Curso incentiva participação do cidadão

 

Curso Formação Cidadã

O projeto de lei Ficha Limpa, que pretende impedir a candidatura de pessoas que tenham sido condenadas em primeira estância, é de iniciativa popular e apenas foi possível graças a dispositivo criado na constituição de 1988, pouco exercitado no Brasil. Nesta semana, a repórter Michelle Trombelli apresentou uma série de reportagens mostrando ao cidadão a importância destas iniciativas e os canais que estão à disposição dele no legislativo.

Há 10 anos, o primeiro e único projeto de iniciativa popular, a Lei contra a corrupção na política, foi aprovada no Congresso Nacional e, hoje, é responsável pela cassação de um sem-número de governadores, prefeitos e parlamentares.

Na Câmara Municipal de São Paulo, existe a Comissão de Legislação Participativa há sete anos. Por esse canal, qualquer entidade pode propor ideias para serem avaliadas pelos vereadores e se tornar projetos de lei, sem a necessidade de coletar assinaturas de 1% do eleitorado municipal. Esta ação cidadã, promovida por ONGs tem conseguido levar os vereadores a aprovarem projetos como a Lei de Metas, apresentada pelo Movimento Nossa São Paulo.

Na última reportagem da série, Michelle falou sobre o curso de Formação Cidadã da Escola de Governo de São Paulo, que é gratuito e tem duração de seis meses. As aulas são sextas-feiras das sete e meia às nove e meia da noite, na rua Maria Antonia, 294 – 1º andar – sala 101, em São Paulo. O telefone para contato é 3256.6338.

Ouça a série de reportagens sobre lei de iniciativa popular

Meu carro, nossa vida !

 

Por Devanir Amâncio
Da ONG EducaSP

A casa é um carro

“Ô cidadão, este carro tem dono!”. Foi assim que o paulistano Juarez José da Silva, 52, popular ‘Moranguinho’, reagiu ao perceber que seu GOL 83, estava sendo fotografado. O mecânico entendeu com simpatia o motivo da visita e até fez uma demonstração de como dorme no carro, ao lado de uma caixinha de ferramentas, e de sua companheira ‘Moranguinha’, Maria José da Silva, 23, uma sorridente pernambucana, que o ajuda no dia-a-dia. “Dividimos juntos o carro e a vida. Estamos aqui há quatro anos” – Rua Santo Antonio, 914, Bela Vista – Centro.

“O nosso maior sonho é conseguir uma casa do Governo…não queremos nada de graça, podemos pagar até R$ 100,00 por mês. Os meus clientes são todos do Centro. O ideal seria ter a moradia próximo ao trabalho. E, além do mais, temos muitos amigos aqui, afinal, são mais de 20 anos que moro na Bela Vista. Já trabalhei 14 anos em uma oficina. Um dia ainda vou ter a minha”, argumenta com empolgação, Moranguinho.

Ciclovia na Marginal: um ano depois, uma reunião

 

Ciclovia na Radial LesteClique nesta imagem e veja outras fotos da ciclovia na Radial Leste feitas por Luis F. Gallo

 

Há duas semanas, o CBN SP procura o Governo do Estado para saber como está o projeto de construção de uma ciclovia na Marginal Pinheiros, prometido há quase um ano em entrevista ao programa pelo secretário-adjunto de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Ricardo Toledo. Do Palácio dos Bandeirantes e da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia soube-se que não havia sido feito até então. Houve, inclusive, tentativa de entrevista com a secretária Dilma Pena, mas a falta de informação sobre o assunto fez com que ela não aceitasse conversar como programa.

Por isso, fiquei surpreso ao ver que o secretário chefe da Casa Civil do Governo de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, e o secretário municipal dos Esportes, Walter Feldman, divulgaram nota, nesta quinta-feira, convidando ciclistas para encontro no qual será apresentada proposta de projeto de uma nova ciclovia na cidade, segunda-feira, 05.10, às duas e meia da tarde, com a presença do arquiteto Ruy Ohtake, no Palácio dos Bandeirantes.

Espara-se que a disposição dos dois secretários tire do limbo projeto que havia sido anunciado em 15 de outubro do ano passado, pouco antes da eleição municipal e gerou expectativa em ciclistas que pedalam entre os carros e todos os dias correm risco de vida, saindo da zona sul da capital em direção aos bairros mais centrais. A ciclovia ligaria o autódromo de Interlagos ao Cebolão e seria construída entre a pista da marginal que segue em direção a zona sul e o rio Pinheiros. Naquela época falou-se que até 2010 o primeiro trecho estaria entregue.

Em agosto, a partir de estudo realizado pelo cicloativista Henrique Boney, informamos aqui no Blog que a cidade tem 367 quilômetros de ciclovias, previstas nos Planos Regionais Estratégicos, não realizados (leia sobre o assunto). Curiosidade maior: a da Marginal Pinheiros que ameaça sair agora não faz parte dos planos, assim como a da Radial Leste (foto) que se iniciou mas ainda não acabou.

Reportagem de hoje da Folha diz que a CPTM promete ciclovia na Marginal Pinheiros em quatro meses e projeto já está em andamento.

Voluntários tornam hospitais mais humanos

 

Mais da metade dos voluntários (57%) que trabalham em hospitais estão há mais de dois anos desenvolvendo o serviço, e a maior parte desses (27%) já está por lá de cinco a 10 anos. Apesar de a maioria ser pessoas em boas condições financeiras, há um número considerado de voluntários de baixa renda que se dedicam à função, também. Estes são apenas alguns dos resultados da pesquisa “Humanização e voluntariado: um estudo em hospitais públicos estaduais da Grande São Paulo”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, Maria Cezira Nogueira Martins.

Na entrevista ao CBN SP, ela traçou o perfil dos voluntários que colaboram para a humanização dos hospitais:

Ouça a entrevisa da professora Maria Cezira Nogueira Martins

A repórter Michelle Trombelli – autora da foto que você vê neste post – realizou, recentemente, uma série de reportagens sobre a humanização nos hospitais (ouça aqui).

Dia Internacional da Não-Violência.

 

Em 2 de outubro de 1896, nascia Gandhi que pela sua história conquistou o direito de ser chamado Mahtma, A Grande Alma. Da luta pela verdade e libertação do povo indiano, Gandhi nfluenciou a humanidade com o princípio da não-agressão, Satyagraha.    É por ele que a data passou para o calendário internacional como o Dia da Não-Violência. Para lembrar o momento, o publicitário Washington Olivetto criou a “publicidade pela paz” que você assiste clicando aqui.

“Influência de vereador não é administrativa”, diz secretário

 

Os vereadores não indicam os funcionários que vão trabalhar na subprefeitura, mas são consultados quando necessário. Foi o que entendi da entrevista do secretário municipal de Relações Governamentais Antonio Carlo Malufe, da prefeitura de São Paulo. Mas se são consultados, não sinaliza que eles influenciam na decisão da escolha dos funcionários ? Esta foi a parte que não entendi.

Para que você entenda alguma coisa. A conversa teve origem na reportagem do Estadão, publicada no caderno Metrópole, de 30.09.09, que afirma:

“Vereadores de São Paulo continuam a exercer influência nas subprefeituras. São cerca de 1.600 cargos de confiança espalhados pelas 31 subs da cidade, cujos titulares podem mudar conforme a administração municipal. Essa ampla fatia de empregos vinculados a indicações políticas, mais o prestígio que as subprefeituras destinam a certas lideranças locais, favorecem a ascendência que membros do Legislativo têm em diferentes regiões da cidade”(leia mais aqui)

Na reportagem a informação estava com aspas a sinalizar que a frase foi dita pelo secretário:

“Existem vereadores distritais, com larga votação em bairros específicos, que conhecem bem a região e nada mais justo que indiquem funcionários para ajudar”,

Na entrevista ao CBN SP, ele disse que não disse, ou não disse exatamente isso, ou disse mas em outro contexto. Pensando bem, melhor você ouvir a entrevista e depois contar pra gente o que entendeu: os vereadores influenciam ou não as subprefeituras ?

Ouça a entrevista do secretário Antonio Carlos Malufe ao CBN SP

O Ficha Limpa e a presunção da culpa

Gustavo Ferroni
Ouvinte-internauta

Achei muito pertinente abordarem a Campanha Ficha Limpa hoje (segunda-feira) pela manhã, porém creio que o assunto não foi aprofundado da maneira adequada.

A questão que esta por trás da Ficha Limpa não é apenas conseguirmos melhores candidatos e políticos eleitos, mas sim algo mais amplo que é a distorção da justiça brasileira com relação ao princípio da presunção da inocência. Ora, se alguém já foi condenado pelo Estado, em primeira instância, então não deveria ser presumidamente inocente apenas porque está apelando da sentença. Após a primeira condenação, a presunção deveria ser de que o processo funcionou corretamente, logo o réu é culpado.

Desta forma o réu seria considerado culpado durante todo o resto do processo (em instâncias superiores) e teria o ônus de provar que na verdade é inocente. Se o fizer será inocentado e merecerá uma reparação caso tenha cumprido pena ou pago multa. Se não conseguir continuará sendo culpado, cumprindo a sentença estabelecida.

É um absurdo um país se considerar uma democracia sendo que temos que esperar 20 nos para saber se alguém é culpado ou não. Neste caso esse “alguém” provavelmente terá vastos recursos financeiros e poder político, já que a população normal não consegue ter acesso devido ao judiciário. Ao gozarem deste status indevido de inocência, estes “alguéms” que agem livremente são exatamente aqueles que reúnem as maiores condições de lesar seriamente a sociedade brasileira. Neste caso encontram-se exatamente os principais políticos de nosso país.

A campanha Ficha Limpa é importante, mas mesmo que a projeto de lei venha a ser aprovado, seria apenas uma mudança restrita e não a solução estrutural que precisamos para diminuir com a impunidade no nosso país, isto é, uma reforma processual da justiça brasileira. Abaixo indico o excelente artigo escrito pelo Ministro Jorge Hage e publicado na Folha de São Paulo no dia 03 de julho deste ano. (clique aqui para ler o texto recomendado pelo ouvinte-internauta)

Lei antifumo: Ciro x Serra

 

DEPUTADO CIRO GOMES FLAGRADO FUMANDO

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) está disposto a ir para a briga eleitoral com o governador José Serra (PSDB) e mostrar as diferenças políticas entre os dois. Uma delas ficou clara durante a filiação do vereador Gabriel Chalita no partido, nesta terça-feira, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Mesmo cercado pelos repórteres, não soltou o cigarro. A cena deve ter deixado Serra de cabelo em pé. O flagrante é do fotógrafo William Volcov (Ag News Free), colaborador do Blog do Mílton Jung