Use o Twitter pra cobrar seu vereador

 

Adote um Vereador

A participação do Adote um Vereador nas sessões da Câmara Municipal de São Paulo através do Twitter foi destacada por Floriano Pesaro (PSDB), em entrevista à TV Câmara, na qual falou do trabalho a ser realizado na Comissão de Meio Ambiente. O parlamentar que explora as redes sociais como poucos no legislativo paulistano comentou da preocupação dele pelo desenvolvimento sócio-econômico-ambiental.

“Discuti agora na sessão legislativa, pelo Twitter, com alguns cidadãos que nos acompanham no Adote um Vereador que comentavam sobre as favelas de São Paulo e a necessidade de realocar as pessoas que estão em áreas de risco para moradias dignas. Isso tem a ver com água, com saneamento, com infraestrutura e com meio ambiente”, disse na reportagem que você assiste aqui.

Conversamos sobre a importância de se usar estes mecanismos, no encontro deste sábado do Adote um Vereador, no Centro Cultural São Paulo. Os “adotadores” Sérgio Mendes, Cláudio Vieira, Màssao Uéhara e Mário César Nogales (parte deles na foto acima, e o Màssao com a máquina na mão), há algum tempo tem insistido neste contato com os vereadores. Nem sempre a resposta é positiva, mas as redes sociais podem criar atalhos nesta relação, sem dúvida.

Por isso, acertamos de divulgar a lista dos vereadores de São Paulo que estão no Twitter com a intenção de incentivar outros tuiteiros a conversarem e fiscalizarem o trabalho dos parlamentares. O Cláudio vasculhou e encontrou 33 parlamentares: “nem todos são ativos”, alertou. Caso você conheça algum endereço de vereador no Twitter que não esteja na lista, registre na área reservada aos comentários que a gente acrescenta em seguida:

Gabriel Chalita, Wadih Mutran, Claudio Fonseca, Adilson Amadeu, Senival Moura, Juliana Cardoso, Marcelo Aguiar, Milton Ferreira, Souza Santos, Dalto Silvano, Roberto Tripoli, Antonio Goulart, Quito Formiga, Gilson Barreto, Francisco Macena, Sandra Tadeu, Eliseu Gabriel, Agnaldo Timoteo, Penna, Ricardo Teixeira, Donato, Alfredinho, Mara Gabrilli, João Antonio, Claudinho, Zelão, Carlos Bezerra Junior, Jamil Murad, Netinho, José Police Neto, Gilberto Natlini, Antonio Carlos Rodrigues e Floriano Pesaro

Prefeitura de Jundiaí não quer “palpite” no Plano Diretor

 

Abaixo-assinado em Jundiaí

Cerca de 3.400 assinaturas e a mobilização da sociedade não sensibilizaram a prefeitura de Jundiaí a ampliar a discussão sobre o Plano Diretor Estratégico da cidade do interior paulista com o cidadão. Na reunião do Comitê Gestor, realizada esta semana, o secretário municipal de Planejamento Jáderson Spina anunciou que não aceita a realização de ao menos uma audiência pública, como foi requerido em documento organizado pelo Movimento Voto Consciente de Jundiaí e outras organizações sociais, antes do projeto ser enviado à Câmara Municipal.

Segundo relato de participantes do encontro, o secretário quer deixar a audiência para depois que o Plano já estiver elaborado pela prefeitura: “quanto mais tempo demorar, mais palpites e pressão surgirão”, teria dito durante a reunião nessa quinta-feira, na cidade.

Henrique Parra Parra, um dos articuladores do abaixo-assinado, disse que “este será um plano de alguns e as pessoas que não participarem dele – quase todas – se sentirão menos donas da cidade, afeta o sentimento de pertencimento”.

Adote: “O povo não se apropria do que tem direito”

 

Encontro do Adote um VereadorGarrafas de água e xícaras de café sobre a mesa marcavam o tempo da conversa; computadores e uma máquina de fotografia registravam cada detalhe; e as pessoas tinham muito o que contar, mais ainda o que ouvir durante o encontro mensal do Adote um Vereador, na lanchonete do Centro Cultural São Paulo, sábado, dia 13.

Duas senhoras elegantes, vestindo preto e branco e sentadas lado a lado, pareciam as mais entusiasmadas com tudo aquilo que se passava. Não chamavam atenção apenas por isso. Tudo que contavam, nos ensinavam: da experiência na Câmara de Vereadores de São Paulo, da discussão nas comissões da Assembleia Legislativa, da consulta popular durante eleição municipal no Guarujá, da conversa com pessoas que no passado influenciaram na política paulista, das reivindicações aos que imaginam um dia influenciar.

Celina Marrone é diretora-geral do Movimento Voto Consciente; e Teresa Fontin, voluntária da ONG no legislativo estadual. As duas, acompanhadas de perto por William Porto, sempre presente nas comissões da Câmara, foram convidadas especiais. Estavam lá para compartilhar com os integrantes do Adote o conhecimento que adquiriram em décadas de militância no PC – não confunda, aqui significa, única e exclusivamente, Partido do Cidadão.

Um dos desafios nestes muitos anos de trabalho do Voto Consciente foi convencer o cidadão de que ele pode e deve assumir o controle da ação parlamentar, através da fiscalização e participação ativa: “o povo não se apropria do que tem direito”, falou Celina. No mesmo tom, deixou uma lição para quem pretende partir para as reivindicações: “não peça prédio, peça serviço”. Os prédios são construídos, levam fortunas e ficam vazios; os serviços costumam ser mais baratos e produtivos.

Elas tiveram de ouvir muito, também. Como todo encontro do Adote todos tem muito a dizer, explicar o resultado da fiscalização que impõem ao vereador, reclamar dos e-mails que vão e voltam sem resposta, propor ferramentas para serem exploradas na internet.

Foi lá, por exemplo, que o Adote abriu mais um espaço de divulgação dessa ideia. A Miro Community é um serviço que colabora para que as comunidades agreguem vídeos em um mesmo espaço. Imediatamente, as gravações encontradas na internet já estavam reunidas no endereço adote.mirocommunity.org. Aproveite para ver este material e colaborar.

Lá, também, recebemos a informação de que a CPI das Enchentes, a ser iniciada nesta terça-feira, na Câmara Municipal de São Paulo, será acompanhada por um blog que publicará o resultado de todas as sessões, depoimentos e atividades em torno desta comissão. O blog, aliás, começou a ser construído sobre a mesa que aquela altura estava lotada de garrafas de plástico e xícaras de café.

Veja mais imagens do encontro do Adote um Vereador

Neste sábado tem Adote um Vereador no Centro Cultural

 

adoteNo segundo sábado do mês, voluntários do Adote um Vereador se reúnem para conversar sobre a ação cidadã que desenvolvem no acompanhamento do trabalho dos parlamentares, na Câmara Municipal de São Paulo. Amanhã, dia 13, o encontro está marcado para a lanchonete do Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1000, das duas às quatro da tarde. A expectativa é pela presença de participantes da ONG Voto Consciente, das mais antigas entidades a fiscalizar o poder legislativo no Brasil. Além disso, há a possibilidade de uma conversa, via internet, com o pessoal que discute webcidadania no Seminário Internacional de Redes Sociais, que se realiza em Curitiba (PR).

Caso você queira conhecer como funciona o Adote um Vereador e esteja disposto a participar de uma reunião informal, neste sábado, vá até lá, e procure um grupo de amigos em torno de um computador e entusiasmado com uma ideia.

Pauta do dia no #CBNSP

 

CBN SPA partir desta semana você terá aqui no blog acesso às entrevistas realizadas pelo CBN São Paulo. É só clicar, ouvir, opiniar e replicar:

Fórmula Indy – A cidade de São Paulo investiu R$ 12 milhões para a realiação da Fórmula Indy no próximo fim-de-semana. O presidente da SPTuris Caio Luiz de Carvalho explicou que a prova não ocorre no autódromo de Interlagos porque o contrato com a Fórmula Um impede.

Cidadania – A webcidadania é um dos temas em discussões na Conferência Internacional das Redes Sociais que se realiza em Curitiba, de 11 a 13 de março. O integrante do Movimento Voto Consciente Henrique Parra Parra explicou na conversa com o CBN SP sobre a importância do uso da internet na mobilização da sociedade.

Educação – Projeto social prepara os adolescentes para usar a comunicação como insturumento de mobilização comunitária. O CBN SP entrevistou Rafael Lira, educomunicador e coordenador de Participação Juvenil da ONG Viração


Mais entrevistas e reportagens que foram ao ar no CBN SP, clique aqui

Adote um Vereador é destaque no Estadão

Reportagem Estadão

A cidadania construída a partir da internet foi o destaque do caderno Link do jornal O Estado de São Paulo, nessa segunda-feira, abrindo espaço para a divulgação de projetos como o Adote um Vereador. A reportagem conversa com cidadãos que investem nesta ferramenta e na criatividade para mudar o comportamento político da sociedade:

Um deles voou direto de Belo Horizonte. Uma tinha acabado de chegar da Suíça, onde participou de uma reunião para implementar um projeto de transparência nas próximas eleições brasileiras. Outro se prepara para levar sua ferramenta – que nasceu meio “sem querer” – para a prefeitura de São Paulo. O outro, empolgado, aproveitava cada pose da foto (essa que você vê acima) para fazer referências a seu recém-criado movimento: #webcidadania. Juntos, eles – e mais outros que não conseguiram parar na tarde da quinta-feira para a foto – estão construindo, por meio da web, maneiras audaciosas, lúdicas e criativas de levar para a política o que a sociedade já aprendeu com a web 2.0.

“Nossas necessidades não estão refletidas em lugar nenhum. Tudo é feito a partir de representação. É uma lógica só de cima para baixo. Precisamos criar uma lógica de baixo para cima”, disse Rodrigo Bandeira ao Link. Seu site, Cidade Democrática, permite que as pessoas deem suas opiniões e criem uma rede de discussões ao redor dos problemas da cidade em que vivem. E agora, ele articula o #webcidadania, movimento para reunir todas as pessoas que têm ideias parecidas.

Uma delas é o Adote um Vereador, iniciativa nascida em São Paulo. Nela, pessoas comuns acompanham o trabalho de um político durante um tempo – criam um blog e abastecem um wiki com os passos do trabalho legislativo. “O brasileiro ainda vê política apenas como voto. Mas é um processo contínuo, de quatro anos”, diz Everton Alvarenga, ativista e responsável pela plataforma wiki do projeto.

Leia a reportagem completa no caderno Link

Meritíssimos, seja bem-vindo

 

adoteFiscalizar os poderes Executivo e Legislativo não chega a ser uma novidade no País, mesmo que o serviço ainda seja capenga. O Judiciário, porém, sempre esteve longe do olhar mais apurado do cidadão, exceção a alguns momentos particulares nos quais o noticiário destaca fatos relacionados aos tribunais. Desacostumados ao controle externo, muitos juízes se esforçaram para impedir a criação do Conselho Nacional de Justiça e, depois de a batalha perdida, voltaram-se a tarefa de ‘descontruir’ sua formação.

Por isso, não surpreende entrevista do presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, ao Estadão, na qual critica o Projeto Meritíssimos, lançado pela ONG Transparência Brasil, que reúne dados das ações disponíveis no sistema de Acompanhamento de Processos do tribunal. Ao jornal, Mendes disse ser inadequado e impreciso o levantamento que permite identificar o desempenho do Supremo e seus ministros, individualmente.

É a primeira iniciativa de fiscalização do Judiciário que parte da sociedade organizada.

Ao Jornal da CBN, em entrevista que tive oportunidade de conduzir, o diretor executivo da ONG Claudio W. Abramo (ouça aqui) citou, por exemplo, a performance da ministra Ellen Graice, a mais lenta da corte, segundo os números publicados. “No ano passado, a ministra estava mais interessada em viajar em busca de emprego”, explicou Abramo se referindo as tentativas dela de conseguir vaga em cortes internacionais.

Gilmar Mendes defendeu seus pares, disse que o estudo desconsidera fatores que podem atrasar os processos e pediu cautela e responsabilidade pois “levantamentos dessa ordem mexem com a imagem do Supremo e das pessoas”. Tem razão, o presidente do tribunal.

O Projeto Meritíssimos vai mexer com a imagem do STF e de seus ministros. Foi para isso que se criou; e por isso é bem-vindo.

O portão da esperança

 

Por Carlos Magno Gibrail

A casa de Sílvio Santos, que fica no Morumbi, é assaltada. A notoriedade do apresentador e do bairro geram mídia proporcional, mas divorciada das estatísticas.

A tendência das notícias é acentuar a propensão do Morumbi para assaltos, apresentando o bairro como área propícia ao crime.

FolhaSP RecorteDos mesmos veículos onde podemos ler informações e notas sobre mapeamento da criminalidade na cidade, onde o Morumbi comparece dentro do padrão normal de segurança, repórteres solicitam entrevistas dirigidas para obter opiniões que possam alarmar e fazer daquele fato, matéria a ser incluída na pauta do dia (leia reportagem publicada no jornal Folha de SP).

É a espetacularização do crime, que não contribuí em nada para combatê-lo, glamourizando muitas vezes a ação criminosa.
Fato que alcança também a atitude de moradores, que aliados da mídia, endossam e agem num viés de avestruz ao fechar ruas e montar condomínios. Como se os muros já fracassados na história da humanidade não bastassem para bastar tais soluções. Nos seus conceitos e preconceitos.

VejaSP Fev 2010Embora os assaltantes da casa de Sílvio Santos tivessem optado pelos muros dos fundos, no terreno do colégio Pio XII, os moradores resolveram completar o fechamento da rua com mais um portão (leia reportagem publicada na Veja SP).

Estes moradores, diferentemente de medida anterior, quando corretamente mudaram a mão para impedir que os carros que faziam atalho para o congestionamento da manhã descaracterizassem a rua e a região, desta vez optaram pela colocação de um portão, fechando ilegalmente uma rua que tem saída e não é estreita suficiente para obter aprovação para uso limitado.

Muros, portas, portões não são esperança de empecilho para ações criminosas. O enclausuramento atua a favor do bandido que já tem a surpresa como arma fundamental. O sistema fechado inibe a redondeza de perceber o assalto, além de criar comportamento isolacionista do morador, potencializando atitudes elitistas, conservadoras, arrogantes e superiores, desprezando o entorno. No aspecto material e humano, quando desconsidera os limites de velocidade e os vizinhos. Vira cidadão somente ao fechar o portão da “sua” rua, enquanto a esperança não é fechá-lo, mas abri-lo.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve no Blog do Mílton Jung às quartas-feiras, e conhece muito bem o Morumbi

Barbeirinho foi abandonado em praça pública

 

Barbeirinho aguarda adoção

Os moradores se uniram e recuperaram a praça Paulo Viriato Correia da Costa no bairro da Água Fria, zona norte de São Paulo. Imaginaram transformá-la em local de convivência. Hoje, é usada como ponto de abandono de animais. Nos últimos dias, a cena se repetiu duas vezes: o carro para ao lado da praça, a porta se abre, um cachorrinho é expulso lá de dentro e o motorista sai rapidamente sem olhar para trás.

Na primeira, nosso colega Paulo Henrique Souza anotou a placa e passou para a polícia; na segunda, só restou acolher o cachorro: é um filhote, dócil, bem de saúde e castrado, explica. Vai vaciná-lo contra a raiva, dar banho, aplicar um anti-pulga e ver se alguém pode adotá-lo. Sugestão de nome: Barbeirinho – proposta do Paulo.

Menos sorte teve um pitbull que morreu após ser arrastado por um motoqueiro até a passarela de pedestres do quilômetro 105 da rodovia Anhanguera, próximo do bairro Nova Aparecida, diz 22 de fevereiro. Chegou a ser levado para o Centro de Zoonose mas não resistiu. O Grupo de Apoio ao Animal de Rua assina petição na qual solicita a punição do criminoso (leia aqui).

Maltratar animais é crime previsto em lei e abandoná-los é caracterizado como tal, explicou o representante do site Olhar Animal, Maurício Varallo em entrevista ao CBN SP que você ouve aqui.

Adote um Vereador: “Aprendendo a ser cidadão”

 

1º Encontro do Adote um Vereador em 2010

O Carnaval rolava solto do lado de fora, no deck muitos curtiam no sol forte de sábado como se estivessem à beira da praia e logo atrás de nós uma meninada disputava online um jogo de guerra. Aproveitando-se do ar-condicionado da sala de informática do Sesc Pompeia e de uma mesa alta entorno da qual nos reunimos, integrantes do Adote um Vereador tiveram interessante conversa sobre política e cidadania.

Na primeira reunião mensal do ano, visitas inspiradoras: Rodrigo Bandeira, do Cidade Democrática; Henrique Parra Parra, do Voto Consciente Jundiaí; Ricardo Matheus e Manuella Ribeiro, ambos pesquisadores do Instituto Pólis. Chamou atenção e foi bastante produtiva a presença da jornalista Silvana Silva do gabinete do vereador Adílson Amadeu (PTB-SP), assim como do “adotador” Nikolas Schiozer que “controla” o vereador Julião (PSDB-Jundiaí).

Mário Cezar Nogales, Sérgio Mendes e Claudio Vieira também estavam lá, os três podem ser escalados na galeria de fundadores do Adote, fossemos uma instituição com pompa e circunstância. Mas não o somos. Tendo surgido de uma ideia, sem organização ou regras, o Adote um Vereador funciona muito mais como provocador da cidadania. Não nos interessa se 10, 20 ou 30 estejam atuando, queremos apenas que cada um de nós (você que lê este blog incluído) se proponha a prestar mais atenção no que fazem os vereadores e compartilhe esta informação com a sociedade.

Há uma conversão de forças para que se consiga desenvolver a ação cidadã pela internet como pude constatar no relato do Rodrigo, do Cidade Democrática, que desenha a criação de um espaço na rede para congregar todos estes movimentos. Aliás, ele relacionou uma série deles, daqui e de fora de São Paulo, muitos dos quais teremos de conversar para quem sabe aprendermos um pouco mais sobre organização. A oportunidade talvez seja em março, quando entre os dias 10 e 13, haverá uma conferência de redes sociais, em Curitiba (PR).

O Henrique, do Voto Consciente, explicou a construção da Agenda Cidadã que levou vereadores de Jundiaí a incluírem emendas ao Orçamento Municipal e audiências públicas na discussão do Plano Diretor da cidade do interior paulista. Já falamos sobre o assunto aqui no Blog. E teve sua conversa complementada pelo Nicolaz que contou ter conseguido avanços no diálogo com o vereador “adotado” que é líder do governo na Câmara Municipal de Jundiai.

Da Silvana ouvimos algumas impressões do trabalho realizado pela Câmara Municipal de São Paulo e a necessidade que os vereadores tem de negociar projetos de lei com colegas para que suas propostas possam avançar. Pensei comigo: se conseguissem mobilizar os cidadãos em favor de seus projetos teriam mais força para transformá-los em lei, sem a necessidade de conchavos ou acordos nem sempre muito claros. Ela ainda nos sugeriu – e para as organizações que acompanham o trabalho no legislativo, também – atitude propositiva, não apenas de fiscalização (já começamos).

A dupla do Instituto Pólis trouxe das melhores notícias para quem acredita no Adote um Vereador. O projeto foi destacado pela organização internacional Global Voice pelo uso da internet no incentivo à cidadania. Falaremos mais sobre isto, nesta semana, mas você pode se antecipar lendo a reportagem publicada no site (clique aqui).

Foi de uma “olheira”, porém, que ouvi a frase mais interessante da tarde. Karen, mulher do Cláudio, em voz baixa mas com convicção: “estou aprendendo a ser cidadã”. O refrão do nosso samba enredo estava pronto, tive vontade de tamborilar na madeira da mesa. Dada minha falta de ritmo, preferi apenas escrevê-la no papel.

PS: Algumas pessoas teriam ido ao Sesc Pompeia e não encontrado a reunião do Adote um Vereador. Culpa nossa e deste viés anarquista que esperamos jamais perder, mas que não nos impedirá de nos próximos meses tornarmos os encontros mais explícitos. Promessa de campanha.

Para mais informações do Adote um Vereador, acesse o wikisite ou o site da campanha