Vereador gasta R$ 2 mil por site fora do ar

 

De olho na prestação de contas do vereador Souza Santos (PSDB), a ouvinte-internauta Angela Brizante soube que o parlamentar teria justificado gastos de R$ 2 mil da verba do gabinete para cobrir custos com a manutenção do site dele, no mês de junho. Como ‘madrinha’ atenta, se surpreendeu pois desconhecia a página do vereador tucano na internet. Foi ao Google, visitou o portal da Câmara Municipal, perguntou para os vizinhos e não conseguiu saber onde está o site de Souza Santos.

Participante do Adote um Vereador, além de postar a informação no blog onde ela faz o acompanhamento do trabalho do parlamentar na Câmara, Angela mandou um e-mail pra cá, certa de que teríamos uma informação alentadora a oferecer.

A produtora Fabiana Boa Sorte conversou por telefone com o vereador que alegou não saber o que acontecia e pediu para que ela fizesse contato com a assessoria do gabinete dele. Foi de lá que chegou a informação de que o site está sendo remodelado, por isso está fora do ar, neste mês.

Angela Brizante diz que nunca viu o site no ar. E que começa a entender melhor porque Souza Santos é o vice-líder de gastos na Câmara, tendo sido reembolsado em R$ 85.077,14, no mês de agosto, segundo o jornal Diário de São Paulo.

Mais informações você encontra no blog Adotei Souza Santos

Rádio na Era do Celular, tá quase pronto

 

Leandro Mota na redação, Deva Pascovicci por telefone e o restante da turma no e-mail. Neste ambiente (online e offline), acertamos, hoje, os detalhes para o “programa de rádio” que iremos apresentar neste sábado na Mobile Fest 2009, a partir das três e 40 da tarde. Está anunciado uma palestra com o tema “Rádio na Era do Celular”, mas a ideia é reproduzir no espaço da CBN no M.I.S o que fazemos no dia-a-dia do rádio: informação, entrevista e participação de “ouvintes-internautas”.

Leia o texto completo no Blog da CBN No Mobile Fest 2009

Demanda reprimida, muito prazer !

 

Por Carlos Magno Gibrail

Ponte das Bandeiras

Se ainda não conhece, em março quando o trecho sul do Rodoanel, novas pistas da marginal Tietê, a extensão da Avenida Jacu-Pêssego, primeira fase da linha 4 amarela do metrô, extensão da linha 2 verde do metrô Vila Prudente e a ampliação das restrições aos caminhões forem implantadas, você certamente irá conhecer. Enquanto a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado esperam o maior impacto positivo no trânsito da cidade desde 1997, eis que a demanda reprimida poderá desapontar o “pacote de março”. E todos provarão este fenômeno tão conhecido dos economistas e muitas vezes intencionalmente desprezado por alguns engenheiros de tráfego.

Surpreendendo ou não, a demanda reprimida poderá reverter a expectativa deste conjunto de intervenções, cujo gasto chegará a 9,8 bilhões de reais. Enquanto se espera que caminhões sejam retirados das ruas, que a velocidade do tráfego aumente em vias importantes e melhoras na estrutura do transporte coletivo sejam  efetivadas , o volume de carros particulares em circulação certamente aumentará.

Flamínio Fichmann, consultor de tráfego, ex-técnico CET: “A frota registrada no DETRAN não caberia nas ruas nem a pau. Mas há uma demanda reprimida. Sempre pode piorar. É por isso que, em dia de greve no transporte coletivo, os congestionamentos aumentam tanto”.

Segundo Carlos Eduardo P. Cardoso, engenheiro da CET, mestre em engenharia de transporte apenas 1,5 milhão de veículos particulares da frota de 4,5 milhões vai para as ruas.

A estimativa do engenheiro Carlos Cardoso está concentrada nos automóveis particulares e não abrange, por exemplo, táxis, motocicletas, veículos de empresas prestadoras de serviços ou aqueles de fora da Grande São Paulo. Não é à toa que, oficialmente, a companhia divulga um cálculo médio de 3,5 milhões de frota circulante na capital paulista – o número representa 53% do total registrado no Detran.

Outro especialista, Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transportes, em entrevista ao jornalista Vagner Magalhães no portal Terra, acredita  que o sufoco que o paulistano vai viver até fevereiro do próximo ano, após o fechamento de cinco pontes da Marginal Tietê  para obras, trará uma recompensa pequena quando estiverem prontas. Para ele a obra de ampliação da Marginal Tietê, que ganhará três novas faixas de rolamento em cada sentido, estará saturada rapidamente.

“É uma política equivocada. Se você tem uma moto, vou te dar uma faixa exclusiva. Se você comprar um carro, vou te dar novas faixas. E para o transporte coletivo, nem um metro está sendo feito”, afirma. Segundo Figueira, com o aumento do espaço para os carros, veículos que hoje não trafegam pela Marginal vão passar a fazê-lo. “A demanda reprimida é muito grande. Quando começar a andar um pouco, muita gente vai passar a usar o veículo e fica de novo tudo parado”, afirma.

“De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a ocupação média dos veículos em São Paulo é de 1,4 passageiros por veículo. A capacidade de cada uma dessas faixas, por hora, é de mais menos 1,5 mil veículos. Ou seja, se passarem nove mil veículos nas seis faixas por hora, eles vão transportar cerca de 12,6 mil pessoas nesse intervalo. Uma hora de pico corresponde a cerca de 10, 12% dos que passam ali o dia todo. Vamos usar 10 para a conta ficar mais simples. Serão pelo menos 126 mil usuários transportados diariamente pelas novas faixas. Se dividirmos o valor da obra pelo número de beneficiados, serão cerca de R$ 10 mil por cliente atendido diariamente nesse sistema. Qualquer corredor em um sistema nos padrões da marginal, sem semáforos, com ônibus bi articulado, utilizando paradas com ultrapassagem, seria capaz de transportar 21 mil pessoas por sentido a cada hora, no pico. Isso utilizando apenas uma faixa. Um corredor desse tipo poderia ser implantado a um custo de até R$ 400 milhões. Vamos imaginar o seguinte, em setembro, tudo operando. Os caminhões não rodam na marginal. Estou sendo utópico. As dez faixas – incluindo as que já estão em operação – vão transportar no máximo 21 mil pessoas por hora. Ou seja, custa 10 vezes mais por passageiro atendido e ocupa 10 vezes mais espaço para transportar a mesma quantidade de seres humanos. A pergunta que eu faço é: Que cidade a gente quer?”

O “pacote de março” evidentemente tem o objetivo de coincidir com a data para a decisão de Serra de se apresentar candidato.

O que a cidade quer é uma política liberta dos lobbies e para isso precisamos de eleições com voto facultativo e com patrocínio público. Sem obrigatoriedade do voto e com divórcio das forças que hoje dominam a Câmara Municipal, onde mais da metade dos eleitos receberam dinheiro das construtoras e incorporadoras.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve no Blog do Mílton Jung.

Rádio Na Era do Blog: A credibilidade do rádio

 

O rádio é a mídia na qual o cidadão tem maior confiança de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi, contratado pela agência de comunicação Máquina da Notícia. Em uma escala de 1 a 10, a nota média para o veículo foi 8,21, superando por muito pouco a internet que recebeu 8,20. O índice de confiança de todos os veículos de comunicação foi alto, mas o resultado surpreende por dois fatores: primeiro, os jornais sempre estiveram no topo da lista; segundo, a internet avançou sobre meios mais tradicionais, como a própria televisão.

O rádio também aparece bem na lista das mídias mais acessadas pelo público. A televisão é assistida por quase todos os entrevistados alcançando índice de 99,3%; o rádio vem atrás com 83,5%; o jornal impresso com 69,4%, está em terceiro lugar; a internet tem 52,8%; revista impressa 51,1%; redes sociais 42,7%; versão online de jornais 37,4%; e versão online das revistas impressas 22,8%.

Quando a pesquisa fala em internet, relaciona sites de notícias e blogs de jornalistas; ao tratar de redes sociais, inclui os conhecidos Twitter, Facebook e Orkut.

Da festa ao comedimento: o resultado de pesquisas de opinião dependem muito da metodologia usada e podem apresentar diferenças enormes entre uma e outra dependendo a forma como as perguntas são elaboradas, por exemplo. No entanto, com o alcance deste trabalho da Vox Populi é importante verificar como as redes sociais são fortes para influenciar a opinião pública.

Para chegar a este resultado foram ouvidas 2.500 pessoas, entre 25 de agosto e 9 de setembro, todas com mais de 16 anos, no distrito Federal e nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador.

Neste sábado, às 15h40, estarei na Mobile Fest, a convite da CBN, para a palestra o “Rádio na Era do Celular”. Ouça as reportagens do festival que se realiza no MIS, em São Paulo.

Rádio na Era do Blog: Twitter e jornalismo no Apagão

 

Foi no meu rádio de pilha, que estava sem pilha (tinha umas guardadas do lado da vela, na gaveta), que ouvi a cobertura da CBN sobre o apagão na noite de ontem. O celular, surrado do dia de trabalho quase apagando, me colocou no ar na rádio para descrever o que (não) via nas ruas do Morumbi. E um modem de celular conectado no laptop com seu resto de bateria me ajudou a navegar na internet e retransmitir outras tantas informações – muitas das quais tendo como fonte repórteres e profissionais da CBN. O Twitter ligado enquanto pode também serviu para varrer os caminhos do corte de energia elétrica.

Com estes equipamentos em mãos foi possível entender parte do que se passou na noite de terça e madrugada de quarta – até onde consegui me manter acordado. Hoje cedo, a quantidade de e-mails de ouvintes-internautas era enorme contando a experiência que tiveram em casa com o radinho de pilha ligado. Bom número de pessoas citou que “ouvia o rádio no meu celular”.

E assim o Brasil se informou de mais um blecaute na energia elétrica.

A forma de consumir informação mudou muitos nos últimos poucos anos. A formação de redes sociais tornou-se importante para a construção do nosso conhecimento. Mas o jornalismo persiste. E a cobertura do apagão prova isto.

Um interessante post da colega Vanessa Ruiz diz que “é possível que, com as mídias sociais, mais e mais pessoas se interessem pelo jornalismo …. Entretanto, é bom saber que ligar o computador e sentar de frente a ele, esperando que os dados caiam no seu colo para simplesmente reproduzir conteúdo, seja ele gerado pela população ou por veículos tradicionais, é conteúdo colaborativo, é mídia social, mas, sozinho, não é jornalismo”. (Leia o texto completo aqui)

Li, também, o texto do meu ex-colega de Terra e minha referência em jornalismo, José Roberto de Toledo, intitulado “A noite em claro no Twitter”. Craque na varredura de informações disponíveis na rede, Toledo remoeu as tuítadas possíveis na madrugada, ouviu rádio (pena não ter sido a CBN) e acompanhou a cobertura jornalística. Encontrou, também, as ferramentas usadas por Itaipu para enviar informações durante a crise.

Lido tudo, fez as contas, puxou o traço e chegou ao seguinte resultado: “O Twitter foi a lanterna noticiosa do apagão, mas continua sendo uma ferramenta. Como um garfo, pode ser usado para você se alimentar ou para espetar alguém. Depende de quem o usa e como. Houve é claro quem transmitisse boatos e notícias falsas (“energia só vai voltar em três dias”). Mas foram a exceção e não a regra”. (Leia o post completo aqui)

Concluo que todas as formas de informação são bem-vindas mas a inteligência é insubstituível. E o rádio de pilha, também, pois às duas da manhã não tinha mais notebook nem celular com força para se manterem vivo.

“Puta, aí foi uma farra”, comemorou diretor de Itaipu

 

O diretor geral brasileiro da Usina de Hidroelétrica de Itaipu concedeu uma entrevista à CBN, hoje pela manhã, que me chamou atenção pelo palavreado e comportamento adotados. Tive a impressão de que após a noite e madrugada tensas devido ao corte de enérgia elétrica em 9 estados e no Distrito Federal, Jorge Samek havia conseguido relaxar enquanto esperava o avião para Brasília. Deu risada, falou em gíria e soltou até mesmo um palavrão de alívio ao relatar o momento em que todas as 18 unidades de Itaipu voltaram a funcionar às cinco e 15 da manhã. Até lá, disse ele, “foi uma barra”. Depois, “puta, aí foi uma farra”. Nada como falar a língua que o povo entende.

Ouça a entrevista com o diretor geral brasileiro de Itaipu Jorge Samek

Sem luz: Prefeitura mantém rodízio de carros, hoje

 

Sem energia: Trolebus parado

Trólebus parados foram substituídos por ônibus a diesel. Semáforos apagados, por agentes da CET. E o rodízio de carros foi cancelado, mas apenas pela manhã. E aí a coisa vai pegar. Muita gente saiu de casa com seu carro placa final 5 ou 6 e vai ter de fazer serão, pois somente poderá rodar antes das cinco da tarde ou depois das oito da noite.

Para o secretário municipal de Transportes, de Obras, presidente da CET e presidende da SPTrans Alexandres de Moraes entende que isto não será problema: os paulistanos antes de sair de casa souberam que o sistema de ônibus, trem e metrô funcionava e, portanto, mesmo sabendo que o rodízio estava liberado, teriam preferido deixar o carro em casa.

Ouça a entrevista com o Secretário Municipal de Transporrtes Alexandre de Moraes

Rádio Na Era do Blog: Na Mobilefest 2009

 

Ouça o convite da CBN para você participar do Mobile Fest 2009

O rádio está no ar há 87 anos porque soube se reinventar e se adaptar as demandas de cada era. Sua agilidade se desenvolveu na mesma velocidade da tecnologia da informação. Houve um tempo em que os repórteres saiam com um gravador na mão e um saco de fichas telefônicas na outra. Do orelhão ao celular foi uma mudança enorme; e com o crescimento da internet, uma revolução.

Esta é uma das ideias com as quais iremos trabalhar sábado que vem, dia 14.11, na Mobile Fest – Festival Internacional de Critividade Móvel, que se realizará, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. O evento se inicia na quarta com atrações internacionais como Victor Viña, mestre em design na Royal College of Art de Londres, Sara Diamon, pesquisadora do Mobile Digital Commons Netwotk, plataforma que congrega as principais iniciativas de mobilidade no Canadá, e o artista austríaco Robert Mathy.

A CBN participará pela primeira vez da Mobile Fest e me convidou para comandar o encontro “Rádio na Era do Celular”, conversando com o público, ao vivo, e interagindo com repórteres e apresentadores da emissora para mostrar a evolução do rádio e a importância da tecnologia celular no nosso cotidiano. O repórter multimídia, Leandro Motta, da nova safra da emissora, vai cobrir o encontro enquanto relata o avanço nas comunicações. O narrador esportivo Deva Pascovicci, com experiência em tecnologia digital, falará com o público diretamente do estádio do Morumbi e mostrará os diferentes recursos que utiliza no seu trabalho.

Você participa, também, dando sugestões sobre novas ferramentas que os profissionais do rádio podem explorar. A palestra “Rádio na Era do Celular”, será sábado, diz 14,11, às 14h40. Para assistir o encontro é preciso se inscrever no site do Mobile Fest

Baixe o som para ouvir melhor e não ficar surdo

 

Bastam cinco minutos com o Ipod a todo volume para o seu ouvido dar os primeiros sinais de doença. Mas não se desespere, pois é bem possível ouvir Ipod por cerca de 4 horas com apenas 70% do volume sem deixar nenhuma sequela. Como a maioria dos adolescentes não presta atenção nesta regra, uma nova geração de surdos ou com problemas de audição surge no mundo modeno. Pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos mostrou que 13% dos jovens de 6 a 19 anos apresentam alguma restrição pelo uso excessivo dos aparelhos de som.

Uma caminhada pelas escolas e faculdades da região central de São Paulo marcou o Dia Nacional do Combate e Prevenção a Surdez com a intenção de conscientizar os jovens para este enorme problema que eles próprios geram pelo mau hábito de ouvir música a todo volume. E com fones que estão enterrados no ouvido, como lembrou a fonoaudióloga Alessandra Spada Durante, em entrevista ao CBN São Paulo.

Ouça aqui as orientações da fonoaudióloga Alessandra Spada Durante, mas não precisa aumentar muito o volume