Sua Marca: celebre o aniversário da sua empresa presenteando os clientes

 

 

“Aproveite seu aniversário, celebre e reforce o vínculo da sua marca com o consumidor” — Cecília Russo

 

O aniversário da empresa e da marca é sempre uma grande oportunidade para os gestores demonstrarem sua gratidão aos clientes, parceiros de negócio e colaboradores. Para não se correr o risco de transformar a data apenas em um momento de auto-elogio, é importante deixar claro na mensagem que se pretende transmitir que o agradecimento é para aquelas pessoas com as quais a empresa tem se relacionado ao longo do tempo. “A celebração é um ato de comunhão”, lembra Jaime Troiano, portanto, transforme a comemoração em vantagem para o cliente.

 

Um exemplo, lembrado por Cecília Russo, é a promoção anual realizada pelos Supermercados Guanabara que oferece enormes descontos aos clientes — uma comemoração de aniversário bem sucedida que gera comoção entre os consumidores: “é uma forma de presentear (os clientes)”, disse.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso tem a participação de Jaime Troiano e Cecília Russo com apresentação de Mílton Jung. O quadro vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: escolha o que você realmente quer para a sua vida profissional

 

 

“Se eu quero ter melhores decisões, preciso aumentar a minha gama de possibilidades; e como faço isso? Criando novas referências” — Sam Jolen

 

A transformação que muitos profissionais buscam em sua carreira começa por iniciativas deles próprios quando escolhem o que realmente querem ser. O empresário Sam Jolen, entrevistado por Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, lembra que na maior parte das vezes, nossa metas profissionais e pessoais são traçadas por conformidade social, quando se faz algo apenas porque todos fazem daquela maneira. A partir do momento que se decide fazer o que realmente interessa para a nossa vida, Jolen, recomenda que se trace estratégias que sejam mais eficientes, de como se processa as informações dentro da cabeça, de como se lida com as emoções e os sentimentos: “… e colocar tudo isso focado em um ponto só; e colocar muito foco para poder atingir isso do jeito mais gostoso e mais tranquilo possível”.

 

Sam Jolen também é professor de programação neuro linguística e realiza palestras. Ele conta parte da sua trajetória profissional, que passou por uma profunda transformação, e fala das estratégias que considera importantes para quem pretende fazer essa mudança, no livro “Faça as suas próprias leis — as cinco decisões para revolucionar a sua vida, se livrar da auto sabotagem e ter os resultados que deseja”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, no site da CBN, na página da emissora no Facebook e no perfil @CBNoficial no Instagran, às quartas-feiras, 11 horas da manhã. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

A “Revolta dos Eucaliptos” gera caos e indagações urbanas, no Morumbi

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Um eucalipto de 38 metros e 50 anos, ao ser desbastado a pedido dos moradores do condomínio horizontal que o abrigava, causou transtorno, quando parte do seu tronco ao ser removido tombou o guindaste e a carreta que o transportaria — além de atingir a rede de alta tensão.

 

Caos suficiente para atrair as TVs, as rádios e os helicópteros. Afinal, o porte da árvore, as dúvidas quanto a derrubada e o erro operacional contribuíram para a espetacularização ocorrida. Inclusive a proximidade ao Palácio dos Bandeirantes.

 

Visitando o local durante a operação, iniciada na quarta-feira, ouvimos dos moradores que lideraram o pedido à Regional do Butantã os motivos:

 

“Estávamos correndo risco com os galhos que poderiam cair nas crianças”

“Um galho destruiu meu telhado”

“Frequentemente tenho despesa com a limpeza do telhado cheio de folhas”

“A árvore é um para raio intenso, atraindo enorme quantidade de raios”

“Os raios que atraem se espalham pelas árvores vizinhas menores causando a morte delas”

“Não dá para regar as árvores vizinhas, tal a quantidade de água que absorve”

“Este porte de árvore não é condizente com o urbano”

 

É importante ressaltar o clima beligerante que observamos dos moradores em contenda com o Eucalipto. Talvez o momento agressivo que vivemos deva ser considerado, mais do que as recentes chuvas.

 

O histórico do local em termos de preservação já vinha demonstrando uma certa animosidade.

 

É o 14º lote da Rua Comissário Gastão Moutinho, originalmente ocupado por uma residência que foi vendida e demolida para o lançamento de 12 casas. Como a urbanização original não permitia tal adensamento, houve embargo por ação da entidade representativa dos moradores do Morumbi — bairro onde “habita” o Eucalipto. Houve um processo rápido em função do apoio da mídia, principalmente da TV Globo e do Estadão. Foram então construídas apenas seis casas, no formato de condomínio, cujos moradores, tempo depois solicitaram a derrubada do Eucalipto, alegando infestação de cupim.

 

A regional do Butantã enviou equipe para o corte. Com o apoio da rádio CBN, uma ação da entidade dos moradores do Morumbi conseguiu a retratação do engenheiro agrônomo que tinha assinado a autorização do corte da árvore. E a equipe foi dispensada. E os cupins não apareceram.

 

Surge agora, década e meia depois, essa autorização para a derrubada, expedida pela Regional e gerada pela solicitação dos condôminos, possibilitando uma série de interpretações e reflexões — dependentes da orientação social, cultural e comportamental de cada cidadão.

 

De nossa parte é clara a responsabilidade de quem procura uma região com as características do Morumbiem mantê-las. Não é lógico usufruir dos benefícios das árvores sem dar a elas a contra partida.

 

E para quem acredita que as árvores também têm alma, é bom saber que, com a reação do Eucalipto, os moradores foram castigados por 24 horas com barulho, lama e falta de energia.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Em carta, TSE e TREs reafirmam integridade e confiabilidade de urnas eletrônicas

 

O TSE e os TREs, através de seus presidentes, divulgaram, nesta segunda-feira, “Carta à Nação Brasileira”, com texto no qual reafirma a “total integridade e confiabilidade” das urnas eletrônicas e do modelo de votação e apuração das eleições. O documento é uma resposta aos frequentes questionamentos que o sistema eletrônico usado pelo Brasil tem enfrentado, especialmente após série de denúncias que ocorreram no primeiro tempo da eleição deste ano, com eleitores publicando imagens de supostas irregularidades — nenhuma delas comprovadas até o momento.

 

Na “Carta” — que publico na íntegra a seguir — os representantes dos tribunais eleitorais refutam a possibilidade de a urna eletrônica completar automaticamente o voto do eleitor e destaca ainda que a Justiça Eleitoral realiza, rotineiramente, testes e auditorias públicas que comprovariam e assegurariam a transparência e absoluta confiabilidade do voto eletrônico.

 

O texto conclama a sociedade para atuar em favor da manutenção do Estado Democrático de Direito.

 

Na sexta-feira passada, o advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos, que colabora com este blog, escreveu artigo a propósito do tema sob o título “Eletrônicas? E daí?” no qual reclama que “a urna brasileira, arcaica e de geração ultrapassada, somente será confiável quando for independente do software e passível de conferência por auditorias. Infelizmente, ela é, sim, “à prova de provas”.

 

Leia a “Carta à Nação Brasileira”:

 

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Mundo Corporativo: prepare-se, seu próximo colega de trabalho será um robô

 

 

“Se você não quer ser substituído por um robô, não seja um robô” — Martha Gabriel

 

A medida que as máquinas foram realizando trabalhos que antes eram feitos pelos seres humanos — e vimos que elas faziam melhor do que nós — , tivemos a oportunidade de progredir intelectualmente, buscar novos conhecimentos e desenvolvermos melhores estratégias. Isso é histórico, não começou agora. A grande mudança que assistimos com a evolução da inteligência artificial é a velocidade com que ocorre. Hoje, o crescimento é exponencial e exige dos profissionais constante transformação, educação permanente e saber lidar com os “seres digitais” — expressão usada por Martha Gabriel, professora de inteligência artificial, entrevista pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

O certo é que todas as áreas serão impactadas pelo avanço da tecnologia e, muito provavelmente, seu próximo “colega de trabalho” será um robô, por isso é preciso estar preparado para tirar o melhor proveito desta parceria. Autora do livro “Você, eu e os robôs —- pequeno manual do mundo digital” (editora Atlas) , Martha Gabriel insiste na ideia de que em vez de repudiarmos a tecnologia, saibamos usá-la em nosso favor: “o ser humano mediano é empoderado pela tecnologia; ele é melhor do que o melhor cara naquele assunto específico sem tecnologia”. Ela alerta para a necessidade da criação de políticas públicas que ajudem as pessoas a se integrarem rapidamente na sociedade digital, pois a defasagem no conhecimento vai se transformar em uma questão econômica e social.

 

“Se você quer fazer diferença na era digital, aprenda a perguntar. Quanto mais você perguntar mais respostas vem, mais você tem pensamento crítico” — sugere Martha Gabriel.

 

O Mundo Corporativo é transmitido, ao vivo, quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN e nos canais da CBN no Facebook e no Instragram. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: a turma do Dunga agitava os bailes na Vila Mariana

 

 

 

Por Roseli Nabarrete
Ouvinte da CBN

 

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A turma do Dunga reunida para comemorar mais um ano juntos

 

 

O ano era 1967, a revolução cultural es­tava no seu auge. “The Beatles” coman­dando a massa de jovens no mundo, Chi­co Buarque aparecendo nos festivais da TV Record, Roberto Carlos invadindo os domingos — tudo em plena Ditadura Mili­tar no país e nós, vizinhos na Vila Maria­na, não éramos diferentes dos jovens do resto do mundo. Queríamos paz, amor, respeito, dignidade e transformar nossos sonhos em realidade.

 

Certa vez, nosso amigo e vizinho Mo­acir decidiu que deveríamos formar uma turma, batizada de Equipe Dunga. Juntos frequentávamos todos os bailes para os quais éramos convidados. E quando não havia nenhum, a gente inventava um. Era sempre aos sábados e a maior na garagem da casa do Kalu e da Celinha. Se não, na casa de qualquer colega da turma. A condição era de que no domingo os rapazes teriam que ajudar na arrumação da casa. Cuba Libre era a be­bida da moda, claro com mais Coca-Cola do que rum, mas era “ser moderninho” e a gente se sentia adulto — porém sempre sob os olhares atentos dos donos da casa, sede do baile.

 

Nos fins de semana, jogávamos vô­lei na Rua Trabiju, ouvíamos a vitrola ma­nual na casa do Roberto ou ou ainda nadávamos e jogávamos vôlei no CEI, onde todos éramos sócios.

 

No fim do ano, seguíamos de mãos dadas, de casa em casa, para dese­jar feliz Ano Novo. E era muito bom, aquele bando de jovens chegando depois da ceia para cumprimentar os vizinhos.

 

Íamos aos bailes de ônibus, pois nin­guém tinha carro. Só nossa amiga Nidia é que, depois dos 18 anos, ganhou um fus­ca, chamado de “Herby”, é claro.

 

Muitas ve­zes ficávamos sentados no muro das casas conversando; e o Marcos tocando violão. Tudo era motivo para rirmos sem parar.
Em época de provas no colégio e depois nos vestibulares, era comum nos verem sentados no chão com livros na mão, estudando.

 

Aos domingos, logo depois do almo­ço, era sagrado ver um filme no cinema Sabará ou no Jamour. Quando a turma chegava, ocupávamos fileiras inteiras para nos acomodar.

 

Amores existiram, mas não passaram de amores da juventu­de, como uma chuva no verão, que vem e rapidamente se esvai.

 

Quando nos tornamos adultos, nos separamos e cada um seguiu seu rumo, mas, felizmente, depois de 30 anos, con­seguimos nos reunir novamente graças a Internet. E como é emocionante lembrar como a vida era boa naquele tempo e de quanto foi boa nossa convi­vência.

 

Ainda moro na Vila Mariana tanto quanto ainda amo os Beatles e os Rolling Stones.

 


Roseli Nabarrete é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte mais um capítulo da nossa cidade: escreva seu texto e envie para milton@cbn.com.br

Sua Marca: relevância se constrói, não se compra

 

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As marcas mais lembradas pelo público são consideradas “top of mind” e, por longo tempo, alcançar este estágio transformou-se em obsessão para gestores de empresas e serviços. A busca incessante por essa meta, porém, fez com que muitos desses gestores não percebessem que estar na memória do consumidor era necessário mas não o suficiente para transformar sua marca em um sucesso. “Não tem como ser uma marca desejada sem ser conhecida, por outro lado para andar mais um degrau neste envolvimento tem de ir além de ser conhecido” — ensina Cecília Russo, que participa com Jaime Troiano do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Mílton Jung, no Jornal da CBN.

 

 

Troiano diz que “marcas célebres devem ter uma personalidade que seduza e fale com relevância com seu público”. Para alcançar esse estágio é preciso que se vá além da comunicação de massa —- uma estratégia que costuma ser usada pelas empresas com o objetivo de ser lembrada pelo público, mas que não significa que seja relevante.

 

Cecília Russo comenta, ainda, que consegue-se inflar uma marca com pressão de mídia e comunicação, mas para que o consumidor esteja realmente envolvido com ela é necessário um trabalho diário. Ou seja, relevância se constrói, não se compra.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.

Eletrônicas? E daí?

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

A urna eletrônica impede algumas modalidades de fraude, torna mais fácil o ato de votar e acelera o resultado da eleição. Justamente por reunir tais virtudes é que o voto impresso vingou após a derrubada do veto presidencial à Lei nº 13.165. Todavia, a vontade da maioria da população acabou barrada pelo Supremo Tribunal Federal. Num julgamento de poucas horas, o STF suspendeu a impressão dos votos, aniquilou com meses de trabalho do Congresso Nacional e o mais grave: explicitou a falácia da tão decantada harmonia entre os poderes.

 

No entanto, a cada eleição, as desconfianças sobre a urna eletrônica são reavivadas e os debates em torno de mecanismos que melhor conciliem a segurança do voto com mais transparência se acentuam. Os motivos para isso são vários e pertinentes, muito embora o oficialismo insista no contrário.

 

Os partidos brasileiros não conseguem desenvolver programas próprios para proceder na conferência das assinaturas digitais das urnas espalhadas pelo país. O sistema por elas adotado, conhecido como Direct Recording Electronic, é ultrapassado e não permite que os eleitores confiram o que foi gravado no registro digital nem as agremiações de proceder numa contagem ou recontagem de votos. Em maio de 2007, professores da Universidade de Brasília recomendaram a integração tecnológica dos procedimentos e apontaram vulnerabilidades na identificação dos eleitores no momento da votação.

 

Foi justamente a falta de transparência que paira sobre a urna brasileira que determinou a proibição de similares na Holanda após uma década de uso, assim como a declaração da sua inconstitucionalidade na Alemanha, Em março de 2009, o Tribunal Constitucional Federal alemão concluiu que “um evento público como uma eleição implica que qualquer cidadão possa dispor de meios para averiguar a contagem de votos, bem como a regularidade do decorrer do pleito, sem possuir, para isso, conhecimentos especiais” ao repelir o uso da máquina. Na Índia e no Canadá, especialistas provaram que o sistema era fraudável.

 

Democracias estáveis não podem ser vilipendiadas porque abdicaram de urnas eletrônicas. A demanda efetivada pelo parlamento e frustrada pelo STF foi apenas por mais informação e maior possibilidade de controle em nome e função da democracia.

 

Afinal, por que as demais democracias do globo não a solicitam? Por que há uma desconfiança incurável dos brasileiros em torno dela? Os professores universitários e peritos que gravam os seus depoimentos e fazem as suas exposições nas redes sociais elencando reticências em torno dela seriam lunáticos a ponto de tisnar suas biografias acadêmicas?

 

A urna brasileira, arcaica e de geração ultrapassada, somente será confiável quando for independente do software e passível de conferência por auditorias. Infelizmente, ela é, sim, “à prova de provas”.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e escritor. Autor de “Campanha Eleitoral – Teoria e prática” (2016). Escreve no Blog do Mílton Jung.

Em Botucatu, um exemplo de agricultura sustentável

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

((vídeo produzido pelo canal do Projeto Orgânico Simples! no You Tube))

 

A cidade de Botucatu, há 44 anos, recebia os irmãos Joaquim e Pedro Shmidt e os amigos de infância Jorge Blaich e Mario Bertalot, com o propósito de transformar as terras ali recém-adquiridas num processo de refertilização e apaziguação da agressividade humana com o solo.

 

A “Estância Demétrio”, fundada por eles, e origem do bairro, que foi a primeira fazenda biodinâmica brasileira, se caracterizava por um solo arenoso que exprimia as feridas causadas pelo manejo agropecuário tradicional com as queimadas anuais, as geadas e as secas.

 

Vale registrar que a Agricultura Biodinâmica é uma forma alternativa de Agricultura Orgânica, que inclui conhecimentos e métodos químicos, geológicos, astronômicos e espirituais. Foi conceituada pelo alemão Rudolf Steiner na década de 1920.

 

A Biodinâmica tem recebido um crescente aumento de seguidores, como produtores e consumidores no ritmo dos produtos orgânicos. Ao mesmo tempo que há críticas de comunidades científicas a respeito das influencias intangíveis que absorve.

 

O núcleo original de Botucatu logo chegou a ter 30 hectares de verduras e 20 de ervas medicinais com mais de 100 funcionários. Posteriormente, juntou-se ao vizinho “Sítio Bahia” e se concentrou mais na produção de leite e no feito de cultivar trigo em solo originalmente castigado. Hoje abriga:

 

– “Escola Aitiara” de Pedagogia Waldorf promovendo integração social aos seus 300 alunos;
– A “Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica” que realiza pesquisas e cursos, prestando consultoria para produtores rurais.
– A “Associação Instituto Biodinâmico” credenciadora nacional e internacional com mais de 3000 produtores certificados.
– O “ Instituto Elo de Economia Associativa” que ministra curso de pós-graduação lato sensu de Agricultura Biológico-Dinâmica em parceria com a Universidade de Uberaba MG.
– A “Associação Nascentes” que cuida de preservação ambiental e recuperação dos aquíferos da região, além da coleta do lixo da região.

 

Diante de tantas credenciais, a cidade de Botucatu recebeu há uma semana o “XXXIII Encontro Latino Americano & XIII Conferência Brasileira de Agricultura Biodinâmica”, quando, durante quatro dias, o tema foi “Caminhos e encontros para um organismo agrícola e social”. Ou seja, a preservação e evolução do solo dentro de um sistema orgânico e social, de forma a desenvolver uma convivência construtiva e realizadora para todos os agentes.

 

Segundo Ricardo Corrêa, produtor rural local e comerciante pela WHEAT Bio Padaria, a proposição do evento foi alcançada, tendo havido muita troca de conhecimento e prática nos quesitos técnicos, culturais e sociais.

 

Ontem, diante das declarações do provável futuro ministro da agricultura Antonio Nabhan Garcia de desmatar na Amazônia Legal –- uma área que corresponde a 59% do território brasileiro –, desde que 80% da floresta fique preservada, a comparação imediata e a disparidade entre os conceitos do evento de Botucatu e os de Antonio Garcia afloram inevitavelmente.

 

Ricardo Corrêa, do time que aposta na recuperação do solo sem destruição de matas, acredita no modelo da Mata Atlântica para a Amazônia, cuja preservação está em parte com as grandes corporações que precisam de imagem e participam do processo de manutenção.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Exercício para o cérebro e inspiração para desenvolver senso crítico

 

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Colocar o relógio de cabeça para baixo, escovar os dentes com a mão invertida e tomar banho de olhos fechados. Pode parecer meio estranho — e é mesmo —, mas são exercícios que cientistas propõem para reduzirmos a incidência de Alzheimer e outras formas de demência.

 

A proposta, apresentada pelo Dr Luis Fernando Correia, no quadro Saúde em Foco, dessa quarta-feira, no Jornal da CBN, é desenvolvermos atividades do cotidiano de forma diversa das que estamos acostumados e, por consequência, estimularmos regiões e circuitos cerebrais diferentes do cérebro. Ou seja, conseguiremos manter as conexões entre essas áreas de neurônios —- que não costumam ser exercitadas — funcionando a pleno vapor.

 

 

Veja outras mudanças sugeridas:

 

— Modifique sua rotina matinal; comece por trocar a ordem das atividades que realiza assim que acorda, como tomar banho, vestir a roupa, tomar café e arrumar a bolsa ou mala de trabalho.

 

— Quando reunir a família para uma refeição, troque as posições na mesa; isso mudará seu ponto de vista daquele ambiente.

 

— Procure ler em voz alta ou mesmo escutar alguém lendo para você, isso faz com que circuitos cerebrais diferentes sejam ativados.

 

Correia conseguiu com essas sugestões ao menos estimular os ouvintes do Jornal da CBN, que compartilharam algumas mudanças que já fizeram nos seus hábitos. Tem quem trocou o mouse de lado; tem quem passou a tocar instrumentos musicais com a mão invertida; tem quem goste de caminhar ou correr de costas; tem de tudo um pouco.

 

Diante da intolerância que registramos em comentários e discussões políticas, penso que poderíamos ampliar esse exercício para o campo do pensamento.

 

Por exemplo, antes de elogiar a fala ou a atitude de algum politico que você admira, imagine o que você pensaria se aquilo fosse feito por um adversário político. Da mesma maneira, antes de criticar o comportamento de um adversário político, imagine como você reagiria se fosse do político que você admira.

 

Se feito com honestidade, esse exercício aumentaria nosso senso crítico e tolerância com os que pensam e agem diferentes de nós. Vamos tentar?