De volta a Paraty… na Flip

 

Por Julio Tannus

 

 

Foi uma festa inesquecível. O mar, a cidade, o folclore, os autores e o público presente. Foram mais de 20 mil pessoas que passaram por Paraty para participar de 135 eventos da Flip, Flipinha, FlipZona e Flip-Casa da Cultura. A programação incluiu blocos, cirandas e bonecos nos cinco dias do evento. Participaram 40 autores de 15 países.

 

Transcrevo aqui texto sobre o encerramento desta festa literária maravilhosa, onde foram sugeridas várias leituras preferidas pelos autores participantes.

 

O encerramento da 10ª. Festa Literária Internacional de Paraty foi uma celebração da poesia, do conto, da crônica e do romance, presentes nos trechos de obras que os autores convidados leram para a plateia. Como disse Liz Calder, a criadora da Flip, ouvir dos escritores alguma coisa daquilo que eles mais apreciam em literatura era a melhor maneira de fechar o último dia antes de mais um ano de espera por nova festa.

 

Amin Maalouf foi o primeiro, e escolheu um trecho do livro de memórias “O mundo que eu vi”, do austríaco Stephen Zweig. O capítulo, intitulado “O mundo da segurança”, fala do estado de bem-estar em que se vivia na Áustria antes do nazismo; e sua escolha, ainda que não explícita, soou como uma homenagem ao Brasil, país que Zweig escolheu para viver seus últimos dias.

 

A escolha de Dany Laferrièrre foi ler o conto “Funes, o Memorioso”, de Jorge Luís Borges, que narra o reencontro com o personagem Irineo Funes, uma das figuras míticas do escritor argentino.

 

Já Dulce Maria Cardoso preferiu o primeiro texto em prosa publicado pelo português Herberto Helder, intitulado “Os passos sem volta”, considerado por alguns críticos como o maior poeta português depois de Fernando Pessoa.

 

Enrique Vila-Matas repetiu o mesmo poema que havia lido seis anos atrás, na Flip. E leu mais uma vez “Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra”, de Fernando Pessoa por seu heterônimo Álvaro de Campos.

 

Depois dele, Zoé Valdez escolheu Lygia Fagundes Telles, e leu o trecho final do conto “O moço do saxofone”, publicado no livro “Antes do baile verde”.

 

Ian McEwan selecionou o denso conto intitulado “Os mortos”, parte de “Os Dublinenses”, de James Joyce, no qual um homem redescobre o amor por sua mulher ao ouvir dela, de passagem, um comentário sobre o jovem que se havia deixado morrer por ela.

 

Javier Cercas preferiu o final de “Dom Quixote”, de Cervantes, capítulo intitulado “Feliz mal entendido”, quando o cavaleiro da triste figura retorna para casa, curado de sua loucura mas agonizante dos sofrimentos de sua aventura. No leito de morte, Quixote manda buscar o tabelião, Sancho Pança e sua sobrinha e herdeira, para ditar seu testamento. Em meio às lamentações do escudeiro, ele encerra sua história: “Já fui louco e sou são”.

 

Para marcar os 50 anos, dois dias e 17 horas que, segundo ele, se completavam naquele momento em relação à morte de William Faulkner, Juan Gabriel Vasquez escolheu aquele que considera “o mais faulkneriano dos escritores latino-americanos”, o uruguaio Juan Carlos Onetti, de quem passou a ler um trecho de “O estaleiro”.

 

Luiz Fernando Veríssimo, o último a apresentar suas preferências literárias, decidiu que somente revelaria o nome do autor no final. Leu, então, a crônica intitulada “Imaginação”, que termina como uma ode à literatura: “Estou só, com minha imaginação e um livro”. Depois, revelou que se tratava de Millôr Fernandes, um dos mais profícuos autores brasileiros de todos os tempos, falecido em março deste ano.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Publicado excepcionalmente hoje, esscreve às terças-feiras no Blog do Mílton Jung.

A rica biblioteca do Jornal da CBN

 

Cada vez me convenço mais de que se é verdade que o brasileiro tem fama de que lê pouco – e a ideia é ratificada pesquisa após pesquisa -, o ouvinte-internauta do Jornal da CBN não se encaixa nesta estatística. Basta falar de livros no programa e pedir sugestões para que listas enormes sejam formadas. Semana passada, na sexta-feira, entrevistei o escritor Pedro Bandeira sobre o sucesso da Flip, que se encerrou nesse domingo. No bate-papo, ele disse, entre outras coisas, que as novas mídias estão incentivando as pessoas a lerem, sinalizando otimismo em relação ao mercado literário no Brasil. Ouça a entrevista dele aqui. E logo após nossa conversa, convidei os ouvintes-internautas e os comentaristas da CBN a sugerirem livros ou dizerem o que estão lendo neste momento. Resultado, uma biblioteca com dezenas de títulos e autores que reproduzo a seguir.

 

Aqui, o que disseram os comentarista da CBN:

 

A Sagrada Família, Zuenir Ventura (Arthur Xexeo)
Adolph Hitler, John Toland (Carlos Heitor Cony)
Os imperfeccionistas, Tom Rachman (Gilberto Dimenstein)
Iludido pelo acaso, Nassim Nicholas Taleb (Luis Gustavo Medina)
No Jardim das Feras, Erik Larson (José Godoy)
Tudo ou Nada, Luis Eduardo Soares (Dan Stulbach)
A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (Dan Stulbach)
O filósofo e a política, Norberto Bobbio (Kennedy Alencar)
Getúlio, Lira Neto (Kennedy Alencar)
Guerra e Paz, Leon Tolstói (Kennedy Alencar)
Memórias de uma guerra suja, Cláudio Guerra (Miriam Leitão)
Lo suficientemente Loco, Una biografia de Marcelo Bielsa (Mário Marra)

 

A seguir, as dicas dos ouvintes-internautas:

 

O remorso de Baltazar Serapião, Valter Hugo Mãe (@gustrod75)

Imagens da Organização, Gareth Morgan (@mvjbonfim)

Ágape, padre Marcelo Rossi (@dmmtoddy)

A Bíblia Sagrada (@ricardovilela22)

Capital erótico, Catherine Hakim (@atargino)

A Economina do Cedro, Carlos Alberto Júlio. (@heitoranderson)

A Marcha para o Oeste, Cláudio e Orlando Villas Bôas (@fernanjones)

Madame Bovary, Gustave Flaubert (@renatortl)

O Poder Dos Quietosm Susab Cain (@renatortl)

A Última Música, Nicholas Sparks (@Solanggi)

Transição Planetária, Divaldo Pereira Franco (@a_lenice)

Os Sete, Andre Vianco (@sandraspf)

A Arte da Prudência, Baltasar Gracián y Morales (@jjihec)

Millenium – A rainha do castelo de ar, Stieg Larsson (@rogeriawerneck)

As Esganadas, Jô Soares. (@FabianoBarbeiro)

Mentes Perigosas, o psicopata mora ao lado, Ana Beatriz Barbosa Silva (@8Rosangela)

Saga brasileira, Miriam Leitão (@marcossmooks e Mario C. Delvas)

Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle (@antsoares)

Quem Matou a Mudança, Ken Blanchard (@andrefelizardo)

Imagens da Organização”, Gareth Morgan (@mvjbonfim)

A Festa do Bode, Mário Vargas Llosa.(@yhuri)

Monstros Invisíveis, Chuck Palahniuk. (@iMarceloMachado)

Paulo Francis, uma coletânea de seus melhores textos (@ferbrak)

A Guerra dos Tronos, George R R Martin! (@A_MANDEL)

O povo brasileiro, Darcy Ribeiro (@fazenghelini)

O Cemitério de Praga, Umberto Eco. (@pbicudo)

Geração superficial, o que a internet está fazendo com nossos cérebros, Nocholas Carr (Walter Bazzo)

A Revolução do Amor, Luc Ferry (Walter Bazzo)

Gaia- Alerta fFnal, James Lovelock (Walter Bazzo)

Sempre a Mesma Neve e Sempre o Mesmo Tio, Herta Müller (Walter Bazzo)

Quarto de Despejo, diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus (Sandra Regina Silva)

Vocês Ainda Não Ouviram Nada. A Barulhenta História do Cinema Mudo, Celso Sabadin (Chi Qo)

A Águia e a Galinha, uma metáfora da condição humana, Leonardo Boff (Thina Bitencourt)

O Marechal da Vitória, Tom Cardoso e Roberto Rockmann (Marcos Schettini Soares)

Alcorão (Tony Anderson)

O Pequeno Prícipe, Antoine de Saint-Exupéry (Beatriz Souza)

Paradise Lost, John Milton (Raymond Rebetez)

Privataria Tucana, Amaury Ribeiro Jr (Fernando de Oliveira e Reinaldo Guimarães)

A elegância do Ouriço, Muriel Barbery (Tereza Cristina Cavalcanti)

Vida Dupla, Pierre Assouline (Tereza Cristina Cavalcanti)

A Essência da Mente,de Steve Andreuss (Silveira)

Kundalini Yoga ou O Livro Amarelo, Samuel  Aun Weor (Silveira)

Manual de Redação da CBN, Mariza Tavares (Rita Bueno)

As Veias Abertas da América Latina, Eduardo Galeano (Rita Bueno)

O Livro dos Espíritos, Alan Kardec (Rita Bueno)

Recursos Educacionais Abertos – Práticas Colaborativas e Políticas P;ublicas

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón (Heriberto Freire Caseca)

Dom Casmurro, Machado de Assis (Lennilson)

Eu Amo Fusca – a história brasileira do carro mais popular do mundo, Alexandre Gromow 9Alexandre Gormow)

Dewey, Um Gato entre Livros, Vicky Mirin com Bret Witter (José Daniel)

Os Próprios Deuses, Isaac Asimov (Délia Costa)

Jogos Vorazes, Suzanne Collins (Diogo)

Piaf, Uma Vida, Carolyn Burke (Eduardo Rodrigues Monteiro Silva)

The Nature of Man, Metchnikoff (David Hruodbeorth)

Revolução dos Bichos, George Orwell (Paulo Roberto Zuza Malta)

O Nome do Vento e O Silêncio do Sábio, Patrick Rothfuss (Rosemary Barros)

Brasil, Uma História, Eduardo Bueno (Aline Côdo)

The Family, Mario Puzzo (Aline Côdo)

Desván de América, Enrique Pérez Díaz (Aline Côdo)

Dignidade, Médicos sem Fronteiras (José Alves)

Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki (Fernando Andrade)

Valsa Negra, Patrícia Mello (Camila Victor)

O Futuro da Humanidade, Augusto Cury (Hugo Alves)

O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago (Soélis Prado Mendes)

A Conspiração Franciscana, John Sack (Roberto Jacob)

Crônicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin (Leandro Perin)

Novas Utopias, Psicografado por Carlos Pereira (Paulo César Soares)

Bruxas, Miriam Black (Thiago Pagliarini)

Um Dia, David Nicholls (Íria Molina)

Armas Germes e Aço, Jared Diamond (Ricardo)

Por que Nações Falham: As origens do poder, prosperidade e pobreza, Daron Acemoglu e James Robinson (Ricardo)

Ernesto Guevara, Também Conhecido Como Che, Paco Ignacio Taibo II (Xavier Lemos)

Nelson Rodrigues por ele mesmo, Sonia Rodrigues (Rodrigo Amaral)

Amigos Ouvintes, Arnaldo Jabor (Christiano Schulz)

O Homem e seus Símbolos, Carl Gustav Jung (Pedro Paulo Rodrigues)

O Efeito Sombra, Deepak Chopra (Pedro Paulo Rodrigues)

Um Defeito de Cor, Ana Maria Gonçalves (Kleber Miguel)

Livros para embalar as férias da gurizada

 

Seis livros estavam na mala dos meninos que se anteciparam e deixaram a cidade antes de mim para aproveitar as férias escolares. Faziam parte de uma lista recomendada pelos professores da escola após terem pedido, por conta própria, sugestões de leitura. Claro que fiquei orgulhoso da iniciativa deles e até mesmo surpreso com alguns dos títulos que escolheram. Aqui em casa estão quase sempre diante do computador, não necessariamente jogando, muitas vezes consumindo vídeos informativos, conversando com os amigos e, também, estudando. A beira do mar, onde aproveitarão os dias de descanso, preferiram investir na leitura. Neste momento, o mais novo tem em mãos o clássico 1984 de George Orwell, e o mais velho, O Retrato de Doran Gray de Oscar Wilde.

 

Citei, hoje, o exemplo deles durante conversa com Ethevaldo Siqueira, nosso comentarista no Mundo Digital, que falou sobre um site que oferece acesso público e gratuito a uma enorme lista de livros, áudios, vídeos e teses universitárias. Neste mês, o destaque é para as obras de Machado de Assis, que podem ser baixadas no seu computador e tablet. São mais de 200 mil títulos à disposição no serviço desenvolvido, desde 2004, pelo Ministério de Educação. Ethevaldou destacou que, infelizmente, o acesso ao site tem diminuído de forma considerável, dos 900 mil acessos que chegou a registrar, hoje não passam de 400 mil. Talvez o motivo seja a falta de publicidade, o que nos propusemos a fazer ao tratar do tema em um programa jornalístico de caráter nacional. Também pode ser pela falta de interesse na literatura.

 

Sou mais otimista e ao perceber o sucesso da Flip em Paraty, que se inicia nesta quarta-feira, e o interesse dos meninos nos livros em plenas férias, não temo em dizer: há esperança.

 

A propósito: o endereço do Site Domínio Público está aqui e sugiro que você envie para todos os seus amigos nas redes sociais.

Foto-ouvinte: supermercado "recicla" livros

 

 

Uma das grandes redes de supermercados dos Estados Unidos, a Hannaford, criou espaços para a “reciclagem” de livros, nos informa o ouvinte-internauta Batista Neubaner, que acompanha a CBN pela internet, em Lowell, estado de Massachusettes. Os clientes deixam na loja os livros usados que serão depois “vendidos” por valores irrisórios. Algo como dois por U$ 1,00 ou quanto o leitor tiver no bolso para pagar. O dinheiro arrecadado vai para entidades filantrópicas com as quais o supermercado mantém convênio. A cada 15 dias, uma nova entidade é beneficiada. Ideia simples, fácil de ser executada, que abre espaço na estante do leitor e torna a leitura acessível a todos.

Vamos falar de jornalismo ?

 

As transformações sofridas pelo jornalismo e o impacto do desenvolvimento tecnológico nos meios de comunicação são alguns dos temas que serão discutidos no debate 25 Anos – O Contexto Jornalístico, promovido pela Editora Contexto. Estarei ao lado de Milton Leite, Pollyana Ferrari e Carlos Eduardo Lins da Silva, a partir das 7 horas da noite, no Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura, na avenida Paulista. Uma coleção completa da série de jornalismo da Contexto será sorteada.

 

Por bibliotecas atrativas e no fim de semana

 

Texto publicado, originalmente, no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

Trabalho de Eduardo Kobra quase finalizado

 

Em casa – leia-se, em Porto Alegre – não tinha uma biblioteca enorme à disposição, mas era muito comum ver meu pai com um livro na mão. Se não me falha a memória, ele gostava de romances policiais e talvez tenha sido isso que me impulsou a ler Agatha Cristie, primeira autora que aparece em minha lembrança literária, apesar de que antes dela, além dos infantis, havia aquela série clássica de brasileiros que fazem parte da lista de leitura obrigatória na escola – mas eu detestava ser obrigado a ler. A maioria deles fui conhecer somente mais tarde quando o hábito da leitura havia se transformado em um prazer e, isto, foi, sem dúvida, lição que aprendi, muito mais pelo exemplo do que pelas palavras, com meu pai. Foram poucas as bibliotecas que frequentei, se não me engano havia uma no colégio em que estudava, o Rosário, bem servida e estruturada, mas não dependia dela, pois, privilegiado, tinha livros ao meu alcance. Sei bem, porém, quanto estes equipamentos abrem as portas para o conhecimento em uma cidade e, por isso, espanta ver que 73% das pessoas jamais tiveram oportunidade de entrar em uma biblioteca no Brasil, conforme pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo Ibope e encomendada pelo instituo Pró-Livro.

 

A cidade de São Paulo, foco de nosso olhar, apesar de ter das maiores redes de bibliotecas do País, como sempre ressalta a prefeitura em suas notas oficiais, também fica a dever a seus moradores quando o tema é acesso a literatura. Conforme o Observatório do Cidadão da Rede Nossa São Paulo, regiões como a de São Mateus e Cidade Ademar, onde vivem mais de 635 mil pessoas com 15 anos ou mais, não têm um só livro disponível à população em equipamentos públicos de cultura. Dos 96 distritos, 90 não conseguem oferecer 1 livro por morador, quando a meta recomendada pela Unesco é de, no mínimo, 2 livros por habitante adulto.

 

Bem verdade que a expansão da rede de CEUS, com seus prédios mais abrangentes e multifuncionais, permitiu que uma quantidade maior de livros estivesse ao alcance dos leitores, além de iniciativas como o ônibus-biblioteca e Bosques de Leitura, mantidos pela prefeitura, e as bibliotecas nas estações de metrô, resultado de trabalho da iniciativa privada – apenas para citar algumas ações interessantes. Mesmo assim ainda não é suficiente para tornar o paulistano um leitor apaixonado. Percebe-se, por exemplo, que as bibliotecas que existem são pouco atrativas – com as exceções de praxe – pois apesar de 67% das pessoas que responderam a pesquisa nacional do Ibope saberem da existência de uma próxima de casa, a frequência é muito reduzida.

 

Para amenizar este cenário, ao menos entre meninos e meninas do Parque Doroteia, no extremo sul da capital paulista, os criadores da Associação Esportiva Unidos Da Doze tiveram uma ideia simples e genial ao transformarem a pequena sala da entidade em biblioteca, graças a doações recebidas de diferentes instituições e pessoas dispostas a ajudar. A garotada que bate bola no campinho de futebol, enquanto descansa, estica a mão, pega um livro legal e começa a praticar um esporte ainda raro no Brasil: a leitura. Inclusive no fim de semana – informação que ressalto para chamar atenção da prefeitura que insiste em manter as bibliotecas municipais fechadas exatamente quando os jovens teriam mais tempo para aproveitar estes locais. Fico imaginando como seria bacana fazer das bibliotecas pontos de encontro e entretenimento cultural especialmente nas regiões em que são poucas as áreas de lazer.

“Que livro você está lendo nesta semana?”

 

A pergunta foi simples, mas provocou uma reação bastante interessante, transformando meu Twitter em uma rica biblioteca com sugestões dos ouvintes-internautas. Hoje, na conversa diária com Dan Stulbach, Zé Godoy e Teco, no Hora de Expediente, durante o Jornal da CBN, falamos sobre resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (Ibope/Instituto Pró-Livro), que, entre outros pontos, mostrou que os brasileiros leem quatro livros por ano, em média. Em seguida, perguntei pelo Twitter “qual o livro que você está lendo?” e recebi mais de 60 respostas. Alguns ouvintes-internautas pediram para que eu compartilhasse a opinião dos demais, criando uma enorme lista de sugestões. Aproveito para agradecer aos que tiveram a gentileza de citar “Jornalismo de Rádio” que lancei pela Editora Contexto, em 2004.

 

Veja as respostas enviadas, faça sua escolha, deixe outras sugestões nos comentários e boa leitura:

 

@ca_marcelino – Chatô, O Rei do Brasil… to na página 21 e já tô encantada!!!

@8Rosangela – A arte de ser leve de Leila Ferreira bem bacana.

@rcaldeirini – Quando é preciso ser forte DeRose

@sspyder @miltonjung Fenomenologia do Espírito do Hegel intercalado com a República.

@BaldinMP13 A Dance with Dragons – George R R Martin

@rbtravassos estou lendo Personal Branding – Arthur Bender

@analuizamarques e @30Ronaldoalves Jornalismo de rádio, Milton Jung

@ricsantos “Muito Além do nosso eu” do @MiguelNicolelis

@kelygouveia “Ficções”- Jorge Luis Borges.

@mandapraesse O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de Saramgo!

@kellypassos “A menina que brincava com fogo”

@tabgiannini Beyond the bounderies – Miguel Nicolelis

@AlmirVieira Os Meninos da Rua Paulo (relendo)

@VanderAbreu China Megatrends, John Naisbitt

@TCOSTAESILVA li “o X da questão” e ao contrário da maioria, achei ruim. Uma mistura de autobiografia c/ autopromoção e uma pitada de autoajuda!

@Manfredo O Tao da Física de Fritjof Capra

@julianodip e @flamacedo O livro do Boni

@Ana_Matta O Jardineiro Fiel

@Elkeane estou lendo o “Content Strategy for the Web” de Kristina Halvorson’s

@a_magrela Biografia de Olga Benário

@SaintCoast o Cemitério de Praga do Humberto Eco!

@FlavyaPereira Antologia Poética, Carlos Drummond de Andrade.

@tommaioral 1808

@tazerldeiascom Estou lendo Steve Jobs por Walter Isaacson.

@OdilPereira Nesta semana, estou lendo “O fio das missangas – Couto, Mia”.

@leontheroad PLO Omaha poker.

@Maracard estou lendo historia da alimentação no Brasil de Luiz da Câmara Cascudo.

@sandrosepa Os Miseraveis ( Victor Hugo ) muito bom !

@kattiabasile Estou lendo “Conversas com Mies van der Rohe” de Moises Puente .. onde ele fala sobre suas ideias basicas sobre arquitetura @jornaldacbn

@oandrebelizario Em Aguas Profundas do David Lynch

@Deyver Qual e a tua obra, do Mario Sergio Cortella

@ZayraNavarro Bom dia, estou me aprimorando com: Controladoria – Uma Abordagem – de Armando Catelli

@Rogeriawerneck Millenium – A menina que brincava com fogo. Excelente!

@betelnet “Ombudsman: o Relógio de Pascal” de Caio Tulio Costa

@InsolenteTemera Eu terminei “O clã dos doze apóstolos” de Olga Behar, jornalista da Colômbia. Grande sugestão para conhecer sobe Alvaro Uribe

@drsoares A Guerra dos Tronos: Festim dos Corvos

@claudiorsouza Como mudar o mundo, eric hobsbawn.

@thiago_osantos Relendo “o mundo é plano” Thomas Friedman

@KarlaPierri De amor e de sombra, Isabel Allende

@fabiik 1Q84 do Haruki Murakami!!!

@abtfkeury Estou lendo Metro 2033

@SabrinarGomide Cavalo de Tróia 1.

@Fvet66 Planos de Negócio Vencedores, de Rhonda Abrams.

@Qvivais Pai Rico, Pai Pobre, do Robert Kiyosaki e Etiqueta sem Frescura, da Cláudia Matarazzo.

@eleonorabfruet “Dois irmãos” de Milton Hatoum.

@luiskolle Milton, estou relendo “Multiplicando o Bem-estar” de Sérgio Buaiz

@vanessavcamargo Estou lendo Memórias de Sherlock Holmes, Arthur C. Doyle, da Ed. L&PM Pocket

@isabelcampos A primavera do Dragão

@marcostwt Deus e o Estado – Bakunin

@Pr_Begnalia “O Incomparável Jesus Cristo” do Dr. Amin Américo Rodor, Unaspress.

@PadreWesley07 Cristianismo puro e simples de C. S Lewis

@quasecubano A Humilhação, de Phillip Roth. Grande autor norte-americano.

@Liddiane A força de ser mulher, Lisa Bevere.

@AnselmoAndriolo Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

@fjsp pode ser um #mangá? estamos relendo “Sandman: Caçadores de Sonhos” (1999), do @neilhimself e com ilustrações de #YoshitakaAmano

@rickaoi Bem vindo a bolsa de Valores. Marcelo Piazza.

@wandKernelpanic A menina que roubava Livros

@AndreaVecci “Sobre a China” Kissinger

@GustavoSemblano Os Donos do Poder, de Raymundo Faoro

@daniel_puzzi Da Euforia à Crise

@FlavyaPereira Antologia Poética, Carlos Drummond de Andrade.

Livros em biblioteca só se for em 3D

 

Trabalho de Eduardo Kobra quase finalizado

O acervo das bibliotecas de São Paulo perde cerca de 86 mil livros por ano e o volume de reposição é irrisório em uma combinação que acentua ainda mais a carência de material disponível à população. Atualmente, há 0,26 livros por morador adulto na capital quando a sugestão da Organização das Nações Unidas é de que sejam 2 por morador. O levantamento é do Observatório Cidadão, da rede Nossa São Paulo, que levou em consideração dados de 70 bibliotecas e pontos de leitura municipais (leia o trabalho completo aqui)

Enquanto isso, um artista paulistano está desenhando bibliotecas em 3D, em exposições públicas, nos Estados Unidos. Refiro-me à Eduardo Kobra e equipe que apresentaram o trabalho que ilustra este post no Sarasota Chalk Festival, considerado o maior evento de pintura em 3D do mundo. No desenho, destaca-se um menino admirado com a quantidade de livros no seu entorno – um realidade que, em São Paulo, só encontraremos em outra dimensão.

O rádio na cobertura do 11 de Setembro

 

Para lembrar os 10 anos dos atentados de 11 de Setembro, reproduzo neste post trechos do livro “Jornalismo de Rádio” (Editora Contexto), que publiquei em 2004, no qual, entre tantas histórias, conto como foi a cobertura na rádio CBN dos ataques nos Estados Unidos.

Para ler o texto completo sobre os bastidores desta cobertura da CBN, compre o livro aqui

E ouça aqui o plantão CBN com a primeira notícia sobre o atentado em Nova Iorque

Onze de setembro de 2001 se inicia, antecedido por uma cortina musical tocada na velocidade da emergência que marca as edições extraordinárias no rádio. O primeiro par[agrafo do mais dramático capítulo escrito pelo terrorismo internacional na era moderna é anunciado, ironicamente, em trinta segundos, tempo reservado na comunicação do mundo capitalista para a venda de produtos e a oferta de serviços. No texto improvisado que descreve a cena inicial do prédio em chamas, de 110 andares e 412 metros de altura, se oferece ao público o que seria a propaganda de maior impacto dos grupos anti-americanos.

Os meios de comunicação multiplicam a mensagem enviada por Osama Bin laden e pela Al Qaeda, através de pilotos suicidas e aviões-bomba. Cada veículo, usando de seus recursos característicos para conquistar o público ansioso pela informação. A televisão estava lá quando o segundo Boeing acertou a torre sul do World Trade Center, quinze minutos após o primeiro ataque, transmitindo ao vivo o “espetáculo”. O rádio propagou o feito terrorista narrando o acontecimento em off tube, como nos grandes jogos internacionais de futebol— sem precisar pagar pelos direitos de transmissão. A internet também calçou a cobertura nas imagens da TV, na noticia do rádio e nas informações das agências internacionais, a maioria levando em tempo real material colhido pela CNN.

Nas ruas, o pedestre tem atenção despertada pelo anúncio do painel eletrônico: “Terroristas arremessam aviões sobre WTC”. Na tela do telefone celular, o texto do serviço de mensagem informa; “Torres gêmeas em fogo, após ataque terrorista”. O pager na cintura da calça chama: “Terror no ar: avião com passageiros atinge Pentágono”. Jornais e revistas mobilizam redações para rodar o mais cedo possível uma edição extraordinária — prática abandonada desde o advento da internet.

A sociedade informativa, fenômeno na virada do Terceiro Milênio, acorda para viver o dia que ainda não acabou.

MAIS UM DIA DE TRABALHO

O CBN São Paulo, programa que apresento desde 1999, estava apenas começando. Era hora de falar do esporte com os destaques dos clubes. Antes, já havíamos passado em revista a tropa de repórteres. Cada um apresentando a informação que cobriria naquela manhã. Meteorologia, trânsito, estradas e aeroportos, informações da cidade — este é o nosso foco das 9h30 ao meio-dia, horário destinado ao noticiário local na rádio CBN, que tem boa parte da programação dedicada aos temas nacionais e internacionais.

Logo cedo, após ler um jornal diário, assistir aos telejornais da manhã e ouvir um trecho da programação da rádio, havia negociado com a produção, pelo viva voz do celular no carro, a pauta do dia. A produtora Fabiana Boa Sorte, na redação, havia feito o balanço das reportagens que poderiam entrar gravadas; conversado com o chefe de reportagem para saber quais assuntos seriam cobertos pelos repórteres; e feito varredura nos demais jornais impressos. Também já recebera, pelo correio eletrônico, sugestões de ouvintes e assessores de comunicação.

Ao entrar no ar, duas entrevistas estavam fechadas — ou seja, os convidados estavam disponíveis para falar sobre o tema nos horários propostos. Ainda se aguardava o retorno de um terceiro entrevistado. Não tinha sido encontrado pela produção até aquele momento. Alguém da assessoria dele ficara de telefonar de volta. Os comentaristas␣ tinham assuntos decididos. Os cartuchos com reportagens, sonoras e teasers gravados, estavam separados, cada um com sua devida cabeça redigida em laudas de computador. Ao operador de áudio Paschoal␣Júnior, que comanda a mesa de som responsável por levar a rádio ao ar, havia sido passada as orientações do que seria apresentado. Ele, por sua vez, havia feito algumas sugestões a partir de notícias que lera no jornal ou ouvira na programação da rádio, desde às seis horas da manhã. O pessoal da área técnica é parte integrante da equipe de jornalismo, e tem de ser consultado. Essa interação facilita o andamento do trabalho.

Em geral, buscamos tratar de questões relacionadas à vida do cidadão. Fatos que mexem com o dia a dia do paulistano. Ações de participação da comunidade, à medida em que a parceria com o poder público deve ser incentivada. Também orientam nossa pauta denúncias contra desrespeito aos direitos humanos e a fiscalização do que as autoridades públicas fazem com nosso dinheiro.

A minha frente, o computador recebia mensagens de todo o tipo. A quantidade de spams (material enviado para os correios eletrônicos sem autorização nem utilidade) é enorme e atrapalha a avaliação criteriosa daqueles que merecem alguma atenção.␣Já desperdicei meu tempo levantando a seguinte estatística: de cada vinte e-mails que aterrissam na caixa de correio eletrônico, cinco merecem ser abertos, dos quais três têm de ser respondidos e apenas um tem direito e respeito para ser registrado no ar. Além do correio eletrônico, navegava na internet em busca de informação e acessava as agências de notícias. Um televisor sobre a mesa, ao lado do computador, estava ligado na Globonews, canal de notícias 24 horas, da Rede Globo de Televisão. Entrávamos no ar para mais um programa. Mas era 11 de setembro de 2001.

FOGO NO AR

A agência internacional acabara de anunciar, em apenas uma linha, o incêndio na torre, em Nova York, provocado pelo choque de um avião, e a Globonews interrompia a programação para reproduzir imagens, ao vivo, da CNN. Pelo canal interno, todas as emissoras da CBN eram comunicadas de que em trinta segundos seria formada rede para notícia extraordinária. Imediatamente, quem estava no ar em Cuiabá, Curitiba, Maringá, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília ou qualquer ponto do país em que houvesse retransmissora da Central Brasileira de Notícias parou a entrevista, a reportagem, seja lá o que estivesse sendo apresentado, para ouvir o Plantão CBN, transmitido do estúdio em São Paulo.

Com base nas primeiras informações, anunciei o incêndio no World Trade Center, imaginando um acidente de avião ocorrido há apenas dez minutos. Disse que seria um Boeing 737, mas se descobriu em seguida que o avião era modelo 767, duas␣ vezes mais pesado e com quase o dobro de capacidade para transportar passageiros. Encerrado o plantão, continuamos em rede descrevendo as imagens. O apresentador da CBN no Rio de Janeiro, Sidney Rezende, passou a dividir o comando da programação.

Às 10h03, logo após a leitura do Repórter CBN — síntese noticiosa com duração de dois minutos, que vai ao ar de meia em meia hora —,transmiti ao vivo, o choque do segundo avião, com a voz revelando o impressionante da cena.

Até aquele instante ainda era difícil entender o que acontecia à nossa frente. Impossível não se emocionar, porém, com as imagens. Produtores no Rio e em São Paulo já haviam ligado para correspondentes em Nova York, em Washington e na Europa. Apuradores haviam levantado detalhes nas agências. Quem conhecia alguém nos Estados Unidos, correu para o telefone em busca de informação. Na redação, todos os monitores estavam sintonizados nas emissoras a cabo americanas. O escritório da BBC Brasil também foi acionado. E a cobertura se iniciara há apenas seis minutos.

DEU NO RÁDIO

O “espetáculo” do 11 de setembro foi planejado para ser transmitido pela televisão. A diferença de tempo entre o choque de um e outro avião nas torres gêmeas vai ao encontro dessa idéia. O primeiro, da␣ American Airlines, chamou atenção das emissoras americanas que circulam por Nova York com suas equipes móveis de alta tecnologia.

Quem anda pelas grandes avenidas de Manhattan se depara a todo o momento com os técnicos, sem a companhia de repórteres, em pequenos e ágeis furgões. Haveria tempo suficiente para se direcionar uma câmera para o prédio que se enxergava de vários pontos da ilha. Daí a facilidade para reproduzir, ao vivo e a cores, o segundo ataque.

O recado enviado pelo segundo avião, o Boeing da United Airlines, era claro. Se alguém não havia entendido até então o que estava acontecendo — e eu, que transmitia tudo aquilo, não entendia␣ mesmo — ali estava a verdade. Um ataque programado para se transformar em fenômeno midiático. A câmera era a única forma de contato do mundo com aquele cenário. A aproximação do local atingido era impossível. Toda e qualquer leitura que se fez naquelas primeiras horas foi construída a partir da imagem.

Apesar de o episódio ter privilegiado a televisão, como ocorre nos shows de entretenimento, no Brasil, o rádio teve papel importante na cobertura jornalística do 11 de setembro. No momento em que o ataque se iniciou, boa parte das pessoas não estava mais em casa. Encontravam-se no carro, a caminho do trabalho, ou haviam chegado ao escritório. Nas escolas e universidades, as aulas tinham começado. Muita gente se deslocava a pé nas ruas de comércio. Com esse quadro e com base em análise comparativa da audiência, arrisco dizer que a maioria da população ficou sabendo do atentado pelo rádio.

Números do Ibope deixam evidente a supremacia da programação radiofônica em relação à televisiva na faixa das nove às dez da manhã. Chega a ser, em média, três vezes maior o número de pessoas que ouvem rádio nesse horário do que os que assistem à televisão. Mesmo no decorrer do dia, o número de ouvintes supera o de telespectadores. Pesquisa do␣ Ibope, citada pelo Jornal do Brasil, mostra que no terceiro trimestre de 2003 os ouvintes foram 2.967.603, enquanto os telespectadores não passaram de 2.408.560, entre seis da manhã e sete da noite, no estado de São Paulo.

Não tenho dúvida de que, alertado pelo plantão da rádio jornalística da cidade, o ouvinte saiu à procura do primeiro aparelho de televisão que houvesse nas proximidades. Reação provocada em todo o cidadão que, por outros meios de comunicação, até mesmo o telefonema de um vizinho, teve acesso à notícia. Mas, ao encontrar os canais que reproduziam as imagens da CNN para o mundo, esse cidadão se deparou com âncoras, repórteres e comentaristas atuando como se estivessem no rádio.

Sem acesso à “cena do crime”, a solução foi voltar as câmeras para o local do atentado e, por telefone, conversar com pessoas que escaparam do prédio em chamas, acionar correspondentes internacionais, entrevistar especialistas, falar com autoridades políticas e policiais em uma linguagem muito próxima à do rádio. Os programas jornalísticos na televisão não têm humildade suficiente para aceitar o uso do telefone como meio de informação. Um repórter que esteja diante da notícia, mas sem uma câmera, terá dificuldade de convencer o editor de que o fato deve ser transmitido, apesar da falta de imagem. Foi com o surgimento das emissoras de notícias 24 horas, como Globonews e Bandnews, que esse formato passou a ser aceito na TV brasileira, apesar de ainda encontrar muitas restrições. Antes disso, repórter ou entrevistado falando por telefone era␣cena rara na televisão. Por mais fascinante que seja a TV, fenômeno de massa de enorme impacto na sociedade, a imagem por si só não informa. É perigosa a idéia de que a câmera aberta diz tudo. De que o cidadão não carece de um intermediário para explicar o que vê. Precisa, sim. A reflexão, o questionamento e a apuração dos fatos são imprescindíveis para que o processo de comunicação se complete. Jornalistas e público não podem se tornar reféns da imagem.

O rádio contou para as pessoas o que acontecia no 11 de setembro e elas foram ver na televisão. Encontraram seus apresentadores favoritos fazendo rádio, apesar da imagem. E que imagem.


Leia o restante do texto, no livro Jornalismo de Rádio

Mundo Corporativo: Fui contratado, e agora?

 

Um apaixonado pela leitura. Foi assim que o consultor de empresas Gutenberg de Macêdo se apresentou nesta entrevista no Mundo Corporativo, na qual falou sobre os primeiros momentos de um profissional na empresa ou em um novo cargo. Gutenberg também respondeu a perguntas de ouvintes-internautas interessados em entender qual a melhor estratégia para acertar no “primeiro minuto de jogo” e como encarar aqueles colegas que sonhavam ocupar o seu lugar.

Aproveito para reproduzir aqui alguns dos livros citados por Gutenberg durante a entrevista que foi ao ar no site da CBN, atendendo a pedidos feitos por ouvintes-internautas. Anote aí, boa leitura e, se tiver mais sugestões, compatilhe com os leitores do Blog registrando na área dos comentários:

Treinamento Gerencial de Paula J. Caproni

As 48 Leis do Poder de Robert Greene

Oráculo Manual ou A Arte da Prudência de Baltasar Gracian

Como Conquistar um Ótimo Emprego de Gerente a Executivo de Sharon

Fui Demitido! E Agora? De Gutemberg B. de Macedo

Fui Contratado! E Agora de Gutemberg B. de Macedo

O Mundo Assombrado pelos Demônios de Carl Sagan

O Principio da Sabedoria – Lições de Salomão para o bem Viver de Gutemberg B. de Macedo

Carreira: Que |Rumo Seguir de Gutemberg B. de Macedo