São Paulo terá caminhada contra a fome

Imagem da WFP/ONUImagine uma caminhada de 24 horas em volta do Mundo. É o que a ONU propõe a você neste domingo 07.06 e o primeiro passo, aqui no Brasil, será no Parque da Aclimação, em São Paulo, às 10 da manhã. O desafio é arrecadar fundos para combater a fome no mundo e não chega a ser tão difícil assim.

O Programa Mundial de Alimentos promove o ‘End Hunger: Walk the World’, com o apoio da TNT, Unilever e DSM, e mobiliza pessoas em 200 países que irão realizar passeios cobrindo os 24 fusos horários do planeta. Assim você só precisa dar seus passos na capital paulista e deixa para que o restante do percurso seja completado pelo pessoal que mora nas demais regiões que participarão do evento.

Serão vendidos bonés e camisetas a R$ 15 o conjunto. Todo o dinheiro será repassado a WFP, sigla em inglês do programa da ONU. De acordo com material promocional, a agência mundial alimenta mais de 100 milhões de pessoas em 80 países.

Campanha da ficha limpa – perspectivas e mal-entendidos

Por  Chico Whitaker

Se há um tema que parece ter uma unanimidade nacional é o da necessidade de uma reforma política. Que faça com que nossos representantes políticos sejam pessoas comprometidas efetivamente com os anseios de seus representados. Mas pouco se consegue fazer, esvaziando-se sempre mil e uma tentativas de aperfeiçoar as regras do nosso sistema democrático.

O lugar em que essas tentativas encontram a resistência definitiva é exatamente o Congresso Nacional, a quem cabe decidir sobre o que mudar. Ora, pesquisas de opinião indicam recorrentemente que uma das instituições com menor credibilidade em nosso país é exatamente o Congresso, junto com os demais parlamentos, desde os municipais. A imagem que o povo tem dos legislativos é que neles está aninhado efetivamente um número demasiado grande de oportunistas defendendo seus próprios interesses. Ou, em outras palavras, de “picaretas”, como ousou dizer nosso Presidente Lula, nos memoráveis tempos em que lutava contra as mazelas de nosso sistema político. Antes de – para a desilusão de tantos que tinham esperança no bom uso do poder que lhe foi entregue – ter que ceder pragmaticamente ao “realismo político” para obter a chamada “governabilidade”.

Fecha-se com isso o circulo: para termos representantes políticos capazes de atender à necessidade da reforma política pela qual os cidadãos anseiam, precisamos do voto exatamente daqueles para os quais uma reforma política não convém. É como se lhes pedíssemos que dessem uma série de tiros nos próprios pés esperando que eles galhardamente o fizessem…

Como sair desse impasse? Uma lógica indutiva primária nos indicaria que para podermos realizar uma reforma política pra valer precisamos melhorar a qualidade dos nossos representantes no Congresso, diminuindo o numero dos oportunistas e aumentando o número dos que querem ser efetivamente “representantes” políticos. É quase uma condição “sine qua non”. Elementar, meu caro Watson, diria Sherlock Holmes, o famoso detetive inglês.

Uma tal melhora é absolutamente necessária, quando não urgente, também porque não se trata somente de tornar possível realizar a reforma política, mas de dispor de representantes capazes de votar com seriedade uma grande quantidade de matérias nas quais estão em jogo as condições de vida dos brasileiros, a justiça, o futuro do nosso país. Sabemos que o poder político está nas mãos do Poder Legislativo, encarregado de autorizar ou determinar tudo que o Poder Executivo queira ou deva fazer, alem de fiscalizá-lo permanentemente, em nome de toda a sociedade. Cabe também ao Legislativo fornecer ao Poder Judiciário as normas legais que este tem que fazer respeitar. Ou seja, a qualidade do Legislativo é a condição central para o bom funcionamento da democracia representativa que adotamos como regime político no Brasil.

Como no entanto melhorar a qualidade de nossos representantes, perguntaríamos ao detetive inglês?

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Ônibus e bicicleta podem dividir espaço

Campanha de convivência ônibus e bicicleta realizada na Nova Zelândia (Foto: Vitor L. Pinheiro)

Vitor Leal Pinheiro ainda sente dores no ombro direito. Sente mais ainda indignação pelo desrespeito do qual foi vítima, que por pouco não lhe tirou a vida. No dia 7 de maio, ele estava de bicicleta quando foi atingido por um ônibus, em uma rua do bairro da Aclimação. Na mensagem que escreveu ao CBN SP, ele descreve a maneira como o motorista se comportou até derrubar-lhe no chão. Assim como faz sugestões à Prefeitura para que recicle os transportadores de passageiros na capital e invista em obras como “as ciclovias da Faria Lima e da Marginal, e o plano cicloviário do Butantã”.

“Recentemente um colega fez um cálculo simples, avaliando a quantidade de viagens por bicicleta na cidade (300 mil) e dividindo pela capacidade dos ônibus (74 passageiros). Seriam necessários mais de 5 mil ônibus extras para levar toda essa gente. Cidades como Londres, Nova York, São Francisco e Paris investem pesado em melhoramentos cicloviários. E eles não se baseiam em ciclovias, mas em ciclofaixas – demarcações simples no chão que legitimam e protegem o ciclista”, escreveu.

André Pasqualini, cicloativista, em outra mensagem, informa que será responsável pelo curso “Motoristas convivendo com bicicletas”, para funcionários de empresas de ônibus na capital, domingo 07.06, no Parque do Ibirapuera. A ideia é mostrar como é possível uma convivência pacífica no trânsito e reduzir o número de acidentes. Interessante é que após a palestra que começa às nove da manhã todos os participantes – a maioria trabalhadores das empresas – serão convidados a pedalar em um passeio no entorno do Ibirapuera e sentir na pele aquilo que os ciclistas sentem diariamente pela cidade de São Paulo

Leia o texto completo de Vitor Leal Pinheiro publicado no Blog Quintal

Seja gari por um dia, em São Paulo

“Não importa que não venha a ganhar manchetes nos jornais nem aparecer na televisão. Seu gesto vai reproduzir em outras pessoas e tomar conta de São Paulo. Será um alerta educativo que produzirá mundças de comportamento”

Com o argumento acima, Devanir Amancio da ONG Educa São Paulo quer convencer o cidadão a aderir ao que ele chama de revolução comunitária, a Caminhada da Limpeza. Será hoje quando se realiza o Dia Mundial do Meio Ambiente. Todos estão convidados a serem gari por um dia e recolherem o lixo jogado na rua pelo próprio cidadão. A caminhada será no centro velho de São Paulo e dos muitos objetivos deste gesto cidadão está o de mostrar como ultrapassado é o modelo de varrição, coleta e destino do lixo, no Brasil. Para quem pretende aderir a Caminha da Limpeza tenha mais informações no telefone 3107-5470

Diga o que você pensa dos vereadores

Acompanhar o trabalho do vereador, fiscalizar as ações na Câmara e cobrar medidas que beneficiem a qualidade de vida são tarefas importantes e responsabilidade do cidadão. Esta proximidade que muitas vezes incomoda o parlamentar é saudável à democracia, pois além de forçar o legislador a estar mais aberto a opinião pública também tem caráter pedagógico, pois permite que o eleitor conheça o potencial e os limites do Legislativo.

Com este pensamento, se realizará seminário com o tema “A relação entre a sociedade civil e o Legislativo Municipal”, segunda-feira 08.06, a partir das 9h30, no auditório Prestes Maia, na sede da Câmara Municipal de São Paulo. Líderes partidários e representantes do Movimento Nossa São Paulo vão expor suas idéias sobre o papel do vereador na melhoria do ambiente urbano. Convidado para o encontro, eu também estarei lá e além de ouvir muito e aprender mais ainda, pretendo apresentar as premissas da campanha Adote um Vereadores.

No encontro, o cidadão terá espaço para dizer o que pensa sobre a Câmara e os vereadores, além de sugerir ações para valorizar o o trabalho do parlamentar. De acordo com o Movimento Nossa São Paulo, a motivação do seminário surgiu durante reunião com nove líderes partidários que participaram do diálogo sobre temas de interesse da cidade, como a Lei do Programa de Metas. Dos nove líderes que estiveram naquele encontro, seis aceitaram promover o seminário. São eles: Atílio Francisco (PRB), Carlos Bezerra (PSDB), Cláudio Fonseca (PPS), Eliseu Gabriel (PSB), Jamil Murad (PCdoB) e João Antonio (PT).

Avalanche Tricolor: Mais talento, menos números

Maxi tem talento e faz gol

Grêmio 3 x 0 Náutico
Brasileiro – Olímpico Monumental

Sempre tive dificuldade para enxergar em campo se o time jogava no 4-3-3, 4-4-2,  3-5-2, 3-6-1 ou qualquer outra formação que somada resultaria em 10 jogadores. Ao olhar para eles, nunca estavam no mesmo lugar. Por isso fico curioso quando ouço comentaristas e mesmo torcedores de futebol falando desta combinação de números.

Time bom para mim é aquele que quando ataca sempre tem um monte de gente para chutar, quando é atacado não dá espaço para o adversário e, de preferência, o 1 – aquele que nunca aparece na formação tática – segure tudo lá atrás.

O 1 do Grêmio é tão bom que Dunga resolveu tirá-lo do time em momento decisivo da Libertadores para deixá-lo no banco do banco da seleção brasileira. Ainda bem que Marcelo Grohe, pelo menos hoje, deu sinais de que está mais seguro. E que assim continue para o resto dos tempos.

Como Paulo Autuori pretende formar o Grêmio para os próximos desafios não sei bem. Falam que vai enterrar o tal 3-5-2 do Celso Roth e substituir pelo 4-4-2. Entre um esquema e outro, fico com o 3 a 0 construído em campo, nesta noite fria em Porto Alegre – e aqui em São Paulo, também. Resultado da troca de passe veloz, tabelas pela direita e esquerda, movimentação rápida pelo meio e marcação desde a entrada da área do inimigo. 

Evidentemente, tudo que se vê ainda é um esboço do que Autuori deve estar imaginando como time ideal para conquistar a América e chegar ao topo do Mundial. Uma equipe mais técnica do que de costume, sem perder a garra tricolor que sempre foi nosso diferencial. Futebol suficiente para colocar o Grêmio entre os 10 melhores do mundo, segundo a IFFHS.

E por falar em números, o que mais me agradou, com todo o respeito ao Souza e seus dois gols, foi o 16 vestido por Máxi Lopez, atacante diferenciado pelo talento com que toca a bola, se movimenta, abre espaço e dá presentes aos colegas. Além de marcar gols de cabeça como fez na Libertadores e na vitória desta noite.

Somente o comentarista da SPORTV, Batista, que em campo jogava muita bola,  ainda não enxergou isso. Encerrou seu comentário na jornada de hoje dizendo que Máxi é um lutador – no que tem razão – mas que não contem com ele para tabelar. Meu Deus do seu, o Batista devia estar muito preocupado em decifrar se o melhor era o 3-5-2 ou o  4-4-2 e esqueceu de prestar atenção no que mais interessa: o talento do jogador. E Máxi tem muito.

Senado não tem lista de funcionários na internet

Colocar um quadro em cada gabinete ou seção com os nomes dos funcionários que lá trabalham. E, a cada seis meses, divulgar na internet nomes e salários brutos de todos os servidores. A proposta é do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), entregue nesta quinta-feira, no Senado Federal. E chama atenção para a falta de transparência daquela casa, pois até agora nunca houve interesse em publicar estes dados.

Em São Paulo, proposta sugerida pelo Movimento Voto Consciente foi transformada em lei e obriga Executivo, Legislativo e Tribunal de Contas do Município a divulgar a lista completa dos servidores públicos. Em vigor desde o ano passado, a Prefeitura segue desrespeitando a legislação apesar das frequentes promessas de que os dados estarão disponíveis na internet. A Câmara de Vereadores já tem a relação no seu portal.

O projeto de lei do senador Suplicy também prevê que “os contratos efetuados pelo Senado Federal e seus órgãos supervisionados para a execução de obras, aquisição de materiais e contratação de serviços serão dados a público mensalmente, por meio do Diário e do sítio eletrônico do Senado Federal, com a discriminação resumida do objeto, quantidade e preço”.

Canto da Cátia: Morte no futebol

Briga de torcida

O encontro entre vândalos travestidos de torcedores acabou na morte de um corintiano, na noite de quarta-feira, antes da decisão entre Corinthians e Vasco, em São Paulo. A briga foi próximo da Ponte das Bandeiras, acesso à Marginal Tietê. A repórter Cátia Toffoletto, agora pela manhã, está na delegacia de polícia onde o caso está sendo investigado e ouviu o depoimento do pai de um dos jovens que se envolveram na violência e está detido:

Ouça o relato sobre a briga de torcedores do Corinthians e Vasco

Veja o que aconteceu na reportagem da TV Globo:

Só não vale sofrer além da conta

Por Abigail Costa

Diferenças. Elas revelam  nosso comportamento. E  sempre dão uma forcinha a mais pra que a gente pense: Campo ou cidade? Estresse ou relax? Ficar ou seguir em frente? Interessante com as pessoas discorrem sobre o assunto com métodos variados de ação e reação.

Sereno e tranquilo como alguém que medita todos os dias, esse meu amigo sempre tem uma visão mais espiritual:

– Nada foge aos olhos do nosso criador.

A voz pausada mas forte mostra segurança:

– Tudo o que acontecer tem um por quê.

– Dos nossos atos dependerá nosso futuro .

E mais  outras tantas palavras tiradas da escritura.

Claro que ele tem uma religião. Uma crença  tão forte que chega a pertencer a uma casta. Sempre aceitar com conforto o que acontece pela frente.

Já para um outro conhecido,  professor, doutor e curioso nas histórias de vida de seus pacientes. Para ele é:

– É você quem faz acontecer. Errando daqui, derrubando um obstáculo ali.

Sem a crença  divina. A auto-confiança aqui ganha um tom racional.

Quem está certo? O que busca consolo na crença? Ou o doutor,  que busca respostas nos livros?

Arrisco a dizer os dois.  Cada um com  suas diferenças, numa busca parecida. Transformar o difícil em algo novo. Que pode ser resolvido, não sofrido. E pra isso vale a leitura do livro, da bíblia. Só não vale sofrer além da conta.

Abigail Costa é jornalista e toda quinta-feira, aqui no Blog do Milton Jung fala da vida (dela e dos outros)
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Pesquisa mostra a cara do Twitteiro

A cara do meu Twitter

Cheguei ao Twitter em julho do ano passado, assim que retornei das férias. Passei a usar o microblogging conectado ao programa da CBN enviando mensagens sobre temas relacionados as reportagens e recebendo informações dos mais variados tipos. Nunca parei para calcular quantos posts envio nem quanto tempo acesso o serviço. Mas a agência de pesquisa Bullet foi buscar esta e outras curiosidades ouvindo 3.268 brasileiros e assim traçou o perfil do twitteiro.

Identifico-me em parte com alguns hábitos que fazem parte do usuário padrão, apesar de ter excedido a faixa etária que os reúne. Assim como a maioria (80%), segui dicas recebidas pelo Twitter e aprovei. A última aliás foi em relação ao aplicativo para twittar no Blackberry, o TwitterBerry. Baixei, gostei, mas confesso que o uso muito mais para ler do que para enviar mensagens. Prefiro fazê-lo pelo TweetDeck, instalado no meu Imac; já enquanto estou no ar, na CBN, é pelo próprio site da ferramenta que me comunico, como o fazem a maior dos twitteiros, segundo a pesquisa.

Conheci o microblogging após ler na MacMais, revista especializada na plataforma Macintosh, e em alguns blogs. A pesquisa aponta que a maioria conheceu a ferramenta de comunicação por meio dos seus amigos  (44,13%) e posts em blogs (18,93%), e portanto não me distancio tanto assim da média.

Superei o padrão no número de seguidores. Se a maioria tem, em média, 158 followers, estou próximo dos 2.100. No sentido contrário também extrapolei: a média de perseguidos é de 111, estou de olho em mais de 880.

O twitteiro-padrão é homem, tem de 21 a 30 anos, solteiro e mora em São Paulo ou Rio. É bem qualificado e tem nível superior. Boa parte tem seu próprio blog, replica twitts interessantes para seus seguidores e leva as discussões e links interessantes que recebe no Twitter para seu próprio blog. É formador de opinião.

A propósito: A turma do Twitter costuma ficar, em média, 46 horas por semana acessado na internet. Um terço dos usuários manda até cinco mensagens por dia, enquanto pouco mais de 20% envia de seis a 10. Apenas 6 e poucos por cento mandam mais de 20. Fiz as contas, nesta quarta enviei 10 mensagens.  A pesquisa não avalia a qualidade das mensagens enviadas

Conheça a pesquisa completa sobre usuários do Twitter