Hack Day: Saiba como vota seu deputado e senador

 

Mapa do EJA é ferramenta em favor da cidadania

Mapa do EJA é ferramenta em favor da cidadania

Acompanhar de perto as contas da comissão organizadora dos Jogos Olímpicos Rio 2006, criar sistema de avaliação de serviços públicos por meio de SMS, rastrear os locais em que existem escolas com educação para adultos e saber qual deputado ou senador está mais próximo do seu perfil de cidadão. De ideias a serem realizadas a trabalhos já em execução, o Transparência Hack Day foi um enorme avanço no diálogo entre a sociedade civil e o poder público, neste fim de semana, na Casa de Cultura Digital, em São Paulo.

Já está na rede, em teste, programa que ajudará o cidadão a controlar como o parlamentar se comporta e vota na Câmara dos Deputados e no Senado. Apesar de ainda necessitar ajustes que tornem as informações mais claras, a lista já está no Parlamento Aberto e, em breve, permitirá que você receba as informações no seu agregador de notícias e participe de votações paralelas. O mesmo programa poderia ser replicado para a Câmara Municipal de São Paulo.

O mapa com a oferta de vagas para Educação de Jovens e Adultos nas escolas também foi parar na rede, após a troca de experiência deste fim-de-semana. O cruzamento de dados permitirá a identificação das áreas de maior demanda e menor oferta, além de conscientizarem o cidadão do direito à educação.

Estes foram dois dos projetos destacados pela organizadora do Transparência Hack Day Daniela Silva em entrevista no CBN São Paulo, nesta segunda-feira. Ela ressaltou, ainda, a colaboração de órgãos públicos como o Seade que distribui arquivo com indicadores de todos as cidades do Estado de São Paulo.

Ouça a entrevista de Daniela Silva, do Transparência Hack Day


Leia mais sobre o Transparência Hack Day

Buracos da Cidade: O Retorno

 

O lixo tomou conta do noticiário nas última semanas, e se você visitar nosso álbum de fotos no Flickr verá que o problema ainda não acabou. É enorme a quantidade de material encontrado espalhado nas calçadas. Postei, neste domingo, a quantidade de sujeira na Praça Júlio de Mesquisa, onde fica a Fonte Monumental. Porém, nesta segunda-feira, retornamos com a campanha “Buracos da Cidade “

Começo com a colaboração do Luiz Magno da Silva, do site Reação Ambiental, no qual registra a degradação da rua Saverio Valente no bairro do Jaraguá. Pedestres e motoristas se espremem para passar no local e não cair no buraco que está consumindo com a via.

Buraco do Jaraguá

Este outro é colaboração do pessoal da casa. O buraco estampado na foto fica na rua Marquês de Itú, próximo da Santa Casa, e foi registrado pelo comentarista esportivo da CBN Paulo Passos. Diz que ainda é buraco novo, foi aberto terça passada.

Buraco do Marquês

Barbeiro transporta “pantufeira” na kombi

 

Kombi

Assim que notou a presença de um paparazzo do Blog do Mílton Jung, o motorista da kombi acelerou fundo para não ser reconhecido. Não o suficiente para que detalhes fossem percebidos pelo colaborador Marcos Paulo Dias que seguia pela rodovia Ayrton Senna em direção a Taiaçupeba, distrito de Mogi das Cruzes, também conhecido como República dos Barbeiro. No bagageiro, um guarda-roupa do séc. XVII acompanhado de uma sapateira de madeira, pouco mais nova e com capacidade para, no mínimo, uma centena de pantufas.

Rick DellaRatta e Jazz for Peace em São Paulo

 

Este blog apóia este evento beneficiente, ajude-nos a divulgá-lo

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O pianista de jazz, vocalista e compositor Rick DellaRatta traz para o Brasil o projeto “Jazz For Peace” em show que se realizará no palco da Igreja de São Luiz Gonzaga, do Colégio São Paulo, no dia 16 de outubro, às nove da noite. Rick DellaRatta comemora, também, o 10 º aniversário do lançamento do CD “Live in Brazil and the Blue Note”.

“Jazz for Peace” é uma organização americana que já realizou 650 concertos pelo mundo com a intenção de propagar a paz através da música. A primeira apresentação se deu na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e, recentemente, chegou da África onde realizou dois concertos, em Ruanda e Kigali. O trabalho liderado por Rick tem o apoio do presidente dos Estados Unidos Barack Obama para quem se apresentou durante a posse, no primeiro semestre deste ano, em Washington.

Rick DellaRatta é considerado um inovador e visionário graças as ações desenvolvidas com o “Jazz for Peace”. O trabalho de filantropia dele, através da música, o coloca ao lado de personalidades como Bono Vox, Elton John e Sting. Rick além de tocar piano, canta também delicioso repertório da nossa Bossa Nova, em português.

Neste evento no Brasil, Jazz for Peace arrecada fundos para Cáritas Santa Suzana e a Paróquia São Luis Gonzaga. A Cáritas atende a população de cinco favelas no Morumbi, com a missão de proporcionar aos beneficiários inclusão social por meio de ações socio-educativas objetivando o exercício pleno da cidadania. As obras assistenciais da Paróquia São Luís Gonzaga atendem a Creche São Luís, Creche Maria de Nazaré, Asilo São Ricardo e casa de convivência.

Serviço:
Jazz for Peace
Rick DellaRata
Dia: 16 de outubro
Local: Igreja de São Luis Gonzaga
Av. Paulista, 2378 em São Paulo.
Hora: 21h
Ingressos: R$ 100,00
Venda:

Shopping Portal do Morumbi
Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 1269 F: 3772-7669
c/ Paulo Henrique

Paróquia de Santa Suzana
Paulo Sérgio de Macedo, 197 F: 3742-4754
cassiapenteado@yahoo.com.br

Paróquia São Luiz Gonzaga
Av. paulista, 2378 F: 3231-5954
c/ Janaína

Conte Sua História de São Paulo: Meu Brooklin

 

Por José Manuel Cascão Costa
Ouvinte-internauta do CBN SP

Ouça o texto “Meu Brooklin” sonorizado por Cláudio Antonio

Aqui você lê o texto original, escrito pelo autor, sem os cortes necessários (feitos pelo próprio) para adaptar ao programa de rádio:

Faz um mês que estou trabalhando no sétimo andar de um prédio na Rua Arandú, no Brooklin, paralela à Berrini. Daqui até aonde a vista alcança (o que dependendo da direção que eu olhe, não dá mais do que um quarteirão) posso ver uma parte do bairro ainda não tomada pelos prédios. Fosse este onde estou, o único, e estivéssemos nós em 68, quando vim morar no Brooklin, minha vista alcançaria alguns quilômetros em todas as direções, já que não havia um único edifício no quadrilátero compreendido entre a Marginal de Pinheiros, a avenida Santo Amaro, a avenida Vicente Rao e avenida dos Bandeirantes, território onde vivo desde os 11 aos atuais 52.

Antes do Brooklin, meu universo era bem mais reduzido: uma pequena aldeia ao norte do Portugal, cuja população total não era muito maior do que o número de pessoas que hoje trabalha num edifício qualquer da região. Saí dessa aldeia com meus pais em 1968, para nos juntarmos aos meus irmãos que cá estavam. Depois de 14 dias a bordo do navio Theodor Erzl de bandeira israelense, que saiu de Lisboa às 7 horas de uma manhã fria e nevoenta de dezembro, e viajando numa classe que não me recordo ter alguma das letras do alfabeto, desembarcamos finalmente no Porto de Santos.

Confesso que aquele Brasil de 68, e tudo que estava acontecendo nele, eu só conheci mais tarde, já no colegial. E depois, mais profundamente, durante os tempos de repressão na faculdade de comunicação em meados dos anos 70. Mas ali, garoto, imigrante recém-desembarcado, com a terra prometida em baixo dos meus pés, o que eu via com os olhos esbugalhados, o queixo caído e a boca aberta era a esperança, o futuro promissor, o maravilhoso mundo novo chamado Brasil!

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Avalanche Tricolor: Eu também, Maxi !

 

Grêmio 3 x 3 Sport
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

O futebol está cheio de parlapatões. Mal o juiz apita o fim do jogo, o cara já está em posição de entrevista ao lado do campo, corpo voltado para as câmeras de televisão, a mão esfrega a testa a acentuar o suor de quem batalhou (?) 90 minutos, respira fundo para dar tempo de o microfone do último repórter se aproximar e começa a desfiar uma série de explicações para o resultado.

No vestiário, é a mesma coisa. Vestiário, não. Isto foi na época em que trabalhei como repórter de campo. Tínhamos de forçar a porta para entrar no local enquanto os jogadores ainda se secavam do banho. Falávamos com um enquanto já cercávamos o próximo. Agora, os jornalistas esperam, comportados e confortáveis, o escolhido pela assessoria de imprensa se aprumar na cadeira, atrás de um pequeno microfone e diante de um painel com uma monte de patrocinador – aqueles que as televisões se esforçam em não mostrar.

Começa a entrevista e o parlapatão está lá a justificar o injustificável, fala um monte de coisa, se contradiz de tanto que diz, vai e volta na opinião de acordo com a conveniência, ou conforme a conivência do repórter. Na categoria de falastrão tem jogador, tem técnico e quase todos os dirigentes. Esses são um caso a parte, mais atrapalham quando abrem a boca do que quando tomam decisão. Não se mancam que em boca fechada não entra mosca nem sai m…..

Por tudo isso, admiro aqueles que preferem trabalhar a falar. Em campo suam a camisa, tomam todos os espaços, dão carrinho quando precisam (no Grêmio atual, parece que só os atacantes ainda são capazes de exercitá-lo), e não se escondem da responsabilidade de decidir o jogo. Ao fim de tudo, se provocados, com uma frase e poucas palavras definem o que sentem, como Maxi Lopez logo após o empate deste domingo:

Eu também, Maxi. Eu, também !

de absinto

 

por maria lucia solla

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somos vítimas de um mal olhado com vistas grossas
mal de proporção aflitiva
que causa dano à saúde individual e à coletiva
dano que dilacera cofre público e privado
que afasta o aspirante a bom do teu lado

desmancha casamento destinado a durar mais e quiçá para sempre
e arranca de nossa mão o que a vida oferece toda faceira de presente.

mal silencioso
sorrateiro
disfarçado
matreiro

encaroça o teu angu
empana o sol e traz para o prato
o camarão empanado nu e cru

mata mais e causa muito mais dano do que gripe aviária suína vaquina e passariina
e nem se fala nele
a gente se distraí criticando botando culpa olhando para o lado de fora que não está menos feio menos violento e nem menos bolorento que o lado de dentro

ou olhando por outra lente
o lado de fora está tão violento sujo mal administrado e vilipendiado
quanto o lado de dentro
uma confusão danada
e a gente distraída vai deixando pra lá
empurrando a vida com a barriga lipoaspirada

é o mal de conto de fadas
exposto ao qual fomos paridos educados e programados
mal que frequenta mesa cama e banho
que cria um banzé tamanho
nos rouba o alimento o sono e o prazer
deixando-nos de mão amarrada sem ter nada o que fazer

percebe
para um pouco e pensa

você tem à frente uma vida imensa
um dia da tua vida não vale mais nem menos do que toda a vida intensa do teu bisavô

para um pouco o que está fazendo e vem me escutar
o que pode acontecer é não gostar e me desligar

a mulher busca marido-príncipe-encantado
que a venha resgatar das mazelas da vida e das garras do anti-herói malvado
mas exige que conserve sua porção sapo bem dosada
porque afinal de contas o sedutor é o batráquio
e nele ela está viciada

e chega o príncipe lindo cheiroso gostoso montado
num pimpante cavalo branco malhado
invocado
príncipe de cavalaria
e ela não sabe o que fazer com o cocô da montaria

cravo e rosa hoje vendem página sangrenta de jornal
e gozam sucesso póstumo na mídia virtual

ali babá e seus ladrões têm marca recorde
a cada soar de violão
a cada acorde

o que tenho a dizer é isto
apaga tudo aquilo em que acreditava até agora
aperta o reset
e te prepara para o mundo novo que já chegou

deleta
resseta
arrasta para a lixeira
ultrapassa finalmente a fronteira

e diz comigo

meu Deus meu amigo
afaste de mim o absinto
e não permita que eu deixe de sentir o que hoje eu sinto

maria lucia solla é terapeuta e professora de língua estrangeira, aos domingos escreve no blog do mílton jung de forma maíuscula mesmo quando tudo é escrito em em minúsculo

Um voo de Marte a Júpiter, quem sabe !

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Por Armando Italo
Ouvinte-internauta

Campo de Marte

Em “Sai o avião entra o trem”, abordei os riscos e prejuízos para usuários do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, com a restrição de voos no local. Lá onde são realizadas operações de aeronaves executivas, táxi-aéreos, maloteiros, cargas, aeromédica e avião geral, .nossas autoridades podem decidir pela desativação da pista de pouso para ceder seu lugar a um grande terminal ferroviário do Trem Bala, ligando São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Muitos dias e debates se passaram.

Ficam os aviões ? Entram os trens ?

Para a nossa surpresa, nesta semana, outra “grande ideia” veio à tona. Uma ponte aérea operando, exclusivamente, com pequenos e lentos bimotores LET 410, decolando de Marte, SBMT, e aterrissando ao Aeroporto de Jacarepaguá, SBRJ, no Rio de Janeiro.
Os LET 410 voam em uma velocidade média de 190 nós, aproximadamente 350 quilômetros por hora, e altitude próxima dos 1.400 pés ou 4.200 metros. Os jatos que ligam Congonhas (SP) a Santos Dumont (RJ) voam a 900 quilômetros por hora a cerca de 10 mil metros de altura. Dependendo das condições do clima, vento, além de outros fatores, o turboélice LET 140 pode levar uma hora entre São Paulo, capital, e Rio de Janeiro, capital. A viagem de jato é de 45 minutos.
Tanto o aeroporto de Marte como o de Jacarepaguá não possuem estrutura adequada e apropriada para estas operações. Sem contar que haveria interferência no intenso tráfego aéreo de helicópteros e pequenos aviões. Desde o gravíssimo acidente com o Airbus A320 da TAM e outros incidentes causados pelo péssimo estado de conservação que se encontravam as duas pistas de Congonhas, praticamente todas as operações da aviação geral e executiva foram transferidas para o Campo de Marte. Parte também se deslocou para e o pequeno Aeroporto de Jundiaí, interior de São Paulo. A intenção foi ceder olugares às grandes aeronaves comerciais, em Congonhas.
Nesta semana, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que estão descartadas as operações ligando os  aeroportos de Marte e Jacarepaguá por uma série de razões. Falou ainda que daqui cinco anos este aeródromo estará voltado somente aos helicópteros.
Voltamos a estaca zero e, assim, como sempre, ficamos a orbitar em algum ligar no espaço aguardando uma posição definita sobre o futuro do Campo de Marte. Sai o avião e entra o trem ? Sai o trem e o avião volta ? Cria-se uma ponte aérea de Marte a Júpiter, digo, Jacarepaguá ? Tudo é possível nestas mentes brilhantes.

Até o nosso próximo vôo (para qual aeroporto, sinceramente, nem eu sei qual).

Governo tem de dar atenção as travessias na ciclovia

 

A construção da ciclovia na Marginal Pinheiros está mais próxima de ser realizadas, pois a administração está com a CPTM e “lá tem uns caras que gostam de bicicleta”, disse o presidente do Instituto CicloBR André Pasqualini ao CBN SP. Mais otimista com o projeto que será discutido na segunda-feira, 05.10, no Palácio dos Bandeirantes, ele chama atenção para a necessidade de se estudar com cuidado como será feita a travessia para a faixa exclusiva de bicicletas.



Pasqualini explica que “a princípio estão previstos apenas acessos em Interlagos, junto a Ponte do Socorro e na Ponte João Dias. Ele sugere que se vá além, não apenas no número de travessias, mas na construção da pista segregada dos dois lados da Marginal Pinheiros, ou seja nas margens leste e oeste do rio.

Ouça a entrevista com Andre Pasqualini