Avalanche Tricolor: Dá-lhe, Bertoglio !

 

Grêmio 2 x 0 Fortaleza
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

 

Mais um passo. Este antecipado com a vitória na primeira partida. Faltam três adversários e seis jogos para a Libertadores. E o argentino é quem tem feito diferença. Bertoglio colocou o time embaixo do braço e resolveu a partida. Escrevo pouco porque vi pouco, seja pelo desempenho seja pelo horário. Assim, deixo o vídeo com os gols gremistas para curtirmos juntos.

Avalanche Tricolor: Deu para sorrir

 

Fortaleza 0 x 2 Grêmio
Copa do Brasil – Fortaleza (CE)

 

 

Sabe quando você está naqueles dias em que nada dá certo? Uns falam em inferno astral, outros em onda de azar. É a fase, comenta o amigo. Vai passar, consola o colega. Tudo bobagem da sua cabeça, ouço em tom de reprimenda. Seja como for, quando se está nessa é sempre bom procurar uma boa notícia ou um fato que possa ser animador. Quem sabe dar um cavalo de pau na história que nos ajude a enxergar um novo horizonte. A vitória do Grêmio nessa noite de quarta-feira tem um pouco esse efeito. Quando você vê que aquela bola que tinha tudo para explodir nas arquibancadas lá atrás do gol se transformar em um golaço, abre-se uma perspectiva diferente. Refiro-me ao lance protagonizado por Marco Antonio, um meio-campo que ainda não se firmou na equipe, mesmo tendo chegado com boas recomendações após o futebol que apresentou na Portuguesa. Pegou de voleio ou de sem-pulo, acho que é assim que chamam aquele tipo de chute, na entrada da área e enfiou no ângulo. Se você ainda não viu a jogada, vale procurar na internet (ou clique aqui). Eu vi, revi e voltei a ver mais algumas vezes. Era de um lance assim que estava precisando para levantar o astral. Não que o futebol seja capaz de mudar a nossa vida, mas quando estamos a procura da alegria confiscada o prazer de uma vitória é sempre bem-vindo. Sendo assim, obrigado Grêmio – e Marco Antonio e Marcelo Moreno – pelo sorriso no rosto.

Avalanche Tricolor: Quando o Grêmio é o Grêmio

 

Grêmio 1 x 0 Canoas
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 


Inspirar-se com o que vejo ou deixo de ver dentro de campo para escrever esta Avalanche tem sido minha tarefa desde 2007 quando a iniciei no Blog com o objetivo de extravasar minha admiração pelo Grêmio. Logo no início fazia questão de tê-la publicada assim que o juiz apitasse o fim da partida, mas com o tempo, ou melhor, a falta dele acabei me satisfazendo em escrevê-la o mais rapidamente que pudesse nem que isso significasse o dia seguinte, pois alguns jogos se encerram em horário proibitivo para quem madruga durante a semana, como é o meu caso. Com esta semifinal disputada no sábado à tarde, feriado nacional e sem muito compromisso, postar o texto não exigiria esforço extra, bastaria esperar o time jogar bola, o adversário ser superado, um dos nossos se destacar com um lance bonito, desses que fazem a essência do futebol – um gol, um drible ou, claro, um carrinho na altura da canela -, respirar fundo e se inspirar.

 

Os 15 minutos iniciais de hoje foram empolgantes com o time tendo eliminado qualquer possibilidade de o adversário se aproximar do campo do ataque, a bola passada com velocidade, a agilidade no deslocamento dos jogadores pelas pontas e aparecendo no meio para receber, um sufoco impressionante. O gol aos 7 minutos do primeiro tempo com a bola sendo empurrada para dentro da goleira na insistência de André Lima – o atacante que não desiste nunca – foi a imagem do nosso desempenho naquele um sexto de partida. Estava entusiasmado e certo de que teria um material rico para contar a você aqui no Blog, mas alguma coisa mudou de lá para adiante. O futebol jogado até então ficou reservado ao replay do intervalo. Passes errados, falta de articulação, vacilos desnecessários e cartões amarelos, também. Os chutes a gol continuaram, mas sem a mesma convicção, com as exceções de praxe. Não era mais o mesmo Grêmio.

 

Ao fim da partida – e somente ao fim, porque não dava para tirar o olho da TV a medida que mesmo capenga nunca se sabe o que o adversário pode fazer – respirei fundo, sentei-me diante deste computador e pensei o que poderia me motivar a escrever. Lembrei-me dos minutos iniciais quando o Grêmio foi o Grêmio que queremos e sonhamos. E foi este que me trouxe até este parágrafo final. Que seja este que veremos domingo na decisão da Taça Farroupilha.

Avalanche Tricolor: Mais dois trófeus

 

Grêmio 4 x 0 Ypiranga
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Foi uma semana de muitas emoções para este coração tricolor e, curiosamente, estas foram provocadas mais pelo que ocorreu fora do que dentro de campo. Não que os resultados destes últimos dias tenha desagradado. Bem pelo contrário. Foram duas vitórias importantes, sete gols marcados e nenhum tomado que nos deixaram um passo mais próximos de nossas conquistas. Seja na Copa do Brasil seja no Campeonato Gaúcho, faltam apenas três adversários para serem batidos até o título final. Uma sequência incrível de decisões em mata-mata que promete testar nossos nervosos e capacidade até somarmos mais dois troféus para nossa galeria. E pelo jogo de hoje, quando os jogadores de trás se sobressaíram, aparecendo de forma positiva no ataque, é para acreditar na nossa força, sem esconder as carências que ainda são evidentes. Mas não estou aqui para falar sobre estas, aproveitando apenas a frase para deixar meu desejo de que sejam resolvidas no vestiário e nos treinos da semana.

 

Quero mesmo é dedicar esta Avalanche à alegria que senti ao receber um presente e tanto. Dois troféus – como fiz questão de apresentar a todos os amigos. Alguns estavam perto de mim e logo perceberam meu sorriso quando fui agraciado com a caixa contendo duas camisetas comemorativas do Grêmio que marcam os 58 anos de trajetória no Olímpico Monumental, este estádio do qual estaremos nos despedindo no fim do ano e no qual vivi alguns dos momentos mais intensos da minha vida de torcedor, jogador, filho e cidadão. Um dia ainda terei tempo para descrever o quanto amadureci respirando o ar tomado pelo cheiro de cimento das arquibancadas do Olímpico, de terra dos seus campos suplementares e de umidade no seu ginásio de basquete. Hoje quero dividir com você a satisfação de vestir a atual camisa tricolor, desenhada pela Topper a partir do modelo usado por Tesourinha, Airton Pavilhão e equipe na inauguração do Olímpico, oportunidade em que vencemos o Nacional do Uruguai com dois gols do atacante Vitor. Aliás, a outra camisa que ganhei é a réplica daquela que ainda tinha no peito o escudo gremista com a palavra Foot-Ball em destaque, que não deixava dúvida da nossa missão: jogar futebol de verdade (a propósito, foi o que fizemos na tarde deste domingo, não é mesmo?)

 

As duas camisetas já têm lugar reservado no Memorial do Imortal, espaço que mantenho em minha casa com ítens que se transformam em pedaços da história gremista.

Avalanche Tricolor: Copa do Brasil ou será da Argentina?

 

 

Grêmio 3 x 0 Ipatinga
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

 

 

 

É muito legal assistir aos jogos do Grêmio pela Copa do Brasil e não escrevo isto pensando no futebol talentoso e forte que poderíamos desenvolver – e, registre-se, não temos feito isso nas últimas partidas, seja na Copa seja no Gaúcho. Digo de quanto é bacana acompanhar esta competição porque os locutores, comentaristas e repórteres de campo da televisão não se cansam em repetir que somos o primeiro campeão da história da Copa, estivemos em sete finais, vencemos quatro, estamos sem perder há sete anos dentro do estádio Olímpico – mesmo que isto não signifique mais de nove jogos – e tantas outras daquelas coisas que tratam do passado (e dizem pouco sobre o presente). Eles não se cansam de falar e eu não me canso de ouvir, mesmo que o jogo esteja cansativo.

 

 

Quanto a partida de ontem, é bem verdade, estivemos mais para Copa da Argentina do que para Copa do Brasil, haja vista a relevância dos hermanos no ataque gremista. Bertoglio e Miralles fizeram a diferença na classificação à próxima fase e deixaram a esperança de que poderão desequilibrar com seu futebol surpreendente nas seis partidas que nos separam da conquista do penta.

Avalanche Tricolor: Miralles, o ressurgimento

 

Grêmio 3 x 1 Caxias
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

O futebol está sempre disposto a nos proporcionar momentos fantásticos, pronto para ser palco de cenas memoráveis e histórias contadas por personagens incríveis. Nós, gremistas, sabemos bem o que isto significa, pois desde os primeiros momentos de nossas vidas fomos marcados por fatos sensacionais e aprendemos a ouvir os feitos de gente como Lara, o goleiro imortal, ou Aírton, zagueiro que teve seu nome estampado nas camisas tricolores na tarde deste domingo. Houve times inesquecíveis, seja pelos talentos reunidos seja pelas vitórias impossíveis. E como tivemos. Portanto, não me surpreenderia se estivéssemos diante de mais um destes fenômenos, talvez não da mesma dimensão, mas com detalhes que valham alguns parágrafos bem escritos mais adiante (não por mim, mas por alguém com talento para tal, lógico). Refiro-me ao ressurgimento de Miralles, provocado pelo desmonte físico que nosso ataque vem sofrendo nas últimas semanas. O argentino que, pela fama que leva, fez muito pouco até aqui, andava desmotivado, sem destino, procurando o eixo, um caminho para recontar sua passagem no Grêmio, onde constantemente tem seu nome gritado pelos torcedores que cultivam uma paixão inexplicável pelo atacante. Em menos de uma semana, foi resgatado do ostracismo e levado ao time titular. Em campo foi veloz para chegar na área, dar um corte nos zagueiros que apareceram no seu caminho e chutar de maneira a desviar a bola do goleiro. Foi festejado por todos da equipe, apertou a mão do técnico como agradecendo pela oportunidade oferecida, fez o sinal da cruz, e o nome voltou a ecoar nas arquibancadas do Olímpico Monumental.

 

Um gol na boa vitória deste domingo pode ser pouco para quem pretende reescrever sua história no Grêmio. Teremos que esperar os próximos atos para saber se este enredo será eternizado por Miralles, mas, sem dúvida, foi uma ótima retomada. Principalmente, porque o fez ao lado de André Lima, jogador que passou por situação semelhante e também marcou na partida de hoje. Imagine que, se isto der certo e chegarmos ao título, poderemos falar com orgulho aos nossos filhos (e para a inveja dos nossos adversários) que um dia buscamos mais uma grande conquista com um ataque formado por jogadores que aprenderam, por linhas tortas, o poder da imortalidade.

Avalanche Tricolor: Na física e no esporte tem de ter esforço e inteligência

 

Pelotas 1 x 0 Grêmio
Gaúcho – Pelotas (RS)

 

 

Fui um aluno mediano, pouco disposto a afundar os olhos nos cadernos escolares e lamento não ter aproveitado melhor o que os professores teimavam em me ensinar na sala de aula, na época do Rosário, escola católica, muito bem estruturada e na qual passei ótimos momentos da minha adolescência, boa parte deles nas quadras de esporte e na praça ao lado, onde os amigos se encontravam sobre as coisas que mais interessavam na nossa vida – futebol, basquete, baladas e namoradas, não necessariamente nesta ordem. Apesar de tudo e devido a tudo, tenho boas lembranças daquela época e tenho certeza de que alguns professores, também. Era melhor nas matérias de humanas do que de exatas (o que já sinalizava um caminho para a comunicação), por isso foi um enorme desafio sentar a mesa com meu filho mais velho, o Gregório, que pediu ajuda para a prova de física, neste domingo à tarde. Tive dificuldade para entender algumas fórmulas, mesmo prestando atenção no enunciado dos exercícios. Mas conversamos bastante, conferimos com os resultados oficiais e, após algum esforço, ouvi dele que estava pronto – disse, na verdade, “quase pronto”, pois sempre foi muito exigente com seu desempenho e talvez tenha sido isso que o levou a receber honra ao mérito em todos os anos até aqui. Isto e, lógico, sua capacidade intelectual.

 

Ao terminar os estudos, liguei a televisão e a partida já havia se iniciado. Logo percebi que à tarde não seria das melhores, pois antes de nossos méritos aparecerem, o adversário tinha se aproveitado de nossas carências. Houve algumas tentativas, muita bola jogada para dentro da área e uma quantidade enorme de escanteios, a maioria concluída com um cabeceio sem sentido. Estava evidente que a fórmula usada para chegar ao gol não era a correta, haja vista os poucos momentos em que, realmente, as chances de empate foram claras. No fim da partida ainda ouvi Léo Gago reclamar da falta de esforço do time e estaria totalmente certo se completasse a fala chamando atenção para a ausência de criatividade. Para que se tenha a melhor avaliação possível e o resultado seja alcançado é preciso equilibrar raça e inteligência, suor e talento, esforço e criatividade. O bom de toda esta história é que o desempenho final não depende de apenas uma prova, mas do conjunto da obra. Espero que o Professor tenha habilidade para cuidar disso.

Avalanche Tricolor: dá para ter bons sonhos

 

Grêmio 4 x 0 Avenida
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Abrir a Avalanche chorando minhas pitangas não é o ideal após uma noite em que o Grêmio confirma a classificação a fase final da Taça Farroupilha, com bom desempenho em campo e vantagem sobre os demais adversários, além de ser o ÚNICO time com 100% de aproveitamento neste segundo turno. Mas você, caro e raro leitor deste blog, sabe bem do meu drama matinal, pois antes mesmo do sabiá cantar já estou em pé, na mesa do café, lendo meu jornal e me preparando para mais uma jornada. Portanto, dormir cedo é quase obrigação e, confesso, poucas coisas conseguem mudar este meu compromisso com a cama e o sono. O Grêmio é uma delas, mesmo quando o jogo tem pouca importância – se é que possível falar isso de uma partida em que o meu time do coração esteja em campo. Por isso, mesmo depois de um dia tão cheio de tarefas profissionais e familiares, me dispus a esticar à noite e acompanhar o Imortal Tricolor em mais um desafio pelo sempre disputado – com facas, dentes e travas da chuteira – Campeonato Gaúcho. Sabia bem o esforço que seria encarar a sexta-feira diante desta situação. E não é que em um minuto de jogo, nossa equipe já dava sinais de que eu poderia dormir tranquilo com um golaço de Marcelo Moreno? Aliás, não havia transcorrido os primeiros 15 minutos e o placar marcava 2 a 0, graças a mais um gol de Moreno, desta vez de pênalti cavado por Bertoglio. O curioso é que o time estava tão solto em campo, trocando passes, se movimentando bem, chutando a gol e sem muitos riscos que acabei ficando até o final diante da televisão. Até porque você sabe que meu time gosta de provocar muitas emoções, mesmo quando tira vantagem logo cedo. No fim fui premiado com uma boa partida e também vi os gols de Léo Gago e Bertoglio (aliás, companheiro ideal para Moreno). E fui dormir com a certeza de que posso sonhar com bons desempenhos na temporada. Boa noite !

Chico Anysio e suas (boas) ideias para o futebol

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Dentre a multiplicidade de talentos que permearam a trajetória do então estreante cearense Chico Anysio, segundo lugar no teste profissional da rádio Guanabara para locutor e sétimo para ator, o que o habilitou como locutor e ator, afinal perdera para Sílvio Santos e Fernanda Montenegro. Assumiu também as funções de editor de humor e comentarista de futebol.

 

A paixão pelo futebol aflorou quando seu pai, presidente do Ceará FC levou o Palestra Itália à sua terra natal. E encantou o menino Chico e seus conterrâneos. O futebol e o Palestra passaram a fazer parte dele, embora Vasco, Flamengo, América e Fluminense de algum modo em momentos distintos também.

 

Em 17 de janeiro de 2009, para publicar neste blog artigo sobre as regras de futebol, solicitei ao Chico as observações e sugestões para a tão necessária mudança. Editei alguns trechos da sua abalizada opinião.

 

Até agora não houve mudança, mas o adeus de Chico propicia a publicação do material completo que gentilmente me enviou:

MODIFICAÇÕES NAS REGRAS DO FUTEBOL

 

A Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, nos deu a segunda pior média de gols por partidas e pela segunda vez o campeonato teve que ser decidido nos penalties, pela falta de gols nos jogos a partir das quartas de final, exceção feita ao jogo da Itália contra a Ucrânia, pela grande diferença de valores das duas seleções – o que permitiu que a Itália vencesse por 3×0. Além deste placar, os demais foram sempre 0x0, 1×1, 1×0 ou 2×0, na vitória da Itália sobre a Alemanha, com os dois gols acontecendo aos 119 e 120 minutos de jogo. O futebol é o único esporte coletivo que insiste em não modificar suas regras, o que não acontece com o basquete e o vôlei. Aqui estamos enviando algumas sugestões para tornar os jogos mais emocionantes e, certamente produzindo resultados onde mais gols venham a acontecer.

 

1- A supressão de um jogador de cada time
2– Em vez do jogo ser disputado em dois tempos de 45 minutos, passar a ser disputado em 4 tempos de 20 minutos, só sendo contados os minutos de bola correndo. O tempo do jogo passaria a ser uma atribuição do 4° juiz. O intervalo do primeiro tempo de 20 minutos será de cinco minutos, com os jogadores permanecendo no campo e o técnico tendo o direito de lhes dar instruções. O intervalo entre o segundo e o terceiro tempo será de 12 minutos, com os times indo para os vestiários
3– Cada equipe poderá fazer até 5 substituições nos dois primeiros tempos e mais 5 nos dois últimos; jogadores substituídos podem retornar ao campo quantas vezes forem necessárias.
4– A bola só sai quando toca no chão (a exemplo do que acontece no vôlei).
5– Quando a bola for pela linha de fundo ao tocar num defensor, será marcado um córner e que será batido do local onde hoje se bate; se a bola for para a linha de fundo propositadamente impulsionada por um jogador do time que se defende, será marcado um mini-corner, que será cobrado da interseção da linha da grande área com a linha de fundo.
6– Quando o jogo tiver que ser paralisado para entrada da maca, o jogador que sair deverá ficar fora do campo por 5 minutos. Ou ele está realmente machucado e precisa dos 5 minutos, ou não está e os 5 minutos se transformam num castigo. (Talvez 3 minutos, apenas)
7– Em bola parada não haverá impedimento.
8– Serão criados dois outros cartões: o branco – que expulsa o jogador por 10 minutos e o azul que obriga o técnico a retirar aquele jogador que recebeu o cartão e colocar outro no seu lugar; este jogador que sair estará eliminado da partida.
9– O tempo que o goleiro poderá ficar com a bola na sua área passa a ser de cinco segundos, em vez de seis, mas haverá uma máquina que marcará com cinco sinais agudos, este tempo. Passando dos cinco segundos, uma falta será marcada contra o seu time, como já acontece, cobrada por um tiro indireto.
10– O empate de dois gols para cada lado dará dois pontos a cada equipe; empatar com um gol para cada time, um ponto; empate sem gols, NENHUM ponto. A vitória com uma diferença de gols igual ou superior a três, valerá quatro pontos.
11– Será criada uma linha prolongando a da grande área e os impedimentos só acontecerão a partir daquela linha.
12– Os árbitros serão instruídos a marcar penalties nas faltas que acontecerem dentro das áreas, como marcam faltas em jogadas iguais acontecidas no meio do campo.
13– Cada equipe poderá cometer no máximo 5 faltas em cada tempo de 20 minutos; da sexta falta em diante a cobrança será feita de uma marca a ser criada dois metros atrás da meia lua da área e sem barreira.
14– Saindo dos pés da baliza, será demarcada uma área de um metro, que será até onde o goleiro poderá tocar na bola, ao ser cobrado um penalty. Se ele tocar na bola fora desta área será marcado gol.
15-Devem ser criados nos novos juízes, os “juízes de áreas”, que marcarão as faltas acontecidas nos escanteios

 

Estas modificações, se não aceitas pela International Board, poderão servir para que seja criado um esporte paralelo ao futebol, com um campo menor e a utilização de nove jogadores em cada equipe (oito mais o goleiro).

 

Este esporte, que poderia ser chamado de PELÉ-BOL, não teria a lei do impedimento e as regras seriam estas que estão acima descritas, além das normais do futebol (exceção feita ao impedimento).

 

Chico Anysio é mais um que confirma que há homens insubstituíveis.

 


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: Os guris são gremistas, assim como Fernando

 

Cruzeiro 1 x 2 Grêmio
Gaúcho – Novo Hamburgo (RS)


 

Falei nesta Avalanche muitas vezes sobre o desafio de criar em seus filhos a mesma paixão que você tem pelo time de coração, principalmente quando eles nascem tão distante. Aqui em São Paulo, todo o corintiano torce para que não coloque no mundo um palmeirense, enquanto são-paulinos perdem os cabelos em pensar que o menino pode se transformar em corintiano – e vice-versa. De onde vim, o risco é ainda maior, imagine o garoto ou a garota ser um vira casaca, terá seu nome riscado da partilha. Apesar de não cultivarem a mesma admiração que tenho pelo futebol – descobriram coisas mais interessantes para se divertir – e serem paulistanos de certidão, não tenho dúvida de que meus guris são gremistas (e não só pelo fato deles terem boas notas na escola), desde que choraram abraçados comigo nos minutos finais da Batalha dos Aflitos, em 2005. De qualquer forma, é sempre bom receber alguns sinais como neste domingo em que, por compromissos pessoais e companhias legais, fiquei sem condições de assistir a parte do jogo contra o Cruzeiro. No momento em que compartilhava um paella com amigos, o Grêmio entrava em campo para mais um compromisso pelo Campeonato Gaúcho, e seria muito antipático consultar o resultado da partida a todo momento na tela do celular – gosto muito pouco dessas pessoas que são incapazes de conversar com você sem estar com um olho no telefone, parece que dali virá coisa mais importante que a sua companhia.

 

Com o sabor catalão ainda nos lábios e a garganta regada por um vinho maravilhoso deixei o apartamento dos amigos quando a partida ainda estava no primeiro tempo, e como sempre faço liguei para casa para saber como estavam os meninos, se precisavam de alguma coisa e avisar que deveria chegar em meia hora ou um pouco mais. Foi quando tive a surpresa de saber que o mais moço, Lorenzo, craque do League of Legends e fanático por Call of Duty: Moder Warfare III – jogos eletrônicos que rodam no computador e no XBox, respectivamente – estava de olho no PPV assistindo à partida do Grêmio. Claro que assistia de um jeito que só esta garotada é capaz, com os dedos no teclado, fone no ouvido, movimentação intensa na tela do PC e, mesmo assim, ciente de tudo que acontecia em campo. “Pai, o Grêmio está vencendo por 1 a 0”, disse ele em uma frase de significado enorme para mim; não pelo resultado em si, mas pela demonstração de que o Grêmio, sim, faz parte do cotidiano deles. Se estava ansioso para ver mais um desempenho do tricolor, naquele momento suspirei aliviado: não só havia recebido mais um sinal de quanto eles gostam do meu time (do nosso time), como, também, sabia que o Grêmio estaria em boa companhia até a minha chegada.

 

Tive tempo de ver todo o segundo tempo, me irritar com a falta de finalização do ataque e os vacilos da defesa, lamentar o gol adversário, agradecer pela marcação correta do pênalti, me indignar com o comportamento da Brigada Militar e vibrar com a vitória aos 53 minutos. Ainda consegui ver a reprodução da bela cobrança de falta de Fernando, este gremista de nascença. Todos esses momentos curti e sofri  sentado no sofá ao lado dos meninos que, defintivamente, aprenderam a ser gremista.