Obra de praça na Câmara de Vereadores está parada

 

Praça da Câmara Municipal de São PauloFoi a placa de sinalização que chamou atenção do colaborador do Blog, Marcos Paulo Dias. A obra no entorno da Câmara Municipal de São Paulo que custa pouco mais de R$ 890 mil à prefeitura e tem quatro meses para ser concluída está paralisada. E sem manutenção como constatou na conversa com alguns frequentadores.

Francisco Almeida, 31, disse que ninguém cuida da quadra, tem sujeira no local, buracos, ratos e água acumulada: “Sabe este rodo, quando chove puxo a água, mas o ralo está sempre entupido”.

Fábio Xavier, 20, e Diego, 19, estudantes e skatistas, disseram que esperam reforma e ampliação da pista que tem ali. “Com pista recuperada podemos fazer manobras radicais e investir mais no nosso esporte preferido”, disse um deles com o apoio dos demais que assistiam a entrevista.

Antonio Vieira, 52, pega ônibus próximo da praça e se queixa do acúmulo de sujeira, insetos e ratos: “Faz tempo que  passo por aqui e a situação é está  que você está vendo, uma vergonha!”

A visita do Marcos Paulo Dias foi na sexta, 25.09, por volta das oito e meia da noite, sem iluminação elétrica – outro problema reclamado pelos frequentadores da praça. Todos que estavam por lá apoiaram a iniciativa dele: “registra mesmo, pode fotografar !”. Como os vereadores que trabalham bem ao lado não se sensibilizaram até agora, eles acreditam que a denúncia na imprensa possa fazer com que a obra seja entregue mais rapidamente. O povo agradece.

Chalita deixa PSDB e ataca Serra

 

Eleito com mais de 102 mil votos pelo PSDB, onde foi secretário de Educação, o vereador Gabriel Chalita se filia amanhã ao PSB, e deixa o partido reclamando da falta de espaço para discutir temas que considera prioridade no Estado. Chalita criticou o comportamento do governador José Serra que teria desmontado programas criados durante a gestão de Geraldo Alckmin, como o Escola em Tempo Integral e o Escola da Família.

Na entrevista ao CBN SP, o vereador foi além e atacou o governador tucano que estaria usando “o subsolo de suas intenções” para fazer política ao utilizar seus assessores para fazer críticas ao trabalho realizado por Chalita na Educação. Lembrou, ainda, o fato de que Serra em menos de três anos de Governo teve três secretários de educação e que teria implantado uma política de desrespeito aos professores da rede pública.

A divergência entre Chalita e Serra ocorre desde a eleição presidencial (2005) na qual Geraldo Alckmin foi candidato do PSDB contra Lula (PT), que disputava a reeleição. Chalita, ligado a Alckmin, nunca aceitou o comportamento de Serra que teria abandonado o colega de partido na campanha nacional. Dois anos depois, o confronto se acirrou, pois Serra apoiou Gilberto Kassab (DEM) em vez de Geraldo Alckmin na eleição municipal.

Chalita não confirmou, mas admite a possibilidade de ser candidato ao Senado pelo PSB, no ano que vem.

Ouça a entrevista com o vereador Gabriel Chalita (ex-PSDB)


Agora o outro lado

O secretário estadual de Educação Paulo Renato Souza foi escalado pelo Palácio dos Bandeirantes para responder às críticas feitas pelo vereador Gabriel Chalita, no programa CBN SP. Apesar de estar em Araras, interior de São Paulo, e não ter ouvido a entrevista concedida pelo ex-secretário, Paulo Renato usou de informações que lhe foram passadas pela assessoria do Governo e disse que não se justifica a reclamação de que Chalita não teve espaço para debater temas relacionados à educação. Falou que o governador José Serra nunca se negou a conversar com ele, inclusive um dos encontros marcados apenas não ocorreu por causa do próprio vereador que não compareceu a audiência.

Paulo Renato disse que o governo Serra não acabou com os programas de educação defendidos por Chalita, apenas tem outras prioridades no setor.

Ouça a entrevista do secretário de Educacação, Paulo Renato Souza

O PSDB deve pedir a vaga na Câmara Municipal de São Paulo ocupada por Gabriel Chalita, já que a lei eleitoral privilegia os partidos. No entanto, como Chalita não pretende entregá-lo, neste momento, o caso vai parar na Justiça e nenhuma decisão será adotada antes das eleições do ano que vem quando se aposta na possibilidade dele sair candidato ao Senado pelo PSB.

Foto-ouvinte: Nos caminhos de Pinheiros

 

02 Armadilhas na calçada

Veja aqui slideshow sobre os riscos urbanos em Pinheiros

Buracos na calçada, gambiarra no muro, “gato” a gerar energia para camelôs e lixo espalhado nas ruas de Pinheiros são as imagens registradas pelo ouvinte-internauta Willy Graeser Junior. Ele conta que “em qualquer rua que se ande em Pinheiros, se vê não apenas a pobreza cultural das pessoas, mas também o desprezo até de autoridades”. São tantas as imagens de desrespeito que o Blog do Milton Jung, além da foto, montou um slide-show para você assistir e refletir. Na mensagem enviada ao CBN São Paulo, Willy pede licença para mostrar estas cenas. Dispensável o pedido. É direito de todo cidadão denunciar os problemas que atravancam nosso caminho. Assim como é dever da subprefeitura de Pinheiros – e de todas as demais – atentar para as armadilhas urbanas.

Calçada podre: Prefeitura não faz lição de casa

 

Praça da Bandeira São Paulo 1

A Praça da Bandeira fica no centro de São Paulo a caminho da prefeitura. Depois de passar por ali, 100 metros a frente você encontra o edíficio Matarazzo, onde está o gabinete do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A calçada irregular e os buracos mal tapados com madeira são um risco à saúde do pedestre, conforme imagens enviadas por Devanis Amâncio, da ONG EducaSP. Como anda de carro oficial ou helicóptero que parte do topo do prédio, o prefeito nunca deve ter se dado conta do que ocorre no entorno.

Avalanche Tricolor: Um domingo de trabalho

 

Goiás 2 x 1 Grêmio
Brasileiro – Goiânia

 

Trabalhar é preciso. Mesmo que seja em um domingo. O sol de São Paulo foi tentador, mas obrigações profissionais exigiram um esforço extra. Deixei-o entrar pela porta da sala para sentir o calor da rua. Durante boa parte da tarde iluminou a mesa tomada por papéis, livros, anotações e o meu inseparável Macbook Air. Nele assisti a vários vídeos relacionados a comunicação. Gravações em áudio também estavam lá. Além das minhas apresentações construídas cuidadosamente no Keynote, programa que dá de goleada no tradicional Power Point, o preferido da galera.

Encerrei a reunião de trabalho quando a lua tomava conta do céu, mas a temperatura ainda era alta. Com garra e determinação – jargão típico da turma do futebol -, foi produtiva esta tarde-noite de domingo. Com minha parceira de reunião, discutimos assuntos sérios, às vezes com bom humor; dividimos ideias, mais as delas do que as minhas; exploramos o que havia de conhecimento e criatividade, fatores importantes para quem pretende atender a demanda de uma plateia interessada em se comunicar melhor. E terminamos o dia orgulhosos do trabalho realizado até ali.

Havíamos vencido mais uma etapa.

Poucas vezes a vitória chega àqueles que não se esforçam, aos que não demonstram merecimento, não planejam de maneira séria ou não são apaixonados pelo que fazem. Às vezes, ela não chega sequer a estes, pois está reservada a alguns. Mesmo os abençoados pelo olhar divino custam a encontrá-la.

O futebol desta tarde me chegou apenas pelos ouvidos, com gritos e foguetes de torcedores paulistanos comemorando os gols de São Paulo e Corinthians. O estádio do Morumbi é aqui perto de casa. Preferi me afastar da tensão de Goiânia e me limitei a acessar a internet quando a partida estivesse no intervalo e no seu final. Tinha de me concentrar no trabalho.

Do jogo mesmo, soube por telefone quase oito da noite quando minha tarefa se encerrara. E do outro lado da linha, ouvi um torcedor incomodado com algo que jamais poderemos admitir em quem veste a camisa do Imortal Tricolor: a aceitação da derrota. O discurso de que as coisas são assim mesmo, o cansaço atrapalha, estava muito calor, sem contar a qualidade do adversário, não combina com a nossa história.

Neste domingo, começamos a disputar uma espécie de mata-mata particular, contra adversários que estão na briga direta pela Libertadores. Nada mais pode ser justificativa para não alcançarmos nosso objetivo. Nossos competidores podem ser superiores no placar e no futebol jogado, nunca no desejo da conquista. Isto sempre nos diferenciou.

A derrota não me assusta, não me tira o desejo de vencer, menos ainda a esperança de que estaremos na Libertadores, em 2010. Mas quando esta acontecer que o seja de maneira suada, que o adversário tenha tido que nos arrancar o resultado do coração, que saíamos do campo orgulhosos do que fizemos como ensinou o educador Darcy Ribeiro em vida, autor de um dos muitos textos consultados neste domingo de trabalho:

“Fracassei em tudo que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças, não consegui.
Tentei salvar os índios não consegui.
Tentei uma universidade séria, não consegui,
Mas meus fracassos são minhas vitórias.
Detestaria estar no lugar de quem venceu”

De amor que alimenta a alma

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De amor que alimenta a alma” na voz da autora

Santa

Olá,

Às vezes parece que não se tem nada a dizer. A gente puxa daqui, estica dali e se sente oca.
Carcaça.

Quando o corpo enfraquece, a gente fica sem força para lutar.
Tudo rateia, e você não sai do lugar.
A impotência que se sente, é de assustar

Não existe receita e muito menos remédio milagroso para momentos assim.
É aguentar o tranco e se agarrar à vida.
É dizer o que se tem lá dentro, para fazer que a alma se sinta de novo bem-vinda e te faça sentir vivo sempre, e ainda.

É lutar contra o desânimo porque é ele o barqueiro que leva de nós a alma, antes do tempo previsto, quando a gente está desanimada.
Quando não acredita mais em nada.

Então, é se agarrar ao sentimento de amor que alimenta o invisível, de tal forma que o visível se fortalece e revive.

É lembrar-se de que o segundo passo depois de estar desanimado é ficar desalmado.
Passa-se a ser zumbi!
E o fim triste está aí.

Na imensidão das faces da vida, quem termina assim pena até reencontrar-se com a alma e se reconciliar com ela.

Se não me reconcilio com minha alma todos os dias da vida, se não dou boas-vindas a cada novo dia; a cada nova oportunidade, ao abrir meus olhos depois do sono;
se acredito em tudo o que vejo com os olhos do corpo,
meu corpo fica girando feito bobo da corte, tonteia, falseia e cai.

Insisto na beleza da vida. Insisto na beleza do ser humano. Insisto na possibilidade de redenção – sem obrigação -, sentindo o ar que respiro e agradecendo por ele.

Preciso disso. É o meu modo. E conto para você, não com intuito de ensinar, porque mesmo sendo educadora, não acredito nele. Acredito no aprender.

Só quem sabe aprender pode abrir o seu cardápio e oferecer amostras dos limites que percorre.

Eu teria, hoje, um catatau de gente para enviar a minha gratidão. Vou escolher dois anjos que povoam a minha vida.
Duas Silvanas.
Duas mulheres que se reconciliam com suas almas e a trazem estampada no corpo inteiro.

E você? Está agarradinho à sua alma? Tem uma gratidão especial querendo explodir no fundo do teu coração?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung e se fortalece a cada frase que compõe, sempre pensando no seu apoio para reescrever o livro “De bem com a vida mesmo que doa”

Voto Consciente faz 3 anos em Jundiaí

 

Por Diogo Parra

Já se disse que as verdades mais evidentes são as mais facilmente ignoradas. Delas nos afastamos, seguindo um caminho marginal, de soluções e respostas secundárias, ineficazes para atacar a essências dos problemas. Por exemplo, contra a violência, construímos muros cada vez mais altos, clamamos pelo aumento do contingente policial nas ruas. Do que nos esquecemos nesse caso? De que a violência é sempre conseqüência; da falta de educação, de condições mínimas de subsistência, da garantia da dignidade humana.

Reclamamos diariamente de nossa classe política, da corrupção que contaminou suas estruturas, da falta de respeito pela coisa pública. E o que se pede ao povo, comumente, é a atenção ao voto, em quem se vota. Mas nos esquecemos de que eles, os políticos, serão sempre nós, independentemente de quem sejam. A classe política é o reflexo do povo, suas características e comportamentos estarão umbilicalmente ligados a como nós conduzimos nossas próprias vidas. Votamos, a cada eleição, e retornamos a nossas casas com a rasa consciência do dever cumprido.

Como, então, exigir dos eleitos um compromisso diário conosco? Como exigir a permanente prestação de contas? Eles também considerarão que seu dever foi cumprido: convenceram-nos a confiramos-lhes o voto e terão quatro anos para fazer o que bem entenderem. De quem é a culpa, então? Nossa, por considerarmos nosso dever, nossa participação, encerrada ao teclarmos um punhado de números que levamos anotados, ou guardados na cabeça. Nosso dever deve continuar, estender-se ao longo de tudo o mandato, desdobrar-se em um permanente acompanhamento das atividades desempenhados por nossos vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente.

A ONG Voto Consciente tem justamente essa missão: mostrar aos homens seus deveres na democracia, quais sejam, o de votar, cobrar e participar.

Desde 2006, em Jundiaí, a ONG Voto Consciente vem buscando entrelaçar sociedade e aqueles que governam nosso Município, construindo canais sólidos e efetivos de participação e controle. Exemplos reais desses objetivos são o acompanhamento das sessões da Câmara de Vereadores, diagnosticando-se a atividade legislativa e tornando-a pública por meio da internet; a organização de debates entre representados e representantes, cidadãos e políticos, palcos de compromissos e acordos. Jundiaí é agora uma cidade em que seus vereadores são adotados, seja por cidadãos comuns, escolas ou entidades, criando-se, assim, um diálogo constante e uma cobrança diária. Caminhamos também para uma “cidade democrática” em que todos podem participar de discussões, apontar problemas e propor soluções, gerando mobilização e orientando os gestores públicos.

Todos esses exemplos remetem a um dos principais fundamentos de existência da ONG Voto Consciente, que se confunde com sua essência e objetivo: a busca por voluntários dispostos a participar, da forma e da maneira que lhes for possível, seja acompanhando as sessões, adotando um vereador ou propondo uma cidade melhor.Assim, trilha-se o caminho para transformar o momento que vivemos, de quatro em quatro anos, no início de uma jornada conjunta de cidadãos e políticos. Participe e assuma também a sua responsabilidade!

Mais informações:
www.votoconsciente-jundiai.blogspot.com
www.twitter.com/votojundiai

Conte Sua História de São Paulo: Sabiá da minha terra

 

Por José Domingos Vasconcelos
Ouvinte-internauta do CBN SP

Ouça “Sabiá da minha terra” com sonorização de Cláudio Antônio

Sabiá, do álbum de ®oberto's photostream no Flickr

Sabiá, do álbum de ®oberto's photostream no Flickr

A cidade está na época dos sabiás. Nos últimos meses notei lá onde eu moro, no Itaim Bibi, a presença freqüente de alguns sabiás. Não foi a primeira vez, mas fazia meses que eles não eram ouvidos naquelas bandas.

Eu acredito que onde tem bem-te-vi não tem sabiá. Já vi bem-te-vi escorraçar sabiá de um coxinho de restos de frutas, na chácara de um amigo, lá na Cantareira. Tinha fruta pra todo mundo, mas a natureza crua não tem nada de paraíso. Digo isso porque os bem-te-vis foram donos do pedaço onde moro até algumas semanas atrás. Agora que não tem mais bem-te-vi, lá estão os sabiás.

Já vi bem-te-vi fazer correr carcará, aquele gaviãozinho que fica pairando no alto do rio Tietê, procurando não sei o quê… Pequeno mas umas três ou quatro vezes maior que o bem-te-vi.

Eu olhava pela janela do terceiro andar de um prédio, na Vila Leopoldina, quando vi um bem-te-vi fazer um vôo rasante sobre um carcará, como em uma batalha aérea entre dois caças. Mais ágil e veloz bica a cabeça do gavião e sobe; em seguida outro bem-te-vi já havia feito a mesma manobra para repetir o ataque. Dava pra ouvir os gritos estridentes dos bem-te-vis. Duas ou três investidas dessa e o carcará se rendeu, fugindo dali.

Sem dúvida era um casal de bem-te-vis protegendo seu ninho, instalado em alguma das poucas árvores infiltradas por entre os prédios da região. O fato é que o carcará havia descoberto o ninho, certamente com ovos ou já com as crias nascidas e barulhentas, e tinha planos para elas.

Os bem-te-vis são irritadiços e agressivos, guerreiros e mandões enquanto o sabiá é delicado. É questão de temperamento e não de porte, pois as duas espécies têm quase o mesmo tamanho.
E a cantoria dos sabiás é magnífica, cada um se esmerando em oferecer o melhor trinado aos nossos ouvidos. É claro que não é pra nós que eles cantam, tudo faz parte do ritual de acasalamento, me disseram. Mas não tem nada de mais pensar que o canto deles existe simplesmente para o nosso deleite.

Mas digo que São Paulo está na época dos sabiás por que já faz uma semana que os ouço em outro ponto da cidade, no alto da Av. Paulista, do quarto do hospital em que convalesço de uma cirurgia. Outra cantoria, outra família, outra tribo de passarinhos. Linda cantoria que começa muito antes do sol nascer.

Tanto no Itaim como aqui a primeira fase do concerto começa lá pelas duas e meia da madrugada. Às vezes quando estou apenas indo dormir, outras depois de dormir algumas horas, ao acordar em meu sono picotado. Nessa hora eles parecem os únicos seres alegres no meio da noite. Mas sempre acabam embalando meu sono, com sua música que vem de longe e invade o escuro do quarto.
Minha terra tem garoa. Tempestades, enxurradas. Muitos prédios e avenidas. Com filas e filas e filas de carros. Minha terra tem pinheiros. Azaléas, gramados e palmeiras. Eucaliptos, helicópteros e Corinthians… onde cantam os sabiás.


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você participa enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. E lê outros capítulos da nossa cidade acessando este link

O que pensa um piloto de avião

 

Tantas horas no ar, olhar sobre as nuvens e conversa com os instrumentos, rendem boas brincadeiras entre pilotos e tripulação. Na relação de frases enviada pelo colaborador Armando Italo, extraídas da internet, um pouco sobre o que eles pensam enquanto você se agarra na poltrona lá atrás:

1 – Esqueça tudo que você sabe sobre empuxo e arrasto, sustentação e gravidade; o que faz um avião voar é dinheiro.

2 – Três coisas que nunca são demais: pista, mulher e combustível.

3 – A única situação em que você pode achar que tem combustível demais é quando há um principio de incêndio.

4 – É bem melhor estar aqui em baixo desejando estar lá em cima, que estar lá em cima desejando estar aqui em baixo.

5 – A hélice é simplesmente um ventilador em frente ao avião para manter o piloto frio. Quer uma prova?? Quando ela para, o piloto imediatamente começa a derreter-se de suor.

6 – Se tiver que enfrentar um pouso de emergência noturno, ligue os faróis para ver a área de pouso. Se você não gostar do que está vendo, desligue os faróis.

7 – Velocidade é vida, a altitude é segurança de vida. Ninguém até hoje colidiu com o céu.

8 – Lembre-se sempre que você pilota com a cabeça e não com as mãos. Nunca permita que o avião leve você a algum lugar onde sua cabeça não tenha chegado cinco minutos antes.

9 – Voar é a segunda maior emoção conhecida pelo homem. Pousar é a primeira.

10 – Todo mundo sabe qual a definição de um bom pouso: é quando você pode sair dele caminhando. Mas pouca gente sabe a definição de um ótimo pouso: é quando, além disso, você pode usar o avião outra vez.

11 – A probabilidade de sobrevivência é proporcional ao ângulo de chegada.

12 – Voar não é perigoso. Perigoso é cair.

13- Decisões acertadas vêm com a experiência, e a experiência vem com decisões erradas.

14 – Pior que um comandante que nunca foi co-piloto, é um co-piloto que já foi comandante.

15 – Os passageiros preferem comandantes antigos a aeromoças novas.

16 – Um piloto é uma alma confusa. Fala sobre mulheres quando está voando e sobre vôo quando está com mulheres.

17 – Tente manter o número de pousos igual ao número de decolagens.

18 – Decolar é opcional. POUSAR É OBRIGATÓRIO.

19 – Nunca houve um avião que tenha decolado e não tenha voltado para a Terra.