Mundo Corporativo: jeitinho brasileiro prejudica planejamento e performance, diz George Eich

 

 

“Eu digo que o jeitinho brasileiro é o nosso principal concorrente porque ele é que faz com que você não pense aonde você quer chegar e nem como vai chegar lá; você simplesmente sai correndo, sai caminhando, numa direção qualquer”. A constatação é de George Eich, sócio da CoBlue, que tem se dedicado a implantar a cultura do planejamento em empresas brasileiras desde que trouxe para o país metodologia que já havia sido implantada em organizações do setor de tecnologia como o Google e o Twitter. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN, Eich explicou como funciona o OKR – Objectives and Key Results, que tem como meta melhorar o desempenho de projetos e empresas.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábado, no Jornal da CBN, ou domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: confiança é o principal atributo para quem vende serviços

 

 

Serviços têm como base uma relação de pessoas com pessoas, portanto a confiança é o principal atributo a ser desenvolvido e praticado. A sugestão é de Jaime Troiano e Cecília Russo que apresentam dicas para cabeleireiros, costureiras, despachantes e outros “vendedores” de serviços, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Para que esses prestadores de serviço entendam como estão administrando o seu negócio, Troiano e Russo recomendam: peça a algue’m de confiança para que pergunte ao seu cliente se eles indicariam seu nome, sua loja ou seu negócio a um amigo.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Um canal para exercer o seu papel de cidadão

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

 

Cada vez mais cobramos o papel do Estado perante a sociedade que, obviamente, tem suas obrigações e leis a seguir. Mas convido você, leitor do Blog do Mílton Jung, a questionar a si próprio:

 

“estou cumprindo o meu papel de cidadão?”

 

Boa parte do que nos deparamos no cotidiano é fruto de nosso comportamento. Temos o dever de seguir as leis e nos desvincular do famoso “jeitinho brasileiro” em pequenas ações, por exemplo: estacionar em local proibido, parar em vaga especial para idoso … quantas vezes ouvimos as pessoas dizendo “são apenas 5 minutinhos”? A lista vai à frente: cobrar por fora, pagar um dinheiro extra para que seu serviço saia antes, furar a fila e mais um monte de coisa que você sabe do que estou falando.

 

Na capital de São Paulo, o cidadão tem canais digitais que podem ajudá-lo a exercer o papel de guardião da cidadania. A prefeitura paulistana desenvolveu, há algum tempo, um site e também um aplicativo para celular – o SP156, disponível para download na AppStore e Google Play – nos quais os contribuintes podem denunciar reserva irregular de vaga (aqueles famosos cones que pessoas e estabelecimentos comerciais colocam na rua para “guardar” estacionamento) e veículos estacionados em local proibido; solicitar de poda de árvore, inclusão ou atualização de placas e sinalizações de trânsito na rua, consertos no asfalto, entre outros.

 

É possível também denunciar veículos abandonados em via pública. Esse último, chega a ser assustador se lembrarmos da Teoria das Janelas Quebradas (Broken Windows Theory) – modeloamericano de política de segurança pública no enfrentamento e combate ao crime, cuja visão fundamental é que a desordem é fator de elevação dos índices da criminalidade.

 

O nosso papel cada vez mais será fundamental para a construção de um bairro, uma cidade, um país melhor… não apenas porque estamos desesperançosos com nossos governos, mas principalmente porque é gratificante termos o poder de fazer o bem por nós, pelo próximo e para as gerações futuras.

 

E você, o que está fazendo pela sua cidade?

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve no Blog do Mílton Jung.

Sou explosivamente Grêmio!

 

 

Por Cao Hering

 

 

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Acompanhe outras imagens do Grêmio no site http://www.ducker.com.br

 

 

Já me perguntaram se eu sou gaúcho. Não, não sou. Está na cara, repare no meu jeito “catarina”. Sou gremista por osmose, ou sei lá como se chamam essas coisas do futebol. Amor gratuito à primeira vista? Pode ser. Saí de Blumenau torcendo pelo Grêmio Esportivo Olímpico, quem sabe esteja aí o elo. Torcer por um time é uma caixinha de surpresas, diz a filosofia. Torcer por um time é se apegar simplesmente a um escudo, pois todo o resto é volátil. Jogadores, técnico, ídolos, estilo de jogo, o corte da gola e das mangas, o estádio, até as cores, tudo em algum momento pode se desfazer, e você fica com seu escudo providencialmente no lado esquerdo do peito.

 

 

Pus os pés em Porto Alegre quando Falcão, Batista, Figueroa e outros tantos imbatíveis colorados botaram o tricolor da Azenha na roda por longos anos. Sem TV, na companhia do radinho de pilha, no silêncio das tardes de domingo meu quarto era preenchido pela narração vibrante, quase visível, de Armindo Antônio Ranzolin, os comentários de Lauro Quadros e Ruy Carlos Ostermann. O longo grito de goooooooooool era quase sempre para o Inter.

 

 

Nas discussões, puxávamos antigas derrotas do rival que em nada adiantavam para aplacar a frustração e as gozações nos almoços e aulas da faculdade nas segundas-feiras. Mas é aí mesmo que a gente se apega ao time do peito. Virei gremista de raiz, sem me meter em loucuras, fanatismo ou descer pela avalanche no estádio. Em Blumenau, sou torcedor à distância, não pego ônibus ou avião pra ver o Grêmio jogar na Cochinchina ou no Alegrete. Não me perguntes onde fica, não sei explicar direito.

 

 

Tivemos nossas redenções no Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores da América e um mundial no Japão. Há uma longa lista de feitos em ambos os lados, administrada atabalhoadamente pelos deuses do futebol. Não cabem aqui. Nos últimos anos, no entanto, é nossa vez. E na quarta-feira passada o apaixonado planeta azul pôde explodir novamente, agora em hostil território argentino. E também dentro de sua própria arena frente aos telões. “Soy loco por tri, America!”, dizia a faixa na arquibancada. É orgástico, é ver de novo e de novo e de novo Cícero, Fernandinho e Luan metendo a bola na rede do Lanús. Olha o gol! Olha o gol! Olha o gol! Ah, e os milagres do Grohe! É o mundial mais uma vez na porta. E seja lá o que os deuses do futebol programarem daqui pra frente, já tá tudo de bom tamanho.

 

 

É só futebol, mas é o Grêmio. Não sou gaúcho, assim como os flamenguistas da minha turma não são cariocas e muitos corintianos nem saberiam chegar a Itaquera. Não me acostumei à carne mal passada e o chimarrão é amargo demais. Música gauchesca, nem pensar. Não digo “tchê” e nem usaria uniforme gremista na rua. Mas sou explosivamente Grêmio! Grêmio, o Imortal!

 

O Cao Hering, que autorizou a publicação deste texto no Blog, é gremista, publicitário e colunista do Jornal de Santa Catarina.

 

Um manual para os pais da geração gamer

 

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foto divulgação da Riot Games

 

Comecei brincando no Atari, na casa de dois amigos de adolescência. E só voltei ao videogame muitos anos depois, já em São Paulo. Foi presente do pai que era viciado em Tetris. Eu preferia o cartucho com jogos de basquete. Foi nesse mesmo SuperNintendo que os meninos começaram a praticar sua paixão pelos jogos eletrônicos. Não me perdoam até hoje por eu ter doado o console e todos os cartuchos para alguém que sequer merecia a confiança da família.

 

Jogamos juntos e nos divertimos por anos a fio. Levei-os a todo tipo de campeonato e em qualquer lugar que se realizasse na cidade: Mário Kart, Super Mario Striker, Mario Tennis … Se não me engano cheguei a competir em equipe com o mais novo: naquela época, ninguém apostava muito nele. Se soubessem no que ia dar, estariam arrependidos. Fui me afastando dos “games” a medida que evoluíam (os filhos e os jogos). Preferi deixar a coisa nas mãos dos profissionais aqui de casa.

 

De jogador amador transformei-me em assistente, um torcedor. Já meus dois filhos avançaram nos consoles, desenvolveram-se nos jogos mobile e, de repente, estavam envolvidos até o pescoço nos esportes eletrônicos. Um foi escrever sobre o assunto e o outro se profissionalizou. Hoje é técnico de uma das equipes de esports no cenário nacional.

 

Nunca me assustei com a inserção deles nesse mundo virtual, mesmo com a pressão de parentes, amigos e “especialistas” que vislumbravam um futuro nebuloso para esses guris que não saíam da frente do computador. Cuidado! Isso não pode dar boa coisa, alertavam os mais próximos. Sabe aquele menino americano que matou os coleguinhas? Ele jogava computador! – alardeavam. É claro que jogava. Todos eles jogam computador: os que matam, os que morrem e os que vivem firme e forte. É da geração deles.

 

Dos meus cuido eu (e minha mulher), pensava cá com os meus teclados. E cuidava mesmo. Desde pequeno sempre estivemos ao lado deles. Em casa, mantivemos até hoje os computadores em uma mesma sala. O que eu faço, eles sabem. O que eles fazem, eu aprendi. Logo percebi que ao contrário das previsões pessimistas, eles não ficavam o dia inteiro no computador jogando “joguinhos”. Eles ficavam o dia inteiro no computador jogando “joguinhos”, assistindo a videos, lendo notícias, compartilhando conteúdo, pesquisando assuntos de seu interesse e outros nem tão interessantes assim, mas obrigatórios na escola. Eles jogavam “joguinhos”, mas também se informavam, aprendiam e conversavam com amigos, colegas de escola e professores. Viviam em frente ao computador.

 

Por conhecer o mundo em que vivem, ou me esforçar para entender, é que aceitei com mais facilidade – e uma tremenda dor no coração – a escolha do meu mais novo: ele trocou nossa casa pela imersão em uma game house quando ainda estava com 17 anos. Foi comandar uma equipe de Lol. Abriu mão da faculdade pela realização de um sonho – e enquanto sonha ainda fatura uma grana.

 

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Restou-me associar-me ao Fã Clube de Pais Sonhadores de Sonhos de Filho, como bem definiu Thereza Rodrigues, autora do “Manual de sobrevivência para pais da geração gamer”. Livro que escreveu com propriedade e criatividade. Ela é mãe do MicaO, um dos maiores jogadores profissionais de League of Legend do Brasil. Sofreu pela desinformação, aprendeu pela convivência, escutou reclamações, entrou em contradições, mas soube compreender a realidade desta garotada que vive em um mundo virtual. E com o “Manual” pretende quebrar parte do preconceito que ainda causa desavenças familiares.

 

Senti-me muito bem representado nos relatos de Thereza Rodrigues, a quem conhecia apenas como a mãe do MicaO e agora sei que é professora e escritora. Em livro, ela traduz boa parte das coisas que penso sobre essa geração e as barreiras que precisam superar em casa, na família e na escola. Põe no papel – força do hábito, pois o “Manual” foi publicado apenas em e-book – o que tenho dito a muitos pais que encontro em meu cotidiano. Uma turma assustada com o fato de seus filhos estarem sendo dominados pela tela do computador, por campeões virtuais e por disputas em cenários irreais.

 

Digo sempre e repito aqui: ficamos assustados diante do desconhecido e como esse mundo explorado por nossos filhos não nos pertence, em lugar de nos aproximarmos deles, queremos que eles se voltem para o nosso passado. Batalha perdida. Game over.

 

Aliás, preciso confessar mais uma coisa que o livro me ajudou a refletir: sempre espalhei por aí que ao decidirmos por deixar os computadores em uma mesma sala e compartilharmos nossas atividades aqui em casa, estávamos protegendo nossos filhos. Ledo engano. Estávamos protegendo os pais deles do pior de todos os males: a ignorância. GG.

 

Leia também: “O que aprendi com os meninos que não saem da frente do computador”

Educação jogada na sarjeta das escolas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O Morumbi é dos bairros paulistanos o que abriga uma das maiores concentrações escolares da cidade. São mais de 50 estabelecimentos de ensino. Na grande maioria entidades privadas que figuram entre as mais elitizadas do país.

 

As escolas públicas, embora em minoria, não desapontam em presença, pois há ruas como a Dr. José Carlos de Toledo Piza que abriga duas entidades. A Escola Estadual Maria Zilda Natel e a Escola Estadual Profa. Etelvina de Gois Marcucci.
E é justamente nessa rua e na frente das respectivas escolas que recebemos a informação, ilustrada em fotos, do deprimente cenário de apostilas dilaceradas e jogadas na sarjeta.

 

O fato e a foto certamente podem ser analisados sob diversos ângulos, sociais e psicológicos. Entretanto, a evidência que reclama e exige uma providência é a reação que deveria haver e, aparentemente, não houve por parte das escolas responsáveis pelos autores desta agressão aos livros didáticos.

 

Segundo os moradores da vizinhança, não é o primeiro ano que isto acontece e as apostilas ficaram no local sem que houvesse uma remoção imediata.

 

O ignóbil desta atitude de quem destruiu os livros é que, justamente, o meio pelo qual as diferenças podem diminuir entre as classes sociais e culturais em contenda foi o alvo do ataque: os livros.

 

É hora e é tempo de uma atitude das autoridades competentes, pois as agressões de uma forma geral estão elegendo os prédios escolares, os professores, os colegas e agora os livros. Que, além disso, ao serem atirados na rua deixarão de transmitir conhecimento para poluir e entupir galerias.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: só havia motivos para sorrir neste domingo

 

Atlético MG 4×3 Grêmio
Brasileiro – Independência-BH/MG

 

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Guris se divertem em campo, em reprodução da SportTV

 

Estava ansioso pelo domingo. E o domingo começou com céu claro e sol agradável em São Paulo. Motivos não faltavam para minha ansiedade: era meu primeiro domingo de férias, que se estenderão até quase o fim do ano, ao lado dos filhos, da mulher e, provavelmente, com uma experiência inédita na minha vida – sobre a qual compartilharei com você assim que se realizar (e se realizar). Era ainda o primeiro domingo do advento do Natal, sempre razão de alegria para os católicos. Mas era, também, a primeira vez que encontraria o padre José Bortolini desde a conquista da Libertadores.

 

Falei dele por aqui em edições anteriores. Aos 65 anos, encara uma daquelas doenças sempre dispostas a nos tirar de ação, mas incapaz de abatê-lo. Já teve problemas de saúde durante a missa. Foi parar no hospital. Não foram suficientes para fazê-lo desistir. Coragem, fé e inteligência são suas principais fortalezas. Autor de inúmeros livros, é um intelectual a serviço da religião e como poucos padres que conheci tem uma incrível capacidade para agregar pessoas e animar a missa. Nessa segunda-feira, completará 40 anos de sacerdócio. É um vitorioso.

 

Bortolini nasceu em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, e, principalmente, nasceu gremista – e agora você, caro e raro leitor desta Avalanche, começa a entender o fato dele ser personagem desta nossa conversa. É com ele que troco olhares, sorrisos e algumas poucas palavras antes de a missa começar ou no seu encerramento. São os únicos momentos em que permitimos que o futebol se sobreponha aos assuntos da religião. Costumam ser mensagens curtas, uma ou duas frases. Nunca mais do que isso. O suficiente para que nossas intenções e confiança em relação ao jogo transpareçam.

 

Hoje, cheguei cedo. E ele estava lá, firme e forte. Forte e faceiro. Assim que me viu, se virou para cumprimentar-me com a simpatia de sempre. Assoprou-me algumas palavras talvez para que outros fiéis não se sentissem incomodados: “a América ficou pequena para nós”. Foi o suficiente para tirar um largo sorriso deste escrevinhador e de alguns que estavam mais próximos. Disse sem medo de estar cometendo o pecado da soberba, pois tinha a favor de seu argumento o futebol superior que nos levou ao tri da Libertadores.

 

Abracei-o com o abraço que os campeões merecem e assim que entrei na Igreja mais uma cena a me lembrar da nossa conquista: Romano Pansera, um dos fiéis que sempre encontro aos domingos, estava sentado nos primeiros bancos. Seu primeiro nome aparecia em destaque gravado nas costas da camisa tricolor. Sim, ele também é gremista como eu. E pelo que percebi aproveitou o momento para agradecer pelas graças alcançadas. Fui até lá para compartilhar um abraço, afinal, ali estava outro campeão da América.

 

De minha parte, como já deixei claro em outras Avalanches, procuro não misturar os assuntos. Sempre tenho a impressão que Deus tem mais com que se preocupar do que ficar defendendo bola lá atrás e as desviando para o gol lá na frente. O futebol, dizem, tem deuses próprios que habitam os estádios e costumam intervir nos momentos mais inacreditáveis para nos provar que estão dispostos a ajudar a quem fez por merecer.

 

Assim que voltei para a casa, ainda pela manhã, o Grêmio haveria de me oferecer outro instante de satisfação: graças ao seu título, fui entrevistado no programa apresentado por Carlos Eduardo Eboli, na CBN, ao lado de Álvaro Oliveira Filho. Oportunidade para tecer elogios à gestão do futebol gremista, à perseverança e ao conhecimento de Renato e à construção desta equipe de campeões.

 

A tarde de domingo chegou e lá estava o Grêmio a me dar mais alegrias, mesmo diante de resultado desfavorável. Perdão, placar desfavorável. Porque o resultado do futebol apresentado pelos meninos que entraram em campo foi muito bom. Toque de bola, deslocamento, velocidade, dribles, coragem, paciência e persistência: todas aquelas marcas que fizeram nosso time campeão estavam naquele grupo de guris. Eles jogaram bola com sorriso no rosto. Divertiram-se diante das câmeras de televisão. Não se intimidaram com a experiência e a torcida do adversário. Sinalizaram a mim, ao Brasil e a todos que admiram um jogo bem jogado que o futebol que nos levou ao título da América não foi um acaso.

 

Realmente, a América está pequena para nós, como disse o padre Bortolino.

 

Que assim seja para todo o sempre, amém!

Conte Sua História de São Paulo: a minha casa da vovó, no Tatuapé

 

Por Vitor Monteiro

 

 

Vivi praticamente todos meus 31 anos no calmo bairro do Tatuapé. Boa parte da minha memória afetiva da infância está na casa da minha avó Ruth em uma rua estreita, a rua E do conjunto de cinco pequenas ruelas conhecidas como Conjunto Acrópole, que unem as ruas Emílio Marengo e Itapeti. Ruas estritamente residenciais, de pouquíssimo movimento, moradores de longa data, em suas casas com portões baixos, vizinhos conversando no meio fio, crianças correndo nas ruas, chutando bola ou brincando de esconde-esconde.

 

O futebol na rua era minha brincadeira predileta. Eu sempre fui goleiro e constantemente voltava ralado para os braços da minha avó, que corria para me ajudar a limpar os machucados dos joelhos e cotovelos no tanque nos fundos da casa. Aquele asfalto quente nos pés descalços, a bola batendo nos portões gerava certa animosidade na vizinhança calma, mas éramos crianças e a maioria relevava. Menos a Dona Ana do 86. Essa botava medo na gente depois de ter furado duas bolas nossas que acidentalmente caíram em seu quintal. Acho que ela não gostava de crianças e tinha a impressão que sua casa era parecida com a da Bruxa do 71, personagem do Chaves.

 

O café era o meu momento predileto com minha avó. Todas as tardes a casa era perfumada com o aroma da bebida que ela fazia. A partir dos meus 10 anos, eu o preparava e sempre recebia o elogio de fazer o melhor café. Era o momento de ver televisão e filmes juntos, conversar, comer um bolo, um queijo ou o doce de batata doce que ela tanto amava. Ali fui feliz, era compreendido, mesmo quando o silêncio imperava. O ambiente era de lar, repleto de carinho e amor. E continua sendo. A casa, no bairro que cresci, na rua que vivi, que aprendi a respeitar e entender. A cidade que amo, que vivo mesmo que seja dentro da cozinha da casa da vovó.

 

Infelizmente Dona Ruth faleceu e a casa passou por alterações, mas sua alma está lá. A rua também mudou, os portões estão todos altos, não há mais festa. Verdade que sinto que os vizinhos querem reviver aqueles momentos. E sinto que um dia vamos conseguir que a rua deixe de ser uma via de cortar o farol vermelho e volte a ser habitada pelas crianças, pelas festas, pela confraternização. A minha avó não está mais fisicamente lá, mas nossa raiz ainda está naquela casa aprazível na qual vivo hoje com minha amada esposa e querido filho. Que ele possa um dia invadir a rua, retomá-la, vivê-la como eu vivi.

 

Vitor Monteiro é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: líderes precisam saber que as empresas sempre vão precisar de gente

 

 

“O mundo está mudando, as empresas estão mudando, mas elas não vão deixar de ter gente, sempre gente vai fazer parte das empresas”. É o que diz Josué Bressane Junior, sócio-diretor da Falconi Gente, para alertar os líderes da necessidade de entenderem que é preciso usar o RH de maneira mais estratégica. Bressane foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para ele, são os líderes que têm a responsabilidade de implantar as transformações efetivas nos negócios, no entanto nos trabalhos que desenvolve de consultoria percebe que nem sempre isso acontece: “a mudança não ocorre de baixo pra cima, a mudança ocorre de cima pra baixo; essa é a grande dificuldade das organizações porque muitos querem mudar no pensamento, mas na essência não querem essa mudança”.

 

No programa, Bressane falou também da relação entre gerações no ambiente de trabalho e da forma como uso de tecnologia está modificando os processos de avaliação de desempenho e de contratação. O Mundo Corporativo é gravado às quartas-feiras, 11 horas, com transmissão ao vivo pelo site e pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábado, no Jornal da CBN, e aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: propaganda é alimento para as marcas

 

 

“A propaganda é o alimento essencial que dá vida, valor e vitalidade para as marcas”, diz Jaime Troiano, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Ele e Cecília Russo defendem a necessidade de se investir neste recurso de forma planejada e orquestrada. A possibilidade de se usar diversos canais para propaganda pode ser um risco se a marca não tiver um maestro para dar coerência a comunicação da empresa.”Presença nas redes sociais não significa comunicação certeira”, diz Cecília.

 

No Dia Mundial da Propaganda, que se comemora em 4 de dezembro, Troiano e Russo lembram frase que teria sido dita pelo publicitário Davis Ogilvy: “propaganda é como poste, pode ser para você se encostar ou para iluminar”.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.