Para onde vão os livros?

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

Mílton Jung, ontem no jornal da CBN iniciou a sua conversa com Viviane e Cony informando que o livro digital passava a ser usado por 23% dos americanos, subindo 7% em relação aos 16% do ano anterior. O livro impresso caía de 72% para 67%. Enquanto Viviane explicitava o uso pessoal de ambos em ocasiões pertinentes, em função do ambiente ou da velocidade a ser executada, Cony também externava a sua crença nas duas hipóteses, mesmo não sendo usuário do digital, e ainda lembrou o abandono aos papiros e pergaminhos quando surgiu a imprensa.

 

A pauta é das mais atuais e relevantes, pois no momento em que assistimos ao sucesso das mudanças nas grandes livrarias, ao atrair o público para o lazer em suas lojas, terão agora que competir com as novidades do mundo digital.

 

Será uma briga entre os grandes. Já está clara a concentração de títulos no ambiente das lojas, quando se nota a repetição de exposição dos livros mais promovidos. Em detrimento de lançamentos menos robustos. Segundo a FOLHA de segunda, as livrarias justificam a locação de espaço de exposição para melhorar as condições de negociação com as editoras. Entretanto, a variedade ficou reduzida e abre espaço para o mundo digital, justamente quando a Amazon e a Livraria Cultura disputam os leitores com os e-books.

 

Interessante notar que a batalha ora iniciada tem objetivos diferentes entre os contendores. A Amazon não ganha no Kindle ou nos livros vendidos para o iPad ou nos tablets Android, mas nos demais produtos de sua extensa linha. A Apple está neste mercado para vender iPad e seu interesse é apresentar uma completa biblioteca que alavanque o seu produto. A Livraria Cultura, com o Kobo, visa provavelmente uma posição preventiva e de atendimento a um novo hábito de leitura.

 

E as editoras? Bem, estão sendo forçadas a baixar preços, enquanto há torcida para que sejam pressionadas em virtude da democratização do meio eletrônico. Ao mesmo tempo, os best sellers deverão ficar com elas, pois seu investimento é alto.

 

Então, para onde vão os livros?

 

Considerando os papiros e pergaminhos do Cony, a menina que lê um livro por dia no iPhone, e mesmo amando os meus 2.000 livros, concordo com William Uricchio do IMT que diz sobre o livro:

Não precisa de luz, não precisa de internet, não fica sem baterias, é reciclável, e o mais importante: o compramos só uma vez.

 

Entretanto, ao imaginar o mundo sem esta geração e dentro da inovação que certamente ocorrerá, fico com o paradigma dos papiros e pergaminhos. O livro deixará de existir. Ao menos com a função atual.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Livros são distribuídos de graça no centro de São Paulo

 

Por Devanir Amancio
ONG Educa SP

 

Livro na praça

 

                                                                        
Dois caminhões de livros grátis, centenas de mãos e muita vontade de ler – mesmo debaixo de chuva. Livros de todos os gêneros para todos os  gostos no centro de São Paulo, na sexta-feira, 21/09. A festa da leitura lembrou o poema de Castro Alves: “Oh! bendito o que semeia/Livros, livros, à mancheia/E manda o povo pensar…”

 

 
A distribuição de 8 mil obras, levadas em duas viagens, começou na Praça Bandeira para os garis. A parada literária no Largo de São Francisco reuniu pessoas de todas as classes sociais.

 

 
O GCM que protege o ‘Largo dos Mendigos’ pegou feliz o “Código do Processo Penal Anotado”. Alunos do segundo ano do SENAC – Consolação aguardavam com sacolas a chegada dos livros, desde às 10 horas, em frente à Faculdade de Direito. O advogado Antonio Fernando da Silveira levou cinco livros; Maria do Socorro Alves, acompanhada de Tertuliano, 8, e Igor, 10, levou nove volumes. O professor Tiziu (Carlos Alberto), da PUC, do alto do caminhão gritava: “Escolha à vontade! Leve apenas o que vai ler.”

 

O artista de rua, Enahha, com sua bicicleta enfeitada com um cartaz “O futuro passa por aqui, bikes!”, foi o locutor do ato, tendo como fundo musical “Plante uma árvore”, de sua autoria. Dizia sem parar:  “espalhar livros para colher cultura, no Dia da  Árvore leve um livro para a sua casa, a semente do conhecimento. Sua família vai gostar!” Realização: “ONG  Educa São Paulo, Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC – SP, Grupo de Escoteiro ‘Lobo Solitário’/ Itaquera,Zona Leste. Árvore é vida, livro é cultura, não temos mais aqui o livro de Augusto dos Anjos. Essa iniciativa não tem nada a ver com a Prefeitura.”

 

 
A próxima distribuição  móvel de livros (3 mil títulos diversos) acontecerá no dia 28 de setembro,  sexta-feira, no Largo Treze de Maio e Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro, Zona Sul – das 10 às 14 horas, possivelmente com a colaboração da Subprefeitura de Santo Amaro .

 

  
Vale registrar que os livros foram doados pelo Clube Paineiras do Morumby, ONG Reviver Capão ( Capão Redondo/zs) , comunidade Nossa senhora de Fátima, Creative Mix  e Bazar Imirim ( Imirim/zn).
 
 
               

O poder de polícia do Governo e o chip nos automóveis

 

Faz muito tempo que li o livro que George Orwell, seu autor, chamou de “1984”. Foi a última criação literária daquele que o jornal americano Observer considerou “o maior escritor do século XX” e foi publicado em 1949, pouco antes da sua morte. Na sinopse lê-se que “Winston, herói do romance, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio no sentido histórico”.

 

Fiz esse nariz de cera, pensando no “poder de polícia”. Em sentido amplo, o “poder de polícia” significa toda e qualquer ação restritiva do Estado em relação aos direitos individuais. Lembrei-me do livro de George Orwell. Talvez meus raros leitores, se é que os possuo, caso tiveram a oportunidade de ler “1984”, entendam que comparar certas iniciativas do nosso Estado com o que se lê no romance é um tanto exagerado. Não lhes tiro a razão. Ocorre, porém, que existem, pelo menos, alguns motivos para que o “poder de polícia”, existente, hoje, no Brasil, se aproxime do enredo da obra.

 

Irritou-me, por exemplo, saber que, por decisão do Conselho Nacional de Trânsito, todos os veículos fabricados aqui, até agosto de 2013, terão, entre os seus acessórios obrigatórios,nada mais nada menos que rastreador e bloqueador. Não bastasse isso, que encarecerá o preço final dos veículos, o pior da decisão do CONTRAN está no fato de que a privacidade dos motoristas será invadida, uma vez que um dos sistemas prevê a presença de um chip no para-brisa do carro, capaz de fornecer informações para uma central de dados sempre que o veículo passar pelas antenas colocadas em ruas. Vejam só o que pode provocar o chip bisbilhoteiro: pagamento de pedágio por quilômetro rodado, limitar áreas de circulação (como em São Paulo) e multas quem não as respeitar, traçar políticas viárias. Ah,o chamado Siniav vai flagar quem estiver com o licenciamento vencido.

 

Tanta tecnologia não prevê, entretanto, ao que eu saiba, melhorias na fiscalização das ruas e rodovias por meio do aumento de efetivo das forças policiais, sejam federais ou estaduais, visando a diminuir o número de acidentes fatais. No Rio Grande do Sul, morreram, até junho, mais de mil pessoas, número igual ao registrado no primeiro semestre de 2011. Somente no fim de semana do Dia dos Pais 25 pessoas perderam a vida em acidentes. Seria interessante que o Governo brasileiro, ao contrário de inventar moda, aumentasse a remuneração do pessoal da Polícia Federal que, na terça-feira, dia em que escrevo este texto, que será lido na quinta, estava disposto a entrar em greve de protesto por melhores salários.

"Um lugar para todos"

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Há muitas coisas sem as quais, hoje em dia,não conseguiria viver. Claro que não me criei usufruindo as satisfações e os benefícios que elas me trouxeram ao longo da minha vida. Já escrevi neste blog, por exemplo, que considero indispensável o telefone celular. Para mim, as facilidades oferecidas aos seus usuários por este aparelho, cada vez mais sofisticado, são infinitamente superiores aos incômodos que provoca. Antes que a telefonia móvel estivesse à nossa disposição, tudo era mais difícil. Como, porém, nem só de criações tecnológicas se sobrevive no dia-a-dia, existe um invento bem mais antigo que preenche as minhas horas de lazer e têm ainda muitas outras utilidades. Refiro-me aos livros. Minha vida não seria a mesma sem eles.

 

Comecei a ler muito cedo. No quarto da minha avó paterna, onde eu dormia na minha infância, meu pai mantinha um armário cujo conteúdo me atraía.Entre os que li com tenra idade,lembro-me até hoje, estavam alguns que papai jamais imaginara que pudessem chamar a minha atenção: O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós; |Zadig,novela escrita pelo filósofo Voltaire…e Minha Vida Sexual. Agora, entretanto, prefiro ler livros policiais e, não se espantem, de terror. Sou fã, entre outros autores, de Frederick Forsyth, Stephen King, Scott Turow, Ken Follett, Thomas Harris, James Patterson, Tom Clancy. Essa gente me acompanha no almoço, na janta e em diversos outros momentos.

 

A biblioteca que Maria Helena e eu montamos em nossa casa está recheada de livros. Não foi uma nem duas vezes que compramos obras que já possuíamos. Agora, enquanto aguardo a chegada de uma encomenda, resolvi ler um livro de uma escritora sobre a qual nunca ouvira falar: Thrity Umrigar. Ela é indiana, cresceu em Bombaim, mas mora atualmente nos Estados Unidos. O título original do livro que recém comecei a ler é Um Lugar para Todos ou, no original inglês, Bombay Time. Como está claro, a história tem Bombaim por ambiente. O primeiro personagem a surgir é um empresário que vai ao um casamento com sua mulher “A bem da verdade – escreveu Thrity Umrigar – ele nem queria ir ao casamento. Os mesmos convidados de sempre, as mulheres cravando seus olhos penetrantes nos dois…” Mais adiante, lê-se o que pensava o empresário sobre a sua cidade: “Quanto mais velho ficava, menos lhe agradava sair de casa, a não ser para ir à própria fábrica. A Bombaim da sua juventude – ao menos aquela que ele guarda na lembrança – dera lugar a uma cidade fétida, apinhada e sufocante, que lhe insultava os sentidos. Pôr os pés na rua equivalia a enfiar uma meia suja, malcheirosa, suarenta e pútrida. Quase em sequência, o homem continua pensando: “E, cada ves mais, a cidade – o barulho, a violência, a poluição, a sujeira – invadia sua casa. Diariamente o jornal aterrissava como um míssil na sua porta. Professora idosa morta em assalto. Ministro envolvido em escândalo financeiro. Ladrões Armados fogem depois de assaltar banco.”

 

Bombaim – lembro eu – em 2011 abrigava 12.478.447 habitantes. Esse número, hoje, deve ter crescido muito. O que Thrity Umrigar usou no seu romance “Um Lugar para Todos” vale para São Paulo, para o Rio de Janeiro, para a minha Porto Alegre e todas as grandes cidades do mundo. Se não forem buscadas soluções visando, pelo menos, a diminuir os nossos problemas, não sei aonde isso nos levará.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o pai dele)

Um aplicativo para ler Machado de Assis de graça

 

 

O Domínio Público, site que oferece livros, música e documentos de graça para baixar, gerou um incrível interesse desde que tratamos do assunto no bate-papo com o Ethevaldo Siqueira, no Mundo Digital, há cerca de um mês, e voltou a mexer com as pessoas nesta semana quando falamos do Projeto Gutenberg (leia post). Fiquei muito satisfeito em saber que motivado pela nossa conversa no Jornal da CBN, a empresa MobiDevel Ltda desenvolveu um aplicativo, que está na Itunes Store, pelo qual é possível baixar toda a obra de Machado de Assis, disponível no site Domínio Público. Nem preciso dizer que para baixar o aplicativo é de graça, também.

Conheça aqui APP Machado de Assis – Obra Completa.

Livro digital de graça

 

Hoje, o comentarista do Mundo Digital Ethevaldo Siqueira voltou a falar sobre portais que oferecem livros digitais de graça na internet. Há um mês, ele havia sugerido o site Domínio Público, do Governo Federal, já nesta segunda, falou sobre o Projeto Gutenberg, que oferece também obras em língua portuguesa.

 

É acessar, escolher, clicar, baixar e ler

 

Projeto Gutenberg

 

http://www.gutenberg.org/wiki/PT_Principal

 

Dominio Público

 


http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

De volta a Paraty… na Flip

 

Por Julio Tannus

 

 

Foi uma festa inesquecível. O mar, a cidade, o folclore, os autores e o público presente. Foram mais de 20 mil pessoas que passaram por Paraty para participar de 135 eventos da Flip, Flipinha, FlipZona e Flip-Casa da Cultura. A programação incluiu blocos, cirandas e bonecos nos cinco dias do evento. Participaram 40 autores de 15 países.

 

Transcrevo aqui texto sobre o encerramento desta festa literária maravilhosa, onde foram sugeridas várias leituras preferidas pelos autores participantes.

 

O encerramento da 10ª. Festa Literária Internacional de Paraty foi uma celebração da poesia, do conto, da crônica e do romance, presentes nos trechos de obras que os autores convidados leram para a plateia. Como disse Liz Calder, a criadora da Flip, ouvir dos escritores alguma coisa daquilo que eles mais apreciam em literatura era a melhor maneira de fechar o último dia antes de mais um ano de espera por nova festa.

 

Amin Maalouf foi o primeiro, e escolheu um trecho do livro de memórias “O mundo que eu vi”, do austríaco Stephen Zweig. O capítulo, intitulado “O mundo da segurança”, fala do estado de bem-estar em que se vivia na Áustria antes do nazismo; e sua escolha, ainda que não explícita, soou como uma homenagem ao Brasil, país que Zweig escolheu para viver seus últimos dias.

 

A escolha de Dany Laferrièrre foi ler o conto “Funes, o Memorioso”, de Jorge Luís Borges, que narra o reencontro com o personagem Irineo Funes, uma das figuras míticas do escritor argentino.

 

Já Dulce Maria Cardoso preferiu o primeiro texto em prosa publicado pelo português Herberto Helder, intitulado “Os passos sem volta”, considerado por alguns críticos como o maior poeta português depois de Fernando Pessoa.

 

Enrique Vila-Matas repetiu o mesmo poema que havia lido seis anos atrás, na Flip. E leu mais uma vez “Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra”, de Fernando Pessoa por seu heterônimo Álvaro de Campos.

 

Depois dele, Zoé Valdez escolheu Lygia Fagundes Telles, e leu o trecho final do conto “O moço do saxofone”, publicado no livro “Antes do baile verde”.

 

Ian McEwan selecionou o denso conto intitulado “Os mortos”, parte de “Os Dublinenses”, de James Joyce, no qual um homem redescobre o amor por sua mulher ao ouvir dela, de passagem, um comentário sobre o jovem que se havia deixado morrer por ela.

 

Javier Cercas preferiu o final de “Dom Quixote”, de Cervantes, capítulo intitulado “Feliz mal entendido”, quando o cavaleiro da triste figura retorna para casa, curado de sua loucura mas agonizante dos sofrimentos de sua aventura. No leito de morte, Quixote manda buscar o tabelião, Sancho Pança e sua sobrinha e herdeira, para ditar seu testamento. Em meio às lamentações do escudeiro, ele encerra sua história: “Já fui louco e sou são”.

 

Para marcar os 50 anos, dois dias e 17 horas que, segundo ele, se completavam naquele momento em relação à morte de William Faulkner, Juan Gabriel Vasquez escolheu aquele que considera “o mais faulkneriano dos escritores latino-americanos”, o uruguaio Juan Carlos Onetti, de quem passou a ler um trecho de “O estaleiro”.

 

Luiz Fernando Veríssimo, o último a apresentar suas preferências literárias, decidiu que somente revelaria o nome do autor no final. Leu, então, a crônica intitulada “Imaginação”, que termina como uma ode à literatura: “Estou só, com minha imaginação e um livro”. Depois, revelou que se tratava de Millôr Fernandes, um dos mais profícuos autores brasileiros de todos os tempos, falecido em março deste ano.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Publicado excepcionalmente hoje, esscreve às terças-feiras no Blog do Mílton Jung.

A rica biblioteca do Jornal da CBN

 

Cada vez me convenço mais de que se é verdade que o brasileiro tem fama de que lê pouco – e a ideia é ratificada pesquisa após pesquisa -, o ouvinte-internauta do Jornal da CBN não se encaixa nesta estatística. Basta falar de livros no programa e pedir sugestões para que listas enormes sejam formadas. Semana passada, na sexta-feira, entrevistei o escritor Pedro Bandeira sobre o sucesso da Flip, que se encerrou nesse domingo. No bate-papo, ele disse, entre outras coisas, que as novas mídias estão incentivando as pessoas a lerem, sinalizando otimismo em relação ao mercado literário no Brasil. Ouça a entrevista dele aqui. E logo após nossa conversa, convidei os ouvintes-internautas e os comentaristas da CBN a sugerirem livros ou dizerem o que estão lendo neste momento. Resultado, uma biblioteca com dezenas de títulos e autores que reproduzo a seguir.

 

Aqui, o que disseram os comentarista da CBN:

 

A Sagrada Família, Zuenir Ventura (Arthur Xexeo)
Adolph Hitler, John Toland (Carlos Heitor Cony)
Os imperfeccionistas, Tom Rachman (Gilberto Dimenstein)
Iludido pelo acaso, Nassim Nicholas Taleb (Luis Gustavo Medina)
No Jardim das Feras, Erik Larson (José Godoy)
Tudo ou Nada, Luis Eduardo Soares (Dan Stulbach)
A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (Dan Stulbach)
O filósofo e a política, Norberto Bobbio (Kennedy Alencar)
Getúlio, Lira Neto (Kennedy Alencar)
Guerra e Paz, Leon Tolstói (Kennedy Alencar)
Memórias de uma guerra suja, Cláudio Guerra (Miriam Leitão)
Lo suficientemente Loco, Una biografia de Marcelo Bielsa (Mário Marra)

 

A seguir, as dicas dos ouvintes-internautas:

 

O remorso de Baltazar Serapião, Valter Hugo Mãe (@gustrod75)

Imagens da Organização, Gareth Morgan (@mvjbonfim)

Ágape, padre Marcelo Rossi (@dmmtoddy)

A Bíblia Sagrada (@ricardovilela22)

Capital erótico, Catherine Hakim (@atargino)

A Economina do Cedro, Carlos Alberto Júlio. (@heitoranderson)

A Marcha para o Oeste, Cláudio e Orlando Villas Bôas (@fernanjones)

Madame Bovary, Gustave Flaubert (@renatortl)

O Poder Dos Quietosm Susab Cain (@renatortl)

A Última Música, Nicholas Sparks (@Solanggi)

Transição Planetária, Divaldo Pereira Franco (@a_lenice)

Os Sete, Andre Vianco (@sandraspf)

A Arte da Prudência, Baltasar Gracián y Morales (@jjihec)

Millenium – A rainha do castelo de ar, Stieg Larsson (@rogeriawerneck)

As Esganadas, Jô Soares. (@FabianoBarbeiro)

Mentes Perigosas, o psicopata mora ao lado, Ana Beatriz Barbosa Silva (@8Rosangela)

Saga brasileira, Miriam Leitão (@marcossmooks e Mario C. Delvas)

Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle (@antsoares)

Quem Matou a Mudança, Ken Blanchard (@andrefelizardo)

Imagens da Organização”, Gareth Morgan (@mvjbonfim)

A Festa do Bode, Mário Vargas Llosa.(@yhuri)

Monstros Invisíveis, Chuck Palahniuk. (@iMarceloMachado)

Paulo Francis, uma coletânea de seus melhores textos (@ferbrak)

A Guerra dos Tronos, George R R Martin! (@A_MANDEL)

O povo brasileiro, Darcy Ribeiro (@fazenghelini)

O Cemitério de Praga, Umberto Eco. (@pbicudo)

Geração superficial, o que a internet está fazendo com nossos cérebros, Nocholas Carr (Walter Bazzo)

A Revolução do Amor, Luc Ferry (Walter Bazzo)

Gaia- Alerta fFnal, James Lovelock (Walter Bazzo)

Sempre a Mesma Neve e Sempre o Mesmo Tio, Herta Müller (Walter Bazzo)

Quarto de Despejo, diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus (Sandra Regina Silva)

Vocês Ainda Não Ouviram Nada. A Barulhenta História do Cinema Mudo, Celso Sabadin (Chi Qo)

A Águia e a Galinha, uma metáfora da condição humana, Leonardo Boff (Thina Bitencourt)

O Marechal da Vitória, Tom Cardoso e Roberto Rockmann (Marcos Schettini Soares)

Alcorão (Tony Anderson)

O Pequeno Prícipe, Antoine de Saint-Exupéry (Beatriz Souza)

Paradise Lost, John Milton (Raymond Rebetez)

Privataria Tucana, Amaury Ribeiro Jr (Fernando de Oliveira e Reinaldo Guimarães)

A elegância do Ouriço, Muriel Barbery (Tereza Cristina Cavalcanti)

Vida Dupla, Pierre Assouline (Tereza Cristina Cavalcanti)

A Essência da Mente,de Steve Andreuss (Silveira)

Kundalini Yoga ou O Livro Amarelo, Samuel  Aun Weor (Silveira)

Manual de Redação da CBN, Mariza Tavares (Rita Bueno)

As Veias Abertas da América Latina, Eduardo Galeano (Rita Bueno)

O Livro dos Espíritos, Alan Kardec (Rita Bueno)

Recursos Educacionais Abertos – Práticas Colaborativas e Políticas P;ublicas

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón (Heriberto Freire Caseca)

Dom Casmurro, Machado de Assis (Lennilson)

Eu Amo Fusca – a história brasileira do carro mais popular do mundo, Alexandre Gromow 9Alexandre Gormow)

Dewey, Um Gato entre Livros, Vicky Mirin com Bret Witter (José Daniel)

Os Próprios Deuses, Isaac Asimov (Délia Costa)

Jogos Vorazes, Suzanne Collins (Diogo)

Piaf, Uma Vida, Carolyn Burke (Eduardo Rodrigues Monteiro Silva)

The Nature of Man, Metchnikoff (David Hruodbeorth)

Revolução dos Bichos, George Orwell (Paulo Roberto Zuza Malta)

O Nome do Vento e O Silêncio do Sábio, Patrick Rothfuss (Rosemary Barros)

Brasil, Uma História, Eduardo Bueno (Aline Côdo)

The Family, Mario Puzzo (Aline Côdo)

Desván de América, Enrique Pérez Díaz (Aline Côdo)

Dignidade, Médicos sem Fronteiras (José Alves)

Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki (Fernando Andrade)

Valsa Negra, Patrícia Mello (Camila Victor)

O Futuro da Humanidade, Augusto Cury (Hugo Alves)

O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago (Soélis Prado Mendes)

A Conspiração Franciscana, John Sack (Roberto Jacob)

Crônicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin (Leandro Perin)

Novas Utopias, Psicografado por Carlos Pereira (Paulo César Soares)

Bruxas, Miriam Black (Thiago Pagliarini)

Um Dia, David Nicholls (Íria Molina)

Armas Germes e Aço, Jared Diamond (Ricardo)

Por que Nações Falham: As origens do poder, prosperidade e pobreza, Daron Acemoglu e James Robinson (Ricardo)

Ernesto Guevara, Também Conhecido Como Che, Paco Ignacio Taibo II (Xavier Lemos)

Nelson Rodrigues por ele mesmo, Sonia Rodrigues (Rodrigo Amaral)

Amigos Ouvintes, Arnaldo Jabor (Christiano Schulz)

O Homem e seus Símbolos, Carl Gustav Jung (Pedro Paulo Rodrigues)

O Efeito Sombra, Deepak Chopra (Pedro Paulo Rodrigues)

Um Defeito de Cor, Ana Maria Gonçalves (Kleber Miguel)

Livros para embalar as férias da gurizada

 

Seis livros estavam na mala dos meninos que se anteciparam e deixaram a cidade antes de mim para aproveitar as férias escolares. Faziam parte de uma lista recomendada pelos professores da escola após terem pedido, por conta própria, sugestões de leitura. Claro que fiquei orgulhoso da iniciativa deles e até mesmo surpreso com alguns dos títulos que escolheram. Aqui em casa estão quase sempre diante do computador, não necessariamente jogando, muitas vezes consumindo vídeos informativos, conversando com os amigos e, também, estudando. A beira do mar, onde aproveitarão os dias de descanso, preferiram investir na leitura. Neste momento, o mais novo tem em mãos o clássico 1984 de George Orwell, e o mais velho, O Retrato de Doran Gray de Oscar Wilde.

 

Citei, hoje, o exemplo deles durante conversa com Ethevaldo Siqueira, nosso comentarista no Mundo Digital, que falou sobre um site que oferece acesso público e gratuito a uma enorme lista de livros, áudios, vídeos e teses universitárias. Neste mês, o destaque é para as obras de Machado de Assis, que podem ser baixadas no seu computador e tablet. São mais de 200 mil títulos à disposição no serviço desenvolvido, desde 2004, pelo Ministério de Educação. Ethevaldou destacou que, infelizmente, o acesso ao site tem diminuído de forma considerável, dos 900 mil acessos que chegou a registrar, hoje não passam de 400 mil. Talvez o motivo seja a falta de publicidade, o que nos propusemos a fazer ao tratar do tema em um programa jornalístico de caráter nacional. Também pode ser pela falta de interesse na literatura.

 

Sou mais otimista e ao perceber o sucesso da Flip em Paraty, que se inicia nesta quarta-feira, e o interesse dos meninos nos livros em plenas férias, não temo em dizer: há esperança.

 

A propósito: o endereço do Site Domínio Público está aqui e sugiro que você envie para todos os seus amigos nas redes sociais.