Campanhas de moda pra você assistir comigo

 

Por Dora Estevam

Esta semana eu fiquei muito empolgada com as campanhas de lançamentos de moda internacionais. Ah, confesso tenho um fraco por elas. A cada trabalho uma performance diferente. As roupas ficam mais deslumbrantes, as modelos se soltam mais e as fotos ficam mais descontraídas. E como este é o nosso assunto da semana, é claro que eu separei alguns curtas para você conhecer também. Se você já viu, ótimo, estamos na mesma sintonia; se não viu ainda, melhor, vou poder lhe mostrar algo novo para alegrar o fim de semana. Moda é sempre divertido e criativo.

O primeiro deles é o vídeo da campanha da coleção que o kaiser Karl Lagerfeld fez para a loja de departamentos Macys. A coleção chegou estes dias e, segundo os organizadores, ficará por lá apenas oito semanas, se sobrar. Os preços giram em torno de U$50 a U$ 140. Pechincha para roupas desenhadas por Karl. Fascinante!

Outro video muito divertido e inesperado: normalmente não ligaríamos a marca à música, é da Lanvin. Nele as modelos dançam bem desengonçadas para mostrar as roupas, que, por sinal, são maravilhosas. A modelo Raquel Zimermann participa da performance; já no masculino, o estilista resolveu fazer uma pontinha no filme. Muito engraçado. Ah, a musica é do rapper Pitbull “I know you want me”. Tudo para atrair mais clientes para consumir a coleção outono que vem por aí.

Saindo do engraçado para a linha sexy, vou mostrar agora o vídeo da campanha das irmãs Kardachian Kollectin para a Sears. Lindas. A coleção ficou pronta e foi motivo de muita animação para as filmagens e fotos.

Para quem gosta de saber como nasce uma marca, de como pensam os seus donos (milionários) e das tradições da família, uma entrevista com Margherita Missoni Maccapani de olho na campanha publicitária para atrair vendas. Confiraas imagens do lookbook.

Bem, estas foram algumas das tendências e inspirações que vão deixar você afiada nos próximos meses. Muitas das peças são funcionais, adaptadas e com silhuetas que podem vestir a mulher mais relaxada, solta à clássica.

Dora Estevam é jornalista e conversa com você sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Gestão ambiental é o negócio

 

Parte da frota de caminhões que entregam cerveja e refrigerantes da Ambev usará combustível a base de óleo de cozinha, a partir de material que será coletado em restaurantes, bares e armazéns que fazem parte da sua rede de revendedores. Com esta ação, será possível reduzir o impacto que a circulação de caminhões gera no meio ambiente, além de se impedir que boa quantidade de óleo seja despejada, indevidamente, na rede de esgoto. Esta é uma das iniciativas da quarta maior cervejaria do mundo na tentativa de construir uma marca relacionada a questão da sustentabilidade. Além de contribuir para um melhor relacionamento com as diferentes comunidades, a gestão ambiental também gera lucros para o negócio da Ambev, disse Ricardo Rolim, entrevistado do Mundo Corporativo da CBN, neste sábado.

Rolim, diretor de relações sócio ambiental e imagem corporativa da Ambev, explicou a estratégia da empresa para envolver todos seus colaboradores nas iniciativas ligadas a gestão ambiental.

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, no site da CBN, às quartas-feiras, a partir das 11 horas, com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Você pode ouvir o programa, também, aos sábados, no Jornal da CBN.

Jornalista vai pedalar por cinco continentes

 

O paulistano e jornalista Elcio Thenorio parte amanhã para uma aventura que o levará a percorrer o mundo de bicicleta, em cinco anos. Repórter de televisão, dono de locadora de equipamentos de filmagem e com 51 anos de vida, decidiu-se “do nada” por este desafio, em fevereiro deste ano. Ao menos é o que escreve em seu primeiro post no Blog do projeto Rodas Livres. Não é preciso ler muito mais para se descobrir que não foi tão por nada assim. Elcio teve uma sucessão de frustrações na família, na saúde e na profissão e resolveu mudar a rota de sua vida. E esta nova etapa se inicia na Praça da Sé, em São Paulo, em direção a Assunção, no Paraguai. O Giro das Américas seguirá para Buenos Aires, Santiago e, voltado para o Norte, pretende percorrer boa parte do continente até chegar a Los Angeles, nos Estados Unidos. Na bicicleta, Elcio se propõe a pedalar nos cinco continentes e usar sua experiência de jornalista para publicar as reportagens no site em que está no ar e onde você pode entender um pouco mais do trabalho, ler sobre os preparativos e como ele pretende financiar esta aventura. Sucesso para você, Elcio.

Lei que proíbe celular em banco é inconstitucional

 

Travessia Segura

A Fernanda é taxista, trabalha na Aclimação, e esteve em uma agência bancária, nesta semana. Logo percebeu que lhe faltava o Renavam – o Registro Nacional de Veículos Automotores – número essencial, por exemplo, para pagar o IPVA e o seguro obrigatório. Sacou da bolsa o telefone celular, ligou para um familiar e, em minutos, a situação estava resolvida com a conta paga. Em breve, esta praticidade não estará mais à disposição dos paulistanos, proibidos de usar celular dentro de bancos e caixas eletrônicos por lei aprovada na Câmara Municipal de São Paulo e aceita pelo prefeito Gilberto Kassab. Acreditam os legisladores e o prefeito, também, de que com esta estratégia vai se coibir assaltos que costumam ocorrer contra os correntistas em um ataque que ficou conhecido por “saidinha de banco”. Coisa antiga, que surgiu muito antes da existência dos telefones móveis.

Além dos problemas práticos que a lei gera, impedindo que o cidadão usufrua de bem considerado essencial, há contestação jurídica sobre a constitucionalidade da regra aprovada pelos vereadores paulistanos. Eles não teriam competência para decidir sobre o assunto (que fique claro: não me refiro ao conhecimento deles, mas ao poder legal).

Clique aqui e leia o artigo completo com a justificativa para a inconstitucionalidade

Foto-ouvinte 1: Calçada de Itapecerica

 

Por Devanir Amâncio

Barreira na calçada
 

Na terra  dos factóides  tudo tem que ser bem arquitetado  […].
 
Na  Estrada de Itapecerica ,em frente  ao número 4.900 – no meio do morro do “S”  – existe um buraco virando cratera.  O buraco transformou-se em um grande obstáculo nesta via  de trânsito intenso na Zona Sul. Comerciantes  e  agentes de saúde reclamam que , por diversas vezes ligaram para a Subprefeitura Campo Limpo e nenhuma  providência ainda foi   tomada para resolver o problema.
 
Mas, em matéria de avenidas esburacadas,calçadas danificadas e outros obstáculos , Beto Tatu pensa como o doutor Samuel Fergunsson, glorioso filho da Inglaterra,personagem do livro “Viagem ao Centro da África”, a primeira obra de Júlio Verne (1862).
 
“Os obstáculos foram criados para serem vencidos… Durante a vida , cada passo é perigoso”.

Resposta enviada pela Subprefeitura do Campo Limpo, em 5 de setembro:

Em relação à reclamação de leitor, publicada no blog, 01/09/11 com o título: Calçada de Itapecerica . Informamos que está na programação do dia 08/09/11, a execução dos serviços de 20 metros de reconstrução de guias, sarjetas além da concordância do pavimento. Logo terminem essa etapa, os proprietários dos imóveis, serão notificados a executarem os passeios.

Atenciosamente

Assessoria de Imprensa

Subprefeitura Campo Limpo

O salário dos vereadores de Porto Alegre

 

Por Milton Ferretti Jung

São Paulo é, como todas as grandes metrópoles, uma cidade que enfrenta, quem não sabe, problemas sem conta. Em vários aspectos, porém (e quem escreve este texto é insuspeito por não ser sequer morador daí), é invejável. No caso, o adjetivo que usei é sinônimo de apreciável. Um destes aspectos aos quais me referi diz respeito ao programa Adote um vereador. Não trato do assunto porque o Mílton foi o primeiro a se filiar ao Adote quando desafiou os ouvintes do CBN São Paulo – se é que alguém não sabe disso – a adotar um vereador. Por que cito o Adote um vereador?

Explico: por que, se existisse iniciativa semelhante na minha cidade, Porto Alegre, os vereadores daqui não teriam, talvez, aumentado os seus salários, sem votação em plenário.  Ganhavam  R$10.335,72 e passarão a perceber R$14.837,94. Convém acrescentar que eles tem à disposição cota máxima de R$8.785,56 por mês para custear despesas do gabinete, tais como materiais, conta telefônica, combustível, diárias, passagens aéreas, etc. Afora isto, recebem duas ajudas de custo, uma em 15 de dezembro  e outra em 15 de fevereiro, para complementar as despesas. O valor é referente a um mês de salário e está descrito no contracheque.

Apenas dois vereadores contrariaram a decisão da maioria: Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, ambos do PSOL, que doarão a diferença a instituições sociais. O aumento, ainda por cima, é retroativo a fevereiro. Enquanto isso, os professores municipais precisaram entrar em greve para, ao fim e ao cabo, receberam 5% de aumento (?) e terão de compensar, no período de férias, os dias em que ficaram parados. Gostaria que tivéssemos, em Porto Alegre, programa semelhante ao de São Paulo. Possuíssemos o “Adote um vereador”, quem sabe, repito, os nossos respeitariam mais os seus iludidos eleitores. Encerro, para que os paulistanos saibam com quem nós, porto-alegrenses estamos lidando, com a declaração de Luiz Braz do PSDB, um dos que embolsará o aumento se este se confirmar: “Com o salário que ganhamos, fazemos nosso trabalho com muita dificuldade. Com o aumento, ganhamos fôlego para realizarmos.

Em tempo:  Depois que encerrei este texto o Tribunal de Contas do Estado, em decisão cautelar, suspendeu o aumento concedido pela Câmara Municipal de Porto Alegre aos vereadores. Sofia Cavedon do PT, presidente da Câmara, resolveu não recorrer.


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: É sempre especial

 

Corinthians 3 x 2 Grêmio
Brasileiro – Pacaembu


Falei com você, caro e raro leitor, por mais de uma vez, sobre a importância do Gre-Nal na emoção do torcedor. Uma vitória, como aquela do fim de semana passado, anima qualquer um. Um resultado negativo (deixe-me bater três vezes no tampo da mesa, antes de continuar escrevendo) leva muita gente, lá no Rio Grande do Sul, a ficar em casa no dia seguinte. É melhor desligar o celular e não ler o jornal de esportes. Desde que deixei Porto Alegre, em 1991, a distância do clássico e a probabilidade menor de se deparar com um torcedor colorado na rua ou na redação trazem um certo alívio. Em compensação, novas rivalidades surgiram no meu dia a dia. E a com Corinthians é, sem dúvida, a maior delas. Seja pelo histórico dos dois times, que têm DNA parecido, acostumados a grandes reações e performances heróicas (as tais raça e determinação); seja pelo fato de ambos terem disputados finais memoráveis como aquele que deu o título de campeão da Copa do Brasil, para o Grêmio, em 2001; seja pela quantidade de colegas e amigos corinthianos.

O dia seguinte de uma partida contra o Corinthians é especial, para o bem ou para o mal. Haverá sempre um ouvinte disposto a brincar (alguns não sabem fazer isso de maneira bem humorada, infelizmente) ou um colega pronto para falar – nem sempre estão lá quando têm de ouvir. Por isso, essa quinta-feira vai ser daquelas, apesar de tudo que ocorreu em campo, e me refiro aqui às injustiças cometidas pelo árbitro, muito mais por fraqueza do que por malvadeza. Nenhuma justificativa convencerá o vencedor de que houve equilíbrio de forças em campo e a vitória ocorreu por uma interferência indevida. É do futebol. É dos torcedores do futebol.

Independentemente disso, cabe ao gremista, nesta hora, além da humildade para reconhecer que houve um vencedor (e o que mostra o placar), a tranquilidade de que aos poucos o time volta a jogar bola, mesmo com suas várias carências, em especial no ataque. E admitir que não se pode querer tudo. No domingo, já ganhamos o Gre-Nal, em Porto Alegre. O que pode ser melhor do que isso, mesmo quando se vive em São Paulo e se está rodeado de amigos corinthianos?

A foto deste post é do site Gremio.Net

Guerra e paz no Morumbi

 

Por Carlos Magno Gibrail

SOS MORUMBI

À guerra desencadeada pelos bandidos na área do Morumbi e demais localidades limítrofes, os moradores resolveram responder com a paz que dificilmente se vê nestes momentos.

A manifestação que acompanhei foi dentro de um tom que jamais tinha presenciado em protestos de mais de 3000 pessoas. Do som, das palavras, das atitudes, era civilidade total. Nem a tentadora passada na frente do Palácio dos Bandeirantes, que poderia atingir o duplo objetivo de acordar o governador, foi realizada. Para evitar exatamente problemas de segurança.

Aqueles 90 minutos pareceram virtuais ao ver jovens, adultos, velhos, crianças numa interação de cordialidade extrema, inclusive com policiais, funcionários da prefeitura e corpo médico. Até os pequenos apitos não geraram um apitaço, e o som mais alto foram de aplausos à causa defendida.

Ter ido valeu principalmente porque a mídia não deu a perspectiva que constatei, pois ao lado de reportagens superficialmente descritivas vimos alguns preconceitos.

Helena Sthephanowitz na Rede Brasil Atual intitula a sua matéria como o “Protesto de ricos contra gente diferenciada”. Gente diferenciada segundo ótica própria da autora são os moradores de Paraisópolis.
O jornalista Paulo Sampaio, do Estadão, dentre tantas unanimidades encerra sua reportagem com uma desnecessária opinião de alguém de passagem: “Era para ser um panelaço, mas a patroa não sabe onde estão as panelas, e a empregada está de folga”.

O movimento era contra a violência, e preconceito também o é, de forma que parece que a carapuça serviu mais além.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

As cidades: problema ou solução

 

Artigo do venezuelano Moisés Naím, publicado no jornal Folha de São Paulo, na sexta-feira, 26/08, fala das maiores cidades latino-americanas que perdem a oportunidade de se transformar em motor de desenvolvimento. A foto é do Marcos Paulo Dias e faz parte do álbum digital do Blog do Mílton Jung:

Favela horizontal

Dentro de alguns meses vai nascer um bebê histórico. Será o 7.000.000.000º habitante do planeta. E provavelmente nascerá em uma cidade, já que hoje mais de metade da população mundial vive em cidades, algo que também é novo.

Em 2008 o número de habitantes urbanos superou a população rural pela primeira vez.

Esse processo de urbanização vem sendo muito rápido. De acordo com a ONU, a população urbana passou de 13% do total mundial em 1900 (220 milhões de pessoas) para 29% (732 milhões) em 1950, saltando em seguida para 49% (3,2 bilhões) em 2005. Até 2030, estima-se que alcance 60% (4,9 bilhões).

A América Latina é campeã do mundo nesse quesito: com 80% de sua população vivendo em cidades, é a região mais urbanizada do planeta. Esta realidade tem implicações econômicas e políticas enormes. O Instituto Global McKinsey (MGI) acaba de publicar um excelente estudo sobre esse tema. Sua conclusão principal é que as maiores cidades da América Latina poderiam ser um potente motor de desenvolvimento e prosperidade.

Poderiam. Mas não o são, e seu desempenho econômico e social está abaixo do de seus países e de outras cidades do mundo. As cifras do relatório do MGI são impressionantes. Na América Latina há 198 cidades com mais de 200 mil habitantes, em que vivem 260 milhões de pessoas e nas quais se geram 60% de toda a atividade econômica da região, o que equivale ao PIB de Índia e Polônia juntos. Estima-se que em 2025 essas 198 urbes vão gerar um PIB igual ao da Espanha hoje.

Como sabemos, contudo, as grandes cidades latino-americanas estão repletas de problemas: tráfico, criminalidade, deficits, corrupção e o eterno atraso da oferta de serviços públicos, em relação às necessidades de transportes, água, saúde, eletricidade, habitação, etc.

Esses problemas crônicos explicam por que o índice de crescimento econômico das dez cidades maiores vem sendo menor que o de seus países. De acordo com o MGI, desde 1970 os índices de crescimento econômico de São Paulo e Rio de Janeiro vêm caindo, estando hoje inferiores ao crescimento do Brasil.

A Cidade do México também vem apresentando desempenho pior que o das 45 cidades mais populosas do país. Das dez maiores cidades da América Latina, apenas Lima e Monterrey vêm tendo desempenho melhor que seu país.

Em vista da velocidade com que se movem as variáveis associadas à urbanização, é urgente agir para que as grandes cidades não se transformem em uma carga pesada que afunde seus países.

Os desafios são muitos, e o MGI agrupa as soluções em quatro grandes categorias: elevar o desempenho econômico das grandes cidades, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, utilizar recursos naturais de maneira sustentável e melhorar suas finanças e a maneira como são governadas.
É fácil sorrir cinicamente e pensar que nada disso será possível. Quem sabe. Mas, se não tentarmos, a catástrofe urbana da América Latina poderá anular a possibilidade de os latino-americanos terem um futuro melhor que seu passado.