Avalanche Tricolor: Um olhar em Miralles

 

Grêmio 2 x 2 Avaí
Brasileiro – Olímpico Monumental

Um juiz trapalhão e um time atrapalhado não costumam ser motivo de entusiasmo, mas o gol que impede a derrota no minuto excedente é sempre excitante para o torcedor. Vibra-se muito mais para espantar a indignação pelas coisas que não estão dando certo do que propriamente pelo ponto conquistado, pouco para quem está diante de sua torcida e contra um adversário capenga na competição.

Mesmo levando-se em consideração tudo isso, quero escrever esta Avalanche com uma visão positiva do que pode acontecer com o Grêmio neste Brasileiro. Olhar que se abriu aos 7 minutos do segundo tempo quando Miralles entrou em campo com o desafio de mudar o cenário de melancolia que assistiamos. E conseguiu.

O atacante-argentino-cabeludo demonstrou um desejo e uma coragem na busca do gol que vinham fazendo falta ao time. Foi quem mais chutou ou tentou marcar de todos que estiveram em campo, nessa noite, apesar de ter jogado apenas metade da partida. Além disso, parece ter acordado Escudero, seu compatriota, o que será muito bom para a saúde do torcedor gremista no segundo semestre que se aproxima.

Já vimos muito fogo-de-palha vestir a camisa tricolor, gente que estreou com uma cara e logo se descobriu que não passava de uma máscara para nos ludibriar. Pelo histórico e expectativa em relação a Miralles a possibilidade de sermos enganados, porém, é pouca. É preciso apenas que ele seja encaixado em um time um pouco mais organizado e confiante.

Que o espírito de Miralles contamine o Imortal. E ele se transforme em personagem constante desta Avalanche.

Vejo vozes

 

Reproduzo coluna escrita pela escritora Cláudia Tajes publicada no Caderno 2 do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul. E o faço sem perdão nem licença usufruindo um direito que ela não me deu mas que como prima, espero, não me negue jamais. E o faço, também, porque fala de rádio, fala de minha família, fala de minha infância, e fala (ou escreve) com o estilo que lhe é peculiar:

Um dos grandes baratos do rádio é inventar rostos para as vozes que a gente escuta. No meu caso, basta ligar o rádio para a figura do locutor surgir na minha cabeça, mesmo que eu não saiba como ele é. É impossível ouvir uma voz sem imaginar a cara que ela tem. A curiosidade é que nenhum dos locutores que conheci era parecido com a imagem que eu fiz. A surpresa é outra das mágicas do rádio.

Adoro rádio desde criança, tanto porque meu pai passou o gosto aos filhos, quanto pela convivência com o tio Milton Jung, o lendário Correspondente Renner. Engraçado é que um dos programas preferidos de sábado, ir com irmãos e primos à rádio para ver o tio narrar, trouxe também uma decepção da infância: descobrir que não era o Milton quem tocava a cornetinha característica do início do noticiário.

Nessa época fui apresentada, nos aniversários de família, às vozes do professor Ostermann e do Lauro Quadros, e como era bom ver que eles pareciam o nosso rádio de casa quando falavam as coisas mais simples, um sim para a torta fria, um não para a salada de batata.

Outra voz: a da Katia Suman. Muito antes de se transformar em um cabelão familiar para os telespectadores, a Katia pedia um paracetamol na farmácia e o atendente se derretia: Katia Suman! Incrível como ninguém esquece uma boa voz.

A da Sara Bodowsky, por exemplo, eu não esqueço de ouvir, nas vezes em que a madrugada me pega de pé. E quem não lembra da voz que precedeu a da Sara, a do Jayme Copstein, então a companheira dos noctívagos e insones?

Nos últimos tempos, por conta dos convites para participar de um ou outro programa, tenho visto muitas vozes de perto. As dos meus queridos amigos do Cafezinho, vejo praticamente todas as semanas. Da turma Gre-Nal comandada pelo Serginho Couto, também. Depois que a gente vê vozes, ouvi-las no rádio ganha outro prazer.

Volta e meia alguém diz que o jornal vai terminar, que o livro vai morrer, que o CD já era. Sobre o rádio, ninguém arrisca uma previsão desse tipo. A impressão é que ele se espraia cada vez mais, invadindo o celular, a internet e o que mais chegar. Para que as vozes do locutor que nos acompanha e do cantor que tanto amamos não nos abandonem jamais.

Sem voz, só som instrumental da pesada: o novo CD do Arthur de Faria & Seu Conjunto, Música para Ouvir Sentado. Faltam palavras para dizer como é bom.

2014: O grande jogo

 

Por Carlos Magno Gibrail

Fernando Henrique Cardoso, a maior expressão do PSDB, não tem sido usado pelo partido que fundou, na medida proporcional à sua envergadura política. Luis Ignácio Lula da Silva, fundador e comandante absoluto do PT, sempre usou e foi usado pelo partido.

Governaram por 16 anos o país, que ajudaram a democratizar, antes e depois do período ditatorial.

Na sexta feira, Nelson Motta jornalista cultural e admirador incondicional de FHC, considerando suas qualidades intelectuais, morais, administrativas e estéticas, lançou em artigo no Estadão, a sua candidatura à presidência para duelar com Lula.

Clóvis Rossi, em sua coluna na Folha de domingo endossa o embate para as próximas eleições, sugerido por Motta. Mas, não sem antes salientar a inoperância tucana com o uso do trunfo FHC, lembrando que agora nas comemorações do 80º aniversário de Fernando Henrique, o mais competente elogio veio da adversária e presidenta Dilma Rousseff.

“A luta do século” de Motta e “A vida começa aos 80” de Rossi trazem interessantes colocações, embora curiosamente com títulos invertidos.

Nelson Motta lembrando os 83 anos que FHC terá em 14, cita Adenauer 87, Ping 95, Tito 88, para demonstrar que não há o empecilho da idade, pois o alemão, o chinês e o iugoslavo governaram até as respectivas idades citadas.

Clóvis Rossi, embora tenha passado os últimos 16 anos em que FHC e Lula estiveram no poder criticando-os, considera que ambos foram os melhores: “Seria um duelo para fazer esquecer todos os inesquecíveis duelos do cinema de faroeste, entre os dois melhores presidentes do Brasil que me tocou viver, apesar das críticas duras que mereceram”.

Se a COPA é sempre uma incógnita a respeito de emoção, “Lula x FHC” é sensação prometida e garantida.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feira, no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: O incrível inverno de São Paulo

 

O frio reclamado por muitos e sofrido por tantos outros também é capaz de provocar imagens incríveis na cidade de São Paulo. Compartilho com vocë, caro e raro leitor deste Blog, fotografias enviadas por ouvintes-internautas da CBN. Aproveitem o lado bom deste inverno:

Inverno paulistano

Ao amanhecer, a cidade tinha uma luz diferente nessa terça-feira, 28.06, e inspirou o astrônomo Ednilson Oliveira. Na imagem, ele destaca a lua e os planetas dividindo a visão de um profissional com sensibilidade para as coisas que estão no céu.

Inverno paulistano

A avenida Paulista se destaca no horizonte e o espigão com prédios e luz é revelado pelo sol do entardecer de segunda-feira, nesta foto de autoria de Luis Fernando Gallo, colaborar frequente deste Blog.

Inverno em Parelheiros

A madrugada com temperatura próxima dos 3º, em Parelheiros, deixou suas marcas no jardim desta casa próxima do Embu Guaçu, pra cá da ferrovia Mayrink Santos, na reserva Monos Capivari-Marsilac-Jardim dos Eucaliptos. E motivou João Cappellano e a filha: “não é preciso ir até o Rio Grande Sul, Santa Catarina ou Campos de Jordão, para ver neve e curtir o frio. É só vir aqui pra região de Parelheiros.”

Os vereadores paulistanos e seus gadgets

 

Alvos de reclamações por falta de resposta às mensagens enviadas por e-mail, os vereadores de São Paulo até que mostram bastante interesse nas novas tecnologias quando estão em plenário. Muitos passam a sessão conectados com o mundo exterior navegando na internet através de seus telefones celulares ou tablets. Foi o que flagrou Massao Uehara – fotógrafo informal do Adote um Vereador – que esteve na semana passada no plenário da Câmara Municipal.

Vereadores em plenário

Com um Iphone no ouvido e o Ipad na ponta do dedo, o vereador Marco Aurélio Cunha (DEM) era dos mais conectados em plenário. Não se desgrudou de seus gadgets mesmo durante os debates mais acalorados.

Vereadores em plenário

Carlos Apolinário (DEM), quem diria !? Apesar do discurso veemente contra os exageros em defesa dos gays, revelou-se sem qualquer preconceito. Quando precisou navegar na internet passou a mão no Ipad cor de rosa da assessora e saiu por aí. Mandou bem.

Vereadores no plenário

Netinho de Paula (PC do B) parecia entusiasmado com seu Iphone 4(?) e compartilhou informações com o colega da casa. O que estava acessando, não dava para saber, mas teve toda a atenção do parceiro de Mesa Diretora.

Vereadores em plenário

O vereador Agnaldo Timóteo do PR, por sua vez, aparentava dificuldade para conferir as mensagens que chegavam pelo telefone celular. A sugestão é que invista em um tablet que amplia as letras e exigirá menos esforço do parlamentar.

Vereadores em plenário

Dalton Silvano (sem partido) foi quem sinalizou total desapego as traquitanas eletrônicas. Apesar do uso frequente em plenário, portava um aparelho tecnologicamente atrasado.

Vereadores em plenário

Mais antigo vereador da casa, Wadih Mutran (PP) mantém velhos hábitos e ao lado de sua cadeira no plenário ostenta um telefone fixo e com fio, enquanto confere informações impressas em papel.

Vereadores em plenário

Já o presidente da Câmara, José Police Neto (sem partido), mesmo com um computador de mesa à disposição ainda depende do uso da caneta para tomar decisões.

Pedalando para o trabalho

 

Todos os dias de capacete embaixo do braço, mochila nas costas e banho tomado, Leonardo Stamillo, gerente de jornalismo, chega a redação da rádio CBN. Ele parece estar ligado no 220 – como dizem por aí -, com um ar bem diferente daquele que muitos de nós imaginamos que estaríamos depois de pedalar de casa ao trabalho. Leonardo é casado, pai de de um menino e uma menina e usa a bicicleta com responsabilidade, como você pode conferir no vídeo do qual é protagonista. Sua bicicleta fica estacionada ao lado dos carros dos demais funcionários da casa – inclusive o meu – e antes de subir para começar o trabalho toma uma ducha, privilégio que nem todas as empresas oferecem aos seus empregados. É um exemplo de que é possível rever a mobilidade urbana também na maior cidade do Brasil.

Cadeirante quer respeito, cadeira e casa.

 

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Cadeirante

Eliete sempre  está se encontrando no centro de São Paulo com seu amigo Carlos Alberto Melo, 47, também cadeirante. Ele mora no Jardim Maracanã, região da Freguesia do Ó / Brasilândia, Zona Norte. Militante das boas  causas, Eliete,cadeirante há 13 anos, carrega o primeiro nome na  placa de sua cadeira motorizada, transmitindo ar de felicidade e superação por onde passa.
 

“Eu me chamo Eliete Pereira dos Santos Amém, moradora do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, tenho 55 anos, nasci no dia 11 de novembro de 1955, em Palmas de Monte Alto, sertão da Bahia. Há 38 anos estou em em São Paulo […]. Sou ex-instrumentadora cirúrgica, há 13 anos sou cadeirante e vivo o drama da acessibilidade em São Paulo. Fui vítima  de cisticercose, doença transmitida pela carne de porco.

O deficiente físico não pode se fazer de coitadinho, tem direitos e deveres como qualquer outro cidadão. E deve lutar pelos seus direitos, participar.

Um dos principais problemas enfrentados pelos cadeirantes na cidade, é a falta de moradia.

Um exemplo: no antigo Hotel São Paulo, reformado, na Praça da Bandeira, conforme a Lei  foram destinadas 10 vagas para  portadores de deficiência, mas só tem um deficiente morando no grande prédio de 152 apartamentos, a Silvânia, cadeirante  que trabalha no Santander. Ela pena para entrar e sair do prédio (rua São Francisco 113 – atrás da Prefeitura), o acesso é péssimo. O deficiente precisa de oportunidade de emprego e moradia […].
 
Onde está na prática a  cota de moradia para os deficientes físicos nos programas habitacionais dos governos? Moradias com condições de acesso, rampas…
 
Nem todo deficiente tem condição de comprar um carro adaptado, então porque não pensar em incentivos para que compre uma cadeira motorizada. Se não puder comprar um scooter, que compre uma cadeira de roda digna. O que a gente vê de cadeiras de rodas caindo aos pedaços… É uma vergonha !
 
A minha é importada, custa uns 12 mil, consegui através de uma campanha solidária feita pelos meus amigos. A cadeira motorizada nacional encontra até por seis mil. O problema é que os scooters são visados … Dia desses por pouco não perdi o meu, estavam em dois, dois menores. O mais novinho disse: ‘ Pelo amor de Deus !.., não vamos fazer isso com a tia não ‘.
 
Eu sou uma mulher feliz ! Tenho um filhinho, o  Jack,  da raça pinscher.”

Carlos, digitador aposentado, com um ano  de idade, foi vítima de paralisia infantil, e não teve a mesma sorte da amiga Eliete. No Metrô Arthur Alvim, na Zona Leste, um ladrão se aproximou com cara de bonzinho, o pegou no colo, e sem violência física, deixou-o no chão com palavras de quem passava por necessidade: “Não leve a mal não, mas tem gente  que precisa mais que você.” Carlos , desde então passou  a defender seguro para cadeira de roda.


NB: Conforme informação repassada pelo Devanir, Eliete e Carlos  participariam  de uma manifestação em prol de moradia para cadeirantes, em frente à sede da Caixa Econômica Federal, no Centro, nessa segunda-feira. O ato tem o comandado do padre Ticão, da Comunidade São Francisco, de Ermelino Matarazzo, Zona Leste. Infelizmente, só peguei a mensagem dele na tarde de segunda após o evento, mas avalie que seria interessante, assim mesmo, reproduzir aqui no Blog a história dos dois cadeirantes.

Conte Sua História de SP: Minha biblioteca

 

Paulo Pina

No Conte Sua História de São Paulo, Paulo Pina, 48 anos, nascido na capital, criado na zona leste e apaixonado pela cultura. Ele sonhava ser jornalista, mas ao conhecer a jovem Irene descobriu às artes. Formado em biblioteconomia, hoje é responsável pelo Museu Lasar Segall, uma relação que se iniciou na primavera de 1985 e foi contado em mais um capítulo da nossa cidade, em depoimento ao Museu da Pessoa:

Ouça o depoimento de Paulo Pina gravado pelo Museu da Pessoa, sonorizado pelo Cláudio Antônio e editado pela Juliana Paiva

Participe do Conte Sua História de São Paulo. Envie um texto para milton@cbn.com.br ou agende entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. Este programa vai ao ar, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã, no CBN SP.

Como Copenhagen foi tomada pelas bicicletas

 

Começam a aparecer os primeiros resultados da viagem da jornalista Natália Garcia pelo projeto Cidade Para Pessoas, assunto que já foi tratado aqui neste blog. Em Copenhagen, capital da Dinamarca, ela conversou com planejadores urbanos e representantes da prefeitura para mostrar a relação da bicicleta com a cidade. Uma das curiosidades mostradas neste trecho do trabalho à disposição no You Tube é o fato de por cerca de três décadas, as bicicletas haviam desaparecido do cenário dinamarquês, apesar de este meio de transporte ter sido tão popular no passado. Foi necessária a reação dos cidadãos e a pressão sobre o poder público para chegar ao estágio atual, no qual 55% das viagens dentro da cidade são feitas de bicicleta.

Avalanche Tricolor: A camisa estava lá

 

Botafogo 2 x 1 Grêmio
Brasileiro – Engenhão (RJ)

O domingo gelado deixou a bicicleta pendurada na garagem, passear no parque não parecia tão agradável como nos dias anteriores, e na cozinha se destacava a louça acumulada do feriado estendido. Com esta equação diante dos olhos, a saída era tomar o caminho do shopping mais próximo de casa. Foi o que fiz. E centenas de outras pessoas, também. As poucas vagas no estacionamento já sinalizavam isto.

Logo que cheguei, antes mesmo de decidir o restaurante – ou entrar naquele que tivesse menos tempo de espera -, cumpri ritual que se iniciou há cerca de seis meses. Subo a escada rolante até o primeiro andar e antes de chegar no topo já olho para a vitrina da loja que está do outro lado. É um espaço pequeno, dedicado a material esportivo, no qual se vende apenas produtos da Topper. Imagino que não chame tanto atenção dos demais consumidores quanto as âncoras que são chamariz, ou as de roupas masculinas e femininas que estão elegantes com as roupas de inverno, ou as de joias que dominam as mulheres e as de tecnologia que enlouquecem os homens. Eu, porém, não consigo passear no shopping sem antes ir até lá.

E o que sempre procuro – e hoje não foi diferente -, encontro. O manequim sem cabeça vestia a camisa predominantemente azul-celeste com duas faixas em preto e branco na vertical e horizontal que se cruzam na altura do coração, onde o distintivo aparece em destaque. Meias, calções e cartazes com a imagem de Renato ao centro decoravam o restante do espaço dedicado ao Grêmio desde que o time passou a ter seu material esportivo patrocinado pela Topper.

Confesso a você que sinto uma ponta de orgulho ao ver aquela vitrina e parece que me tornei dependente dela, dada a necessidade de sempre conferir seu visual quando vou ao shopping. Por motivos mais do que óbvios, as lojas de material esportivo em São Paulo estão sempre ocupadas com camisetas do Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. Aquela não, é toda dedicada ao meu Grêmio.

Os resultados do primeiro semestre e o desempenho nos últimos jogos não têm sido motivo de comemoração, o que aumenta minha apreensão. Temo um dia passar diante da vitrina e não encontrar mais a camisa gremista, vê-la apenas pendurada nas araras no fundo da loja, quem sabe com o carimbo de liquidação. Seria um duro golpe para este apaixonado.

Depois do passeio dominical voltei para casa disposto a assistir à mais uma partida do Grêmio. Era fora de casa e com time ainda desmontado, reforços a espera de uma chance, a revelação sentada no banco em processo de recuperação física, o melhor goleiro do Brasil servindo o Brasil, o capitão no estaleiro, entre outras tantas perdas e prejuízos que deixaram o técnico atordoado e a estratégia de campo, idem. Mas sempre fica a ponta de esperança de que algo possa acontecer de surpreendente – não foi desta vez, mais uma vez.

No apito final, lembrei-me da vitrina do shopping. A camisa do Grêmio ainda estava lá, mas até quando?