Retrocesso em Itupeva: Vereadores mudam horário de sessão na Câmara

 

adote“O Legislativo mais perto de você”. A frase estampada na página da Câmara Municipal de Itupeva, interior de São Paulo, na internet não condiz com o comportamento dos nove vereadores que integram a casa. Semana passada, eles aprovaram a mudança no horário das sessões quinzenais da Câmara, que passará a se realizar às 10 da manhã em vez das sete da noite, prejudicando a participação dos 30 mil moradores da cidade.

Em várias municípios brasileiros, o esforço dos cidadãos é para que as discussões em plenário ocorram fora do horário comercial para que haja a presença da população nos debates. Itupeva vai no sentido contrário da transparência e respeito ao eleitor.

O projeto de lei 154 teve cinco votos a favor – Newton de Souza Cruz (PMDB), Paulo Batista Nantes (PSDB), Ezequiel Alves de Oliveira (DEM), Luiz Carlos Izzo (DEM) e Carlos Alberto da Silva Nunes (PTB) e três contra – Marco Antonio Marchi (PSDB), Osvando Ferreira dos Santos (PT) e Rogério Cavalin (PT) -, e o presidente da Casa, Salvador Philomeno Polli (PMDB), não votou.

De tempo

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De Tempo” na voz da autora

salvador_dali

que o ano está terminando de novo
não é novo para ninguém
o que a gente mais faz
é contar o tempo o tempo todo
como se fosse vintém

é dia hora minuto segundo
e há quem conte hoje em dia
sua infinitamente pequena fatia

o ano começa e a gente se empolga
feliz ano novo
e tira folga
como se tudo zerasse
e a gente então começasse
do nada
de novo
tudo

retomando a contagem e acreditando em bobagem

o ano termina e a gente diz até nunca mais de costas
sem aperto de mão
sem reflexão
sem pitada de gratidão

adeus ano velho
diz faminta de respostas
jorrando interrogação
engasgando na exclamação

aprende assim desde cedo
a da passagem do tempo ter medo
e então engaiola a vida nas teias dele
e em vez de tecê-lo
em meio ao desassossego
o destroça ao se agarrar
não com amor
mas com apego

e eu vou contando também
do jeito que me convém
olho para trás para a vida que vivi e percebo
que do tempo nunca tive medo
vou contando seus pedaços
em que passei enrolada em abraços
e do tanto que sonhei
com o beijo que não ganhei

meu tempo e minha vida dançam
ao som de jazz bolero ou baião
e sabe por que você não distingue a canção
porque é inteiro mente
e eu inteiramente coração

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira, realiza curso de Comunicação e Expressão e, aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung. Tudo ao seu tempo.

Avalanche Tricolor: A emoção de ver Danrlei

 

Danrlei se despede do futebol, no Olímpico (Foto: Gremio.net)

Grêmio/95 4 x 3 Amigos de Danrlei

Amistoso – Olímpico Monumental


Com o cabelo molhado e um sorriso no rosto, Danrlei descia o longo corredor que dava acesso ao vestiário em minha direção. Algumas pessoas o cumprimentavam, gritavam seu nome, acenavam ou pediam autógrafo. Fiquei encostado na parede apenas assistindo a passagem dele. Já havia reclamado de algumas atitudes do goleiro gremista, bravejado por gols que não poderia ter tomado, mas aquele era o momento de reverenciar o ídolo. Fazia 10 anos que ele vestia a camisa tricolor com uma paixão rara neste futebol contaminado pelo o que há de pior no profissionalismo. E acabara de conquistar o título de campeão da Copa do Brasil de 2001, ao vencer o Corinthians por 3 a 1, em um lotado estádio do Morumbi.

Como torcedor, aquela foi uma conquista especial para mim, afinal ao contrário de todas as demais não estava apenas na arquibancada. A convite de Juca Kfouri, era narrador de futebol da Rede TV! e por estas coisas que o destino nos oferece, a emissora ganhou o direito de transmitir a Copa do Brasil, exatamente no ano em que o Grêmio iria vencê-la – o que não podemos considerar apenas uma coincidência, afinal nenhum clube venceu tantas Copas com o Imortal Tricolor. Foram sete finais e quatro títulos.

Ao ver Danrlei passar no túnel do Morumbi, vitorioso mais uma vez, tive vontade de agradecê-lo por tudo que havia feito pelo Grêmio. Dos tempos do futebol moderno, era o único jogador gremista capaz de tirar do sério o adversário. Ao contrário de outros ídolos que vestiram a camisa tricolor, Danrlei não era cobiçado pelos torcedores contrários, era odiado pelo olhar provocativo que tinha, pelo peito empinado e pelas brigas em que se envolvia. Por tudo aquilo que o fez amado no estádio Olímpico.

Neste sábado, 30 mil pessoas foram ao Olímpico Monumental abraçá-lo em partida que marcou, oficialmente, o fim da carreira deste que foi dos maiores goleiros que passaram pelo clube. Um time que desde sua origem sabe reverenciar os atletas que se atrevem a vestir a camisa número 1, a ponto de ter levado o nome de Eurico Lara, uma lenda, para o seu hino oficial.

Em campo, estava boa parte dos jogadores que conquistaram a Libertadores de 1995 e outros tantos craques que mereceram o título de Imortal Tricolor. Tarciso que com quase 60 anos ainda é capaz de correr a nos fazer lembrar dos tempos do Flecha Negra; Jardel que nos ofereceu mais um gol de cabeça em cruzamento de Paulo Nunes; Dinho que dividiu bola em jogo amistoso com a mesma seriedade de quem decide um título; Mazaropi que saiu nos pés dos atacantes mesmo com um barriga que não cabe mais no calção.

Que minha mulher e meus filhos não leiam esta Avalanche, mas assim como me emocionei ao ver Danrlei comemorando seu 12o. título pelo Grêmio, em 2001, hoje tive vontade de chorar pela homenagem prestada a ele e por ele. Danrlei, aos 36 anos e fora do futebol, ainda é capaz de provocar estas reações no coração de um gremista. E se não lhe cumprimentei, ao vivo, há oito anos, aproveito este espaço agora para deixar registrado meu agradecimento: Obrigado, Danrlei !

Conte Sua Historia de SP: As crianças, a chuva e a ladeira

 

Débora Dias Carneiro
Ouvinte-internauta

Ouça o texto “As crianças, a chuva e a ladeira” sonorizado por Cláudio Antonio

Ríamos, ríamos muito…. nem vovó Cecília escapou às nossas incontroláveis gargalhadas, vitimada que foi por um tombaço que, por sorte, só lhe quebrou os óculos de grau.

O motivo de tanta alegria era a incrivelmente íngreme e assustadora ladeira da Rua Caiowáa (chamada por muitos de Caiovas), ali entre as ruas Cajaíba e Capital Federal, rua essa muito conhecida lá pelas bandas do bairro do Sumaré por começar praticamente em frente à entrada principal do Palestra Itália. A única que conheci, até hoje, a contar, em um de seus lados, com um reforçado corrimão!

Tínhamos, eu e meus dois irmãos mais novos, Cláudio e Guto, aproximadamente nove, cinco e três anos, respectivamente, lá pelos idos de 1975. Morávamos com nossos pais e irmãs mais velhas, Fernanda e Cecília, de dezenove e dezessete anos, no primeiro sobrado de um dos topos da ladeira. Dois quartos, sala, copa/cozinha e banheiro e dependências de empregada. Obviamente, pouco espaço para brincar. Mas não importava. A nossa rua era a nossa maior diversão.

Nos dias de sol, despencávamos ladeira abaixo, a pé ou a bordo de carrinho de rolimã, tábua parafinada ou bicicleta (o que custou, num tombo tipo “beija-lona”, os dois dentes da frente do Cláudio), para nos reunirmos com os amigos na primeira transversal, conhecida como “Moitinho”. Travessinha pacata, poucas casas, muito mato e areia. Perfeita.

Mas bom mesmo eram os dias de chuva… acontece que a tal ladeira era toda revestida de paralelepípedos, que, molhados, transformavam-se em verdadeiras placas de sabão. E a calçada, do lado onde hoje está o corrimão, inexistente à época, era feita de cimento e pedrinhas lisas, arredondadas, que mesmo secas já escorregavam um bocado. Ou seja, quedas e acidentes eram inevitáveis naqueles dias.

Ao primeiro sinal de uma simples garoa, íamos, eu e os dois irmãos mais novos, para a sacada do quarto de nossos pais, Arlette e Narciso. E lá permanecíamos até que ocorresse o sinistro. E quantos houve! Kombi capotada, caminhão-baú tombado no topo da pirambeira, bloqueando a rua; motoqueiros em quedas cinematográficas; carros que queimavam os pneus, tentando subir; mulheres se equilibrando em sandálias-plataforma imensas; homens engravatados, deslizando feito sabonete em seus sapatos de sola de couro; bombeiros, ambulâncias, polícia… uma verdadeira festa para crianças de um tempo em que não havia video-game, computador ou TV a cabo!

Aí veio o progresso, a ladeira foi asfaltada – o Moitinho também –, crescemos e mudamos cada qual para o seu canto. Mas ficaram as lembranças.

E os dias de chuva em São Paulo, antes de me causarem a inevitável irritação com o trânsito ainda mais caótico do que de costume, me levam de volta àquelas tardes úmidas e felizes da minha infância… mas trazem, também uma pontinha de culpa por haver, mesmo criança, me divertido tanto com a desgraça alheia!

Conte Sua História de São Paulo vai ao ar sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você participa enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. Conheça outros capítulos da nossa cidade aqui no Blog.

Foto-ouvinte: Belo horizonte

 

Mirante do Banespa

Após uma semana de imagens degradantes da cidade, revelando suas fraquezas e incompetências, nada como procurar um horizonte melhor. Do alto do Edifício Altino Arantes, a 160 metros de altura, o ouvinte-internauta Junior ‘Jota’ P enxerga uma São Paulo mais tranquila, mesmo com seus milhares de prédios espalhados por todos os quadrantes. De lá é possível ver a dimensão desta cidade em uma passeio de graça e muito bonito. O Mirante do Banespa – como também é conhecido – está na rua João Brícola, 24, próximo do largo São Bentro, no centro de São Paulo.

Audiência pública do Orçamento com baixa audiência

 

Plenário da Câmara (Foto da assessoria de Floriano Pesaro)

@miltonjung Estou presidindo a última audiência pública do orçamento 2010 e só 6 pessoas participam do debate. http://twitpic.com/t1mdy

@miltonjung a discussão é importantíssima pois trata de r$ 28bilhões que serão aplicados na nossa cidade.

Foto e recados chegaram pelo Twitter do vereador Floriano Pesaro (PSDB), @floriano45, que comandava a audiência pública sobre o Orçamento da cidade de São Paulo, na manhã desta sexta-feira. O lamento do parlamentar com a restrita participação do cidadão deve servir de provocação para que o eleitor e os próprios vereadores reflitam sobre a participação popular no legislativo.

Logo após colocar a discussão no Twitter, recebi algumas opiniões:

@miltonjung nada contra as audiências publicas,mas elas poderiam acontecer em horários q o cidadão pudesse participar,ex.: depois das 18:00? (@amandalho)

@miltonjung @amandalho Houve mtas aud.públicas em outros horários, à tarde,noite e em todas as regiões da Cidade.Veja calendário na internet (@dilze)

@miltonjung Concordo com @amandalho. Da forma atual, as audiências públicas existem só para constar. (@sil_s)

@miltonjung E pq não uma audiência pública com participação pela internet? (@panicoemsp)

Talvez os R$ 17 milhões que serão gastos em uma diretoria de comunicação, criada para o ano que vem pelos vereadores, possam ser aplicados para aumentar a presença de cidadãos no legislativo municipal.

Bus Noel roda no ABC Paulista

 

Por Adamo Bazani

Depois de cinco anos trabalhando como Papai Noel ‘independente’, motorista Fumassa ganha apoio da empresa de ônibus e distribui brinquedo para crianças a bordo de um Comil Svelto com decoração de Natal.

Fumassa e o ônibus de Natal

Havia um brilho especial nos olhos do motorista Edílson de Oliveira Santos, de 41 anos, quando olhava para o ônibus com enfeites natalinos e luzes de várias cores. Foi com este olhar que se iniciou a entrevista com Fumassa (com dois Ss, como faz questão de enfatizar), que está há 22 anos no transporte coletivo, tendo começado na Viação Padroeira do Brasil, de Santo André. Como motorista, tem oito anos, seis dos quais dedicados a transportar alegria aos passageiros e comunidades atendidas pelas linhas onde trabalha, durante o Natal.

Fumassa conta que, sem muito apoio da Viação Padroeira, na época, colocava um gorrinho de Papai Noel e distribuia balas a crianças, e também adultos entusiastas, ao longo do caminho. “Dar uma bala a uma criança é como dar uma medalha para ela”. Com o tempo, ficou mais difícil manter o trabalho solitário. Um ex-gerente da empresa até o havia proibido de realizá-lo, o que quase levou o motorista a depressão.

Acabou recompensado.

A Viação Vaz, que ganhou que forma o Consórcio União Santo André e começou a operar linhas que eram servidas pela Viação Padroeira, comprou a ideia e enfeitou um ônibus com luzes e imagens natalinas, além de fornecer quilos e quilos de balas, colocar músicas de Natal dentro do ônibus e deixá-lo dirigir vestido de Papai Noel. “Eu me sinto realizado com isso, foi o melhor presente que Deus pode me dar. Acho o Natal uma data especial, pra mim, o passageiro é um amigo, adoro crianças e ter a oportunidade de levar a alegria do Natal durante meu trabalho não tem preço”.

O amor pelo Natal e por distribuir alegria e balas para crianças é tão grande que Fumassa trabalha neste mês mais horas que sua escala, enquanto está vestido com as roupas do bom velhinho. Seu horário normal é das 4 da manhã à uma e 40 da tarde, mas nesta época, por livre e espontânea vontade, trabalha das cinco e meia da manhã às nove da noite.

“Não é só criança que gosta do ônibus enfeitado de Natal ou de um motorista com gorrinho de Papai Noel. Vejo em muitos adultos nascer de novo a pureza da infância. Uma cena que me marca muito foi a gratidão de uma mãe, que tinha passado um ano de dificuldades, mas quando me viu disse que eu a tinha feito esquecer estas dificuldades. E é esse o meu objetivo e o que sempre digo: Não importa como foi o ano inteiro, viva o Natal, porque é nele que nos preparamos para o próximo ano”. – emociona-se Fumassa.

O motorista tem uma facilidade para fazer amizades com passageiros, que lhe rendeam histórias inesquecíveis, como o aniversário de Marcelo, um jovem atendido pelo Projeto Crer, deficiente mental. De tanto levá-lo para o Projeto, na linha em que trabalha, Fumassa fez amizade com a família. O aniversário do jovem sempre foi algo muito valorizado por ele mesmo. Tanto é que três meses antes de seu aniversário, Marcelo já anunciava para todo mundo. No ano passado, com o apoio da empresa, organizou uma festa de aniversário dentro do ônibus, com direito a bolo, bexiga, “parabéns a você” e refrigerante.

“Também já teve caso de eu saber que algumas passageiras estavam grávidas antes mesmo do marido. Mas eu não era o pai hein … Sentou no banquinho da frente, virou confessionário. Pelo menos um bom dia, o passageiro tem de me dar”.

Mais festa pela frente

O sócio diretor da Viação Vaz, Thiago Vaz, 23 anos, diz que Fumassa desde março já falava na possibilidade de comemorar o Natal com os passageiros, mas neste ano, a empresa quis dar um presente diferente para ele, enfeitando o ônibus. “Percorri a linha com o Fumassa e realmente é emocionante. De tão bem recebida a ideia pela comunidade, tiramos o carro da escala. Ele vai rodar em dias alternados em todas as linhas da empresa e tem permissão de parar fora do ponto para atender as crianças que acenam. É fantástica também a receptividade dos adultos”.

O projeto também é uma forma de aproximar a empresa com a comunidade, principalmente nos bairro mais carentes e violentos atendidos pela Viação Vaz. No incício, houve dificuldades para a instalação elétrica. “Mas o Adeildo, eletricista da empresa, foi um mestre. Tivemos de comprar transformadores elétricos, a exigência do desempenho da bateria do ônibus é maior, mas vale a pena.” A intenção agora é enfeitar o veículo também na Páscoa, Dias da Mães, dos Namorados e para a Copa do Mundo.

“Pensei em enfeitar seis ônibus: um para cada título mundial que temos e outro já comemorando o Hexa. A novidade é que vamos ‘adesivar’ os ônibus, com imagens referentes as datas. Estraga a pintura, é verdade, na hora de tirar os adesivos, mas vale a pena, com o retorno da imagem da empresa junto a comunidade”, conta o sócio-diretor da Viação.

Thiago também conta que nas poucas viagens que fez ao lado de Fumassa, já foi possível colecionar fatos interessantes, como a mãe que vai comprar um presente para a filha para o motorista entregá-lo, a alegria dos passageiros idosos, que também querem bala e até um fato que considera engraçado. “Uma vez entrou um passageiro e disse: ‘Coitado desse motorista, olha o que a empresa faz com ele, obrigando-o a trabalhar com essas roupas quentes.’ Mal sabia ele que esse é o sonho do motorista.”

O ônibus, um Comil Svelto com porta do meio para pessoa com deficiência, Mercedes Benz OF 1418, tem enfeites dento e fora. Com luzes agradáveis, sem serem fortes demais, mas que chamam a atenção. No interior, serpentinas, um Papai Noel, bolinhas e uma árvore de Natal. A noite, o veículo fica mais bonito de se ver e pode ser conferido trafegando pelas principais ruas de Santo André, já que todas as linhas da Viação Vaz passam pelo centro da cidade.

Mais bonito que o veículo, no entanto, é o entusiasmo de Fumassa. Ele é de uma família simples, que passou por várias dificuldades. Aos 16 anos de idade, o pai morreu, ainda novo. Fumassa tinha de ajudar a mãe para manter a casa. E o Natal sempre teve um significado especial. “Era simples, mas nos reuníamos à mesa e festejávamos a alegria da vida, a alegria até mesmo de passar por dificuldades e vencer. Hoje me sinto realizado, alcancei um objetivo de vida. Agradeço a empresa por incentivar a ideia e, principalmente, pelo sorriso das crianças, que são meu combustível” – emociona-se mais uma vez o motorista

Adamo Bazani, é repórter da CBN, busólogo e que acredita em Papai Noel como Fumassa.

Veja mais fotos do Bus Natal no álbum do CBNSP no Flickr

Jornalista entrega trabalho de mestrado ao presidente Lula

 

Conversei com a jornalista Eliana Calixto de Campinas na redação da CBN, em São Paulo. Havíamos marcado entrevista para falar sobre o programa Café com o Presidente, criado pela área de comunicação do Governo Lula, tema do trabalho de mestrado realizado por ela na Faculdade Cásper Líbero. A tese que defendeu é de que a ação governamental também pode ser considerada jornalismo. Tinha lá minhas dúvidas, principalmente levando em consideração a experiência que temos de projetos de comunicação na área pública.

Seja como for, fiquei surpreso a perceber a personalidade de Eliana que após a conclusão do trabalho de mestrado decidiu ir a Brasília entregar seu projeto nas mãos do presidente. Isto ocorreu, nessa quarta-feira (08.12), no Centro Empresarial Brasil 21, onde se realizava a entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, com a presença do presidente.

Eliane aproveitou o fim da cerimônia para se aproximar de Lula, chamou atenção do presidente e, além de entregar o livro ao próprio, ainda foi convidada pela equipe do Blog do Planalto para gravar um depoimento.

O resultado da pesquisa dela está no site da Faculdade Cásper Líbero.

Conversa de manicure

 

Por Abigail Costa

Estava na manicure. Falamos do dia em que São Paulo travou por conta da chuva. Do marido que teve de andar duas horas a pé de volta pra casa. De uma possível gravidez (dela).

A família continuou na “roda” da conversa, mas o rumo do casal já não era o mesmo.

Separação. É, cada um para um lado. Não dá mais. Tchau.

Enquanto lixava a unha, o assunto ia sendo desenrolado.

– É assim, sem mais nem menos. Cinco, 10 anos de casamento. Meu amor, querida, minha vida. Aí ele chegou em casa e disse que não dá mais.
– Sem mais nem menos? Não teve briga? Ela não torrava o cartão de crédito dele ?
– Nada. A coitada até economizava. No super, ia com a calculadora nas mãos. No jantar, tinha sempre uma receita do cozinheiro bonitão da tv. Vai ver o marido, ou ex, ficou enciumado!

A frase não serviu pra descontrair.
Mas de fato, o que houve ?

-Encontrou outra.
-Mais bonita?
-Não! Mais nova. Ai que medo!

Rapidamente desenhei a história. Filhos, jantar sempre quentinho, conversas sobre o trabalho, fins de semana em família.

Por que o cara desistiu de tudo ? Só porque o outra era nova ?

Esse passar da idade para a mulher é realmente preocupante, No caso de algumas, pra evitar as rugas decidem pelo fim. Pela morte antecipada.

Peraí. Calma! Nem lá, nem cá.

Pense comigo. Você vem aproveitando tudo o que os 20, os 30, os ‘enta’ te trazem de bom e nem tão bom assim.

A gente não fica eternamente no primário, não é?
A gente não fica eternamente jovem, concorda?
Já é difícil enfrentar tudo, agora só falta pensar que “ele” vai te trocar por uma mais nova.

A manicure pensou no que eu disse. Pra ficar mais fácil resolvi fechar a conversa com um tom de auto-ajuda.

-Se isso te acontecer, você ficou com a melhor parte.
-Como assim ?
-Você teve a juventude dele!

Ela fez uma cara de…. então tá.

Pelo sim, pelo não, marquei com a minha dermatologista, estou interessada em novos cremes!

Hã, sobre uma eventual dor de cabeça, indisposição noturna, você me entende….. Nunca tive!

E não sei por que a conversa ganhou um outro rumo.


Abigail Costa é jornalista, escreve no Blog do Mílton Jung às quintas-feiras, e motra em seus textos como é possível amadurecer sem deixar de ser jovem.

Câmara cria Observatório contra pedofilia

 

Sem números exatos pela falta de capacidade do estado de coletar dados sobre a pedofilia, mas com conhecimento do drama que crianças e adolescentes enfrentam na capital, a CPI que investigou os crimes sexuais concluiu seu trabalho propondo a criação de um Observatório. De acordo com o vereador Carlos Alberto Bezerra Jr (PSDB), relator da comissão, o órgão teria participação de entidades civis, governos e vereadores com a intenção de analisar dados, divulgar informações e estabelecer indicadores sociais das vítimas deste tipo de crime.

O Observatório São Paulo da Proteção Integral à Infância e Adolescência é bem-vindo desde que não seja apenas para engrossar a lista de conselhos e organizações já existentes e com resultados pífios. Na cidade, por exemplo, existem 37 conselhos tutelares, constituídos legalmente e escolhidos através do voto. A própria CPI constatou que poucos acolhem as reclamações e acompanham o caso de meninos e meninas vítimas da violência sexual. A Justiça também carece de ações efetivas, apesar de ter em mãos todos os instrumentos necessários para combater este crime.

Ouça a entrevista do vereador Carlos Bezerra Jr, relator da CPI da Pedofilia, ao CBN São Paulo