De dois mil e treze

 

 

Estava com um texto quase pronto, contra o poliiticamente correto, quando dois mil e treze me pegou pelo pescoço e me fez mudar de direção. Me dei conta de que 2013 promete uma estrada amorosa, porque a soma de 2 + 0 + 1 + 3 é 6, e seis é o número que simboliza o amor, que vibra com o planeta Vênus, exala paz, arte, maternidade, compaixão, reação e a essência feminina.

 

Além disso, me chamou a atenção que o número da vibração em que vivemos, o número que representa a matéria, é a do número nove. Assim, entra ano sai ano, o nove estará presente enquanto vibrarmos predominantemente na matéria. Ele rege nosso presente nível de evolução.

 

O nove tem essência masculina, de guerra, de conflito e agressão, ação. O número da matéria vibra com o planeta Marte. Então, 2013 chega com os opostos nas prateleiras do imponderável, oferecendo farta oportunidade de buscarmos um patamar melhor de equilíbrio. Amor e conflito, paz e agressividade estarão aqui como sempre estiveram, mas se mostram, eu vejo assim, como oportunidade de caminharmos mais perto do outro e de chegarmos mais longe do desconforto em que temos vivido.

 

Neste ano que chega daqui a pouco, seis e nove reinam parceiros. Se completam. 69. O símbolo do signo de Câncer, a Grande Mãe. A Mãe do Mundo. A Lua. Um número contém a possibilidade do outro. Yin e Yang. Há respeito, há reconhecimento mútuo da força. Espelham-se. Simbolizam Pai e Mãe.

 

Você já se deu conta de que o nove multiplicado por qualquer número dá um resultado que somado dá nove? Por exemlo: 9 X 4 = 36. 3 + 6 = 9. 436 X 9 = 3924. 3 + 9 + 2 + 4 = 18. 1 + 8 = 9. Ah, e que tal a soma dos algarismos: 1+ 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 = 45. 4 + 5 … Os números encantam. Que os usemos mais responsavelmente no ano que vem, e que a vida não caiba só em cartōes de crédito.

 

No fim do ano passado lexigramei o nome deste ano, então fiz o mesmo com o nome do ano que está chegando. O que será que dois mil e treze tem para dizer com as letras do seu nome? Encontrei diversas palavras, que exponho abaixo, e construí algumas frases, mas antes de finalizar com meus votos de um ano gostoso, quero agradecer ao nosso amigo blogueiro, Mílton Jung, pela confiança e pela acolhida de todos estes anos. Agradeço também aos amigos que me escrevem no blog ou no email e me fazem companhia, e aos “raros e caros” leitores, que dão vida ao que escrevo.

 

Divirta-se, e Feliz Ano Novo!

 

O delito no deleite, e o direito dorme. / Solte o medo. / Semeie o riso. / O metro da elite é mistério. / Modele-se o setor de trem. /Deitei no leito do mistério. / Temor de tiro. / Rezo / Sorte / LER.

 



Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O desfile mais sexy do ano

 

Por Dora Estevam

 

Para alegrar este fim de ano, que tal algumas pitadas do desfile mais sexy do mundo, o Victoria’s Secret Fashion Show 2012? Algumas TVs brasileiras exibiram o evento, mas, se você não teve a chance de ver, podemos conferir juntos alguns trechos. Alessandra Ambrosio, Adriana Lima, Miranda Kerr, Doutzen Kroes, Candice Swanepoel, Erin Heatherton e Lily Aldridge, todas lindíssimas e muito sexys. O desfile foi gravado em sete de novembro, em Nova Iorque, Estados Unidos. Nesta edição participaram os cantores Rihanna, Bruno Mars e Justin Biener.

 

 

O evento é quase que um carnaval, eles preparam o ano inteiro, mês a mês, pensam nos temas, nas modelos, nas músicas, em tudo. Vejam este clipe com trechos dos bastidores e na sequência a apresentação de Bruno Mars.

 

 

Fever Bieber! Foram duas apresentações. É só apertar o play:

 

 

 

Gostaram da escolha?

 

Este é o último post do ano, agradeço a todos os que nos acompanharam nesta jornada e espero vocês em 2013. Desejo muita saúde, alegria, amor e que os seus sonhos sejam realizados.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Laser cria ciclofaixa virtual

 

Este texto foi publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

 

Começo minha jornada no fim da madrugada quando a luz do dia ainda não ilumina as ruas e avenidas de São Paulo. É comum cruzar por ciclistas a caminho do trabalho tanto quanto perceber que a maioria pedala às escuras, sem nenhuma sinalização na bicicleta ou na roupa. Tendo a cuidar nas ultrapassagens, circulando na faixa de rolamento ao lado, mas sempre temo ser surpreendido com o aparecimento de uma bicicleta no meio da caminho. Quando estou no pedal, luzes traseira e dianteira são obrigatórias, dia ou noite, mesmo assim fico preocupado com os motoristas que insistem em ultrapassar próximo de mais.

 

 

Ainda neste ano, a prefeitura de São Paulo ensaiou campanha para que motoristas de carro respeitem a distância de 1,5 metro considerada segura para ultrapassar ciclistas, tarefa que também não é fácil se levarmos em consideração o espaço que existe nas vias da capital. Recomendo, se é que minha experiência na condução de carro e de bicicleta me autoriza a tal, que o motorista reduza a velocidade e se não houver área suficiente na faixa de rolamento, o veículo desvie para a faixa ao lado, como faria, naturalmente, se estivesse passando outro carro.

 

Hoje, na leitura do blog Mirá! do jornalista argentino Julián Gallo, encontrei um equipamento que pode ser bastante útil para você que, como eu, gosta de pedalar na cidade, principalmente à noite, período no qual, conta o próprio, o perigo aumenta de duas a cinco vezes e acontecem 40% das mortes de ciclistas. O dispositivo, que tem nome de batismo XFire, cria uma pista virtual com duas linhas vermelhas, demarcada por laseres colocados na parte de trás da bicicleta. Além das linhas, XFire vem equipado com luzes de LED que piscam para aumentar a visibilidade do ciclista, e tem autonomia de 20 horas, usando 3 pilhas AAA. O vídeo a seguir mostra com clareza como funciona o equipamento que pode ajudar o motorista a visualizar melhor o ciclista. Em sites americanos é possível encontrá-lo por algo em torno de US$ 25.

 

Este texto foi publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

A nossa Língua Portuguesa

 

Por Julio Tannus

 

Como lidamos com a Língua Portuguesa de maneira tão diferente, nós brasileiros e nossos irmãos portugueses. Os implícitos, os subentendidos, os subtextos, as entrelinhas fazem parte de nossa literatura e de nosso cotidiano, diferentemente dos portugueses, que a lidam de forma mais concreta.

 

Hospedado em um hotel na cidade de Lisboa, perguntei a um porteiro onde ficava a farmácia mais perto. Ele responde: depende. Diante de minha surpresa ele pergunta: à direita ou à esquerda?

 

Na cidade do Porto, interessado em ir ao Teatro Rivoli, perguntei: o sr. sabe onde fica o Teatro Rivoli? A resposta: sei!

 

Uma anedota: Manuel retorna a Portugal após visita ao Rio de Janeiro. Perguntado sobre o que achou de diferente, responde – lá os táxis voam, pois quando cheguei ao aeroporto o taxista me perguntou aonde eu ia, então respondi vou para Copacabana. E Aí ele me diz – a que altura o sr. vai?

 

Uma das últimas manifestações literárias do gerúndio em Portugal se vê em Camões, conforme se vê no Canto 2. E no Canto 106 uma expressão dos dias de hoje:

 

Luís Vaz de Camões – Os Lusíadas

 

Canto 1

As armas e os barões assinalados,

Que da ocidental praia Lusitana,

Por mares nunca de antes navegados,

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram;

 

Canto 2


E também as memórias gloriosas

Daqueles Reis, que foram dilatando

A Fé, o Império, e as terras viciosas

De África e de Ásia andaram devastando;

E aqueles, que por obras valerosas

Se vão da lei da morte libertando;

Cantando espalharei por toda parte,

Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

 

Canto 106

No mar tanta tormenta, e tanto dano,

Tantas vezes a morte apercebida!

Na terra tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade avorrecida!

Onde pode acolher-se um fraco humano,

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme, e se indigne o Céu sereno

Contra um bicho da terra tão pequeno?

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve, às terças-feiras, no Blog do Mílton Jung

De desapego e liberdade

 

Por Maria Lucia Solla

 

Carmen Miranda – E o mundo não se acabou por thevideos no Videolog.tv.

 

Final de ano é como semana de véspera de prova; a gente estuda tudo o que não estudou durante o ano. É muita pressa. É engolir sem mastigar. Na contramão do fluxo, vou devagar. Remexo meus guardados para limpar, me desfazer, me desapegar, e me vejo cercada de papel por todos os lados. Adoro papel e me apego a ele. A limpeza é das boas. Papel é só o começo da saga, e me dou conta, no processo, de que não sou apegada, grudenta, mas estou apegada a um anel aqui, umas peças trazidas de viagens que só me trazem lembrança e sensação boas e uma coisa ou outra. É isso. Só as boas. E papel.

 

 

Sentei no chão, e dei de cara com o que não esperava encontrar. Assim de primeira, tirei um maço do meio de uma das pilhas e ganhei meu presente de Natal. Encontrei textos escritos por participantes de um trabalho de consciência, comunicação e expressão, em Extrema, Minas Gerais, e de outro aqui em São Paulo. Comecei a ler um por um, um daqui, outro de lá, lembrando da imagem de muitos deles, alguns sem associar o rosto ao nome, e fui me emocionando, fui crescendo, de fora pra dentro, de cima pra baixo e de baixo pra cima.

 

Com essa história que a gente vira e mexe constrói de acaba ou não acaba o mundo, a gente acaba se esquecendo de viver. Na opinião abalisadíssima da minha amiga Tânia, os Maias não escreveram mais porque acabou a tinta. Encurtaram a história, e pronto. Claro que comprei essa possibilidade, na hora, mas o fato é que a gente sempre inventa uma coisa ou outra para não se dar conta da vida que jorra, que se doa. Doa a quem doer.

 

No trabalho de encerramento daqueles eventos, pedi que os participantes olhassem para suas vidas aos oito anos e depois aos oitenta, e que escrevessem o que tinham visto, em muito poucas palavras.

 

Quanto ao passado, teve quem daria um dedinho para retocar, e teve quem se satisfez com o que viu e viveu; mas com o futuro foi diferente. O futuro mostrou satisfação, paz, celebração, realização de sonhos, certeza. No futuro tinha família, amigo, amor, aceitação do passado, que incluia aquele agora de cada um, naquele momento. Tinha consciência da colheita, tinha experiência de farol, tinha sonho, projeto e esperança. Sempre. Fruto de cada presente, de cada pensar, de sentir diferente do que se fez até então, a cada dia. Dá para reajustar esse brinquedo chamado Tempo, aceitando que ele não é linear, mas concomitante; e que podemos ter acesso a tudo isso agora, hoje, como presente, na hora, e sempre que quisermos. É só treinar.

 

Ou não.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O Medo na Pós-Modernidade

 

Por Julio Tannus

 

Por que vivemos em condomínios fechados? De carros com vidros escurecidos? De carros blindados? Dentro de shopping centers? Com medo de perder o emprego? Temos medo da violência urbana, do terrorismo, da exclusão social, de ficarmos para trás. Sentimo-nos sós e desprotegidos. Vários pensadores tem se debruçado no assunto, buscando entender o porquê desse medo que nos assola cotidianamente.

 

A modernidade veio com a promessa de vida melhor, mais segura, e nós apostamos nela, que traria desenvolvimento da ciência, a vida seria pautada pela racionalidade humana que é o lugar de certeza, segurança. Teríamos uma vida organizada e civilizada, com a ciência e a tecnologia bem desenvolvidas, a tal ponto que finalmente viveríamos sem o medo contínuo. Mas as esperanças se frustraram e, hoje, alguns séculos depois, novamente vivemos uma era de temores. A vida que os teóricos do Iluminismo avistaram para os indivíduos da era da modernidade é bem diferente da que temos hoje.

 

Esperava-se que os medos pudessem ser contidos; no entanto, como o sociólogo polonês Zygmunt Bauman explica, no ambiente que vivemos hoje, a luta contra o medo é uma tarefa para toda a vida.

 

Como nos conta Carlos Henrique Aguiar Serra e Flávia Mendes Ferreira em seu texto “Medos e Pathos: o indivíduo na (pós)-modernidade”:

 

Uma possibilidade interpretativa que consideramos no nosso trabalho é a formulada por Fredric Jameson no texto “Pós-modernidade: a lógica cultural do capitalismo tardio”. Este autor parte da premissa de que na pós-modernidade há uma inexorável fragmentação do sujeito. Assim, o que se coloca, portanto, nos dias atuais, contexto de pós-modernidade, é uma crise identitária, mais, uma fragmentação da identidade.

 

Para Bauman, o Estado não pode mais cumprir sua promessa de proteção neste tempo de globalização e mercados extraterritoriais. Assim, o que mais amedronta são os perigos que podem vir de qualquer lugar e o número de perigos aumenta cada dia mais. Sabemos que as ameaças são muitas (das pessoas nas ruas, de alguma coisa acontecer ao nosso lar, de uma catástrofe natural, de perder o emprego, etc.), mas o que se tenta é administrar o medo, ou seja, tornar a vida com medo algo tolerável.

 

Os perigos são percebidos como administráveis, mas são também percebidos como companhias permanentes, pois nunca iremos nos sentir livres de todas e qualquer ameaça, em estado de paz completa, mas ao contrário, sempre haverá algo a nos atormentar, ou mesmo que não seja uma ameaça real, em nosso imaginário sempre há algo a nos ameaçar. A vida dos indivíduos da sociedade atual está longe de ser livre das ameaças, ao contrário se tornou uma longa luta contra os perigos genuínos ou supostos que nos traz medo, uma luta impossível de ser vencida.

 

Chamamos a atenção também para outro aspecto que sinaliza para um desencontro e distanciamento entre modernidade e pós-modernidade: a perda da historicidade na pós-modernidade. Entendemos que esta perda de historicidade se coaduna com a tese central de Jameson acerca da “fragmentação do sujeito”. Na pós-modernidade nada tem lugar definido e mais, que a “primeira vítima do período pós-moderno, sua ausência misteriosa, é a ‘história modernista’” (JAMESON, 1996).

 

Assim sendo, numa tentativa de conclusão, os indivíduos vivenciaram e vivenciam, ainda hoje, na modernidade e pós-modernidade, medos, crises e particularmente, no que se constitui como o principal sintoma presente tanto na modernidade como na pós-modernidade: o pathos.

 

Pathos é uma palavra grega que significa paixão, excesso, catástrofe, passagem, passividade, sofrimento e assujeitamento.

 

Berlinck afirma que quando o pathos acontece, “algo da ordem do excesso, da desmesura se põe em marcha sem que o eu possa se assenhorear desse acontecimento, a não ser como paciente, como ator“ (BERLINCK, 2OO0).

 

Por fim, identificamos que os medos, e o pathos humano, assumem no atual estágio do capitalismo tardio, na pós-modernidade, uma dimensão considerável. Na verdade, se potencializaram e muito, e uma das possibilidades de superá-los é enfrentá-los, administrá-los e quem sabe, que os indivíduos sejam capazes de produzir fantasias catárticas, libertárias e prazerosas.

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada e escreve, às terças-feiras, no Blog do Mílton Jung

Pratos saudáveis na ceia de Natal

 

Por Dora Estevam

 

Ansiosa para a ceia do Natal? Ah, você está de regime e não quer sair da rotina? Não se preocupe. Vou postar um cardápio maravilhoso feito especialmente para pessoas que querem manter a dieta e não abrem mão de comer bem nas festas. A indicação é da Dra Lara Natacci, especialista em Transtornos do Comportamento Alimentar, mestre em nutrição, autora de diversos livros sobre nutrição e diretora do site Dietnet. Vamos às indicações e alertas que a nutricionista preparou e se inspire para fechar o ano bem e saudável.

 

 

Por que evitar certos alimentos como o bacon, por exemplo?
De acordo com a nutricionista Lara Natacci alguns alimentos gordurosos e doces, que compõem a ceia de Natal, podem dificultar a digestão provocando mal-estar, flatulência e sonolência. O ideal é dar preferência para carnes mais magras como o peito de chester e evitar molhos muito gordurosos e frituras, além do bacon na farofa. As sobremesas podem ser compostas de saladas de frutas ou doces não muito gordurosos.

 

O clima quente interfere no bom funcionamento do organismo?
Com o clima quente, também não podemos esquecer de repor a água e os nutrientes que perdemos devido a maior transpiração. Temos que dar atenção especial aos líquidos que vamos ingerir. Sem dúvida devemos tomar bastante água e sucos naturais. Além disso, é importante aumentar o consumo de frutas frescas, que contêm cerca de 80% a 90% de água e, em sua maioria, têm poucas calorias e muitas fibras e vitaminas. Isso vale em especial para crianças e idosos para evitar a desidratação.

 

Quais alimentos fazem bem e quais não são recomendados?
Cereais integrais, frutas, verduras, arroz, feijão e batata são ricos em carboidratos complexos, ótimas fontes de energia e essenciais para regular a quantidade de açúcar no sangue, evitando a hipoglicemia (falta de açúcar no sangue, que pode ter como causa, entre outras, a má alimentação). Já os carboidratos simples, por serem rapidamente absorvidos, desestabilizam a taxa de açúcar do sangue, oferecendo somente picos de energia. Devem ser, portanto evitados o açúcar e os doces em geral.

 

Podemos usar gorduras e sal na preparação da comida?
Quanto a gordura, um mínimo é essencial para algumas atividades normais do organismo, como o transporte de vitaminas, mas devemos dar preferência às ricas em ácidos graxos poliinsaturados, como sementes oleaginosas (nozes, castanhas), óleo de girassol e canola, a maionese e o azeite de oliva, pois são mais saudáveis e não aumentam as taxas do colesterol sanguíneo. A ingestão de sal, principalmente nesta época do ano, deve ser moderada para evitar retenção hídrica e um consequente inchaço, o que incomoda muito para andar.

 

Como facilitar a digestão?
Para facilitar a digestão é necessário fazer refeições com pequenos volumes várias vezes ao dia (de 4 a 6 pequenas refeições, a cada 3 a 4 horas), e mastigar bem os alimentos.

 

A bebida alcóolica atrapalha a dieta, qual a dose adequada?
No caso de consumo de bebidas alcoólicas é importante não estar de estômago vazio, e também alternar com a ingestão de bebidas não alcoólicas (por exemplo, tomar 1 copo de cerveja e logo depois um copo de água). Temos que lembrar que a quantidade máxima de álcool a ser ingerida é de 2 doses para homem e 1 dose para mulher. Uma dose equivale a uma lata de cerveja ou 1 taça de vinho.

 

Como montar o prato da ceia sem exagerar nas porções?
Preencha metade do prato com vegetais (crus e cozidos) Para a outra metade, faça da seguinte forma: ¼ de alimentos ricos em proteínas animal (peru assado, chester, lombo magro assado, carne de boi, frango, peixe, ovos, com pouca gordura) e vegetal (lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, feijão); e o outro ¼ com alimentos ricos em carboidratos, de preferência em sua forma integral (farofa, arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas)

 

Agora sim vamos às receitas saudáveis e de baixas calorias para o grande dia. Para conhecer a receita, basta clicar no link.

 

Sugestões para os pratos da ceia:
Cocktail
Entrada cesta de pães de cenoura
Salada
Salada Meu Prato Saudável com molho de iogurte
Prato quente
Farofa de soja
Chester com molho de uvas ou Lombo oriental
Arroz com passas e vinho branco
Sobremesa
Compota de frutas
Bolo de frutas

A adolescência das empresas, das instituições e das pessoas

 

Por Julio Tannus

 

Nas leituras sobre o que é ser um adolescente, vemos alguma proximidade com o que somos como povo.

 

Adolescência
É a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis – físico, mental e social – e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto.

 

Jacqueline Cavalcanti Chaves, em “Amor e ódio nos relacionamentos afetivos da contemporaneidade”, mostra que, paralelamente ao ideal amoroso romântico, surgem, hoje em dia, novos códigos de relacionamento e novas formas de sociabilidade. O “ficar com”, comum entre os jovens, é um exemplo destes códigos e se caracteriza pela busca de prazer imediato e pela ausência de compromisso com o outro. Levando adiante ideias desenvolvidas em trabalho anterior, a autora toma como exemplos o “ficar com” e a relação amorosa virtual para explorar o modo pelo qual o sujeito lida com sua ambivalência na atualidade, tendo em vista que a experiência amorosa é “limitada, ambivalente, imprevista e imperfeita”, considerando algumas características das sociedades ocidentais contemporâneas como a ênfase dada ao consumo, ao prazer imediato, à diversão permanente e ao bem-estar absoluto.

 

A construção da identidade do adolescente é contraditoriamente uma identidade individual e uma identidade coletiva. O adolescente precisa do adulto, precisa de referência; mas ele precisa diferenciar-se, construir sua própria identidade. Tornar-se adolescente é viver cercado por profundos conflitos.

 

Em “Jakob Willem Katadreufe: força e crueldade sem pertencimento”, trabalho de Elisa Maria de Ulhôa Cintra, temos minuciosa e sensível análise do filme holandês “Caráter”, que serve à autora como material para a discussão daquilo que chama de “eixo narcísico do desenvolvimento”. Como se constitui um adolescente cujo anseio por poder físico e intelectual e cuja aspiração à auto-suficiência domina o seu horizonte? Empregando em seu estudo noções como a de pulsão de domínio, Cintra diz que antes de mais nada será preciso verificar se houve, em sua história, experiências significativas de ser acolhido, de pertencer. O pertencimento implica sentir-se parte de um núcleo humano onde predominam trocas afetivas e capacidade de reconhecer o outro.

 

O que somos
Vemos-nos com irresistível capacidade de nos isolarmos e assim ficamos enfraquecidos, impossibilitados de enfrentar os desafios. Perdemos a capacidade de aglutinação, força necessária para dar legitimidade a uma representação efetiva. Nossa passividade torna-se permissividade.

 

No futuro, além de nos reservar grandes e rápidas mudanças, novos conceitos e demandas vão exigir um processo constante de adaptação e resposta, tanto por parte das empresas como das instituições em geral, reforçando cada vez mais a necessidade de estarmos juntos. E, para isso, cada vez mais necessitamos estar presentes coletivamente para fazer frente a essas mudanças.

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada e escreve às terças-feiras no Blog do Mílton Jung

Corrida pode causar lesões no quadril

 

Por Dora Estevam

 

Correr faz bem à saúde. E a prática tem se tornado cada vez mais comum. Exige, porém, muito cuidado devido a lesões que podem ser causadas por uma série de fatores – exercício mal-feito, equipamento impróprio, excesso de peso, entre outros. Hoje, vemos com frequência atletas – profissionais ou não – sendo submetidos a cirurgias de quadril para tratar doenças que surgiram no decorrer da vida esportiva. Recentemente, Pelé fez cirurgia para colocar uma prótese, pois sofria de artrose, uma das doenças mais comuns na região do quadril. Eu conversei com a ortopedista e traumatologista Dra. Rostanda Marti Meireles, especialista em quadril pela Universidade Federal de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Neste bate-papo, ela fala das doenças e dos tratamentos disponíveis, além de dar dicas de como prevenir estes problemas.

 

 

Quais as lesões comuns que acometem o quadril?

 

As lesões comuns no quadril e pelve são de origem degenerativa – osteoartrose coxofemoral, inflamatórias- bursites e tendinites e traumáticas- contusões e lesões musculotendíneas. De uma maneira geral a osteoartrose pode ser de etiologia degenerativa, traumática, inflamatória ou decorrente de síndromes específicas. As bursites e tendinites são causadas pela irritação dessas estruturas. As contusões e lesões musculotendíneas originam-se da prática esportiva na maioria das vezes.

 

Quais os tratamentos para essas lesões?

 

A osteoartrose, dependendo do grau de acometimento da articulação e do estado clínico do paciente, é de tratamento cirúrgico (artroplastia total de quadril). As bursites e tendinites respondem bem ao tratamento á base de repouso, crioterapia, antiinflamatórios e fisioterapia. No caso de bursite trocantérica a infiltração com corticóide também está indicada. As contusões e lesões musculotendíneas devem ser tratadas com repouso, crioterapia, aintiinflamatórios, fisioterapia, retorno gradual á prática esportiva dependendo do limiar da dor.

 

Com que idade iniciam os problemas no quadril?

 

Normalmente as lesões causadas pelo esporte acometem pacientes mais jovens e as degenerativas pacientes mais idosos.

 

Dores na região inguinal e glútea são sintomas de problemas no quadril?

 

Sim, a dor na região inguinal e glútea pode caracterizar patologia no quadril. Outro sintoma importante é a restrição dos movimentos, como dificuldade de colocar a meia e o sapato e cortar as unhas dos pés.

 

Quais os exames realizados para diagnosticar patologias no quadril?

 

Os exames realizados são radiografias, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética dependendo da suspeita clínica.

 

Como podemos fortalecer os músculos do quadril?

 

O fortalecimento da musculatura do quadril – adutores, abdutores, flexores e rotadores do quadril é tão importante quanto o alongamento dos mesmos. A reabilitação visa ganho de força, flexibilidade e resistência muscular.

 

É um fato ou mito que a corrida pode causar lesões no quadril?

 

A corrida é uma atividade de impacto, dessa forma acomete principalmente as articulações de carga – quadris, joelhos e tornozelos.

 

A obesidade é um fator de risco para lesões do quadril?

 

Sim, a obesidade está relacionada à deterioração da cartilagem articular.

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

 

Vivemos sempre correndo

 

Por Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos

 

“Vivemos esperando dias melhores /…O dia em que seremos melhores /Melhores
no Amor/Melhores na Dor /Melhores em Tudo”

(Jota Quest, canção Dias Melhores)

 

Ao sermos interrogados sobre como estamos, é comum respondermos a quem nos
interroga de que estamos com pressa, “sempre correndo”. Mas correndo de
quem? Correndo para onde? Correndo atrás de quem? Ou nossas respostas
estão vazias de sentido ou, talvez, revelem que estamos a correr,
desesperadamente, sem rumo e direção.

 

Não há razões que justificam tanta violência nossa de cada dia que decorre
de coisas banais. A violência, transformada em rotina, dá-nos a impressão
de que vivemos num tempo em que tudo se pode resolver impondo a força, a
esperteza, o despudor, a estupidez ou a eliminação física daqueles que,
porventura, “atravancam” o nosso caminho. Mas será que a violência não está
a nos revelar que a estupidez é que tomou conta da gente e que o que nos
resta é administrá-la? Será possível vencer a estupidez humana?

 

A estupidez fundamenta-se na ideia de que não sou humanidade, sou somente
eu. Se somente é eu que valho, tudo o resto é secundário e, portanto,
passível de manipulação. O outro, que se vire, que se imponha, que se
apresente como eu. Não sou capaz de reconhecer a minha condição de
dignidade humana como algo que depende ou que pode ser complementada na
convivência com os outros. Então, se o outro em nada me ajuda, que pelo
menos não me atrapalhe. E, se resolver atrapalhar, nada melhor que
julgá-lo, humilhá-lo ou mesmo eliminá-lo.

 

Muito preocupante é que muitos de nossos adolescentes e jovens, a partir
das constatações referidas, operam as suas condutas e ideias na mais
absoluta relatividade, menos quando se trata da exaltação do próprio eu
(egocentrismo). Para muitos, tudo é razão de competição ou de etiqueta.
Representar é mais importante do que ser. Ter é muito mais importante do
que ser. Viver, na máxima velocidade e intensidade, é o melhor do que se
tem para fazer. Então porque pensar no futuro?

 

Sempre é importante retomar valores que são a base de nossa compreensão de
convivência social, como de nossa civilização. A generosidade, o convívio e
a compreensão, por exemplo, são geradas pela escutatória. A escutatória é a
nossa capacidade de desprender-se um pouco de si para tentar compreender as
atitudes e pensamentos dos outros. Mas será que ainda estamos a fim de
perder tempo para ouvir alguém? Ainda temos paciência para compreender que
determinadas atitudes resultam de nossa vivência pessoal atribulada e pela
falta de habilidade de conviver? Ainda seremos capazes de reconhecer que
tão importante quanto falar é também saber ouvir?

 

A violência é a face mais perversa de nossa estupidez humana. Na medida em
que viver, matar ou morrer viraram obras do acaso, estamos perdendo a
verdadeira noção de humanidade, sempre latente em cada um e cada uma de
nós. Esta humanidade, presente e latente em cada um e cada uma de nós,
requer ser reinventada e recriada em cada momento histórico. Nem sempre
vivemos do jeito que vivemos hoje e, no futuro, poderá ser que viver seja
ainda muito mais diferente e complexo.

 

Vivemos esperando dias melhores. Dias melhores virão se formos capazes de
perceber que vivemos enozados, interdependentes, frágeis, desejosos de
comunhão e trocas, mesmo que quase todo o mundo conspire contra a gente.
Mas somente a espera pode nos cansar. Vivamos, pois, escolhendo caminhos de
liberdade; não de estupidez.