Sua Marca: experiências que valorizam a proximidade com o cliente

 

“Uma loja pode ser apenas um ponto de vendas, mas pode ser um ponto de observação, análise; é um grande laboratório” — Jaime Troiano

Uma das mais renomadas consultorias do mundo, a McKinsey, decidiu abrir uma loja em um shopping de Minnesota, nos Estados Unidos, em uma ação que chamou atenção do público e de gestores na área de branding. Falamos desse tema no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo, em programa que foi ao ar no dia 14 de março, na CBN.

 

A principal intenção da McKinsey foi usar o ambiente físico de uma loja para observar o comportamento do consumidor no ponto de vendas. De acordo com Jaime e Cecília, desta maneira a empresa de consultoria conseguiu uma proximidade maior com a vida real dos clientes e um entendimento melhor do que fazem e como agem os consumidores no momento de comprar ou experimentar um produto.

 

A experiência da McKinsey é identificada como um modelo de extensão de marcas:

“Vai além da extensão de marca; se pensar que é um grande laboratório, faz todo o sentido: vendo produto e em troca ganho conhecimento”, comentou Jaime.

Uma outra forma de se estender uma marca para públicos e setores diferentes do original é a abertura de lojas no estilo pop-up, criadas para funcionar por tempo limitado, não muito longo, o suficiente para atiçar a curiosidade do consumidor — também úteis para testar novos mercados.

 

A Cheetos, da Pepsico, fez esse investimento ao criar uma loja, na avenida Paulista, na qual convidava o público a interagir em salas temáticas e conhecer o mascote Chester Cheetah e sua família — gerou uma experiência que apenas o consumo do seu produto não conseguiria proporcionar.

As pop-ups têm dois papeis: “mostrar a marca de uma outra forma, em geral mais interativa e criar um “buzz”, uma novidade em torno dela”, explica Cecília.

O que as experiências de extensão de marcas, destacadas pelos dois comentaristas, mostram é o valor da proximidade com o seu público.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Sua Marca: a sua relação com as marcas mudará depois da pandemia?

 

“Estamos vendo parte substancial da população brasileira reagindo em termos de consumo de uma forma distinta, quase como se estivéssemos aprendendo (a consumir)” —- Cecília Russo

Forçados pelo confinamento e o risco de contrair o novo coronavírus, os consumidores mudaram sua dinâmica, relacionando-se com as marcas no comércio on-line, encomendando pelo WhatsApp ou, em alguns casos, terceirizando essa compra, através de parentes, amigos ou vizinhos mais jovens que vão ao mercado em lugar dos mais velhos e daqueles que estão no grupo de risco da Covid-19. Por outro lado, empresas —- independentemente do tamanho —- tiveram de rever a forma de vender e se relacionar com o consumidor.

 

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com Mílton Jung sobre a possibilidade desse momento proporcionar uma mudança no hábito de consumo das pessoas. Para Jaime, há duas perguntas a serem respondidas diante dessa transformação:

“Será que este é um cenário pedagógico em que vamos aprender a consumir marcas com maior racionalidade, ser mais rígido com preços, etc? Ou será, que esta é uma fase em que estamos recalcando vários desejos de consumo; e eles ficarão apenas hibernando?”

Pelas experiências anteriores, no Brasil e outros países, Jaime acredita que o mais provável é que o desejo — seja de consumo, seja de relacionamento — não vai morrer, ao contrário, voltará talvez em força ainda maior, podendo ajudar a economia a se recuperar mais rapidamente do que se imagina.

 

De acordo com Cecília, já é possível identificar esse comportamento, a medida que tanto pessoas quanto empresas fazem planos para quando a pandemia terminar:

“Não seremos um novo consumidor depois da pandemia; acho que a gente sai com mais atenção a cada novo momento que nós vamos viver. E as marcas que amamos fazem parte disso”.

Como ninguém tem certeza do que acontecerá, a sugestão é que as marcas não se precipitem, vivam semana a semana, analisando comportamentos e se adaptando ao momento presente. Lembre-se, também, do que já foi dito na edição anterior do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as marcas que mostrarem uma empatia com esse momento vão se sair melhor.

Conte Sua História de São Paulo: minha paixão começou na sala de cinema

 

Durval Pedroso da Silva Junior
Ouvinte da CBN

 

 

Nascer paulistano foi uma decisão de meus pais. Apaixonar-me por São Paulo, foi decisão minha quando tinha de seis para sete anos. Prestes a completar 70 anos, não lembro exatamente o momento que essa paixão aconteceu. Foi em um dia de julho, uma segunda-feira —- isso eu lembro. Peguei com meu pai, o bonde dos botinas amarelas, ao lado da igreja da Matriz de Santo Amaro e fomos até o fim na Praça Clóvis Beviláqua no centro.

 

Já fiquei deslumbrado quando pegamos a atual avenida Adolfo Pinheiro e a seguir passamos pelo Esporte Clube Banespa, na hoje Avenida Vereador José Diniz. Aquelas paisagens bucólicas não sairiam jamais da minha mente. Se não fosse pelas enérgicas mãos de meu pai, certamente eu teria passado o tempo todo de um lado para o outro do bonde para não perder nenhum detalhe

 

Da Praça Clóvis fomos em direção ao centro novo, onde eu assistiria à minha primeira sessão de cinema. Ao passar pela Catedral da Sé, foi um choque cultural ao ver a grandiosidade daquela obra. O pai não era católico fervoroso mas cedeu a minha insistência para entrar. Extasiado pelo momento, não esqueci de fazer três pedidos ao Bom Deus —- como minha mãe havia me ensinado.

 

Seguimos caminho. Havia uma multidão na rua Direita, gente bem vestida, de paletó e gravata. Apesar de meu pai me puxar pela mão para não atrasarmos, dei uma empacada no Viaduto do Chá, pela beleza da obra e pela visão do Vale do Anhangabaú.

 

Ainda iria me deslumbrar com o Teatro Municipal e o Cine Marrocos, peças de arquitetura nunca antes vista por mim —- na hora fiquei com desejo de ser engenheiro ou arquiteto. Papai não deixou eu me aproximar do Marrocos porque disse que lá só passava filmes de adulto —- seja lá o que isso pudesse significar.

 

Antes de entrar no Cine Art Palácio, na avenida São João, ainda fizemos um lanche, bem ali ao lado. E na minha primeira sessão de cinema assisti a ‘Marcelino Pão e Vinho’. Antes mesmo de o filme terminar, minha paixão por São Paulo já havia se iniciado.

 

Durval Pedroso da Silva Junior é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Escreva para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Fábio Costa, da Salesforce, fala de oportunidade de carreira em tecnologia

 

“Qualquer pessoa pode ter acesso a tecnologia porque a parte difícil passa a ser feita pela máquina; o que você precisa entender é qual o problema de negócio, que sempre é um problema humano, que você quer resolver, para poder explicar para a máquina como resolver este problema” — Fábio Costa, Salesforce

A demanda por pessoas qualificadas em tecnologia vai permanecer após ser superada a crise provocada pelo coronavírus. Assim, na medida do possível, buscar conhecimento nesta área pode ser uma boa alternativa para quem foi obrigado a ficar mais tempo em casa, para cumprir o distanciamento, ou quem viu sua carreira ameaçada pelo fechamento de negócios, neste momento.

 

Antes dessa crise, levantamento feito pelo Linkedin sobre as 15 profissões mais promissoras de 2020, a maioria estava, direta ou indiretamente, ligada à tecnologia e a empresas do setor de internet e serviços ao cliente. A profissão de “desenvolvedor de plataforma Salesforce” ocupava a 13a posição.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Fábio Costa, gerente geral da Salesforce no Brasil, falou da oportunidade de desenvolvimento na carreira através da plataforma de ensino Trailhead, que pode ser acessada de graça, por quem busca certificação e conhecimento profissional especializado nas ferramentas criadas pela empresa:

“Essa qualificação não é mais tão difícil quanto foi há anos atrás, 10 anos atrás, 20 anos atrás, as coisas no mundo da tecnologia mudaram bastante, então nós temos hoje um acesso mais democrático ao mercado de tecnologia para quem está interessado em ingressar nesta jornada”.

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo. O programa teve as colaborações de Gabriela Varela, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: mantenha uma linguagem empática e seja fiel a seus princípios

 

 

“Ninguém está imune aos efeitos da epidemia; de um jeito ou de outro, todos nós — e as marcas, também — precisamos refletir sobre este momento e o nosso papel neste cenário” Jaime Troiano

A pandemia do Sars-Cov-2 exige muita sensibilidade na comunicação das marcas, pois os erros vão falar muito mais alto do que os acertos. No quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, conversei com Jaime Troiano e Cecilia Russo sobre os desafios dos gestores de marcas diante da crise provocada pelo novo coronavírus.

 

Para os comentaristas, as marcas não devem mudar sua personalidade nem dar qualquer passo além daqueles que já têm praticado ao longo de sua história. Ao mesmo tempo, devem compreender que não dá para fazer de conta que nada está acontecendo e precisam desenvolver uma visão empática, como explica Cecília Russo:

“Há marcas que têm demonstrado um interesse genuíno de estender a mão e transferir apoios e recursos para a sociedade, compreendendo que é preciso doar tempo e estrutura, com mudança na linha de produção e oferta de materiais que ajudam a combater a pandemia como máscaras, álcool em gel e respiradores”

Alguns riscos que as marcas correm é o de ficarem tentadas a adotarem atitudes oportunistas, assim como de negarem todas os valores que mostraram até agora. Sejam fieis a seus princípios, diz Jaime Troiano:

“Sem citar nomes, há algumas marcas em que os dirigentes saíram da linguagem habitual de cuidado e atenção com os consumidores e usaram um discurso que nega essa sua forma de se relacionar com o mercado”.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Daniel Motta, da BMI, fala da importância de a empresa ter cultura sólida e estratégia bem definida

 

“Existe uma ingenuidade talvez das organizações de acreditarem que elas conseguem moldar, forjar o contexto no qual elas atuam. Não é verdade. Na verdade, a força é sempre exógena, e cabe ao grupo de líderes entender isso e ter humildade para entender isso e desafiar suas próprias crenças e paradigmas, o que é bastante difícil” —- Daniel Motta, BMI

O processo de construção da cultura de uma empresa é coletivo e resultado da soma de como que as pessoas que fazem parte da organização pensam, agem, tomam decisões, gerenciam riscos e criam vínculos. Esse foi um dos temas do programa Mundo Corporativo, da CBN, que entrevistou Daniel Motta, CEO da BMI — Blue Management Institute, consultoria dedicada a estratégias e culturas de grandes corporações.

 

Ao longo da entrevista, o jornalista Mílton Jung também falou do resultado de pesquisa realizada pela BMI com 100 executivos que atuam em 71 empresas, no ano passado. Pela quinta edição seguida, o estudo avaliou a performance de CEOS e suas organizações.

 

Uma das constatações, destacada por Daniel Motta, se refere ao fato de esses líderes investirem a maior parte do seu tempo às questões internas da empresa: 52,3% da agenda do C-Levels são gastos com encontros gerais e tarefas operacionais e 22% com assuntos urgentes; somente 25,8% das tarefas estão dedicadas a ações com impacto no longo prazo. Além disso, passam quase dois terços da vida dentro do escritório.

 

Motta recomenda:

“Não olhar só para as questões internas, e a gente sabe que as agendas internas são bastante demandantes, mas se perguntar quanto do meu tempo — e aqui a gente fez uma pesquisa de alocação de tempo —- esta dedicado a algo diferente da minha rotina de gestão do dia a dia. Esse é um ponto fundamental que serve para qualquer tamanho de empresa, para qualquer tipo de controle”.

Mesmo tendo sido gravada antes do início da crise do coronavírus, a entrevista de Daniel Motta nos mostra que empresas com uma cultura sólida e diversificada, assim como com uma estratégia bem definida, tendem a enfrentar com maior firmeza momentos de enorme desafio como agora.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Gabriela Varella, Juliana Prado, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: o branding tem ferramentas para preservar a saúde das marcas

 

“O branding dá esse sentido de eternidade às marcas, mesmo sabendo que um dia ela terá de sair do mercado para dar espaço a outras ” — Cecília Russo

Assim como os seres humanos, as marcas nascem, têm seu período de desenvolvimento — quando compreendem o mercado que atuam, onde estão seus clientes e competidores —, passam por uma fase de evolução, até alcançarem a maturidade. Como trabalhar diante dessa realidade a gestão de marcas, foi o assunto que conversei com Jaime Troiano e Cecília Russo, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN.

 

O branding é hoje um conjunto de processos e de instrumentos que permite estender muito o ciclo vital das marcas e fazer com que ela continue atendendo seus clientes e consumidores por muito tempo. No entanto, Jaime e Cecília lembram que a maioria fica pelo caminho —- pesquisas mostram que nove em cada 10 marcas não chegam a envelhecer.

 

O essencial é fazer uma profilaxia frequente, ou seja, realizar trabalhos de manutenção e prevenção da marca, para renovar essa vitalidade. E evitar dois grandes comodismos, como destacou Jaime Troiano:

“Imaginar que se está indo bem, ‘deixa como está, nada vai dar errado’; ou cair na tentação de querer mudar tudo para renovar — isso é perigoso porque despersonaliza a sua marca”.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Sua Marca: saiba qual o índice de satisfação do seu consumidor

 

“Não deixe de saber o quanto o mercado gosta e prefere a sua marca” — Jaime Troiano

Consultorias e institutos de pesquisa usam diversas formas para medir a satisfação de seus consumidores. Um dos indicadores é o NPS — Net Promoter Score, criado por Frederick Reichheld, e publicado pela primeira vez em uma revista da Universidade de Harvard, em 2003. Desde lá, transformou-se em um sucesso e tem sido aplicado tanto para captar a opinião sobre serviços e produtos, como organizações e pessoas.

 

Para Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas de Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN, o segredo do NPR é a forma simples e acessível como a medição é feita. Para identificar o grau de satisfação e lealdade dos consumidores, o pesquisador pergunta “de 0 a 10, o quanto você indicaria a empresa, o serviço ou o produto a um amigo ou alguém que você goste?”.

 

Reichheld classificou os clientes em três grupos, conforme a nota dada:

Promotores — de 9 a 10
Neutros — de 7 a 8
Detratores — de 0 a 6

O NPS é a diferença entre o percentual de promotores e os de detratores. Por exemplo, se houver 70% de promotores e 15% de detratores, o NPS é 55. O percentual de neutros não é levado em consideração.

 

Aqui no Brasil, a opinionbox.com publicou no último trimestre do ano passado um cálculo de NPS para o mercado de fast food, após realizar 2 mil entrevistas sobre 13 marcas do setor.

 

As três empresas que se destacaram com melhor NPS foram:

McDonald’s P = 60 D = 22 NPS = 38
Burger King P = 63 D = 29 NPS = 34
Subway P = 59 D = 31 M{S = 28

Leia também o artigo “Os consumidores são os novos vendedores”, de Carlos Magno Gibrail a propósito do uso do NPR

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã

Mundo Corporativo: como organizar o voluntariado na sua empresa

 

“Hoje, fazer trabalho voluntário tem um valor enorme para os processos seletivos, demonstrar o que você faz, escrever isso no currículo até para ser admitido em uma grande universidade, tanto dentro do Brasil como fora do Brasil, tem um valor enorme” — Angela Dannemann, Itau Social

A ação voluntária tem sido valorizada dentro das empresas como uma das formas de aproximar colaboradores, formar equipes mais coesas e expressar propósitos que movem as organizações. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, destacou que o voluntariado traz benefícios para o colaborador, a empresa e a sociedade.

 

Dannemann identificou alguns caminhos que devem ser percorridos para que o voluntariado alcance seus objetivos, especialmente no público-alvo a que se destina. Para ela, o primeiro passo é a empresa entender o que já está acontecendo dentro da organização, a partir dos diversos interesses de seus colaboradores. Geralmente, descobre-se que ações voluntárias já são realizadas por alguns grupos de profissionais e o ideal é dar sequência a esses projetos, colaborando com experiências da própria organização:

“Trazer essas qualidades da gestão para uma ação voluntaria é muito valioso”.

Ao planejar as atividades é importante que se identifique o tamanho da equipe que está disposta a se engajar no programa, oferecer orientação estratégica, definir recursos, tempo de dedicação, material e infraestrutura necessários. Atuar com organização faz toda a diferença, mas Dannemann alerta:

“O voluntariado deve ter metas para alcançar, mas não pode ser colocar metas para o voluntário alcançar”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, 8h10, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Gabriela Varella, Artur Ferreira, Rafael Furugen, Isabela Ares, Débora Gonçalves e Priscila Gubiotti.

Sua Marca: duas dicas de livros sobre marcas, mídias e comportamento

 

” … a gente tem de ter essas ferramentas, o investigativo, essa capacidade de pensar, e aí o que a gente lê é muito alimento para tudo isso” —- Cecília Russo

O papel da leitura na gestão de marcas e desenvolvimento de carreira é fundamental a medida que temos a necessidade de desenvolver o olhar crítico sobre as coisas, o que nos permite aprofundar a análise e buscar soluções para os desafios do negócio. Jaime Troiano e Cecília Russo falaram desse tema no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com o jornalista Mílton Jung, na rádio CBN., e trouxeram duas indicações de livros que ajudam a refletir sobre a função das marcas na sociedade.

 

Um dos livros é “O fim da Idade Média e o Início da Idade Mídia”, de Walter Longo, publicado pela Alta Books, que discute o universo de informação no qual vivemos nos tempos atuais. Para Jaime Troiano, o livro alerta para o fato de que se temos uma quantidade enorme de dados à disposição é preciso estar preparado para extrair o que realmente nos interessa, fazendo deles uma ferramenta de desenvolvimento do seu negócio.

“O Big Data não é Big Ideia”

O outro livro é “A Era Do Ressentimento. Uma Agenda Para O Contemporâneo”, de Luis Felipe Pondé, publicado pela Leya Editora. Dentre tantas áreas da vida humana que o filósofo analisa em seu livro, Cecília Russo destaca um dos trechos do livro que se refere ao mundo das marcas:

“As marcas, portanto, deverão cumprir cada vez mais o papel de dizer o que é essencial como valor (e fazer esse valor valer, uma vez que seus produtos são confiáveis naquilo que ela diz representar) e separar o joio do trigo na vida dos contemporâneos desesperados por sentido que os prenda em vínculos incerto e dolorosos” (pag.104)

Ou seja, diz Russo, é a tese que os profissionais de branding defendem há algum tempo sobre o compromisso que as marcas têm de serem confiáveis, de dizerem, expressarem e agirem naquilo que acreditam ser, de forma genuína, verdadeira.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.