Tudo junto e misturado

 

Por Dora Estevam

 

 

Você já pensou em colocar um par de meias lilás com calça xadrez e sapato marrom? Se o seu avô saísse de casa com paletó rosa, camisa branca e gravata vermelha? Fala a verdade, você não acharia normal.

 

 

A moda nem sempre é aquilo que consideramos normal. Separei fotos de street moda para você saber que muita gente mistura tudo e sai por aí para trabalhar e exercer as suas atividades sem problemas ou preconceitos. Vale para homens e mulheres.

 

 

São tantos panos um em cima do outro que você não consegue enxergar o que é o quê. Mas vale a lição para quem busca ideias de visuais dififerentes e arrojados. Só tome cuidado para não cair no ridículo: tentar parecer que tem 15 anos, se você tem 50, por exemplo. Vai ter que passar o dia dando explicações. Há, há, há.

 

 

Fique com estas inspirações, e boa sorte nas montagens. Afinal, a moda está toda revisitada, faça a sua também. O seu armário deve estar cheio de peças que não são usadas há tempos, vai ser legal dar uma renovada nelas.

 

 


Dora Estevam é jornalisa e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Poucas metas, muitos resultados

 

Identificar quais são as prioridades cruciais e determinar no máximo três metas a serem atendidas são medidas que podem reduzir a margem de erro na execução das estratégias do seu negócio. É preciso, também, envolver e comprometer os funcionários com este planejamento, mostrando a eles que se deve atacar poucas coisas que tenham mais impacto – Princípio de Pareto – e os motivando a agir desta maneira tornando transparente os indicadores que podem mostrar se estão ou não atendendo as expectativas da empresa. Estas são algumas das medidas sugeridas pelo consutor e diretor da FranklynCovey Business School, William Moraes, para se encarar o que ele considera ser o maior desafio no mundo corporativo: executar metas e objetivos estratégicos.

 

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, William Moraes, explica que “70% das estratégias falham por causa da pobreza na execução; isso raramente ocorre por falta de visão ou inteligência”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, com transmissão exclusiva no site da CBN (www.cbn.com.br) e participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é retransmitido aos sábados, no Jornal da CBN

Faça parte do Fórum Mundial da Bicicleta

 

1º Forum Mundial da Bicicleta – English Subtitles from Forum Mundial da Bicicleta on Vimeo.

 

Os leitores deste blog sabem bem a opinião de seu titular em favor do uso indiscriminado de bicicleta, mesmo que este não se habilite a fazê-lo com a frequência que gostaria. Insisto em pedalar mas não consigo ir além da prática do lazer, apesar de adorar a ideia de ter a bicicleta como meio de transporte. Volto ao assunto, hoje, porque recebo através de meu irmão, o Christian Jung, que tem o mais famoso blog especializado em fusca do sul do continente (menos, Milton, menos !), o post sobre a organização do primeiro Fórum Mundial da Bicicleta, em Porto Alegre – cidade na qual nasci como muitos de vocês já devem saber -, entre os dias 23 e 26 de fevereiro. O evento é resultado de uma série de ações geradas após o atropelamento coletivo que ocorreu há cerca de um ano – em 25 de fevereiro de 2011 – na capital gaúcha, e contará com a presença do americano Chris Carlsson, um dos idealizadores da primeira Massa Crítica, que se realizou em São Francisco, nos Estados Unidos, em 1992. Ele deve passar por São Paulo, também, de acordo com informações dos organizadores do Fórum que tentam pelo sistema colaborativo arrecadar R$ 3,5 mil, dinheiro que pagará as passagens de avião, único pedido feito por Carlsson para estar no Brasil, neste perído. Durante o encontro será discutido o futuro das cidades e o papel da bicicleta nos âmbitos social, econômico, ambiental, esportivo e cultural. Para saber como ajudar entre no site do Fórum Mundial da Bicicleta ou veja o vídeo que coloca à sua disposição.

 

Obs: Se quiser conhecer o Blog do meu irmão, vá até o MacFuca, vale a pena, mesmo que o seu negócio seja a bicicleta.

Cracolândia: viciado não é criminoso, é doente

 

 

Texto publicado no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

 

Em sete páginas da edição paulista da revista Época, de fevereiro, os repórteres Camilo Vannuchi e Eduardo Zanelato entrevistam o comandante-geral da PM de São Paulo, Coronel Álvaro Camilo, sobre a ocupação da Cracolândia, centro da capital, que se iniciou em 3 de janeiro – ou seja, há um mês. O homem que lidera a tropa paulista no combate ao crime – e aos viciados de crack, também – diz que na capital não haverá zonas livres para o consumo dessa droga e 80% da região já está melhor do que no ano passado. Na mesma edição da revista (reproduzo a capa ao lado), sem ter lido a reportagem antes, escrevi minhas impressões sobre a Operação Centro Legal, as quais reproduzirei aqui no Blog semana que vem – a publicação está disponível nas bancas, ainda. Aproveito o espaço hoje, porém, para destacar alguns aspectos que considero reveladores e aparecem graças ao trabalho de meus colegas de redação.

 

Mesmo experiente e bem preparado para a função que exerce e acostumado e treinado para o bom uso da palavra – poucas vezes a PM falou tanto na mídia como neste último ano -, Coronel Camilo tropeçou no discurso quando se referiu a decisão de ocupar a área tomada por drogados:

… Fizemos reuniões com o pessoal do Bom Retiro e da Santa Ifigênia, recebemos apoio do comando, criamos um pelotão com 30 homens e decidimos: “Vamos Limpar”.

 

 

“Vamos limpar?” – indagaram os repórteres.

 

Ao perceber o tom politicamente incorreto, o Comandante pediu para que o termo fosse retirado por considerá-lo inadequado. Errado, sem dúvida, mas revelador. Minha terapeuta junguiana (como não poderia deixar de ser) avaliaria como ato falho, um sintoma que se constitui o elo entre o intuito consciente da pessoa e aquele que está reprimido. A filosofia que moveu a ação estatal estava exposta: limpar a área.

 

Em outro ponto, Comandante Camilo responde às pessoas que, através dos canais de comunicação abertos pela PM com a população, dizem que a polícia não deveria ser usada para resolver o problema da Cracolândia, pois os dependentes são doentes: “O que todos esquecem é que doente consome. E consumo é crime”. Pouco antes, já havia feito a seguinte afirmação: “A ação está sendo forte em cima de quem trafica e de quem consome. Consumo é crime … Foram presos 100 traficantes nas primeiras duas semanas”. Pelo que se nota, decidiu-se dar de ombros para a presunção de tráfico baseado na quantidade da droga, em um erro bastante comum nas políticas de segurança pública que imperam nos estados brasileiros. Os dependentes estão sendo tratados como criminosos quando deveriam ser pacientes. O problema é que para inverter esta lógica seriam necessárias vagas nas redes pública e privada para o atendimento desses viciados. E a Operação Centro Legal não ter a polícia como protagonista mas, sim, uma tropa de agentes sociais e de saúde.

Avalanche Tricolor: Kleber e Marcelo têm atitude gremista

 

Grêmio 1 x 0 São Luiz
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

O Brasil inteiro assistirá na televisão ao toque de calcanhar de Marcelo Moreno que deixou Kleber diante do goleiro para fazer o que mais sabe. Foi muito bonito mesmo, seja pela plástica, seja pela velocidade, seja pela habilidade com que deslocou a defesa adversária e permitiu que seu colega de ataque marcasse o terceiro gol dele com a camisa gremista. Kleber também foi preciso e veloz para superar seu marcador, segurar o tranco do zagueiro e completar a jogada, fazendo dela destaque nos telejornais. O lance permitiu que o Grêmio voltasse a vencer no Campeonato Gaúcho e teve o mérito de chamar atenção para o que esta dupla poderá fazer na temporada. Os dois, assim que estiverem em forma, oferecerão excelentes momentos para o torcedor.

 

Os que estão acostumados a acompanhar esta Avalanche sabem que gosto de perceber nos detalhes, muito mais do que nos lances que enchem os olhos do público e editores de televisão. Agrado-me com atitudes que parecem ser simples, mas transmitem mensagens importantes como no primeiro momento em que Kleber apareceu em campo e cortou um passe do ataque adversário próximo da área do Grêmio ou quando Marcelo Moreno com um carrinho impediu que o zagueiro saísse jogando e mandou a bola pela lateral. Não decidiram a partida mas demonstraram o quanto eles estão envolvidos no espírito que move o time, conquista o torcedor e se faz fundamental para o sucesso nesta temporada – e a vitória no próximo domingo.

 

Obs: aos que perderão tempo falando do pênalti desperdiçado, só tenho a dizer que, além de Gladiador, Kleber é justo, a falta em Leandro foi fora da área, em um raro erro de arbitragem a favorecer o Grêmio.

Que venham, logo, mais ciclovias

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Há muito tempo Porto Alegre pede que a Prefeitura providencie a implantação de ciclovias. Este é o meu assunto nesta quinta-feira,dia 2 de fevereiro de 2012. A cidade conta com uma via para uso exclusivo de ciclistas na Avenida Diário de Notícias. Em seu primeiro trecho pode-se pedalar sem medo de ser atropelado. No segundo,interrompido por uma rotatória com sinaleiras,há espaço para bikes na calçada que margeia um dos lados da Avenida. Os ciclistas, principalmente os que pilotam bicicletas de corrida ou outras que são equipadas com pneus finos, queixando-se do tipo de piso, recusam-se a usar a ciclovia. Seja lá como for, ciclistas diletantes ou que treinam para competir, preferem arriscar-se a andar em fila indiana no asfalto da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, apelidada de Beira-Rio, porque acompanha trecho de alguns quilômetros do Rio Guaíba (recuso-me a chamá-lo de Lago Guaíba, ”novidade” com a qual não concordo).

 

Não concordei, também, quando, em ciclovia que está sendo construída na Avenida Ipiranga, uma das mais longas de Porto Alegre, a Prefeitura começou a instalar, para proteção dos futuros ciclistas, um guard-rail de toras de eucalipto de reflorestamento. Foi a segunda polêmica provocada por desencontros de opinião entre as autoridades responsáveis pela obra. Na primeira, houve quem dissesse que, como a ciclovia seria implantada debaixo de fios de alta tensão, seus usuários ficariam expostos a sério risco. Ambas as polêmicas foram substituídas por uma ideia muito bem recebida: a de entregar o projeto do guard-rail e seu entorno a um arquiteto. Dentre 37 propostas, a vencedora foi de Rodrigo Troyano. Seu projeto, bem bolado, prevê guard-rail neutra, possibilitando a visão do outro lado do Arroio Dilúvio e conta com vegetação na sua estrutura, para que se integre à paisagem. Caso o ciclista se desequilibre, será protegido por bolas de plástico reciclável, que funcionará como uma almofada. Troyano receberá um prêmio de R$4,5 mil e o diretor-presidente Da EPTC, Vaderlei Cappellari, prometeu que o projeto será iniciado imediatamente ao longo dos 9,4 quilômetros da Ipiranga, a um custo estimado de R$1,9 milhão. Que venham, porém, outras ciclovias. Assim, talvez, os que protestam sosseguem o pito. E possam pedalar mais.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

A economia mundial entre otimistas e pessimistas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Gostaria de saber de que lado ficou o leitor da Folha no domingo, ao ler as colunas de Carlos Heitor Cony e Elio Gaspari. Ambas abordando a Economia e o futuro do mundo.

 

Em “Um mundo que acabou”, Cony, nas raias do pessimismo, culpa Breton Woods e tudo que veio depois pela má situação econômica internacional. ONU, Banco Mundial, FMI. E concluiu pela piora das condições econômicas e sociais atuais em relação ao passado. Pleiteia novas regras que se adaptem à evolução tecnológica.

 

Em “O homem dos BRIC está otimista”, Elio Gaspari comenta a onda de previsões negativas dos economistas em geral e comemora a ênfase de O’Neil no início do maior processo de transferência jamais ocorrido na história da riqueza dos países, reafirmando ainda que os BRICs terão papel fundamental.

 

O desalento de Cony nem pode ser atribuído, como ele próprio se conceitua, a um teimoso desinformado que apesar das críticas continua se metendo em temas que não lhe é familiar. Afinal de contas, uma série de “notáveis” economistas tem ganhado a vida anunciando tragédias. E todos sabem que a Economia também se faz das expectativas delineadas.

 

Até hoje a “marolinha” de Lula é lembrada sarcasticamente, enquanto efetivamente não foi nenhum “tsunami” como se previa.

 

Elio Gaspari lembra também que Lula ao encontrar O’Neil cumprimentou-o pela sorte do México não soar bem. MRICs é ruim. O B de Brasil foi providencial. Recebeu como resposta que na verdade o futebol brasileiro foi definitivo para ganhar a primeira letra.

 

Brincadeiras à parte, a transferência de capital é uma realidade que vemos interna e externamente. Além disso, houve uma evolução visível. Dentre os avanços ficou claro que não será através do comunismo que se resolverá a questão da transferência de recursos. Ontem na conversa com Mílton Jung a Miriam Leitão reportou que um jornalista de o Globo, Chico de Gois, identificou em Cuba a quota de uma lata de cerveja por fim de semana, o uso da praia exclusivamente para os turistas e outras restrições inacreditáveis para quem vive nestas terras de cá.

 


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

A falta de lógica eleitoral em São Paulo

 

A eleição municipal vai dar um nó na cabeça do eleitor paulistano, haja vista a negociação que os partidos fazem nos bastidores. Imagine os vereadores do PT defendendo a gestão Gilberto Kassab, algo bastante possível a medida que o prefeito e chefe-mor do PSD quer fazer dobradinha na chapa de Fernando Haddad. O ex-ministro da Educação disputaria vaga de prefeito e um kassabista surgiria como vice: Alexandre Schneider, Guilherme Afif Domingos ou outro qualquer, desde que não seja Henrique Meirelles. O ex do Banco Central e BankBoston jamais aceitaria disputar eleição nestas condições, mesmo com as declarações conciliadoras que aparecem entre aspas nos jornais. Gente próxima de Meirelles dá risada quando ouve a proposta.

 

O PSDB, com o nome que aparecer da prévia, terá de atacar Kassab, prefeito que foi levado ao cargo pelas mãos de José Serra, um dos principais comandantes do partido. Até hoje, tucanos integram o governo dele e até pouco tempo Andrea Matarazzo – um dos favoritos na disputa interna do PSDB – era uma espécie de xerife de Kassab no papel de coordenador das subprefeituras. O partido segue votando com os governistas na Câmara Municipal de São Paulo.

 

Serra poderia por ordem nesta lógica eleitoral, pois saindo candidato levaria Kassab ao seu lado, manteria a parceria que venceu em 2004, o PSDB não precisaria atacar a atual gestão e o PT ficaria livre para bater. O problema é que as pesquisas eleitorais com o tucano aparecendo apenas com 18% das intenções de votos – dados da última Datafolha – , depois ter sido prefeito, governador e disputado o segundo turno para presidente, revelam que o risco de uma derrota fatal é enorme. Sem contar a alta rejeição que tem no eleitorado paulistano, cerca de 30%.

 

Com esta confusão, não é de se espantar que uma eleitora que teve seu nome indevidamente inscrito no PSDB, ao ser perguntada pelo repórter do jornal o Estado de São Paulo se era filiada ao partido, respondeu: “Não entendo o que é”.

Ela cometeu o Facebookcídio

 

Convencionou-se não se divulgar notícias de suicídio no jornalismo, regra que poucas vezes está escrita em algum manual – no da CBN está, e com ressalvas – mas é seguida à risca em praticamente todas as redações. Alega-se que a informação tende a incentivar as pessoas a repetirem o ato tresloucado, mas prefiro o argumento de que o fato somente tem sentido em ser noticiado se for, realmente, notícia, ou seja, estiver dentro daquele critério subjetivo do que é notícia. Imagino, porém, que não serei condenado por nenhum colega se dedicar este post a um tipo de suicídio que ainda me parece ser novidade – um dos requisitos para ser notícia – e está longe de causar alguma desgraça eterna na vida de alguém: o Facebookcídio.

 

Fui surpreendido com o recado de uma amiga muito próxima de que ela pretendia “se matar” na Facebook. Pretendia, não, ela havia se matado, desaparecido, deletado seu nome da rede social que tem, calcula-se, cerca de 800 milhões de usuários na face da terra. Ligado ao nome dela deveria haver umas mil pessoas, poucas realmente amigas e conhecidas, um dos argumentos que usou para sumir do mapa do Facebook. Nem sei como se consegue fazer isto, aliás sei usar pouco esta rede criada por Mark Zuckerberg, confesso que prefiro o Twitter de Jack Dorsey e seus amigos. Sei, porém, que a ação fatal desta minha amiga já me passou pela cabeça algumas vezes, não apenas em relação ao Face – para os íntimos – mas com todas as redes sociais nas quais estou registrado, inclusive deste e dos demais blogs para os quais escrevo como contratado ou convidado. Fico imaginando quanto tempo mais teria para conversar com os amigos próximos. Ou ler mais livros durante o ano, que apesar de muitos poderiam ser bem mais. Ou assistir aos filmes recém-lançados, tenho uma lista a minha espera. Ou pesquisar com mais profundidade os temas que trato no cotidiano do jornalismo. Ou, simplesmente, não fazer nada, descansar e deixar o tempo ir embora até retomar a hora do meu expediente na rádio CBN, afinal de contas esta é a minha prioridade profissional.

 

Há cerca de sete meses não me deletei, apenas me despluguei no período de férias em uma experiência interessante, porém temporária. Sabia que retornaria em breve e seguiria em frente com meus relacionamentos virtuais e nossas conversas diárias. É preciso muito desprendimento para cometer o facebookcídio, o tweetcídio, o blogcídio e todos os demais suicídios digitais possíveis. Não sou capaz sequer de apagar o nome de amigos e conhecidos que morreram, tenho a impressão de que ao fazer isto estarei destruindo o que resta de nossa relação. Uma bobagem, sem dúvida, pois da vida o que levamos dos mortos são suas histórias e memórias, estas devemos guardar com carinho no coração. Minha amiga não teve nenhum receio, largou a rede e se diz feliz por não precisar responder a todas as mensagens que chegam, explicar sua ausência ou suas decisões e pensamentos. Acredita que reforçar os lanços com os amigos de verdade (aqui para ser referir aos da vida real) lhe trará maior satisfação. Não sei quantos casos como esses ocorrem no mundo e no Brasil, mas imagino serem poucos. A vaidade exacerbada pela hiperexposição que a rede nos oferece nos deixa muito mais próximos de um suicídio de fato do que da morte virtual.

Conte Sua História de SP: Uma cidade tranquila

 

A tranquila São Paulo dos anos de 1940 deixa saudades no baiano Xexonias Alves Peixinho, registradas em depoimento ao Museu da Pessoa. Ele nasceu em 1919 e trocou a lavoura em sua terra natal pela metalurgia na capital paulistana. Nesta semana, graças as suas lembranças, foi personagem do Conte Sua História de São Paulo.

 

Ouça o depoimento de Xexonias Alves Peixinho, sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã, no CBN São Paulo. Você pode participar deste quadro escrevendo texto para milton@cbn.com.br ou agendando uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa.