





GERAL
Reminiscências – 30 ditos populares
Por Julio Tannus
… De minha memória:
Quem tudo quer nada tem
Quem pode, pode; quem não pode se sacode
Quem não tem cão caça com gato
Quem ri por último ri melhor
Quem não chora não mama
Quem conta um conto aumenta um ponto
Quem tem pressa come frio
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Macaco velho não põe a mão em cumbuca
Devagar se vai ao longe
Escreveu não leu, pau comeu
De grão em grão a galinha enche o papo
Nem tudo que reluz é ouro
Gato escaldado tem medo de água fria
Negócio é negócio, amigos à parte
Foi para Portugal, perdeu o lugar
Filho de peixe, peixinho é
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come
É melhor um pássaro na mão do que dois voando
Comprou gato por lebre
A mentira tem perna curta
Em boca fechada não entra mosca
Dinheiro pouco é bobagem
O peixe morre pela boca
Sorte no jogo, azar no amor
Nadou, nadou e morreu na praia
A esperança é a última que morre
Acabou-se o que era doce, quem comeu regalou-se
Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung
Época São Paulo: Amar o passado holográfico
De eficácia e honestidade
Por Maria Lucia Solla

De mais eficaz farto-me, literalmente, na mídia falada, escrita e sussurrada. Só na arte não encontro a pérola, porque arte não precisa mentir.
Tudo começou quando eu estava fazendo arte. Olhos e mãos ocupados, ouvi a pérola: Está será a campanha mais eficaz que São Paulo já viu.
(Quando escrevi olhos e mãos ocupados, ali em cima, me dei conta de quanto são autoritários os governantes; têm certeza de tudo, mas miram mal quando tentam entender do que é que o povo precisa. Será que eu deveria ter dito: mãos e olhos ocupadas e ocupados, para andar na via do politicamente correto? Ótimo de qualquer maneira, porque não vou andar nessa via, e quero ver quem é que me arrasta. Continuo me comportando, em Roma como os romanos e na Língua Portuguesa de acordo com ela. Língua não se muda por decreto, que ela é livre. Só o povo pode com ela, usa e abusa dela, porque ela, como mulher de bandido, se deixa abusar.)
Então, voltando ao que dizia, meus olhos estavam focados no trabalho de mão, mas os ouvidos não. Se não é o silêncio, o escolhido da vez – que me faz sentir parte do mundo real lá de fora – é música ou tevê. Desta vez foi a tevê que me trouxe de bandeja a inspiração para este papo com você.
Comecei a prestar atenção, e foi uma avalanche. Fui atacada por dietas que se dizem mais eficazes, encontrei anúncios de Comunicação mais eficaz, li que a ONU quer ação mais eficaz, só não me lembro sobre o que falavam exatamente. O mais eficaz é que a toda hora sequestrava a minha atenção.
Até notícia esportiva dizendo que o Messi é o suplente mais eficaz da Liga, eu li. E a Língua Portuguesa sofrendo, gemendo, se contorcendo.
Agora, vamos combinar que eficiente é uma medida que faz a gente se aproximar da solução ideal, e que eficaz é a ação que nos leva ao clímax da projeção. Eficaz é o que nos leva ao ponto final. Não tem estação depois do ponto final, portanto meu amigo não existe mais eficaz assim como não existe mais honesto ou menos honesto. Ou o cidadão é honesto ou não é, e estamos conversados.
Ou melhor, não estamos, ainda não. Acredito que o povo precisa de arte, cinema, educação, livros, textos que lhe abram as asas da imaginação e que o impulsionem até onde não chega com as pernas do corpo. Acredito que o povo precisa de música, de poesia, de dança, natureza e alegria, para poder reconhecer seu valor e não se contentar com pouco, nem seguir modelo alheio, que povo mais criativo não há. Acredito que o povo precisa sempre querer saber mais, percebendo a cada tanto de aprendizado o quanto ainda tem para aprender. Acredito que nós, o povo, precisamos de mais tolerância e menos orgulho. Mais dúvida e menos certeza.
Agora sim, estamos conversados.
Obrigada por tua companhia e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung
Centro de SP precisa é de Virada Social
Por Dora Estevam

A Virada Cultural aparece anualmente com anúncios na mídia oferecendo o que há de melhor no centro de São Paulo. Âncoras e colunistas se alegram em fazer chamadas das atrações. Atividades que prometem desde a descoberta de um novo artista, passando pelo melhor quitute e, até mesmo, o melhor show. Será que estes “coleguinhas” jornalistas andam pelo centro da cidade, local privilegiado para instalação dessas atrações? Não, não andam. Se andassem as pautas seriam bem diferentes e as prioridades seriam os casos sociais, graves, que circundam todos os locais programados para a realização da Virada Cultural, sem exceção.
As chamadas para o evento exercem um poder de sedução: vá ao centro da cidade que lá tudo é muito bonito. Ou, vá até lá conhecer onde tudo começou. Ou venha ao centro de metrô, use a bicicleta para chegar em alto estilo e gastando pouco. Ah! para que tamanha hipocrisia, gente? Estou há semanas circulando pelo centro da cidade e a realidade é muito, mas muito diferente deste discurso que tenho visto, assistido e lido. Não é nada disso. O centro está repleto de monumentos e patrimônios históricos graças a um pequeno grupo que se uniu para preservar o pouco que resta em pé. É impressionante o número de pessoas que circulam por ali sem eira nem beira, em busca de nada. Pessoas que vivem nas ruas, que moram nas ruas, que fazem das ruas e das praças seus dormitórios. É visível – e olfativo – o problema social que existe nesta região.
Vou dar um exemplo bem prático: na Praça da Sé, em frente, ao lado, nas costas, em volta, o que você imaginar, tem moradores de rua dormindo ou acordado, como preferir. Se acordados, os estragos vão longe; em uma das minhas aproximações para observar o que acontece lá por pouco não presenciei um incêndio: um indigente alcoolizado ateou fogo nos poucos cobertores que ele e os colegas faziam uso. A polícia, que fica bem em frente à Igreja, na praça, foi chamada. Mas o que fazer, não tem de onde tirar água para beber, o que dirá para apagar o fogo. Agora me responde: o que a polícia tem com isso? Alguma dúvida que este problema não é da polícia e sim social? Da polícia, começa a ser quando esta mesma pessoa que mora ali na rua, na praça, passa fome, aí tem uma Virada Cultural como essa que enche de gente e esta pessoa com fome vai lá e rouba o cidadão. Aí o problema deixa de ser social e passa a ser de polícia. Consequentemente do Estado. Meu Deus, isso tem fim?

Não dá para esconder tanta gente. O mau cheiro das ruas é uma coisa absurda. As pessoas andam fazendo caretas nas ruas, eu mesma não consigo respirar, me desculpe, mas é insuportável o cheiro. Sem falar na sujeira das ruas. Eu estava com uma garrafa de água nas mãos e um morador me pediu implorando por sede. Como um ser humano pode presenciar isso e não fazer nada. A poucos passos avistei o cenário em frente a Igreja da Sé com um imenso balão no qual vão projetar vários filmes; ao lado, banheiros químicos e, adornando o cenário, os moradores da praça. Revoltados com a movimentação de pessoas que insistiam em fotografá-los. Como não registrar as cenas surreais? As fotos que ilustram este post foram na Sé, na Quintino Bocaiúva, na Praça João Mendes…entre outras ruas.

Aproveito para registrar que não tem sequer um centro de informações na praça da Sé, quem tira todas as dúvidas das pessoas que passam por lá são os policiais militares. Eu fiquei atrás deles por vários minutos e presenciei a rotina dos dois policiais do posto: em 12 horas de trabalho, eles não têm banheiro à disposição e não tem água para beber. Usam os banheiros dos bares “podres” que existem nas redondezas e o tempo todo ficam respondendo perguntas das pessoas que passam por lá, sem parar: Ah, por favor, onde fica a rua tal? Onde fica o prédio tal? Como faço para chegar na avenida tal? Em média, estes funcionários atendem a 1.300 pessoas por dia. E ainda presenciei uma cidadã que não estava se sentindo bem e pediu para se sentar dentro da guarita. No mínimo, ela estava apavorada e em pânico com o movimento, sei lá. A prefeitura precisa providenciar uma central de informações (turísticas), urgentemente. Com dois militares na praça Praça da Sé, por onde transitam cerca de 700 mil pessoas por dia, como fazer o serviço de segurança funcionar? Centro de informações, urgente! Separar turismo de segurança, já! E os casos não ficam só nas perguntas sobre localização, não, vão além, há casais que brigam em casa e aparecem para dar queixa na polícia da praça. Pode?
Fazer Virada Cultural no Centro da cidade com este cenário é uma hipocrisia total. Desculpem-me o desabafo, mas não aquentei.
Dora EStevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung, aos sábados.
Quase 30 sites úteis
Por Julio Tannus
1.Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site: GASTAR POUCO
2.Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet: CARTÓRIO 24 HORAS
3.Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil, por cidade, por faixa de preços, reservas etc.: HOTEL IN SITE
4.Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários: ANTT
5.Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST: SÓ LEIS
6.Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa, chegadas e partidas: INFRAERO
7.Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade: MAPLINK
8.Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades: DNIT
9.Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato: POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
10.Confira os melhores cruzeiros, datas, duração, preços, roteiros, etc.: BEST PRICE CRUISES
11.Indexador de imagens do Google – captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa como você desejar: PICASA
12.Mais rápido e eficiente do que o Internet Explorer, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, manipulado como você o desejar: FIREFOX
13.Site que dá as horas em qualquer lugar do mundo: TIME TICKER
14.Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros: A9
15.Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral: HISTÓRIA DO BRASIL
16.Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas: VERBIX
17.Site de conversão de Unidades: WEBCALC
18.Site para envio de e-mails pesados: YOU SEND IT
19.Mais um site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade: SENDTHISFILE
20.Site para envio de arquivos pesados: DropBox
21.Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercado financeiro. Grátis para Pessoa Física: DEBIT
22.Site que permite falar, ver e fazer conferência pela internet: SKYPE
23.Site de procura de pessoas e empresas nos EUA. Só para achar a pessoa ou a empresa com endereço e telefone – Grátis: US SEARCH
24.Site de câmaras virtuais, funcionando 24 horas por dia ao redor do mundo: EARTH CAM
25.Acompanhe os projetos, obras e notícias da Copa do Mundo: PORTAL DA COPA 2014
26.As manchetes dos jornais no Brasil e no Mundo: MANCHETES DOS JORNAIS
Ainda faltam quatro para completar 30. Nos ajude a construir esta lista.
Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e Co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung
Os jovens no tráfico de drogas
Em quatro linhas, bem afiadas pela jornalista Sonia Racy, em sua coluna de domingo, no Estadão, encontro mais argumento para sustentar o que escrevi na sexta-feira, no blog, no texto “O que eu penso sobre a redução da maioridade penal”. Leia a nota que reproduzo a seguir e pense:
Tráfico de drogas já é o crime mais cometido pelos adolescentes da Fundação Casa. Dos 9 mil internos, 3,6 mil estão lá dentro por causa do delito.
E a coisa não deve mudar tão cedo. Apesar dos números, 451 municípios paulistas – 70% do total – não têm órgãos especializados para combate às drogas.
Tô de saco cheio: qual produto é essencial para você?
Quando surrupiaram o que podiam da minha casa, fui correndo a uma loja comprar o notebook. As televisões, o computador de mesa, o equipamento de som, os video games e o Ipod deixei para substituir mais tarde. Meu MacBookPro era essencial para tocar a vida profissional, responder emails, preparar projetos, escrever os textos encomendados e buscar informações na internet. Nem mesmo o telefone celular – graças a Deus este ficou comigo – seria imprescindível diante da urgência daquele computador.
Entender quais produtos são essenciais na vida de um cidadão é o que o Governo brasileiro está tentando desde o dia 15 de março quando a presidente Dilma Roussef lançou o Plano Nacional de Consumo e Cidadania. O Plandec – adoro estas siglas inventadas nos gabinetes – prevê a criação de uma lista de produtos essenciais para troca imediata de artigos com defeito, dentro do prazo de garantia.
Qual produto é essencial para você?
As prioridades mudam de acordo com as peculiaridades de cada família, meio social e profissional. Há produtos, contudo, que não devem ficar de fora. Com 261,8 milhões de linhas de telefonia móvel (Anatel/2012) e sua multifuncionalidade, o celular estará no topo da lista, com certeza. Geladeira, fogão e computador, também vão aparecer com destaque.
Apesar de a resposta parecer simples para muitos de nós, até agora Governo, ministérios da Justiça e do Desenvolvimento, a indústria e o varejo não conseguiram entrar em acordo. A lista, inicialmente com 50 itens, deveria ter sido apresentada no dia 15 de abril, mas houve pedido para se estender o prazo sem que nova data fosse decidida. Nem mesmo sobre o número de itens que devem compor a lista há consenso. Nesta semana, haverá mais uma rodada de negociação.
Na reportagem de O Globo, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, faz declaração que evidencia a dificuldade para o acordo. Ele diz ser um “absurdo” elaborar a lista de produtos essenciais, na medida em que esta criará uma insegurança jurídica enorme: “Por que existe assistência técnica, garantia? É para que os produtos que têm algum defeito de fabricação, algum vício, possam ser recuperados, mas não para serem trocados imediatamente”.
Como será que ficaria o presidente da CNI se o smartphone recém comprado por ele apresentasse vício de qualidade (é como os burocratas chamam equipamento com defeito)? Gostaria de ficar esperando dias ou semanas pela devolução? Sem telefone? Provavelmente, compraria outro. Dinheiro não deve lhe faltar. O mesmo não se pode dizer da maioria acachapante dos consumidores desrespeitada pelos fabricantes e varejistas. No ano passado, foram 2,03 milhões de queixas devido a produtos com defeito nos Procons e esta insatisfação foi o terceiro item mais reclamado dos órgão de defesa, atrás apenas de assuntos financeiros e telecomunicações.
De expressão
Por Maria Lucia Solla

O que é que faz o cidadão responder ‘estou desinformado, no momento’, em
vez de dizer ‘não sei’?
O que é que faz o político dizer ano após ano que vai fazer isso ou
aquilo, bem feito, como se cada ato no conduzir a tarefa que lhe foi
confiada fosse favor?
O que é que faz o repórter dizer ‘o motorista, ele saiu do carro e caiu no
barranco; a gerente do banco, ela foi sequestrada’. Arma
neurolinguística? Para encher linguiça, mesmo, ou é moda?
O que é que faz a maioria dos políticos, depois de eleitos, se
transformarem em bonecos plastificados e sorridentes, viverem em delírio
constante usufruindo da marajalança, ficarem ricos e gordos por fora, mas
pobres de espírito e mirradinhos por dentro?
O que é que faz o policial se dirigir ao povo que mal fala português, em
policialquês, dizendo que o ‘meliante adentrou o recinto’? O bandido
entrou na casa não pode ser dito por quê? Porque se disser a palavra
‘bandido’ -antes do cidadão ser julgado e condenado, antes dele apelar e
sair rindo da nossa cara, e antes dele fazer tudo de novo com mais
cuidado-, vai ter que responder a processo?
O que é faz ser necessária uma Declaração Universal dos Direitos Humanos?
A gente já não nasce sabendo quais são os direitos, e quais são os
deveres? Os animais sabem dos seus direitos e deveres… Declarações e
decretos pretendem nos colocar nos trilhos? Quais? Que levam para onde?
Todos? Alguns? Pretendem fazer brotar em nós o bem pelo bem, amor,
gratidão, respeito, consideração, amizade, lealdade? Pretendem nos ensinar
a não matar, não roubar, a não maltratar, a não desprezar e a não
desrespeitar um ao outro?
Bom fim de semana e um feliz dia dedicado às mães.
Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung
A ousadia de Karl Lagerfeld em Cingapura
Por Dora Estevam

O diretor criativo da Chanel, desde 1983, Karl Lagerfeld cumpriu o que havia dito sobre fazer um desfile em Cingapura. O kaizer da moda apresentou a coleção Cruise 2014 na noite de quinta-feira, deixando os fashionistas presentes de boca aberta. Os convidados da line up disseram que foi um dos desfiles mais bonitos da maison. A apresentação foi inspirada no glamour do passado asiático mas com toque pessoal: “Eu quero reinventar os detalhes”, disse ele, referindo-se as roupas simples.
Os destaques da coleção foram os top com estampas exóticas, calças largas, saias longas, camisas e calças largas e vestidos em ráfia. Nota-se uma aparência jovem nas peças mais curtas e estampadas. As cores: neutras e naturais. Em se tratando de Chanel podemos classificá-la como chic. As inovações importantes da coleção se focaram no uso de colares de pérolas e a nova jaqueta Chanel, inspirada em uma fotografia de um pescador do Sudoeste da Àsia, de 1880. Fascinante, não acha?
O desfile foi apresentado sob forte calor de 40 graus, mas o glamour da passarela superou os limites.
Quando leio que o estilista buscou referências em fotos antigas, fotos que retratam os valores e o comportamento de uma época para fazer uma coleção, eu acredito na força, no foco e no trabalho incansável que ele se propôs a fazer. Lagerfeld não é apenas um estilista, é um pesquisador em busca de histórias do passado com propósitos no futuro. Adorável esta originalidade.
Vamos conferir tudo isso nas fotos. Alguns looks que eu gostei muito.

Veja quem foram os convidados da Maison: editores e personalidades locais: a queridinha Dakota Flaning, Show Siwon e Han Huo Huo.

E a parte que eu mais gosto depois de mostrar o desfile, os detalhes.

A maquiagem, fator determinante e não menos datada, é claro que eu não poderia deixar de mostrá-la, em detalhes.

Atmosfera: depois do desfile teve uma festa com destaque para o enorme telão onde apresentaram o curta Once Upon a Time, que você também pode ver aqui. O filme é uma homenagem ao espírito livre de Coco e sua abordagem revolucionária para a moda e traça as origens de Gabrielle em Deauville em 1913, quando ela abriu a primeira loja com a sua irmã Adrienne. O verdadeiro tributo a madame Chanel você pode assitir aqui ao apertar o play:
Feliz Dia das Mães!
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados
