De luz

 

Por Maria Lucia Solla

Por dois ou três minutos vou me esvaziar de mim e, durante esses cento e tantos segundos, deixar-me invadir por uma luz que ilumina sem brilhar e conforta sem subjugar. Mas é preciso que eu tenha cuidado para não me render à tentação de pensamento e emoção que brotam do ego, e para não enfiar em cada canto disponível a fissura por controle e julgamento.

Vou percebendo a luz se alastrar num raio desmedido, sem freio nem direção, tocar tudo o que encontra pela frente e transformar tudo o que é tocado. Colher lágrima de dor e semear alento, distribuir compaixão e coletar solidão, cansaço e descrença. Ela vai apagando a certeza, depondo a razão, apagando dos olhos e da memória do homem a mentira e desmentindo a fé que precisa de guia para chegar ao Criador.

Ela vai fazendo o que lhe é próprio fazer, tocando cada canto esquecido de cada esquina de espaços que desconheço e apagando a lembrança dolorida, o sonho fracassado, a frustração pelo que passou e a incerteza pelo que ainda nem chegou. Vai alcançando cada um: letrado e desletrado, enricado e empobrecido, diplomado e tatuado, o calmo e o arretado, o querido e o detestado, e vai sinalizando o caminho para o fim de tanto sofrimento.

Vou me aquietando enquanto ela põe rédeas na minha mente que mente, que mente, que mente, que me leva pela estrada errada que vem prometendo o cetro e a coroa desde a materialização do nosso chão e do nosso céu, que nem mesmo nossos são.

Ela vai convencendo a mim, e a quem puder alcançar e tocar, de que é melhor deixar ir o que nunca foi e nunca será meu, que nem sempre quem ama é amado, e que para o amor não há regra e nem livro editado. Vai afastando de mim, e de quem puder alcançar e tocar, os rebentos da carne e do coração, como faz a macieira que permite que a maçã se solte e siga o próprio destino. E ela, a luz, ainda vai desativando bombas criadas para destruir, e vai levando dos nossos corações o impulso de matar e de morrer e plantando, em seu lugar, coragem de viver, mansidão e leveza de simplesmente ser.

Que o toque da luz nos faça esquecer o que precisa ser esquecido, administrar o possível e aceitar o impossível.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e escreve, aos domingos, no Blog do Mílton Jung

Mundinho do luxo

 

Por Dora Estevam


 
Depois de polêmicas e discussões que duraram quatro meses o estilista Christian Louboutin perdeu na justiça para a marca Yves Saint Laurent o direito de usar exclusivamente as solas vermelhas. Em abril, o designer de sapatos abriu um processo contra a grife  YSL por entender que a última teria copiado a sola vermelha dos seus modelos de calçados. Detalhe, o designer pediu 1 milhão de dólares contra a marca.

“Solas vermelhas são empregadas com frequência no design de sapatos desde os usados pelo rei Luis XIV, em 1600, aos de Dorothy em O Mágico de Óz”, alegou a defesa de YSL.

 “Levando em consideração o fato segundo o qual, na indústria da moda, a cor possui funções estéticas e ornamentais decisivas para alimentar a competição, (…) sendo difícil para Louboutin provar que o solado vermelho goze da proteção de uma determinada marca”, escreveu o  juiz Victor Marrero da Corte de Nova York.


 
Que pesadelo! Já pensou se as marcas de moda rápida (varejão)  resolvem gastar tonéis de tintas para jogar no mercado produtos parecidos? Susan Scafidi, diretora de Moda da Universidade de Fordham Law Institute, diz WWD : “Este é o preço de quem faz produto bom e de qualidade, os que copiam querem levar vantagem ou pegar carona na fama.
 
Já pensou se a marca Chanel resolvesse cobrar na justiça de todos os que já copiaram os seus modelos? Beeeeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm  estranho!!!
 
Mudando de mala para sacola…
 
Para vencer os concorrentes Will Smith e Ashton Kutcher, Donald Trump revelou seu jato luxuoso e privado. Muito simpático, o empresário pediu para a assistente dele, Amanda Miller, gravar um vídeo para a sociedade conhecer bem por dentro. Equipado com uma sala de jantar, salão principal, área VIP, quarto de hóspedes, o quarto dele, é claro, e banheiro, o jato pode levar até 43 passageiros.
 
Quer dar uma olhada??



Dora Estevam é jornalista e escreve, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Fui contratado, e agora?

 

Um apaixonado pela leitura. Foi assim que o consultor de empresas Gutenberg de Macêdo se apresentou nesta entrevista no Mundo Corporativo, na qual falou sobre os primeiros momentos de um profissional na empresa ou em um novo cargo. Gutenberg também respondeu a perguntas de ouvintes-internautas interessados em entender qual a melhor estratégia para acertar no “primeiro minuto de jogo” e como encarar aqueles colegas que sonhavam ocupar o seu lugar.

Aproveito para reproduzir aqui alguns dos livros citados por Gutenberg durante a entrevista que foi ao ar no site da CBN, atendendo a pedidos feitos por ouvintes-internautas. Anote aí, boa leitura e, se tiver mais sugestões, compatilhe com os leitores do Blog registrando na área dos comentários:

Treinamento Gerencial de Paula J. Caproni

As 48 Leis do Poder de Robert Greene

Oráculo Manual ou A Arte da Prudência de Baltasar Gracian

Como Conquistar um Ótimo Emprego de Gerente a Executivo de Sharon

Fui Demitido! E Agora? De Gutemberg B. de Macedo

Fui Contratado! E Agora de Gutemberg B. de Macedo

O Mundo Assombrado pelos Demônios de Carl Sagan

O Principio da Sabedoria – Lições de Salomão para o bem Viver de Gutemberg B. de Macedo

Carreira: Que |Rumo Seguir de Gutemberg B. de Macedo

“Cidades Sustentáveis”, assuma este compromisso

 

Céu de SP

Ano que vem, nesta altura do campeonato, estaremos em meio a um embate político com os candidatos a prefeito e vereador se digladiando pelo seu voto. Hoje, temos apenas algumas indicações como Gabriel Chalita do PDMB que já confessou seu desejo, Fernando Haddad e Marta Suplicy que brigam dentro do PT, Eduardo Jorge do PV citado pelo prefeito Gilberto Kassab, Andrea Matarazzo que só tem alguma chance se José Serra não quiser disputar pelo PSDB, e outros nomes que aparecem em notas de rodapé. Por enquanto, há muita conversa e negociação de bastidor, fala-se pouco de programa de governo. Aliás, costumamos assistir a pleitos em que esses são transformados em meras promessas sem lógica – eleitoreiras.

Para mudar o curso desta história, a sociedade organizada se antecipa e, nesta sexta-feira, dia 19/08, pouco mais de um ano antes da eleição, lançará o Programa Cidades Sustentáveis, um conjunto de ideias, indicadores e compromissos que podem – e devem – servir de base para a construção de qualquer plano de governo municipal. A proposta dos organizadores – Rede Nossa SP, Instituto Ethos e Rede Social Brasileira e por Cidades Justas e Sustentáveis – é fazer um pacto político no qual haja o envolvimento de cidadãos, entidades sociais, empresas e governos, além dos próprios partidos e candidatos.

Leia o texto completo no Blog Adote SP, da revista Época SP

Coleta seletiva em apenas 18% das cidades brasileiras

 

Reciclando

Otimista nas palavras mas com números que mostram a dimensão do desafio imposto às cidades brasileiras. Foi assim que se apresentou, nessa quinta-feira, o secretário nacional do Ambiente Urbano, Nabil Bonduki, em entrevista ao Jornal da CBN quando discutimos a forma como os municípios estão se preparando para atender ao Programa Nacional de Resíduos Sólidos. Até 2014, as prefeituras têm de ter definido como serão tratados os resíduos sólidos, eliminado os lixões e implantada a coleta seletiva.

Apenas 24% das cidades têm aterro sanitário, o que corresponde a 64% dos resíduos do País. O restante tem enorme caminho pela frente, apesar de que muitas já estudam a criação de consórcios para gerenciar os resíduos sólidos, disse Nabil. Em relação a coleta seletiva, o cenário não é tão animador, mesmo com algumas experiências interessantes. Somente 18% das cidades tem algum nível de coleta seletiva, não reciclando mais do que 2% dos resíduos. Para o secretário, o trabalho nesta área tem de incluir as associações de catadores, agentes fundamentais para o sucesso da iniciativa.

Na entrevista, Nabil Bonduki falou, também, sobre as formas para financiar a adaptação das cidades ao programa de resíduos sólidos e a necessidade de participação dos Estados e da sociedade neste processo.
Ouça aqui a entrevista que foi ao ar no Jornal da CBN

Os estudantes e o exame da OAB

 

Por Milton Ferretti Jung

Quando fui estudante, e idêntica experiência viveram também os meus três filhos, precisávamos enfrentar, antes de chegar à faculdade, os cursos primário, ginasial e o clássico ou científico. Neste, se inscreviam os que pretendiam estudar, por exemplo, medicina. Naquele, os que desejavam ser advogados. Já naquela, no meu caso especialmente, distante época, o que diferenciava o clássico do científico, era o latim, materiazinha bem difícil. Quem o cursava, necessitava, igualmente, lidar com matemática, química e física, meus espantalhos, digo de passagem. Fosse pelo desejo paterno, eu teria enfrentado uma faculdade de Direito. Lamento não ter podido satisfazer o sonho do meu pai, mas o veículo Rádio me conquistou, de maneira irremediável,antes mesmo de eu concluir o clássico no Colégio Nossa Senhora do Rosário. Creio que papai se conformou com a minha opção.

Se eu tivesse seguido o seu desejo, somente seria licencidado para exercer a profissão depois de fazer o exame aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil. Este é o meu assunto de hoje, embora a tal prova não me afete de modo algum, seja ela mantida ou não. Nenhum dos meus filhos pensou em ser advogado. É verdade que ainda não perguntei aos meus netos o que pretendem fazer. Confesso que, já estive entre os que estranhavam a exigência da OAB, mas não porque imaginasse tratar-se de medida visando à reserva de mercado, conforme diz o bacharel João Antônio Volante, autor de recurso apresentado ao STF. Mudei de idéia, ao ver provas que um colega, que era professor de Direito, levava para corrigir na rádio, tamanhas as asneiras escritas pela maioria dos seus alunos, todos no quinto ano. Só lendo para crer. Oxalá isto seja levado em conta pelo Supremo Tribunal de Justiça quando julgar o recurso do bacharel gaúcho.

Os números demonstram que o exame exigido pela OAB têm razão de ser. Notem que na última avaliação realizada em dezembro pela OAB, somente 9,7 por cento dos candidatos de todo o país obtiverram aprovação. Que me desculpe o Dr.Volante, mas não vejo inconstitucionalidade na lei que prevê a realização do polêmico exame. Ele encontra amparo no inciso XIII do artigo 5ºda Constituição Federal, segundo o qual existe liberdade do exercício profissional desde que atendidas as qualificações estabelecidas em lei. Gente baixamente alfabetizada não pode ser considerada apta para exercer a advocacia. As faculdades de Direito do Brasil, com excessões ,claro (como boa parte das de Jornalismo), não garantem boa qualificação profissional.


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas, escreve no Blog do Mílto Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: Até a lojinha fechou

 

Ceará 3 x 0 Grêmio
Brasileiro – Presidente Vargas (CE)

Foi um choque, confesso. Ao subir a escada rolante, pouco antes de chegar ao topo no primeiro andar, olhei ansioso para a única vitrina que me chamara a atenção nos últimos tempos. Era meu ponto de apoio, motivo de orgulho e certeza de que nossa história havia conquistado seu espaço merecido, houvesse o que houvesse nos gramados. Era lá, no meio dos meus passeios prediletos, que avistava a camisa do Imortal Tricolor em destaque, vestida por um manequim inanimado, sem cabeça, mas com o escudo do meu time no coração. Pouco tempo atrás havia escrito sobre isso neste mesmo blog (leia aqui, se tiver paciência)

Olhei e não a encontrei. Aquela camisa predominantemente azul-celeste com duas faixas em preto e branco na vertical e horizontal havia desaparecido. O cartaz ao fundo com Renato em destaque, Vitor, Rochemback e Gabriel como coadjuvantes, também. Pior, muito pior. A loja, a única loja em São Paulo a oferecer como seu produto principal o manto tricolor estava fechada. Para sempre. Substituída por um tapume com anúncio de um novo ponto comercial dedicado a sandálias.

Um prenúncio ? Sinal do que me aguardava ? Texto subliminar do destino traçado ao Grêmio na temporada de 2011 ? Detesto pensar que mensagens aleatórios sejam enviadas para anunciar o nosso futuro. Desagrada-me a ideia de que Deus ou qualquer força superior estejam metidos nesta coisa que é o futebol e interfira no passe, no deslocamento, no cruzamento, no chute ao gol e no placar da partida. Prefiro olhar para os fatos concretos, as ações e decisões tomadas aqui e agora que definem os resultados que buscamos. E estes não tem colaborado com meu ânimo e, menos ainda, com o resultado das partidas.

Antes mesmo de o jogo se iniciar nesta noite, notei que aquela camisa que era destaque na loja do shoping estava em campo. Quando a bola começou a rolar, me dei conta que a alma daquela turba que a vestia era tão viva quanto a do manequim da vitrina. Sequer pareciam jogadores de um time marcado pela imortalidade. Estavam distante do que representaram meus heróis. Afastados da imagem que sempre construí nesta Avalanche e em meus sonhos infantis. Pareciam um bando de ninguém.

O Grêmio esqueceu o que é ser o Grêmio. E eu não tenho mais a lojinha para ludibriar minha dor.

Jânio, Dilma, corrupção e impostos

 

Por Carlos Magno Gibrail

Neste cinquentenário da renúncia de Jânio Quadros, eleito para “varrer” a corrupção, mas não cumprindo o prometido, assistimos à Dilma iniciando inédita varredura. Esperamos que os punidos do PR e do PMDB ajam com sensatez e não obstruam os trabalhos legislativos. Caminho que não beneficiará ninguém, nem mesmo aos do “lixo”. Mesmo porque a presidenta depois de Erenice e Palocci está mais rápida no gatilho.

De outro lado, continua surpreendendo. Beneficia o setor produtivo ao desonerar a folha de pagamento das empresas. É o sábio, mas árido princípio do abaixar os impostos para aumentar a arrecadação.
Além disso, inicia um justo processo de diferenciar as pequenas empresas na tributação. A Itália, exemplo padrão de país que deve grande parte da pujança econômica à legislação favorável à pequena empresa, apresenta dados convidativos para que os países entrem neste sistema. Inventado pelos alemães, e que também o pratica com eficiência.

“Pensem primeiro nos pequenos. Quando pensamos primeiro nos pequenos, pensamos num mundo em que várias pessoas têm oportunidade”, justificou Dilma Rousseff ao preconizar o acordo à Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas. O acordo atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, evitando o congelamento e estimulando a entrada de novas empresas.

A correção dos limites de enquadramento no Simples e na classificação de micro empreendedor individual deverá beneficiar 3,9 milhões de empresas e 1,4 milhões de empreendedores individuais. Para faturamento de até R$ 360mil anual, imposto de 4%, para até R$ 1,8milhão, imposto de 9,12%, para até R$ 3,6milhão, imposto de 11,6%. Até R$ 60mil ficará como micro empreendedor individual.
Estas mudanças trarão de imediato R$ 4,84bilhões de queda de recolhimento de impostos, entretanto conforme a previsão de Mantega haverá no futuro expansão dos negócios que compensarão esta diminuição de arrecadação.

“Não queremos diminuir a importância dos demais segmentos; queremos é ter um novo olhar para os menores” – Dilma Rousseff ao finalizar o encaminhamento da proposta a ser implantada em 2012.
Para um observador descomprometido partidariamente e sem fanatismo, são medidas excepcionais, que deveriam receber da mídia em geral o mesmo espaço e apoio que as denúncias de corrupção tem tido.

Oposicionistas atentos como o Estadão tem editorialmente aplaudido tanto as punições quanto as novas regras relativas às empresas. Arnaldo Jabor ontem pela manhã no programa do Milton Jung pela CBN elogiou as ações da presidenta Dilma, ao mesmo tempo em que chamou atenção ao movimento positivo encabeçado por Pedro Simon, Clistovão Buarque e Jarbas Vasconcelos, propondo a criação de uma bancada de apoio à limpeza. E, não tem dúvida que a oposição é “burra” ao propor uma CPI, que irá tumultuar, favorecendo apenas a turma expelida.

Por Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quintas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Limpeza ética começa no voto

 

O discurso de um grupo de senadores em favor do combate à corrupção acendeu a esperança de alguns setores de que é possível estancar o desvio de dinheiro público. A reação não surpreende em um país que costuma seguir sempre o mesmo roteiro em momentos como esse quando uma série de irregularidades surge no noticiário: denuncia-se, afasta-se, promete-se, indigna-se, e se esquece, para algum tempo depois cumprirmos novamente o mesmo circuito sem fim. Ninguém é efetivamente punido, menos ainda o dinheiro retorna. Este cenário me levou a comentar, hoje, no bate-papo com a Ceci Mello, no CBN Primeiras Notícias, de que estava na hora de alguém pensar “fora da caixinha”.

Logo após minha fala, recebi mensagem do deputado federal do PSOL-RJ Chico Alencar ressaltando que há quem queira agir “fora da caixinha”. E ele se coloca nesta lista. O roteiro que ele propõe:

Votação de pacote de projetos que garantam transparência nos negócios públicos e rigor contra autores das irregularidades.
. CPI Mista da Corrupção
. Ação rápida e eficiente de órgãos de controle e investigação, como CGU, MP e PF
. Responsabilizar parlamentares quanto às suas emendas individuais ao Orçamento
. Mobilização da cidadania pela limpeza ética

Na mesma mensagem, o deputado informa que apesar de algumas dessas iniciativas terem sido tomadas os resultados foram restritos. Por exemplo, as CPIs não saem por falta de apoio da base aliada e o presidente da Câmara Marco Maia (PT) não mostrou interesse em discutir os projetos anticorrupção.

Para mim, estas mudanças somente ocorrerão quando a sociedade estiver convencida de que o seu voto é o primeiro passo para combater a corrupção. Valorizar a escolha do seu representante (ler, pensar e julgar – como proposto em post abaixo) passa a ser fundamental para a melhora do parlamento e a verdadeira limpeza ética