Mundo Corporativo: os caminhos para empreender com sucesso

 

 

Ideias, planos e sonhos várias pessoas tem. O que diferencia o empreendedor é que ele tem a capacidade de realizar e transformar estes projetos em algo factível. Em entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, Leonardo Donato, sócio da Ernest & Young Terco, explica quais os caminhos que os empreendedores devem seguir para viabilizar seu negócio, identificando as oportunidades de mercado e delineando estratégias. Donato conta onde está o dinheiro que pode financiar as novas ideias e quais as características que mais chamam atenção entre aqueles que se destacam no Prêmio Empreendedor do Ano, organizado pela Ernest & Young Terco.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site CBN.com.br, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O progama é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Mundo Corporativo: como ser o executivo desejado pelas empresas

 

 

As empresas buscam executivos versáteis, dispostos a inovar e com poder de influenciar suas equipes, é o que diz Ricardo Barcelos, da Havik Consultoria, especializada em recrutamento de pessoal e desenvolvimento de lideranças. Nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo da CBN, Barcelos conta quais os métodos usados pelas empresas para encontrar executivos mais bem qualificados no mercado de trabalho. Além disso, destaca estratégias que podem ser adotadas por profissional que pretendam ascender na carreira.

 

O programa Mundo Corporativo da CBN vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da http://www.cbn.com.br, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Tô de saco cheio: Oi, Vivo, NET e Sky na bronca do leitor

Fone Fácil

 

Semana passada estreei coluna Tô De Saco Cheio, para falar do direito ao consumidor, aqui no Blog. Não precisei esperar muito tempo para perceber que meu sentimento era compartilhado pelos caros e raros leitores deste espaço. Acompanhe a sequência de mensagens deixadas na área de comentários do meu texto:

 

O leitor Pedro reclama da cobrança indevida feita pela Vivo Celular SP, são R$ 94 a mais a cada conta, em função de serviço que não foi contratado por ele. A bronca da Márcia também tem como alvo empresa de telefonia celular, no caso a Oi, que aliás foi a campeão no ranking de reclamações dos Procons, no Brasil, em 2012, conforme dados do Ministério da Justiça. Ela conta que a Oi não cumpriu o prazo de sete dias para instalação de linha telefônica, no Morro dos Cabritos, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

 

Já o Armando briga com a NET que lhe cortou o sinal por quatro dias em uma semana, a mesma empresa que tem provocado dor de cabeça ao nosso comentarista do Blog, Carlos Magno Gibrail. Aliás, outro dos comentaristas, Milton Pai, registrou queixa em relação a serviço da Sky que o deixou na mão em jogos comprados pelo PPV, mas ao menos foi ressarcido em parte depois que fez a reclamação. Aliás, vale a regra de reclamar sempre e pedir o dinheiro de volta pelo serviço não prestado, mesmo que para isso tenhamos que ganhar fios brancos de cabelo enquanto esperamos o atendimento nos SACs.

 

Leia o texto de estreia da coluna Tô de Saco Cheio e a reclamação completa dos leitores do Blog, aqui.

 

A propósito, não sei se você percebeu, mas semana passada foi a vez da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações divulgar pesquisa de opinião sobre o serviço das empresas de telefonia celular. Não surpreende que nenhum dos 200 mil usuários consultados tenha respondido estar totalmente satisfeito com a prestação de serviço. Os resultados indicam que, na telefonia pós-paga, 56% consideram o serviço mediano – portanto, nem estão satisfeitos nem estão insatisfeitos -, 29,5% estão satisfeitos e 14,5% insatisfeitos.

 

Sobre o assunto conversei com Marcelo Sodré, professor de direito do consumidor da PUC-SP, que chamou atenção para a responsabilidade da Anatel que deveria cobrar, punir e exigir serviços melhores das operadoras de telefonia celular.

 

Ouça a entrevista completa:

 

Mundo Corporativo: RH, muito além da folha de pagamento

 

O departamento de Recursos Humanos tem de ocupar posição estratégica dentro da empresa e participar do processo decisório, principalmente no que se refere às pessoas. A afirmação é do consultor de RH, Alfredo Bottone, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. “Há 20 anos, o RH era apenas operacional, cuidava da folha de pagamento, fazia treinamento técnico e não estratégico, hoje lida com as questões das metas e performance dos colaboradores e gestores, e dos planos de sucessão”, explicou. Bettone é o autor do livro “Insights de um RH estratégico”, publicado pela Schoba, no qual reforça a ideia de que as corporações têm de tratar as pessoas reconhecendo que são elas os mais valiosos ativos da empresa.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e no Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN. Você também pode colaborar com esta discussão participando do grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin.

Tô de saco cheio: um novo padrão no atendimento ao consumidor

 

Camelôs na 25 de Março

 

Um novo padrão de atendimento ao consumidor foi o tema de debate que tive oportunidade de mediar, alguns dias atrás, a convite da Editora Padrão, que colocou no palco os representantes de algumas das principais prestadoras de serviço do país. Itau, TIM, Claro, Oi, Sky e Nova.com – que reúne o comércio eletrônico de Ponto Frio, Extra e Casas Bahia – se fizeram presentes através de seus vice-presidentes e diretores responsáveis pelo atendimento ao cliente – uma turma que exerce o papel do marisco, frágil animal marinho que vive entre o mar e o rochedo. Longe de mim querer eximí-los da responsabilidade de prestar o melhor serviço possível. É para isso que usam o crachá da empresa. Mas, com certeza, ocupam uma função ingrata, pois têm de equilibrar as forças entre os interesses das corporações e os direitos dos clientes.

 

No palco, diante de plateia especializada e interessada no assunto, defenderam de forma convicta tudo que suas empresas realizam e deixam de fazer. Fora dele, ouvi, em off, frases do tipo “realmente, aqui em São Paulo nosso serviço é muito ruim”. Publicamente, foram unânimes em destacar a complexidade do serviço prestado, em especial daqueles setores com uma base de clientes tão grande quanto o da telefonia, por exemplo. Reclamam que a necessidade de atender legislações diferentes em cada cidade e Estado complica ainda mais as ações, além de torná-las caras. Um exemplo é a Lei de Entrega em vigor no Estado de São Paulo, na qual as empresas são obrigadas a informar a data e o turno em que a encomenda será entregue, sem cobrar taxa extra, regra estabelecida para que o cliente não tenha de perder o dia inteiro aguardando em “horário comercial”. A lei atrapalha, entre outras coisas, a logística das empresas, pois pode ocorrer de o caminhão ter de fazer mais de uma viagem para o mesmo bairro ou rua, no mesmo dia, em horários diversos. Sem contar que os Correios, maior empresa de entregas do Brasil, não tem a obrigação de atender o horário estabelecido, ficando a responsabilidade apenas para quem vende a mercadoria.

 

As empresas têm razão em parte no que reclamam, mas ao mesmo tempo não aceitam reduzir a velocidade dos seus planos de expansão e acabam vendendo mais do que podem entregar. Além disso, em lugar de “complexo e difícil”, palavras usadas para justificar falhas no atendimento, oferecem na propaganda o “simples e fácil”. Ou como bem definiu Marcelo Sodré, um dos criadores do Código de Defesa do Consumidor, também participante do debate: “as empresas vendem o Mundo dos Jetsons e entregam o Mundo dos Flinstones”.

 

Dito isso, registro que, a partir desta semana, criarei aqui no Blog a coluna “Tô de saco cheio”, na qual compartilharei com você, caro e raro leitor, problemas que enfrentamos no relacionamento com as empresas e prestadores de serviço. Por não ser especializado no assunto, a ideia é descrever minhas sensações e indignações como consumidor. Não tenho a pretensão de mudar o atendimento, quero apenas desabafar com você e, assim, evitar um ataque do coração, o que me levaria a ter de usar os serviços dos planos de saúde e a burocracia imposta por estas empresas quando você mais necessita (ops, já comecei).

Receita se moderniza às custas do contribuinte

 

O ouvinte-internauta Edson Lima, após me ouvir falar da EFD Contribuições, durante comentário sobre o Custo Brasil do Carlos Alberto Sadenberg, no Jornal da CBN, publicou aqui no Blog algumas informações sobre a nova escrituração (leia aqui). Eu tomei a liberdade em transformá-las em um post para que você, caro e raro leitor deste Blog, tenha acesso mais fácil ao assunto:

 

Milton, sou ouvinte assíduo da CBN e observei, com bastante surpresa, confesso, seu comentário junto ao Sardenberg sobre o EFD Contribuições. A surpresa está no fato de que a CBN foi a única dentre todos na imprensa que falou algo sobre o tema (pelo menos que eu ouvi).

 

Entretanto, gostaria de contribuir com uma informação mais completa do que a que vc comentou hoje.

 

A EFD Contribuições faz parte do Projeto mais amplo, o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital e não pode ser avaliada fora desse contexto.

 

No Brasil, fatores como federalismo, complexidade da legislação tributária e a diversidade de normas federais, estaduais e municipais, contribuem para o elevado custo de administração (aqueles custos que a administração tributária têm para poder fiscalizar e arrecadar tributos) e os custos de conformidade dos contribuintes (aqueles que só existem por que os contribuintes têm que cumprir com as novas disposições tributárias).

 

A administração pública, liderada pela Receita Federal, está se reestruturando para aumentar o campo de atuação (hoje só fiscaliza grandes contribuintes) e ser mais assertiva, aumentando a receita arrecadada e diminuindo os custos de administração.

 

O SPED, cujo principal objetivo é estabelecer um novo método de relacionamento entre a administração pública e os contribuintes, utilizando-se, sobretudo, de tecnologia, é um dos instrumentos desenvolvidos para possibilitar isso. A EFD Contribuições é somente um dos subprojetos do SPED. Os outros são a NF-e, a EFD ICMS/IPI, a ECD e o FCONT. Já está no roadmap da SRFB a EFD IRPJ e a EFD Folha de Pagamento.

 

Sua implantação, porém, impacta (não importa se para cima ou para baixo) os custos de conformidade (aqueles que os contribuintes têm apenas em razão da existência da obrigação).

 

Quanto ouvi seu comentário sob a quantidade de campos da EFD Contribuições, gostaria de contribuir com uma informação (além das já escritas) é que muitos desses campos já foram exigidos em outra obrigação: a EFD ICMS/IPI e a NF-e. Sendo assim, além da quantidade, existe a duplicidade.

 

Isso certamente onera o contribuinte.

 

O SPED é um sistema fantástico. Está relacionado ao e-GOV e é importante para o País, mas a forma desordenada como está sendo implementado está colocando o sucesso do projeto em risco.

 

Estou tentando pesquisar o impacto do SPED nos custos de conformidade dos contribuintes e, confesso, está difícil. A SRFB não disponibiliza informações suficientes para o estudo. Não está aberta a contribuir em nada. Por outro lado, o mercado também não ajuda. O contribuinte sequer tem interesse em participar de uma pesquisa acadêmica que visa, justamente, levantar esses impacto.

 

Minha dissertação de mestrado visa provar que a SRFB está se modernizando às custas do contribuinte. Está transferindo o custo de administração para o custo de conformidade e está dizendo que está trabalhando para a redução do custo Brasil. Isso não acontecerá com a transferência de custos, mas sim com a diminuição ou eliminação de um deles.

 

Minha pesquisa, caso possa contribuir com a divulgação: https://www.surveymonkey.com/s/9X53DWL

 

Grato!

 

Edson Lima

Mundo Corporativo: estratégias em gestão ambiental

 

“O gestor ambiental é um profissional que precisa de uma visão integrada da realidade e ter conexão e facilidade para interpretar os especialistas do tema: o geólogo, o biólogo, o sociólogo, o antropólogo. Esse gestor terá de saber dialogar com todos esses profissionais e tirar o melhor de cada um para gerenciar o que é mais complexo: a realidade do seu entorno”. A afirmação é do doutor em engenharia pela UFRJ Marcelo Motta de Freitas, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Nesta conversa, Marcelo, que também coordena o curso de pós-graduação em gestão ambiental da PUC do Rio e dirige a Ecobrand Gestão Ambiental, descreve estratégias que devem ser usadas pelos profissionais que pretendem atuar neste setor, além de comentar sobre as ações de sustentabilidade desenvolvidas pelas empresas brasileiras.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Receita cria mais uma burocracia

 

Escrituração Fiscal Digital, mas podem me chamar de EFD Contribuições. Assim me foi apresentada mais uma obrigação fiscal imposta pelo Governo a empresas como a que mantenho que, registre-se, está muito distantes de ser uma corporação de faturamento significativo, com folha de pagamento extensa e sede majestosa. Pobre de mim. Sou apenas um amontoado de papéis dentro de uma gaveta que me dá direito ao CNPJ e à emissão de notas fiscais para receber o pagamento pelo serviço prestado. Mesmo assim, a Receita Federal, desde março, obriga as empresas tributadas pelo Lucro Presumido (inclusive as inativas) a entrega, retroativa a janeiro, da tal escrituração.

 

Meu contador explica que EFD é um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos da União, Estados e Municípios, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte. Apesar de a EFD ser um arquivo digital, podendo ser transmitido via internet, o que insinua uma simplicidade para sua declaração, o formulário envolve o preenchimento de 1.000 campos e exige a implantação de tecnologia apropriada.

 

Com mais burocracia, mais custos. E quem paga a conta é o contribuinte que diante de uma EFD só tem a exclamar: FDP!

Congresso desonera empregador empresarial e onera domiciliar

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

As brasileiras idosas, as de classe média, as que conseguiram cargos executivos, todas dependentes do trabalho das empregadas domésticas, certamente não eram o alvo da comemoração no Senado, no dia 21 (e na noite de ontem), ilustrada pelo abraço da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, com a deputada Benedita da Silva. E pelas homenagens ao ex-senador Carlos Bezerra PMDB MT, autor da PEC que obteve 76 votos na segunda instância. Unanimidade que não deixou dúvida para a aprovação e consequente promulgação, pois mudança na Constituição não precisa de aval da presidente.

 

O importante momento, embora exagerado pelo senador Randolfe Rodrigues PSOL PI, que avaliou como “a segunda abolição da escravatura”, abria caminho para a igualdade total entre o trabalho doméstico e o corporativo. As mulheres festejadas eram as empregadas domésticas. O “animal em extinção” previsto por Delfim Neto acabara de receber o benefício do FGTS, da multa de 40% na demissão, limitação de 44hs de serviço semanal, horas extras remuneradas, e licença maternidade de quatro meses.

 

Curiosamente, no dia 26 de fevereiro, este mesmo Senado aprovou a MP 582/12 do relator Marcelo Castro PMDB PI que desonera a folha de pagamento de 40 setores empresariais, e não exige a manutenção dos empregos por parte das empresas. Sem entrar no mérito da PEC e da MP, é indecifrável a razão das duas antagônicas aprovações. A MP reduz impostos das empresas, enquanto a PEC legitimiza os mesmos impostos para os domicílios.

 

A MP já está sendo implantada e o ministro da fazenda sinaliza que irá continuar desonerando impostos. E a PEC do emprego doméstico, como será efetivada? Envolve contabilidade e legislação que o cidadão comum pode não ter acesso. De outro lado a fiscalização, necessária para o cumprimento da lei terá que considerar sete milhões de trabalhadores em endereços residenciais. Será possível?

 

É realmente um momento histórico!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Mundo Corporativo: construindo equipes na família empresária

 

Apenas 15% das empresas familiares conseguem passar o patrimônio para a terceira geração, ser uma dessas tem sido um dos desafios impostos aos gestores desses grupos. Para vencer esta etapa, o consultor Eduardo Najjar recomenda que se mude o modelo mental da família que está por trás da corporação transformando-a em uma família empresária. Najar foi entrevistado pelo Mundo Corportivo, da rádio CBN, e lançou o livro “Empresa Familiar – construindo equipes vencedoras na família empresária” (Editora Integrare)

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, a partir das 8 horas da manhã, no Jornal da CBN.