que podem desfrutar da experiência de se hospedar neste hotel, um dos mais luxuosos e tradicionais de Manhattan que fazem parte da história da cidade que nunca dorme, reconhecido por seus serviços e acomodações impecáveis, como o seu tradicional serviço de mordomo. Tudo isso a apenas alguns passos do Central Park.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

Férias, meninas!

 


Por Sérgio Mendes

 

As meninas encontravam se todas as tardes estudando na biblioteca, naquele tempo pouco frequentada por meninas por que não muitas delas chegavam a cursar a faculdade. Menos ainda em escolas que não fossem só para elas. Se juntaram meio que empurradas pelo instinto de proteção. Só depois, passaram a cumprimentar-se no café, na cantina, no bandejão e finalmente começaram também a freqüentar as casas e as famílias de cada uma.
Elas não foram amigas na infância, não liam os mesmos livros nem gostavam dos mesmos gostos. Partiram da vontade comum de ascender profissionalmente no mundo que até ali pertenceu só aos homens. Daí é que o tempo encarregou-se de esculpir nas quatro, laços para a vida toda. Igualzinho ao que fazem o vento e a água, moldam as pedras devagar e sutilmente.

 

Amélia ( Melinha), Corry, Júlia e Aida (Ida), sonhavam com carreiras promissoras e queriam ser mulheres independentes. Vida como a de suas mães e avós passava nem pela conversa delas. Queriam carreiras e conquistas pessoais numa época em que as mulheres ainda eram talhadas para o casamento e a submissão a seus esposos. O espaço feminino fora de casa recém era aberto por outras como elas.

 

Apesar da liberdade, a conta dos estudos, aquela era realidade incomum para moças em idade de se casar e os limites estavam bem ali às vistas. Seus pais as controlavam com horários muito rígidos. O que nunca as impediu estripulias ou de sonhar com elas.

 

Foi justamente nesse tempo que uma vez apareceu a idéia de um passeio sozinhas. Quiseram uns dias sem dar conta do que faziam a nada e a ninguém. Era a urgência de serem livres, independentes. Tudo não passava de um fim de semana na praia, complicado por aqueles dias, mas não mais impossível como teria sido uma ou duas gerações de mulheres antes delas. A aquela pausa chamaram de férias.

 

De qualquer maneira o passeio nunca aconteceu. Não antes que os ventos de muitas mudanças permeassem quase tudo na vida das quatro.

 

E eles não demoraram a soprar, mudando junto com outros objetivos tão sólidos como a vontade que eles continham, e transformaram instantaneamente as urgências de ao menos uma delas.

 

Continuar lendo

De cartas

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

E a senha serve para quê?

 

Senha era coisa de pós-guerra, quando cada família recebia uma, para comprar mantimentos básicos a preço de tabela. Mas não foi aí, o começo do seu reinado. Os egípcios já usavam senhas. Ah, os egípcios!

 

A senha para fins eletrônicos nasceu no início dos anos 1960, no Massachusetts Institute of Technology, e está dominando o mundo. é a mais nova pandemia. Seu reinado engorda como a dona Redonda, e por mim, poderia explodir. Tem senha que não acaba mais, e eu realmente não me dou bem com elas. Perco tanto tempo e energia tentando administrar senhas e nomes de usuário quanto os hackers tentando quebrá-las. Porque não inventam um leitor de digital acoplado ao computador? Onde estão os inventores deste Brasil?

 

Agora a App Store cismou comigo. Mudei meu e-mail, fui lá, bonitinho, como manda o figurino e mudei os dois campos: usuário e senha. No lugar no endereço antigo, o novo. A senha, no entanto, imaginada às pressas, é mais fácil de ser decifrada do que palavras cruzadas para criança. Prometo inventar uma bem cabeluda! Recebi a confirmação, tudo certo, dona Maria Lucia, sua senha já foi trocada. E lá fui eu, toda faceira, fazer o upgrade de programas que são essenciais para o meu trabalho.

 

Qual foi a retribuição da App Store? Há dias não reconhece meu novo endereço de e-mail. Entro na sala de gerenciamento da minha conta, e lá está, tudo certinho, com tique verde pra dizer que está tudo ok. Mas eu digo primeiro: não está tudo ok. Grrrrrrr!

 

Estou prestes a jogar a toalha, me livrar das máquinas e voltar a escrever em lindos cadernos. Vou comprar verduras na quitanda da esquina, o jornal na banca, na rua de trás, ler lindos livros de papel e escrever cartas. Muitas cartas.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O luxo na Argentina morre aos poucos

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

A crise no Mercado do Luxo na Argentina não é novidade. Desde o ano passado, diversas lojas de marcas internacionais fecharam suas portas em Buenos Aires, capital do país, por conta da intensificação das medidas adotadas pelo governo argentino para restringir importações e operações com dólar. Marcas prestigiosas como Empório Armani, Escada, Cartier e Louis Vuitton são algumas das que já deixaram o país por conta dessa situação. Ao que parece, o cenário tende a piorar.

 

Com o objetivo de desencorajar o consumo extravagante, a presidenta Christina Kirchner anunciou novos impostos sobre produtos de luxo. A medida é a última de uma série de movimentos governamentais destinados a conter a inflação. A Argentina sofre com a queda mensal de US$ 1 bilhão nas reservas do Banco Central e com a alta dos preços varejistas que as consultorias privadas apontam em quase 30% ao ano. No segmento automotivo, um dos que mais serão afetados, argentinos de alto poder aquisitivo compram veículos importados cotados em pesos à taxa de câmbio oficial, mas com dinheiro que trocam no mercado paralelo a 10 pesos por dólar americano. Assim, quem possui um carro de luxo consegue pagar a metade do valor em dólares ou euros. As reservas do Banco Central caíram de US$ 42 a US$ 31 bilhões este ano, na pior sangria desde 2001.

 

A falta de produtos nas lojas de luxo da capital portenha foi um dos principais problemas para as marcas. A limitação às importações afetou as marcas de luxo que, impedidas de abastecer suas lojas com artigos que chegam do exterior, começaram a fechar as portas. Sem produtos em suas prateleiras, consumidores, muitos deles brasileiros e com sede de consumo, frustravam-se por não poder comprar. A loja da Louis Vuitton, localizada na prestigiosa Avenida Alvear, no bairro nobre da Recoleta, até então vizinha de outras grifes como Hermès e Ralph Lauren, foi a primeira loja da grife francesa na América do Sul.

 

Se no varejo de luxo a crise está assustadora, para os hotéis de luxo a situação é menos drástica. Buenos Aires ainda é uma cidade atrativa para os amantes de gastronomia, arte e cultura. Os hotéis de luxo tem investido em programas com temáticas ligadas a temas como gastronomia, caso do hotel Palacio Duhau Park Hyatt Buenos Aires, que além de seus pratos de alta gastronomia em seus restaurantes, é criador do Masters of Food & Wine, programa especial que reúne eventos gastronômicos no hotel.

 

É triste ver um país que, no passado, foi um dos principais alvos do segmento de luxo na América do Sul. Em um movimento contrário, países vizinhos como Brasil e Chile estão avançando sua participação nesse segmento e com perspectivas de crescer ainda mais.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.