Foto-ouvinte: quem sabe uma ciclovia na Tiradentes?

 

Bicicleta na Avenida Tiradentes

 

De boas intenções, as gavetas do gabinete do prefeito estão cheias. Hoje, destaque nos jornais com citação e entrevista no Jornal da CBN, a pretensão de Fernando Haddad de construir dois corredores de ônibus, no sistema BRT, com segregação de faixa, embarque e desembarque rápido, pontos de ultrapassagem e maior velocidade nos transportes. Um no corredor Norte-Sul, passando pela 23 de Maio, e outro na avenida Bandeirantes. No papel, haverá, também, ciclovia do lado oposto dos ônibus nestas vias. Se apertar de um lado e apertar do outro, os motoristas de carro vão gritar, com certeza, e a pressão será enorme para impedir a construção dos corredores que podem ajudar muito os paulistanos que dependem do transporte público.

 

Já que o período para sonhar e pedir é mesmo no início de governo, e todos parecem estar sonhando alto no Edifício Matarazzo, não custa tentar: o Marcos Paulo Dias, colaborador do Blog e incentivador do Adote um Vereador, passou pela avenida Tiradentes e percebeu a dificuldade do ciclista para circular por ali. A sugestão dele é que a prefeitura crie uma faixa para as bicicletas. E os motoristas de carro, respeitem os ciclistas.

Foto-ouvinte: a cara de São Paulo aos 459 anos

 

Bicicleta no Pátio do Colégio

 

A ouvinte-internauta Manuela Colombo foi passear com a amiga de bicicleta pelo centro e visitou o Pátio do Colégio, local em que a cidade foi fundada. Ela, a amiga, a bicicleta e a história se encontraram nesta imagem que é uma das muitas caras de São Paulo aos 459 anos.

 

Neste aniversário da nossa cidade, você está convidado a enviar uma imagem que considere a cara de São Paulo. Confira aqui o álbum com as fotos compartilhadas pelos ouvintes-internautas do Jornal da CBN. Se inspire e participe com a gente desta festa.

Laser cria ciclofaixa virtual

 

Este texto foi publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

 

Começo minha jornada no fim da madrugada quando a luz do dia ainda não ilumina as ruas e avenidas de São Paulo. É comum cruzar por ciclistas a caminho do trabalho tanto quanto perceber que a maioria pedala às escuras, sem nenhuma sinalização na bicicleta ou na roupa. Tendo a cuidar nas ultrapassagens, circulando na faixa de rolamento ao lado, mas sempre temo ser surpreendido com o aparecimento de uma bicicleta no meio da caminho. Quando estou no pedal, luzes traseira e dianteira são obrigatórias, dia ou noite, mesmo assim fico preocupado com os motoristas que insistem em ultrapassar próximo de mais.

 

 

Ainda neste ano, a prefeitura de São Paulo ensaiou campanha para que motoristas de carro respeitem a distância de 1,5 metro considerada segura para ultrapassar ciclistas, tarefa que também não é fácil se levarmos em consideração o espaço que existe nas vias da capital. Recomendo, se é que minha experiência na condução de carro e de bicicleta me autoriza a tal, que o motorista reduza a velocidade e se não houver área suficiente na faixa de rolamento, o veículo desvie para a faixa ao lado, como faria, naturalmente, se estivesse passando outro carro.

 

Hoje, na leitura do blog Mirá! do jornalista argentino Julián Gallo, encontrei um equipamento que pode ser bastante útil para você que, como eu, gosta de pedalar na cidade, principalmente à noite, período no qual, conta o próprio, o perigo aumenta de duas a cinco vezes e acontecem 40% das mortes de ciclistas. O dispositivo, que tem nome de batismo XFire, cria uma pista virtual com duas linhas vermelhas, demarcada por laseres colocados na parte de trás da bicicleta. Além das linhas, XFire vem equipado com luzes de LED que piscam para aumentar a visibilidade do ciclista, e tem autonomia de 20 horas, usando 3 pilhas AAA. O vídeo a seguir mostra com clareza como funciona o equipamento que pode ajudar o motorista a visualizar melhor o ciclista. Em sites americanos é possível encontrá-lo por algo em torno de US$ 25.

 

Este texto foi publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

Bicicletada marca o Dia Internacional de Combate à Corrupção

 

Bicicletada Não aceito corrupção

 

Com a promoção do Movimento do Ministério Público Democrático, cerca de 50 pessoas realizaram um passeio pela ciclofaixa de lazer, no centro de São Paulo, para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção. O Adote um Vereador, o Nas Ruas e o Revoltados On Line foram alguns dos grupos que estiveram representados no encontro, na manhã de domingo. Todos os ciclistas vestiram a camisa da campanha Eu Não Aceito Corrupção. Nesta segunda-feira, o MPD realiza o Seminário Transparência e Controle da Corrupção, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

 

Ouça a reportagem de Maria Eugênia Flores, da CBN:

 

São Paulo pedala contra a corrupção, neste domingo

 

 

Domingo, 9 de dezembro, é o Dia Internacional de Combate à Corrupção, e os paulistanos estão convidados a participar da 1a. Bicicletada Não Aceito Corrupção, promovida pelo Movimento do Ministério Público Democrático. Mesmo aqueles que não pedalam podem participar do evento, a partir das 9 e meia da manhã, quando haverá concentração em frente ao prédio do Ministério Público de São Paulo, na avenida Brigadeiro Luis Antonio, 35 – próximo da estação Sé do Metrô. O passeio ciclístico se inicia às 10 e meia da manhã e haverá distribuição da camiseta da campanha.

 

Ao chamarmos atenção para a necessidade de se combater à corrupção, o pensamento da maior parte das pessoas se volta para os governos, mas o tema tem de ser combatido em todas as instâncias, instituições e setores. Autoridades públicas não devem usar do cargo para benefícios próprios e de seus grupos de apoio, sem dúvida. Mas o cidadão comum tem de estar atento as inúmeras oportunidades que surgem no seu cotidiano que podem levá-lo a um ato de corrupção. A nota de R$ 50 na carteira de motorista para que o policial alivie a multa pela irregularidade cometida. O “cafezinho” do fiscal da prefeitura que identificou a falta de documentação para a obra na sua casa. E mesmo o agrado deixado no bolso da camisa do garçom para lhe dar prioridade no atendimento no restaurante. Todos parecem ser atos pequenos e de menor relevância diante do desvio de milhões de reais em obras e ações do serviço público. Mas ajudam a construir a cultura do corrupção que precisa ser enfrentada.

 

Na segunda-feira, dia 10, se realiza o Seminário Transparência e Controle da Corrupção – A Lei de Acesso à Informação, a partir das 7h30, no Memorial da América Latina. Para conhecer a programação completa e se inscrever, visite o site do Movimento do Ministério Público Democrático.

 

REUNIÃO DO ADOTE UM VEREADOR SERÁ NA BICICLETADA

 

O encontro mensal da rede Adote um Vereador, em São Paulo, será neste domingo, durante a manifestação do Dia Internacional de Combate à Corrupção, em lugar da reunião que costumamos fazer aos sábados, no Pátio do Colégio.

Foto-ouvinte: ciclista pega carona em ônibus

 

Carona no ônibus

 

Foto e recado de Devanir Amâncio, da ONG Educa São Paulo:

 

Na Avenida Dona Belmira Marin, zona Sul de São Paulo, é comum ciclista pegar rabeira nos ônibus.
“Em ônibus lotação, na falta de apoio, bicicleteiros seguram na placa do veículo chegando a arrancá-la, e quando são advertidos proferem xingamentos, diz Antonio Quintino Soares, motorista de um micro ônibus da Linha Terminal Grajaú-Jardim Lucélia. No morro do S – na Estrada de Itapecerica, região do Capão Redondo, na zona Sul, e Avenida da Barreira Grande, zona Leste, ciclistas também se agarram à traseira de ônibus e caminhões. Antonio Quintino pergunta a quem cabe fiscalizar os ciclistas irresponsáveis.

Vivendo e aprendendo com os anjos da bicicleta

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Vivendo e aprendendo. Quem não conhece esse ditado popularíssimo? Vou até um pouco mais longe: em algum momento, provavelmente, o amigo leitor, no mínimo, ouviu alguém repetir o velho adágio, se é que não se serviu dele num papo com amigos. Lembrei-o quando li reportagem de Priscila de Martini, colunista de ambiente do caderno Nosso Mundo Sustentável, do jornal gaúcho Zero Hora, em sua edição do último domingo. A chamada na contracapa me despertou a atenção: ”AJUDA PARA PEDALAR”. Fiquei tão curioso para saber o que continha a matéria que, contrariando o meu hábito, deixei de lado as páginas de esportes, minhas preferidas, e abri o periódico nas duas que continham a reportagem.

 

A manchete dizia:” Um anjo em duas rodas”. Abaixo, lia-se que o assunto de Priscila referia-se ao trabalho de voluntários que ajudam ciclistas a ir para as ruas. Como escrevi na abertura do meu texto desta quinta-feira, vivendo e aprendendo. Jamais havia imaginado que houvesse pessoas, anjos, segundo a autora da reportagem, especializadas, em instruir quem, como eu, teme enfrentar, pedalando bicicleta, o trânsito cada vez mais maluco, de uma cidade do tamanho da minha Porto Alegre.

 

Em São Paulo, fiquei sabendo agora, esses mestres ciclistas angelicais já existem faz tempo. Aí, com certeza, eles são ainda mais necessários do que aqui. Logo, não estou contando nada de novo. Para os ciclistas porto-alegrenses, porém, salvo melhor juízo, o trabalho gratuito executado pelos Bici Anjos precisa ser divulgado. Priscila de Martini, em sua primeira viajada tendo à frente um deles, o publicitário Cadu Carvalho, garantiu que aprendeu como o trânsito pode não ser tão assustador assim se o ciclista souber como se portar nas vias. Convém salientar, entretanto, que todas as interessantes dicas que Priscila ouviu do seu guia, somente funcionarão se motoristas e motociclistas se dispuserem a compartilhar vias públicas e até estradas, inclusive, com os que usam bicicletas tanto para passear quanto para trabalhar. Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC, lembra que “nosso motorista acha que tem preferência na via, quando, na verdade, o próprio Código de Trânsito determina o contrário”.

 

Em Porto Alegre, há 10 voluntários cadastrados para atender aos pedidos de quem pretende pedalar com menos insegurança nas nossas ruas. Solicite os serviços de um Bici Anjo entrando no site http:/bicianjo.wordpress.com. Particularmente, enquanto os nossos motoristas tiverem pés pesados, por mais valioso que seja o trabalho dos abnegados Bicis Anjos, vou pedalar nas calçadas da Zona Sul de Porto Alegre. Bem devagar,é claro,respeitando os direitos dos pedestres.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)