Sociedade no combate a corrupção

 

Há pouco mais de uma semana para as comemorações do Dia da Independência, em 7 de setembro, crescem os movimentos de combate a corrupção organizados pela sociedade. Boa parte destas ações explora as redes sociais com o objetivo de reunir pessoas interessadas em reclamar dos desvios de dinheiro público. Existem vários grupos em especial no Facebook, é possível encontrar blogs e sites, também, que convidam para eventos com o mesmo objetivos.

O primeiro movimento a ganhar espaço no noticiário foi o Todos Juntos Contra a Corrupção, no dia 20 de setembro, na Cinelândia, do Rio, que se iniciou com um rasgo de indignação de uma cidadã, e foi motivo de comentário no Liberdade de Expressão, do Jornal da CBN (ouça aqui, o que disseram a Vivi, o Xexeo e o Cony). Em seguida, , recebi mensagem da ouvinte-internauta Carla Zambelli alertando para o grupo “Manifesto público contra corrupção”, formado no Facebook, e não foi preciso ir muito a fundo para logo descobrir outras iniciativas semelhantes.

Corrupção/Muda from brasil+ético on Vimeo.

O anúncio que ilustra este post, encontrado no Blog Brasil+Ético, apesar de não se saber qual a fonte de criação, revela de forma clara como a sociedade se porta diante do tema. Da mesma forma que grita contra o desrespeito de políticos e agentes públicos, quando tem seus interesses atingidos busca facilidades na mesma moeda. Vale a pena refletir sobre este comportamento e, se de interesse for, se engajar em um dos movimentos a seguir. Caso você tenha outros movimentos semelhantes registre na área de comentários para darmos publicidade à ação.

CARAS PINTADAS CONTRA A CORRUPÇÃO
SÃO PAULO / 07 de Setembro 9:00 – 14:00
Avenida Paulista- MASP

PORTO ALEGRE // 07 de Setembro 10:00 – 14:00
Passeata da Av. Loureiro da Silva, até o Brique da Redenção

RIO DE JANEIRO //  07 de Setembro 9:00 – 23:30
Av. Rio Branco ( EM FRENTE A CÂMARA DOS VEREADORES)

BELO HORIZONTE // 07 de Setembro 9:00 – 14:00hs
Praça da Liberdade

BELÉM  // 07 de Setembro
Atrás do último pelotão do desfile oficial

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP // 07 de Setembro 9horas
Saída Vicentino Aranha

MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO – BRASÍLIA
MUSEU DA REPÚBLICA // 07 de Setembro 10:00 – 14:00

#NASRUAS – MANIFESTO PÚBLICO CONTRA A CORRUPÇÃO NACIONAL
Por todo o Brasil  // 07 de Setembro  13:00 – 08 de Setembro , 17:00
Cidades e locais confirmar no endereço do movimento
Bauru: Vitória-Régia
Belo Horizonte – Praça da Liberdade até a Praça 7
Brasília: Congresso Nacional
Balneário Camburiu: Praça Tamandaré
Campinas: Em frente a prefeitura
Campo Grande – Praça Ari Coelho
Cuiabá: Praça das Bandeiras
Itu: da Praça Souza até a Praça Guanabara (em frente a receita federal)
Jaragua do Sul: Praça Angelo Piazera
Joinville: Em Frente ao Shopping Muller
Mairiporã: Praça da antiga Rodoviária
Manaus: Mesmo trajeto da Marcha da Liberdade
Porto Alegre: Monumento aos Açorianos, na Avenida Loureiro da Silva
Recife – Praça Rio Branco (Marco Zero)
Salvador – Em frente a câmara dos vereadores (antiga prefeitura)
Santo André: Praça IV Centenário
São Carlos: (cidade universitária -UFSCar, USP, UNICEP) Praça Coronel Salles
Uberlândia: Praça Tubal Vilela
Vitória: Avenida Getúlio Vargas

REAÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO – O BRASIL DE LUTO
Por todo o Brasil  // 07 de Setembro  7:30  – 08 de Setembro , 17:30

TODOS JUNTOS CONTRA A CORRUPÇÃO – RIO DE JANEIRO
Cinelândia // 20 de Setembro · 18:30 – 20:00
https://www.facebook.com/event.php?eid=130744290352035

DESFILE DA ESCOLA DE SAMBA  – “UNIDOS CONTRA A CORRUPÇÃO”
SÃO PAULO / 07 de Setembro 14:00 a 19h
Avenida Paulista- MASP

DIA DO BASTA (CONTRA A CORRUPÇÃO)
RIO DE JANEIRO  //  07 de Setembro 14:00 a 19h
Praça da Cinelandia

RECIFE // 07 de Setembro 13:00 a 16h
Marco Zero

SÃO PAULO / 07 de Setembro 14:00 – 17:00
Avenida Paulista- MASP

PASSEATA:  CORRUPÇÃO, BASTA!
Campinas (Sao Paulo)  //  do Centro de Convivência até a Praça Arautos da Paz

MANIFESTO CONTRA A CORRUPÇÃO NO BRASIL (ANON REUNION BRASIL)
Por todo Brasil  //  07 de Setembro 13:00 a 15h
Grupos fechados organizados por Estados e Cidades (melhor consultar site)

CARREATA “BRASIL VERDE E AMARELO”
Por todo Brasil  //  07 de Setembro 13:00 a 15h

Moradores da Sé

 

Moradores da Sé

Por Devanir Amâncio

Depois da Catedral da Sé e Páteo do Colégio, os moradores de rua doentes que ficam deitados na praça são os mais fotografados – com certa compaixão – por turistas estrangeiros. Para cobrar providências das autoridades para esta questão social de saúde pública, ongs e organizações estudantis realizam na Praça da Sé , no dia 30 de setembro, às 10 horas, o “Grito Pela Vida, Hospital do Crack Já!”

Conte Sua História de SP: Sorvete no trote do cavalo

 

No Conte Sua História de São Paulo, um capítulo contado pelo professor Rubens Kutner, 49 anos, que nasceu na capital, no Alto de Pinheiros, bairro que abrigava sítios, na década de 1960. A região ganhava um aspecto ainda mais rural quando o sorveteiro chegava à cavalo. Foi na infância que surgiu o gosto pelo cinema, graças ao pai que o levava com frequência para assistir aos filmes no Clube Hebraica.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo com Rubens Kutner, sonorizado pelo Cláudio Antonio

Rubens Kutner é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa. Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

A segurança dos juízes

 

Por Altair de Lemos Junior
Desembargador

 
 
Foi instituída a Comissão de Segurança de Magistrados do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Para quem não sabe, o CNJ determinou aos Tribunais de todo o país a criação de tais comissões. Por óbvio, em razão do assassinato de uma juíza no Estado do Rio de Janeiro, o tema tomou maiores proporções.

É claro que o juiz não é mais importante nem melhor do que ninguém e que todos têm direito à segurança, não apenas os magistrados.

Porém, é preciso ter presente que, no exercício da jurisdição, quem está ali não é apenas o cidadão – mas sim, o Estado. O juiz personifica a figura do Estado ao interpretar e aplicar as leis a fim de garantir a paz social, seja na esfera criminal ao impor as penalidades cabíveis àqueles que não mantêm conduta compatível com a vida em sociedade, seja na esfera cível ao intervir nas relações interpessoais a fim de resolver os conflitos do cotidiano.

Será que é possível imaginarmos hoje uma sociedade sem leis? A resposta óbvia é não, pois isto implicaria no caos e possivelmente numa sociedade dominada pela força, pela violência, na qual os mais fortes por certo imporiam suas vontades. E quando falo em “mais fortes” não volto ao tempo das cavernas ou dos gladiadores, imaginando significar mera força física. Podemos sim falar em força econômica, em armas, em condutas violentas.

Pois aí está o ponto em questão!

Um juiz sem autonomia, face à insegurança – sua ou de sua família – terá condições de bem exercer sua função jurisdicional para garantir a estabilidade social? Por certo que não e poder-se-ia até mesmo presumir que o juiz sem segurança equivale à ausência de juiz e, via de consequência, ausência do Estado a cumprir seu papel regulador.

Por tudo isso, é que devemos, face ao trágico acontecimento envolvendo a magistrada carioca, pensar efetivamente que é importante para a sociedade a preservação da integridade física e psicológica dos magistrados no efetivo exercício da atividade jurisdicional, não apenas mas especialmente daqueles que possuem competência para o julgamento de processos criminais haja vista que, em muitos dos casos, os réus pertencem a quadrilhas extremamente bem organizadas e perigosamente bem armadas.

Concluindo, ausência de segurança para os juízes é, em suma, ausência da indispensável segurança jurídica do Estado.
 
 

Avalanche Tricolor: Vitória com a magia do Gre-Nal

 

Grêmio 2 x 1 Inter
Brasileiro – Olímpico Monumental

Da magia do Gre-Nal conversamos muitas vezes nesta Avalanche. O clássico influencia o ânimo dos gaúchos, distorce a realidade e contorce nossas emoções. Os dias que o antecedem são especiais e, portanto, tensos. Mesmo na distância da terra natal não há como esconder uma apreensão pelo que haverá de acontecer em campo. Lá na rádio, no e-mail do ouvinte e na conversa com os amigos sempre terá alguém pronto para um comentário provocador, uma brincadeira. Faz parte do jogo. Sexta-feira, foi meu colega Juca Kfouri que, no Momento do Esporte, do Jornal da CBN, colocou em dúvida meu bom humor após a rodada de clássicos deste fim de semana.

Ele, assim como a maioria dos comentaristas de futebol (e me refiro aqui a todos aqueles que mesmo sem carteira assinada assumem este papel, no Brasil), falava do alto de seu conhecimento sobre a superioridade do adversário, influenciado, também, pelo que o Tricolor vinha apresentando até aqui no Brasileiro. Tinha razão, não fosse a magia do Gre-Nal sobre os ânimos e mentes de seus protagonistas.

O Grêmio jogou como nunca havia feito neste Campeonato. Arrisco escrever: em toda esta temporada. E Celso Roth teve mérito ao redescobrir Escudero, aceitar Douglas e Marquinhos no mesmo time e investir nas aventuras de Mário Fernandes. Mais do que na escalação, mexeu na disposição de sua equipe tornando-a gigante em campo com uma marcação que eliminou o futebol do adversário. Ao contrário do que muitos costumam lhe acusar, não foi retranqueiro. Foi ousado. E pôs o time no ataque com a chegada de laterais e meias em alta velocidade. Até o (ruim) juiz da partida ficou tonto, incapaz de enxergar dois pênaltis.

Tivemos de chegar até aqui, sofrendo o que sofremos, até a última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro para descobrir que é possível jogar futebol com este elenco, apesar da carência de nossos centro-avantes. Foi preciso a energia emada pelo Gre-Nal para mexer em nosso brio e renovar a esperança pela vitória, com uma atuação que me fez lembrar o que escreveu o gremista Érico Veríssimo: “A vida começa todos os dias”. A nossa recomeçou neste domingo.

A foto deste post é do site Ducker.com.br

De Se

 

Por Maria Lucia Solla

Se

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Se na nossa seara cumplicidade campeasse, e traição rareasse.

Se a dor tivesse um botão para que a gente a controlasse, e a lágrima rolasse solta sempre que a gente dela precisasse.

Se a comunicação fosse sempre certeira, e a gente se percebesse.

Se fosse possível dizer tudo aquilo que se sente, olho no olho, e se a carne fosse forte, a mente inteligente e o coração a acompanhassem.

Se a distância não separasse, a proximidade não desgastasse, e um no outro a gente acreditasse.

Se a espera não afligisse, a frustração não paralisasse, e da esperança a gente pudesse ver a face.

Se irmãos se apoiassem, e amadas e amados fossem cúmplices e não culpados.

Se remédio curasse, a doença afastasse, e a gente, forte, a vida tocasse.

E se a gente usasse o se a nosso favor e deixasse de lado a resistência ao que não dá para mudar, e estivesse sempre disposto a transformar em si, sempre e só em si, o que é possível melhorar e vivesse a vida assim, dia a dia, hora a hora, perdendo às vezes o rumo por ter os olhos na lua sem ver um passo adiante, mas não perdendo a disposição de levar a viagem avante.

E a gente levasse a vida não como tarefa a ser cumprida, mas como grande aventura emocionante e divertida, com bandeirada na chegada e pegadinha na partida?

Apenas se.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Modelos de fotógrafos

 

Por Dora Estevam

 
A fotografia exerce um fascínio nas pessoas e não escolhe classe e poder aquisitivo, qualquer um tem uma máquina em casa. O interessante é que na hora de bater ou clicar a foto muitos fazem pose (eu faço) e desejam que aquele momento “mágico” seja revelado com imagens e ângulos especiais.
 
Os fotógrafos mais cobiçados são os de moda. Muitos, maravilhosos, fazem tanto sucesso que viram celebridade tanto quanto as modelos. O italiano Giampaolo Sgura é um deles. E para conhecer o trabalho do rapaz, separei um curta no qual ele conta detalhes da vida profissional e pessoal:

E se interessar, visite o blog de Giampaolo Sgura para ver trabalhos incríveis dele.

Outro fotógrafo homenageadíssimo é Mario Testino. Ele é tão badalado que foi o fotógrafo oficial do casamento da modelo Kate Moss, este ano. Aliás, ele e ela são super amigos e, a toda hora, é possível ver fotos dos dois juntos nas colunas sociais do mundo inteiro. Não posso esquecer que o moço ai, também, era o predileto da Princesa de Gales, Diana.

E pra não perder o estilo dos meus posts de sábado, no qual sempre uso fotos de Street Style para ilustrar as novidades e produções de rua, acho justo falar dos colegas que são, na verdade, os paparazzi. Estas fotos são tiradas nas ruas, nas portas de grandes eventos de moda, geralmente. O trabalho deu tão certo que cresceram com eles, os blogs de moda fast, mania internacional.


 
Na blogosfera destaque para Tommy Ton, do Jak & Jil, e Scott Schuman, do The Sartorialist.
 
E você, tem fotografado muito?
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Coisa de família

 

“85% das empresas de pequeno e médio porte familiar tem algum tipo de conflito, as vezes ocultos, que podem explodir em um momento de sucessão”. O alerta é do professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, diretor da Ernest Youg University, no Brasil, Armando Lourenço Moreira Júnior, entrevistado pelo Mundo Corporativo, da CBN.

Autor do livro Bastidores das Empresas Familiares – Como reduzir conflitos por meio da governança corporativa, lançado pela Editora Atlas, Armando Lourenço diz que os principais problemas se dão pela quebra de confiança que acaba prejudicando as relações na empresa e na própria família.

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, na internet, quartas-feiras, às 11 horas, no site da CBN. Aos sábados, o programa vai ao ar no Jornal da CBN. Você participa com perguntas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail milton@cbn.com.br

SOS Morumbi: Tem de trocar muro por investimento social

 

Em sentido semelhante a texto que escrevi para o Blog Adote São Paulo, no site da revista Época São Paulo (reproduzido neste blog, também), mas com relato de alguém que vive dentro da Paraisópolis, publico, hoje, artigo de Gilson Rodrigues, presidente União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, no qual pede a imediata retomada da Virada Social na comunidade. Leia, pense e comente:

Diante da convocação de manifestação contra a violência para o próximo dia 28 de agosto pelo movimento SOS Morumbi, a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis gostaria de contribuir com este debate.

Em 2011 comemoramos mais de 60 anos de existência da comunidade de Paraisópolis. O Estado, no entanto, só se fez presente aqui nos últimos anos, e ainda de forma insuficiente. A canalização de córregos, abertura e asfaltamento de ruas, a posse legal das casas que já morávamos há décadas, a regularização dos serviços de água e luz, só começaram a partir das obras de urbanização.

Temos cerca de 70% de nossa população com menos de 30 anos. No entanto não contamos com teatros, cinemas, espaços de lazer e esporte. A única escola técnica para atender uma comunidade de 100 mil habitantes, tem apenas 2 em cada 10 matriculados morando aqui, temos cerca de 5.000 crianças fora de creche e ainda a escola com a pior avaliação da cidade de São Paulo.

Apesar do imenso trabalho realizado pelo projeto Escola do Povo, que alfabetizou mais de 3 mil jovens e adultos, Paraisópolis ainda conta com 12 mil analfabetos, uma das maiores taxas do Brasil. O desemprego atinge uma grande parte desta juventude, e 90% dos empregados tem uma média salarial de 1 a 2 salários mínimos.

Durante a realização da Operação Saturação da Polícia Militar em 2009, a comunidade de Paraisópolis, governo estadual e a prefeitura se uniram para transformar esta realidade e organizar a chamada “Virada Social”, que definiu 126 ações do Estado na comunidade, destas apenas 22 foram concluídas. Ações importantes como a construção de mais um CEU, mais uma ETEC, Clube-Escola, Centro de Educação Ambiental, CREAS, Parque Paraisópolis, CIC, Casa de Cultura entre outros, nunca saíram do papel.

No entanto, a “Virada Social” foi interrompida, e 83% das ações aprovadas e prometidas não foram executadas.

Nossos trabalhadores, estudantes e mulheres sofrem tanto ou mais com a realidade criticada pelo movimento SOS Morumbi. A solução para isso, no entanto não passa por aumentar o muro que divide o Morumbi de Paraisópolis, mas pela continuação imediata das ações da Virada Social e dos investimentos em educação, saúde, esporte e moradia. Afinal o que mais diferencia os jovens que moram em Paraisópolis daqueles que moram no Morumbi é a ausência de oportunidades iguais.

Ações pontuais, ditas “emergenciais” sozinhas não resolverão os imensos desafios que temos que vencer. Levando em consideração que todas as vezes que conquistamos algo foi unidos, e Paraisópolis e Morumbi estão diretamente ligados, contamos com o apoio e participação dos moradores do Morumbi para exigir que o Governo entre de fato nessa luta e retome imediatamente a Virada Social.

Problemas sociais se resolvem com políticas sociais e mais presença do poder público.

Morumbi quer segurança e Paraisópolis, respeito

 

Contraste Morumbi/Paraisópolis

Tem Casas Bahia, tem Correios e tem Banco do Brasil. O que não falta é loja de construção. Não é difícil encontrar farmácia por ali. Tem CEP em algumas ruas e a luz elétrica (oficial) chegou faz pouco tempo. A Maria mora lá. O Zé, também. Os meninos e meninas deles estudam bem pertinho. Não é no CEU, mas um CEU foi entregue em 2008. São 13 escolas, para meu espanto. Tá certo que duas delas estão entre as piores da cidade. Campo de futebol, quadra de esporte e jogador de rugby fazem parte do seu patrimônio. E uma das primeiras rádios comunitárias da capital está no ar desde o ano passado.

Na zona sul de São Paulo e na borda do Morumbi, Paraisópolis, que ganhou o status de comunidade mas não perdeu o estigma de favela, só não tem posto da polícia. Lá dentro, a PM costuma aparecer correndo atrás de algum suspeito. E correndo sai de lá para não se machucar. Nos últimos anos, por duas vezes, ocupou espaços, a última foi em 2009, após rebelião de algumas pessoas provocada pela morte de um conhecido em troca de tiros com policiais. Mas a Operação Saturação tem data de validade e assim que os policiais e suas viaturas luminosas deixam o lugar, a população fica a deus-dará.

Neste domingo, moradores do Morumbi e todos os demais bairros que receberam este nome por adoção se encontrarão na Praça Vinícius de Moraes, bem pertinho do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo. Às 10 e meia, com hino nacional, pompa e circunstância se darão as mãos e depois passarão abaixo-assinado pedindo que a PM coloque uma base comunitária fixa, funcionando 24 horas, dentro da Paraisópolis. Querem, também, elevação no número de policiais civil e militar, adaptando-o ao crescimento da população.

Leia o texto completo no Blog Adote São Paulo, no site da revista Época São Paulo