Conte Sua História: Cenas paulistanas

 

Por Emily Rodrigues Cardoso:

Ouça o texto de Emily Rodrigues com sonorização de Cláudio Antônio que foi ao ar no CBN SP

“A dona da casa se encontra?”

Vendedores de cartões de crédito, via telefone, já fazem parte da rotina paulistana. Descobri que uma das maneiras de tentar (eu disse “tentar”) livrar-se deles é assumirmos uma segunda personalidade.
– Eu gostaria de falar com a senhora Emília.
– Quem é?
– Aqui é do Banco Etceteraetal.
– Ela não está.
– Com quem eu falo?
– Com a diarista.
Outra modalidade de venda:
– Bom dia – sete da matina. Esse “cumprimento matinal” é uma maneira infalível de reconhecer telemarketings.
– Bom dia – impaciente, tonta de sono.
A dona da casa se encontra?
– Quem quer falar?
– Aqui é da Cartões de Crédito…
– Como vocês conseguiram esse número?
– Ah, senhora. Nós temos um cadastro com nomes e telefones…
– ??!!
Uma amiga adotou esse hábito de se fazer passar por uma segunda pessoa.
– Boa noite – Mas até à noite? – A senhora Eliana se encontra?
Todos a chamam de Lia, em vez do nome de batismo…
– Não, ela não se encontra.
– Com quem eu falo?
– Com fulana de tal.
– O que a senhora é dela?
???????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Minha amiga diz que um dia vai responder “o que ela é da dona da casa”:
– Amiga bem próxima. Tão próxima que ela tá aqui do meu lado. Ou melhor: bem próxima da alma…



Participe do Conte Sua História de São Paulo. Envie um texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. O programa vai ao ar, sábados, às 10h30, no CBN SP

Senhoras da Penha falam do bairro

 

“A história oral é o testemunho vivo da memória de um povo”, diz Douglas Nascimento do blog São Paulo Restaurada para justificar trabalho realizado no bairro da Penha de França, zona leste, com um grupo de senhoras que se reúnem na paróquia da região. Elas participam do grupo Raio de Sol e as histórias contadas para o blog servirão para projeto a ser desenvolvido em universidades com o objetivo de mostrar aos jovens o que pode ser apreendido com o pessoal da terceira idade. Para ouvir parte dessas histórias acesse o post Unidas pela memória de um bairro

Vereadores querem liberar fretado na Faria Lima

 

Três reportagens publicas ontem e hoje na Folha de São Paulo dizem muito sobre a restrição de fretados imposta pela prefeitura da capital:

“As medidas implantadas pela prefeitura para amenizar o impacto da circulação de fretados no trânsito da capital não obtiveram o resultado esperado nas regiões onde há pontos de embarque e desembarque de usuários. A reportagem visitou 24 dos 26 bolsões criados e constatou que só três deles têm acostamento para que os veículos não atrapalhem o tráfego”
(17/08/2009)

“A restrição à circulação de ônibus fretados em parte do centro expandido de São Paulo é rejeitada pela maioria dos moradores da cidade. De acordo com pesquisa do instituto Datafolha feita na semana passada, 52% dos paulistanos são contra a medida da gestão Gilberto Kassab (DEM). Outros 27% disseram ser a favor da restrição, 13% se declararam indiferentes e 9% não souberam responder”. (18/08/2009)

“A Câmara vai flexibilizar as restrições aos ônibus fretados impostas pela gestão Gilberto Kassab (DEM). Uma das propostas que devem ser incluídas no acordo para aprovação do projeto na Casa é a liberação do tráfego desses veículos na av. Brigadeiro Faria Lima. A proposta foi encampada pelo PSDB e pelos partidos de oposição -PT e PC do B- que, juntos, chegam a 26 votos. São necessários 28 para aprovar as mudanças.” (18/08/2009)

Você sabe como o seu vereador vai votar e se apresentou alguma proposta em relação a lei que restringe os fretados em regiões de São Paulo ?

Outdoor de volta à cidade, no estádio do Morumbi

 

São Paulo, Visa e Cidade Limpa

São Paulo FC e a administradora de cartões de crédito Visa sob a justificativa de ‘prestação de serviço instalaram outdoor na avenida Giovanni Gronchi, ao lado do portão 16 do estádio do Morumbi. A placa extrapola as medidas autorizadas pela lei Cidade Limpa, em vigor há pouco mais de dois anos na capital paulista. De acordo com legislação municipal para anúncios indicativos as placas não podem ultrapassar a 10m².

Veja o que diz a lei para os imóveis de grande porte, segundo site da prefeitura de São Paulo:

“É aquele estabelecimento que possui testada de tamanho igual ou superior a 100 metros lineares. Segundo a Lei Cidade Limpa, esse tipo de imóvel poderá receber dois anúncios indicativos em sua fachada. Mas, atenção: a área total de cada um deles não poderá ultrapassar 10 m2. Além disso, os anúncios deverão também estar separados por uma distância mínima de 40 metros.”


Leia sobre decisão da subprefeitura do Butantã publicada dia 19.08.09

Foto-ouvinte: Crepúsculo paulistano

 

Crepusculo de São Paulo

“Uma lua no imenso céu tendo somente uma estrela ao seu lado, durante o nascer do sol” – cena que ela própria descreve – inspirou a ouvinte-internauta Sílvia Maria Vasconcelos a encarar os quilômetros de congestionamento e o tempo seco que marcaram o início da semana na capital paulista. Ao fotografar o horizonte ela se questionou se “o paulistanos param por alguns minutos para observar as coisas que a natureza oferece em meio a tantos prédios”.

Conte Sua História: Lembrança de Santo Amaro

 

Por José Roberto Leone
Ouvinte-internauta

Ouça o texto de José Roberto Leone com sonorização do Cláudio Antônio

Nascido em São Paulo. Sou de 1946. Muitos dessa época devem se lembrar do respeito aos mais velhos, às instituição. Lembram das boas escolas públicas e dos professores dedicados e competentes.

Estudei no Grupo Escolar Paulo Eiró e no Instituto de Educação Professor Alberto Conte, na época considerado o melhor colégio estadual do Brasil. Os dois ficam bem no centro de Santo Amaro.

O Paulo Eiró teve seu prédio, uma verdadeira relíquia dos santamerenses, derrubado na gestão Paulo Maluf, e seu espaço ocupado por um camelódromo. Em lugar do murmurio dos alunos na hora do recreio, na entrada e saída das aulas, ganhou-se o mau cheiro, a imundície e um barulho de poucas referências.

Do Alberto Conte restou pouco daquele que conheci. Parece um galinheiro, frequentado por alunos da região.

Sinto saudade do bondinho que nos transportava para bairros próximos, como Brooklin, Piraquara, e Campo Belo. As pessoas tinham aspecto diferente, eram habitantes de um país civilizado, com todos seus problemas, é lógico. Mas naquela época eram felizes, sim.

A gente podia andar sem medo pelas ruas, frequentar festinhas e ao chegar à noite em casa, encontrar a porta da sala “encostada com uma cadeira”. As crianças podiam ir à padaria, no empório, brincar no parque infantil sem qualquer risco. Uma das diversões mais esperadas era a aguardar a boiada que chegava de trem, acompanhadas pelos boiadeiros através do bairro até o matadouro local. Era uma festa quando um animal se desgarrava do grupo e promovia um verdadeiro show.

Com o passar do tempo, já quase adolescente, trabalhando e indo a todos os lugares da cidade como office boy, me encantava todos os dias com as coisas mais simples, como cartazes de filmes dos cinemas do centro, as belas vendedoras do Mappin , da Mesbla, aquela das Lojas Americanas (aquelas sim, exemplo de beleza natural e educação). Não essas que nos atendem mal, que usam tatuagem, piercings e todo tipo de maquiagem de péssimo gosto, além da natural deselegância.

Lembranças, apenas lembranças, de uma época que, tenho certeza, vai ficar na saudade.



Participe do Conte Sua História de São Paulo. Envie um texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. O programa vai ao ar, sábado, às 10h30, no CBN SP

Canto da Cátia: Gripe suína vai a escola

 

alunos voltam às aulas

Lavar as mãos foi a primeira lição na volta as aulas no fim das férias prolongadas devido a gripe suína. Nesta segunda-feira, o que deveria fazer parte dos nossos hábitos diários se transformou em atração com os equipamentos com sabão e álcool-gel distribuídos nas escolas. Nesta manhã, a Cátia Toffoletto esteve na Escola Municipal de Educação Infantil João de Deus Cardoso de Mello, na Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo e, além da curiosidade das crianças, encontrou cartazes espalhados nas salas e áreas comuns para lembrá-las da necessidade de manter hábitos de higiene.

Conte sua história de São Paulo

 

Um programa, um livro e uma série de post neste blog foram os resultados do Conte Sua História de São Paulo que surgiu no CBN SP, em 2004. Ouvintes-internautas enviaram centenas de relatos por e-mail descrevendo coisas do passado e fatos recentes que marcaram suas vidas. No início, ao vivo e diário, hoje o programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar às 10 e meia da manhã, todo sábado, dentro do CBN São Paulo.

Os textos que continuam a chegar no contesuahistoria@cbn.com.br ganham alma na sonorização do radialista Cláudio Antônio, técnico de primeira que está por trás da Charge do Jornal, que vai ao ar às 8h43, e da Rádio Sucupira, que encerra a edição de sexta, no Jornal da CBN.

Após ouvir reclamações de ouvintes-internautas que participaram do quadro e de outros que gostam de ouvi-lo, me comprometi a publicar todos os textos e gravações aqui no Blog. Desde 2007, quando o blog se iniciou, tenho postado alguns destes trabalhos, mas não com a frequência desejada. Alguns, infelizmente, se perderam com a extinção da Globolog e migração para o WordPress. Espero ter fôlego para cumprir com esta promessa pública. Para mostrar minha disposição, pretendo publicar um texto por dia, durante esta semana. E o farei até ter todos as gravações à disposição publicadas.

Conto também com a sua participação, enviando novos textos ou arquivos de áudio descrevendo uma momento vivido na capital paulista. A ideia de ter as história gravadas pelo próprio autor surgiu há dois anos, quando abrimos um estúdio de gravação no Pátio do Colégio, no dia do aniversário da cidade. Em 2008 e 2009, os ouvintes-internautas puderam gravar, em viva voz, sua própria história. Algumas foram realmente incríveis.

Apesar da possibilidade de publicar esta gravação no CBN São Paulo, poucas pessoas aproveitaram a oportunidade. Não desperdice a chance de ser o narrador de mais um capítulo da nossa cidade. Grave no seu computador ou qualquer outro arquivo de áudio e mande para contesuahistoria@cbn.com.br. Se for mais fácil, mande seu texto que eu terei o maior prazer em interpretá-lo.