Comunique-se: um prêmio para o rádio

 

Prêmio Comunique-se 2009

Seis anos finalista do Prêmio Comunique-se, desta vez coube a mim o título de “Melhor âncora do rádio brasileiro”, tendo dois colegas da CBN, Lucia Hipolito e Carlos Alberto Sardenberg, também sido indicados para a disputa na edição 2009. Não tenho a pretensão de ser nem a ilusão de que sou o melhor âncora, mesmo tendo a preferência dos cerca de 113 mil jornalistas e estudantes de jornalismo que votaram pelo site do Comunique-se. Mas sou, com certeza, muito grato pela escolha para um lugar já ocupado nas edições anteriores por Heródoto Barbeiro, Ricardo Boechat e o próprio Sardenberg.

Falei durante a festa e repito que considero o prêmio a valorização dos profissionais de rádio, pois é a primeira vez que entre os concorrentes vence um jornalista que se dedica apenas ao veículo e as ferramentas da mídia digital que estão em seu entorno. Para mim, receber o Comunique-se foi a oportunidade de lembrar a história de meu pai que há 54 anos – se não errei nas contas – é jornalista de rádio. Tempo este lembrado na fala do empresário Jayme Sirostsky, da RBS, maior grupo de comunicação do sul do País, de quem recebi cumprimentos ao fim da festa: “Ninguém fala em rádio no Rio Grande do Sul sem citar o nome de Milton Ferretti Jung”.

Além de premiado, tive oportunidade de entregar o prêmio aos melhores repórteres , a mais importante função do jornalismo: Ernesto Paglia, mídia eletrônica, Elvira Lobato, mídia impressa, e Evandro Teixeira, repórter fotográfico.

A CBN esteve presente em outras premiações na noite do Comunique-se demonstrando a força e qualidade de seu time: Juca Kfouri ficou com o título na categoria “comentarista de esporte – mídia impressa”; Sardenberg, “comentarista de economia – mídia impressa”; Lúcia Hipolito, “comentarista de economia – mídia eletrônica”; Arthur Xexéo, “jornalista de cultura – mídia impressa”; André Trigueiro, “jornalista de sustentabilidade”; e Daniela Braum, “jornalista de tecnologia”.

Aproveito para registrar publicamente meu agradecimento ao carinho de ouvintes-internautas e profissionais de jornalismo que tem escrito para a CBN desde ontem à noite quando o resultado foi divulgado. Obrigado a todos !

Veja aqui a lista dos vencedores do prêmio Comunique-se 2009

E aqui veja as fotos da festa

Emurb diz que árvores atrasaram obra na Câmara

 

Praça da Câmara Municipal de São Paulo

Árvores frutíferas que exigiram cuidados especiais foram a justificativa da Emurb para o atraso nas obras de “requalificação paisagística no entorno da Câmara Municipal”. O gerente de obras da Emurb Norbeto Duran não foi capaz de explicar, porém, o motivo de o projeto de compensação ambiental não ter sido estudado antes da assinatura de contrato para execução da obra. Na entrevista ao CBN SP, ele disse que a responsabilidade pelo trabalho de compensação é da Subprefeitura da Sé que não teria feito a parte dela.

A denúncia sobre a falta de manutenção do local e da paralisação da obra de mais de R$ 800 mil foi feita pelo colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, em post publicado nessa terça-feira. Apesar do dinheiro que está sendo investido pela prefeitura, a praça poderá sofrer novas modificações assim que o projeto de renovação do prédio da Câmara Municipal for autorizado.

Ouça as explicações de Norberto Duran, da Emurb

Embolou o meio de campo: rua fechada, pedestre e carro

 

Por Carlos Magno Gibrail

A Câmara Municipal de São Paulo aprova projeto que regulariza o fechamento de ruas, consolidando projetos anteriores e possivelmente contribuindo para resolver os mais de 200 casos que o Ministério Público interpôs questionamentos. Entretanto acrescenta o “traffic calm” que é uma proposta para impedir que volume pesado de trânsito adentre a áreas residenciais não preparadas para absorver tal impacto.

Assunto indigesto, pois adiciona à questão do fechamento de ruas, que por si só aglutina aspecto urbanístico, social e comportamental, o tema do trânsito onde mais uma vez o destaque é o automóvel. Tirano absoluto diante da demagogia escancarada de Prefeito e Governador, submissos à seu reinado com medo de perder votos, de uma população refém da própria desinformação. Desconhecem que para uma população de 11 milhões de pessoas, há 6 milhões de carros, além de terem esquecido a lei de Lavoisier, que previne: “Dois corpos não ocupam simultaneamente o mesmo lugar no espaço”

Do caos de hoje vamos ao que a história da cidade conta há 107 anos , quando uma empresa inglesa decidiu efetuar uma experiência pioneira no mundo e simultaneamente em duas cidades, Londres e São Paulo :


“Em 1912, instalava-se na capital paulista com o nome de City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Ltda. A “Cia. City”, como a empresa ficou conhecida, iniciou suas operações comprando milhares de metros quadrados de terras que hoje estão entre os melhores bairros da cidade, tais como Jardim América, Pacaembu, Alto de Pinheiros e Alto da Lapa.

A visão de futuro da empresa não se revelou apenas na escolha dos terrenos. Desde o início, sua atividade comercial foi associada ao desenvolvimento urbano de São Paulo. Nas áreas que urbanizava a Cia. City implantava todas as benfeitorias indispensáveis à qualidade de vida do morador: pavimentação das ruas, arborização das áreas comuns, implantação de sistema de água e esgoto, gás encanado, bem como fartos espaços públicos, praças e parques para promover a convivência entre os moradores. Assim a Cia City abraçava responsabilidades muito além de seus projetos privados.  Além dessas ações, como parte de sua estratégia de urbanização, a empresa promovia junto ao poder público o fornecimento de serviços complementares essenciais: iluminação e transporte.  Quem não ouviu falar na “Light” dos velhos tempos e dos bondes circulando pela elegante Rua Colômbia?

Com isto, a empresa estabeleceu critérios urbanísticos que influenciaram não só a ocupação de seus terrenos como também os padrões que no futuro vieram reger as Leis de Zoneamento Urbano.
Além disso, a Cia. City contratou os arquitetos ingleses Barry Parker e Raymond Unwin. O objetivo era construir em São Paulo o Jardim América, primeiro bairro a seguir os moldes da cidade-jardim, conceito urbanístico que se opunha à cidade caótica e desregrada e que começava a ser implementado na Inglaterra.

Em sub-centros, harmonizando os diversos usos, trabalhando de maneira suave a transição entre o urbano e o rural. Desta forma, a cidade-jardim rompia com os modelos propostos durante as revoluções industriais, caracterizados por um único centro ao redor do qual iam se agregando bairros periféricos, com traçados de ruas estanques e sujeitos a todo tipo de descaracterização, principalmente as advindas do adensamento populacional”.

Ou seja, a Cia. City mostrou ao mundo há 107 anos que Londres e São Paulo propunham um novo urbanismo para áreas residenciais, onde moradores, flora e carros viveriam prazerosamente. As ruas sinuosas eram essenciais para não prevalecer o tráfico de veículos e não descaracterizar a convivência urbana de casas em ruas abertas, jamais fechadas.

O cluster é o bairro e não a rua.

O processo gradativo e anômalo de fechamento e isolamento a título de premissas apressadas, como segurança, segmentação e estilo de vida, que nada mais é do que uma demonstração de autoritarismo e egoísmo refletido escandalosamente nas Câmaras, Assembléias, Congresso Nacional, poderes Executivo e Legislativo.

Tal qual no Senado das medidas secretas, iremos fechar ruas, que irão beneficiar uns poucos ao mesmo tempo em que se contrabandeia para a mesma pauta legislativa a “traffic calm” que irá beneficiar todo um bairro .

Lembremos que o direito de ir e vir é como pedestre, não de automóvel, e o direito de dormir é como morador. Fato consumado, não há necessidade de fechamento de rua, além de evitar a criação de um cidadão que não mais respeitará o que estiver fora de seu cluster.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Milton Jung e quer garantir o direito de andar na cidade.

Foto-ouvinte: Calçada para o “lazer”

 

Calçada ocupada

Usar as ruas para o lazer é das boas coisas em uma cidade. Mas não para benefício particular. As mesas e cadeiras deste bar, na avenida Faria Lima, ocupam a calçada na esquina com a Rua Chilon, na Vila Olímpia, conforme fotos enviadas pelo ouvinte-internauta Edivaldo Ferreira. Mesmo que haja autorização da prefeitura – o que ocorre em alguns casos na cidade – não se justifica que ao pedestre reste apenas um corredor.

Saiba como mudar o local da prova do Enem

 

Alunos que estudam em São Paulo, capital, escalados para fazer a prova do Enem, no Guarujá. Estudantes que moram na zona sul com exames marcados em Guarulhos. Todos eles erraram ao se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio que se realizará sábado e domingo próximos. É o que diz o Ministério da Educação a propósito do grande número de reclamações de inscritos que terão de “viajar” para realizar o Enem. Seja o Ministro Fernando Haddad, entrevistado pelo Carlos Alberto Sardenberg, seja o presidente do INEP, Reinaldo Fernandes, entrevistado por mim, não admitem que a falha possa ter sido do instituto que organiza o exame.

Em relação aos estudantes de São Paulo que terão de atravessar a cidade, pois apesar de terem sido inscritos como moradores de uma região foram escalados para outra bem distante, Fernandes explica que o problema deve ter ocorrido pela falta de vagas no bairro.

Nos dois casos, a única saída é enviar pedido de mudança de endereço para o e-mail faleconosco@indep.gov.br e esperar que a troca de local seja autorizada.

Ouça as explicações e orientações de Reinaldo Fernandes, do Inep

Cerca de 4 milhões e meio de estudantes se inscreveram para o Enem em todo o Brasil. O telefone de informações do Inep é o 0800 616161

Vereadores podem impedir mais vereadores

 

A Câmara Municipal do Taboão da Serra começa a discutir, hoje à noite, se mexe na Lei Orgânica do Município para aumentar de 13 para 21 o número de vereadores, conforme previsto em lei que mudou a Constituição brasileira aprovada pelo Congresso Nacional. O líder do governo, vereador Paulo Félix (PSDB), é contrário a ampliação devagas no legislativo municipal e propõe, incusive, a realização de plebiscito para saber o que a população pensa.

Ouça o que pensa o vereador de Taboão da Serra Paulo Felix (PSDB)

Mesmo com a mudança na lei orgânica do município propondo a ampliação no número de vereadores ou a restrição, é possível que os suplentes que aguardam a abertura de vagas na Câmara Municipal não possam assumir o cargo nesta legislatura. É o que pensa o advogado especialista em Direito Eleitoral Everson Tobaruela que enxerga a possibilidade de o caso voltar à Justiça. O tema esta em discussão em diversas casas legislativas, neste momento, devido a pressão dos suplentes beneficiados pela lei aprovada no Congresso Nacional.

Ouça a opinião do advogado Everson Tobaruela

IRBEM prorroga entrega de questionário

 

A primeira etapa para construção dos Indicadores de Referência de Bem-Estar foi prorrogada por mais uma semana. Com 28 mil questionários entregues até agora e uma demanda que segue crescendo, o Movimento Nossa São Paulo ampliou o prazo para 7 de outubro, quarta-feira. Oportunidade que você terá para responder “O que é importante para a sua qualidade de vida, para o seu bem-estar ?” em 24 temas propostas que vão de educação a meio-ambiente.

Oded Grajew, do Nossa São Paulo, disse que a participação de empresas e das escolas tem sido importante nesta primeira etapa de onde sairá a base para pesquisa que será realizada uma vez por mês para identificar o nível de satisfação do paulistano com a sua cidade.

Ouça a entrevista de Oded Grajew, do Nossa São Paulo

Canto da Cátia: Pra relaxar e gozar

 

Banheira de hidro no lixo

A velha banheira de hidromassagem deve ter sido testemunha de momentos de prazer de um casal apaixonado que juntos relaxaram e trocaram segredos; pode ter sido cenário da relação de amantes que já se deixaram; talvez apenas espaço de descanso de um executivo estressado do cotidiano corporativo. Tantas histórias podem ser contadas a partir das experiências desta “senhora” abandonada na praça Mário Autuori, na zona sul de São Paulo, e econtrada pela repórter Cátia Toffoletto. Pena ter terminado sua vida útil assim, inútil. Símbolo da falta de cidadania.

Estou de volta ao Twitter, agora com @blogdomilton

 

Onze dias depois, volto ao Twitter com outro nome e o mesmo objetivo: “conversar, dividir, ouvir, aprender com você”. O endereço @miltonjung foi raqueado na sexta-feira, dia 18, e desde lá, mesmo com vários contatos com o suporte do Twitter, não tive sucesso em recuperar minha conta e senha. Curioso foi assistir a tudo isso, logo após a extensiva cobertura do Desafio Intermodal no qual estive presente viajando de helicóptero e registrando o passo a passo pelo TwitterBerry. Talvez tenha sido estresse do meu perfil que, revoltado, se desligou.

Em um ano e um mês de “tuitagem”, foram 4.632 seguidores, 2.429 tuitadas e a marca de pioneiro no rádio – coisa que jamais imaginei tendo o veículo mais de 80 anos de vida. Fui dos primeiros, se não o primeiro, a unir rádio e Twitter. Desde lá, muitos colegas e emissoras tem investido na proximidade das duas ferramentas. De alguns aprendo com os acertos, de outros com os erros. Ninguém, porém, me ensinou como ficar imune aos ataques de hackers.

Apesar de ter sido chamado de viciado em Twitter pelo IG e outras coisas mais por publicações especializadas, não deu tremedeira nem suadeira a distância do microblogging. Mas senti dificuldade para escutar grupos de ouvintes-internautas que não conversam mais com a gente por e-mail muito menos se dão o trabalho de publicar comentários no blog. Uma turma que se acostumou com a agilidade em tuitar e não quer saber de compromisso com a programação da rádio. Acessa o site na hora que bem entende ou recorre aos blogs para saber o que estamos dizendo e transmitindo.

Hoje, 29.09.09, começo nova etapa. Literalmente do zero (em número de seguidores), na expectativa de, em breve, reconstruir nossa rede de contatos. O novo endereço é o http://www.twitter.com/blogdomilton. Peço sua ajuda para divulgá-lo, e conto com a colaboração dos colegas de profissão que, neste pouco mais de um ano, publicaram reportagens citando meu endereço anterior. Me deem mais esta colher de chá.

Voltamos a conversar pelo Twitter, assim que alguém aparecer por lá.

Empresa usa tecnologia e faz trólebus mais atraente

Por Adamo Bazani

Trólebus com corrente de tração, flagrado pela coluna no corredor que liga a zona sul de São Paulo ao ABC Paulista, torna modelo mais barato e eficiente.

Trólebus mais eficiente

Uma das grandes desculpas dos órgãos públicos e empresas para não adotar os trólebus, ônibus elétricos com emissão zero de poluentes, é o alto preço do veículo, que pode custar até 4 vezes mais que um ônibus convencional. Esta justificativa está com os dias contados.

Neste domingo, 27 de setembro, na Parada Paraíso, no bairro Paraíso, em Santo André, flagramos o carro prefixo 7301 da Metra, empresa que faz a ligação entre São Matheus, na zona Leste da capital paulista, ao Jabaquara, na zona sul, pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, no ABC Paulista. Aparentemente nenhuma diferença em relação ao trólebus que você está acostumado a ver em algumas cidades. Mas o Busscar Urbanuss Pluss Mercedes Benz fabricado, originalmente, com corrente contínua foi transformado para corrente alternada.

A Eletra – companhia nacional especializada em fabricação de ônibus com tecnologia limpa – está convertendo trólebus antigos com corrente contínua, que necessitavam de eixo de tração importado, em veículo abastecidos por corrente alternada. A diferença entre as duas formas de alimentação elétrica é muito técnica, mas posso garantir-lhe que esta transformação pode significar um grande avanço no setor, principalmente em relação ao barateamento do veículo e ao desempenho.

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