Mundo Corporativo: Rebeca Toyama, da ACI, diz que líder sustentável preserva a saúde da empresa e dos colaboradores

Rebeca Toyama em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Pricila Gubiotti

“Para ser sustentável, você tem que construir uma carreira saudável.”

Rebeca Toyama, empresária

A necessidade de lideranças sustentáveis e carreiras saudáveis nunca foi tão evidente, considerando que estamos em um mundo onde o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal se torna cada vez mais desafiador. Esta foi a tônica da conversa com Rebeca Toyama, fundadora da ACI – Academia de Competência Integrativa e autora do livro “Carreira Saudável: a realização de se tornar um líder sustentável”, no programa Mundo Corporativo da CBN. A especialista trouxe à tona uma reflexão profunda sobre como as lideranças podem cultivar um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, sem perder de vista o bem-estar e a autenticidade.

Cuidado para não ser um líder carrasco

“O líder tem que estar bem consigo mesmo para transbordar sustentabilidade e gerar resultados”

Rebeca destacou a importância de uma liderança que se preocupa não apenas com os resultados empresariais, mas também com o bem-estar da equipe e o próprio equilíbrio. Ela argumenta que muitos líderes acabam se esquecendo de si mesmos no processo, tornando-se “líderes carrascos” que prejudicam tanto a si quanto aos que os cercam.

A empresária ressaltou a necessidade de desmistificar a ideia de que sustentabilidade se refere apenas à consciência ambiental, apontando que “ninguém doente ou cansado vai conseguir pensar na equipe ou no meio ambiente”. Para ela, a sustentabilidade deve partir de dentro, baseada em autenticidade e bem-estar.

O desafio das carreiras saudáveis

A CEO da ACI chamou atenção para os alarmantes indicadores de burnout e suicídio, tanto dentro quanto fora do ambiente corporativo, evidenciando a urgência de repensar a carreira como uma fonte de bem-estar e não de estresse. 

“A carreira tem que ser saudável, senão os resultados não vão valer a pena”, enfatizou”

Para Rebeca é necessário mudar as práticas corporativas, onde o foco excessivo em produtividade muitas vezes esquece o elemento humano essencial para qualquer processo.

Rebeca Toyama, com sua visão inovadora e humanizada, trouxe luz a um tema crítico na atualidade corporativa, reforçando a necessidade de uma liderança que valorize o equilíbrio e a saúde não apenas da organização, mas também das pessoas que a compõem. A busca por uma carreira saudável e uma liderança sustentável emerge não apenas como um diferencial competitivo, mas como um imperativo para o bem-estar coletivo no mundo corporativo.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quintas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e também fica disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Marcela Argollo prega a liderança regenerativa para transformar as organizações 

Marcela Argollo em entrevista ao Mundo Corporativo

“O modelo de negócio do futuro não é sobre lucro, é sobre propósito. Então, a partir do momento que você tem um propósito muito claro o lucro vem por consequência”.

Marcela Argollo, mentora

A figura do líder regenerativo emerge como uma força catalisadora para mudanças profundas e sustentáveis dentro das organizações. Este conceito, explorado por Marcela Argollo, professora e mentora de cultura generativa, destaca-se como um elemento crucial para o desenvolvimento de negócios que não apenas prosperam, mas também contribuem positivamente para a sociedade e o meio ambiente. 

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, Marcela discutiu a importância de recriar a cultura empresarial com base em valores éticos e morais, apontando para o seu método “Alinhar-se” como um caminho inovador para alcançar a liderança regenerativa.

“Para que a gente possa criar e gerar um novo modelo de negócio, precisamos primeiro regenerar, renascer a nossa cultura e o nosso ser com mais ética, moral e conformidade”. 

Marcela enfatiza a necessidade de uma tomada de decisão empresarial holística e sistêmica, voltada para o bem-estar do todo, desafiando a tradicional abordagem de comando e controle em favor de uma governança que valoriza a congruência com princípios organizacionais e a expansão da consciência.

Autora do livro “A arte do equilíbrio – alinhar-se é o melhor caminho para a Liderança Regenerativa”, Marcela ressalta a transformação do conceito de compliance de um enfoque regulatório para um foco nas pessoas, propondo a educação corporativa como a chave para desenvolver indivíduos éticos e conscientes. 

“Compliance não é regulatório; compliance é sobre pessoas”

O autoconhecimento na busca do equilíbrio interno

Introduzindo o método “Alinhar-se”, Marcela oferece uma estrutura composta por 26 pilares, começando com o autoconhecimento. A professora defende que o equilíbrio interno, alcançado pela harmonia das energias feminina e masculina, reflete-se externamente, permitindo que as organizações atinjam um estado de equilíbrio que favorece a prosperidade e a abundância.  Ela também aborda a importância de enfrentar os “demônios internos”, como o medo de errar, enfatizando a necessidade de experimentação e aceitação do fracasso como parte do processo de inovação.

“Se a gente expande a consciência e a gente eleva, a gente começa a olhar com muito mais profundidade e  clareza o problema, o desafio como um todo, e a gente enxerga as oportunidades dentro de um cenário mais amplo. A partir do momento que a gente tá dentro do caos a gente não consegue enxergar nada”. 

A entrevista destaca o papel essencial da geração mais nova no mercado de trabalho, trazendo uma nova visão e exigindo mudanças nas práticas empresariais para alinhar-se com valores de propósito e sustentabilidade. Argollo conclui com um conselho para aqueles que entram no mercado de trabalho ou empreendem, enfatizando a importância das relações humanas e a adoção gradual de práticas de governança social e ambiental (ESG) para o desenvolvimento sustentável dos negócios.

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Mundo Corporativo: Sérgio Zimerman, da Petz, revela as transformações e o futuro do mercado pet no Brasil

Séregio Zimerman em entrevista ao Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

“Se alguém acha que isso é uma onda, está absolutamente equivocado. Isso aqui, na verdade, é o início de uma grande mudança em como tratar o pet”

Sérgio Zimerman, PETZ

O mercado pet no Brasil é um universo em constante expansão, representando um dos cinco maiores do mundo. E o que explica esse poder é o amor que os brasileiros têm pelos animais de estimação, na opinião de Sérgio Zimerman, CEO e fundador da Petz. À frente da maior rede de lojas do setor no país, ele destacou ainda a tendência crescente da humanização desses animais, que hoje são vistos como membros da família.

Em entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, Sérgio Zimerman compartilhou sua jornada de empresário e falou da importância de se adaptar às mudanças do mercado e às necessidades dos consumidores. Ao refletir sobre a evolução do setor nos últimos 20 anos, Sérgio lembra que as pessoas passaram a entender que o cachorro não era mais o animal para ficar no quintal latindo e espantando as pessoas que se atrevessem a chegar perto. Os pets começaram a frequentar outras dependências da casa e estão na cama do quarto. 

“As crianças que nasceram nos últimos 10, 20 anos são crianças que estão vendo a naturalidade do pet indo para o restaurante, indo para o hotel, sendo tratado com todos os cuidados veterinários e cuidados de higiene. Essas crianças vão casar, vão ter filhos e, seguramente, essa memória afetiva vai retroalimentar esse movimento da humanização do pet”. 

O empresário lembra da primeira experiência profissional quando teve um fusca roubado e com o cheque do seguro decidiu comprar uma fantasia de palhaço para ele e para a namorada. Foi quando começou a trabalhar com animador de festas infantis. Depois do personagem divertido se aventurou nas barraquinhas de cachorro quente, pipoca e algodão doce, trabalhou em uma adega e no setor de atacado de alimentos e perfumaria. Foi, então, que teve o “privilégio de falir”:

“Eu digo o privilégio no sentido do aprendizado. É privilégio porque eu escolhi que fosse um privilégio ver aquele insucesso se transformado numa fonte de aprendizado, numa fonte de reflexões para que no próximo negócio eu pudesse usar. E esse próximo negócio veio ,foi justamente o mercado pet”.

Hoje, a Rede Petz tem cerca de 250 lojas no Brasil e 40% das suas vendas são online, modelo que cresceu de forma exponencial durante a pandemia e segue se expandindo. O mercado de produtos para cachorros ainda é o maior, porém o de gatos tem se destacado de forma considerável, constatou Sérgio Zimerman. 

Dentre os pontos cruciais para o sucesso da rede de lojas, o empresário fala da importância de se saber contratar profissionais de qualidade:

“Um dos grandes aprendizados de vida empresarial que eu tive foi que para crescer e tornar o que a Petz ficou, eu precisei ter a clareza de contratar gente muito melhor que eu,”

Falando sobre a evolução do negócio, Sérgio comenta sobre a necessidade de adaptar-se às demandas do consumidor. Ele observa que a indústria pet tem evoluído com alimentos de melhor qualidade, refletindo o cuidado dos tutores com a longevidade e a saúde de seus animais. 

“Hoje, os pets vivem notoriamente melhor e mais”

Sobre o desafio de gerenciar diferentes aspectos do negócio pet, Zimmerman destaca a importância de ter uma equipe competente e diversificada

“Eu tive algum mérito nessa história [foi] saber contratar pessoas que flagrantemente eram melhores do que eu no que se propunham a fazer,” explica ele.

A entrevista também aborda os desafios enfrentados pelo setor pet e pelo varejo em geral, incluindo questões tributárias e a concorrência com plataformas internacionais. Sérgio destaca a importância de políticas que apoiem empresas locais, em vez de favorecerem importações que não geram empregos ou impostos no Brasil.

Finalizando, o empresário oferece um conselho valioso para aspirantes a empreendedores no setor pet: 

“Se você pensar em ter um negócio, primeiro responda a seguinte pergunta: por que eu, como consumidor, compraria no seu comércio ou no nosso prestador de serviço? Se você não conseguir dar uma boa resposta para isso, não gaste o seu dinheiro.”

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, todas às quartas-feiras, às 11 horas da manhã, no canal da CBN no You Tube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingo, às dez noite, em horário alternativo, e está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen. 

Mundo Corporativo: Herman Bessler dá dicas de como usar, sem medo, a Inteligência Artificial

Entrevista on line com Herman Bessler, foto: Priscila Gubiotti

“Se o ser humano passou as últimas décadas aprendendo a falar a linguagem das máquinas, aprendendo a desenvolver código, hoje as máquinas aprenderam a falar nossa linguagem, também”

Herman Bessler, Templo.cc

A Inteligência Artificial Generativa (IAR) está transformando o ambiente de trabalho, com sua capacidade de criar conteúdos, otimizar processos operacionais e até desenvolver estratégias de negócios em questão de minutos, uma tarefa que antes exigiria semanas de dedicação. Essa evolução, discutida com Herman Bessler, CEO e fundador do Templo.cc, no programa “Mundo Corporativo” da CBN, ilustra tanto os benefícios quanto os riscos associados à IA. 

Como usar o ChatGPT

Durante a entrevista, Bessler abordou como a inteligência artificial, popularizada com o ChatGPT, está moldando o futuro das empresas e dos empregos. Ele ressaltou a importância de se adaptar a esta nova realidade, onde a IA não apenas aumenta a produtividade, mas também altera os modelos de negócios das empresas. 

Bessler detalhou o uso eficaz do ChatGPT, destacando-se entre as atuais ferramentas de IA. Ele explicou que a eficácia do ChatGPT depende não apenas do que se pergunta, mas de como se pergunta. “Quanto melhor a minha pergunta, melhor será a resposta da Inteligência Artificial”, comentou Bessler, ressaltando a importância de formular perguntas claras e estruturadas para obter resultados mais precisos e úteis.

Criador da Templo.cc, uma consultoria e escola dedicada à transformação digital, Herman Bessler também enfatizou a relevância de entender os contextos e limitações do ChatGPT. Bessler aconselhou os usuários a se familiarizarem com as capacidades e os limites do ChatGPT, notando que, apesar de sua avançada inteligência artificial, a ferramenta tem suas limitações, especialmente no que se refere à verificação de fatos e à geração de informações baseadas em dados mais recentes que a sua última atualização. Ele recomendou a utilização do ChatGPT como um auxiliar no processo criativo e na solução de problemas, mas sempre com a consciência de que a supervisão e o discernimento humanos são indispensáveis para garantir a precisão e a relevância das informações geradas.

A extinção de empregos e a criação de oportunidades

Um dos principais desafios discutidos por Bessler é o impacto da IA no mercado de trabalho. Enquanto a IA gera novas oportunidades de emprego, também acelera a extinção de funções menos qualificadas, criando um desequilíbrio. 

“Ela acaba com empregos muito mais rápido do que ela cria novas empregos e por outro lado os empregos que são criados são hiperqualificados, enquanto os empregos que são destruídos são sub qualificados”

Além disso, Bessler enfatizou a transformação cultural necessária nas organizações para a integração eficaz da IA. Segundo ele, cultura não é uma coisa etérea, na verdade é um conjunto de hábitos que as organizações operam no dia a dia. Esta mudança de hábitos é crucial para se adaptar e aproveitar os benefícios da IA. 

A conversa igualmente ressaltou o papel crucial da supervisão humana na utilização da IA, considerando o risco de informações errôneas ou imprecisas, o que é conhecido por “alucinações”.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo da CBN oferece um espaço para discussões profundas sobre as transformações no mundo dos negócios. As gravações acontecem às quartas-feiras, às 11 horas, com transmissão ao vivo no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN e aos domingos às dez da noite, em um horário alternativo. Para aqueles que preferem a flexibilidade, o Mundo Corporativo está em formato de podcast. A entrevista com Herman Bessler contou com a colaboração de Renato Barcellos, Priscila Gubiotti, Letícia Valente e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: Victor Piana, do AC Camargo, propõe que saúde dos funcionários seja tratada como estratégia da empresa

Victor Piana em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto de Priscila Gubiotti

“A empresa tem um papel muito importante na condução da saúde do seu colaborador e eu acho que terceirizar menos o “problema” para alguém é trazer ele para dentro de casa, e entender a saúde como um elemento estratégico da instituição”.

Victor Piana, AC Camargo Cancer Center

Na esfera corporativa contemporânea, a saúde dos colaboradores emergiu como um fator crítico, impactando não só o bem-estar individual, mas também a eficiência organizacional e a sustentabilidade financeira. Esta realidade foi enfatizada por Victor Piana, diretor-geral do A.C. Camargo Cancer Center, em uma entrevista no programa “Mundo Corporativo” da CBN. Através de suas observações, Dr. Piana fornece uma perspectiva valiosa sobre a importância da gestão proativa da saúde no ambiente de trabalho.

O entrevistado ressalta uma preocupação predominante no cenário atual: muitas empresas ainda tratam a saúde dos colaboradores como um mero benefício, similar a um vale-alimentação ou refeição. Esta abordagem resulta em uma gestão ineficaz da saúde, onde o uso dos serviços médicos é relegado a situações de emergência, elevando os custos sem promover uma saúde efetiva. Ele observa que o ingresso frequente em pronto-socorros inicia “a jornada do desperdício”, destacando a necessidade urgente de uma mudança de mentalidade nas empresas.

“É hora do CEO e de toda a diretoria entende qual é o momento de saúde do time que você cuida e de que forma a gente pode ajudar essas pessoas a trabalhar muito mais no campo da prevenção do que o consumo pontual de pronto-socorro, que a gente sabe: não faz bem ao paciente, não faz bem o sistema”.

O exemplo prático do A.C. Camargo Cancer Center, conforme descrito por Dr. Piana, ilustra como uma abordagem proativa pode trazer benefícios significativos. Desde a implementação de seu programa de saúde “Viva Bem” em 2017, a instituição observou não só uma melhoria notável na saúde e bem-estar dos colaboradores, mas também uma redução substancial nos custos. Dr. Piana revela que “em seis anos, pagamos 3 milhões a menos para o plano de saúde do que em 2017”, mesmo com uma inflação médica acima de 100%. Este dado ressalta a eficácia do investimento em prevenção e gestão da saúde.

Essas informações reforçam a ideia de que cuidar da saúde dos funcionários vai além da responsabilidade corporativa; é uma estratégia inteligente e rentável. Dr. Piana sugere que as empresas devem adotar uma visão mais holística e preventiva da saúde, transformando-a em um componente estratégico crucial para o sucesso organizacional. Ele enfatiza que a saúde dos colaboradores pode estar atrelada a resultados financeiros positivos, vinculando diretamente o bem-estar dos funcionários ao sucesso da empresa.

O caso do A.C. Camargo é um exemplo poderoso de como a gestão eficiente da saúde dos colaboradores beneficia todos – os próprios funcionários, a empresa e a sociedade. Investir na saúde dos funcionários não é apenas uma questão ética, mas uma estratégia essencial para criar um ambiente corporativo saudável e produtivo. Como Dr. Piana aponta, é imperativo que as empresas “entrem no jogo” da gestão da saúde, adotando práticas que promovam o bem-estar e a sustentabilidade.

“Se você cuidar da saúde do colaborador ou daquele indivíduo, ele percebe que você está cuidando dele e ele cuida da empresa, também”.

Esta perspectiva abrangente sobre a gestão da saúde corporativa não só melhora a qualidade de vida dos funcionários, mas serve como um catalisador para um ambiente de trabalho mais saudável, produtivo e financeiramente sustentável. Portanto, as empresas que buscam não só a prosperidade, mas também a responsabilidade social, devem considerar seriamente a implementação de estratégias focadas na saúde e no bem-estar dos seus colaboradores.

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A gravação do Mundo Corporativo pode ser assistida, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no YouTube e no novo site da CBN. O programa vai ao ar e aos sábados, no Jornal da CBN, domingos, às dez da noite, em horário alternativo. Também está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: impulsionando o desenvolvimento profissional através de viagens de incentivo

Bastidor da gravação do Mundo Corporativo. Foto de Priscila Gubiotti

“… tem um outro lado que é usar as viagens para preparar os executivos para os desafios que eles têm pela frente. Você vai preparar, por exemplo, um grupo de diretores. Evai ajudar esse grupo a adquirir certas competências que são necessárias para o sucesso deles”

Flávia Leão, líder da Russell Reynolds no Brasil

No ambiente corporativo contemporâneo, as viagens de incentivo assumem um papel crucial, não apenas como uma forma de recompensa, mas também como um meio de enriquecer as relações profissionais e fomentar o desenvolvimento dos colaboradores. Essas viagens, caracterizadas por Rodrigo Klas, diretor comercial da Klas Viagens de Incentivo, como “viagens de relacionamento”, são escolhidas estrategicamente pelas empresas para estreitar laços com clientes e premiar colaboradores. A seleção de destinos é meticulosa, visando ressonar com temas atuais da organização.

As informações sobre essa prática foram discutidas em uma entrevista concedida ao programa “Mundo Corporativo” da rádio CBN, onde Flávia Leão, líder da Russell Reynolds no Brasil, e Rodrigo Klas ofereceram um panorama detalhado sobre a dinâmica e os efeitos das viagens de incentivo no mundo empresarial.

Um exemplo mencionado na entrevista foi uma viagem organizada ao Butão, focada no conceito de felicidade. Esta experiência proporcionou aos participantes uma compreensão profunda de como a felicidade pode ser avaliada e cultivada, indo além dos parâmetros convencionais. A interação com líderes locais e a exploração de práticas sustentáveis e culturais diferenciadas ofereceram uma perspectiva única, destacando a importância do bem-estar e da satisfação no contexto corporativo.

Além de expandir o conhecimento e a visão de mundo dos participantes, as viagens de incentivo são fundamentais para a retenção de talentos e clientes. Como apontado por Rodrigo, essas experiências, quando bem planejadas e executadas, podem aumentar significativamente a lealdade e o comprometimento dos colaboradores e clientes para com a empresa.

“Hoje, a gente tá buscando muito mais abrir empresas e entender o que os líderes dessas empresas estão fazendo na prática porque você vivencia esse dia a dia e essa experiência acaba sendo muito mais rica”

Rodrigo Klas

O mercado de viagens de incentivo, segundo informações de Rodrigo, está em crescimento no Brasil, com São Paulo no epicentro desse desenvolvimento. Flávia Leão enfatizou a importância dessas viagens na preparação dos executivos para desafios futuros, salientando a necessidade de experiências práticas e a exposição a diferentes mercados e culturas.

Em síntese, as viagens de incentivo no setor corporativo são mais do que simples recompensas ou luxos; elas são uma ferramenta estratégica que promove o crescimento profissional, fortalece relações corporativas e influencia positivamente a cultura e a estratégia empresarial.

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Mundo Corporativo: Glauter Januzzi, da Regra 7, apresenta a jornada da liderança humana

foto de Priscila Gubiotti

“O líder precisa saber negociar, precisa saber comunicar, precisa saber colaborar”.

Glauter Januzzi

A liderança eficaz é a chave para promover uma cultura de trabalho saudável e produtiva. É o que pensa Glauter Januzzi, executivo, empreendedor e mentor, entrevistado no programa Mundo Corporativo. CEO da “Regra 7”, Glauter compartilhou ideias valiosas sobre a importância da liderança autêntica e os desafios enfrentados pelos líderes no mundo corporativo pós-pandemia. Ele é autor de uma série de livros sobre liderança, comunidades e engajamento. Recentemente, lançou “O lado humano da liderança — sete habilidades de um líder de verdade” e “Humans kills – habilidades e capital humano para uma carreira de sucesso”

Desenvolvendo Líderes de Verdade

Uma das questões fundamentais discutidas na entrevista foi a diferença entre ser um líder de verdade e ocupar um cargo de liderança. Glauter Januzzi enfatizou que a liderança genuína vai além da autoridade imposta pelo cargo; é sobre habilidades interpessoais, comunicação eficaz e conexões verdadeiras com a equipe. Ele destacou que muitos profissionais ocupam posições de liderança sem as habilidades necessárias para liderar efetivamente, o que pode levar a ambientes de trabalho tóxicos e desmotivação entre os colaboradores.

“Vamos parar de falar líder de verdade. Vou falar de líder porque para ser líder você tem que saber lidar com pessoas, e liderança não é uma posição, não é um cargo, é a atitude como a gente faz uma provocação, também”

Desafios no Mundo Corporativo Pós-Pandemia

A pandemia trouxe desafios significativos para o mundo corporativo, incluindo a transição para o trabalho remoto. Glauter Januzzi observou que, embora o trabalho remoto tenha suas vantagens, a perda da conexão humana e do senso de pertencimento pode afetar negativamente as equipes. Ele enfatizou a importância de líderes manterem o contato humano e estarem atentos ao bem-estar de seus colaboradores.

Tecnologia e Liderança

Outro tópico relevante discutido foi o uso da inteligência artificial na gestão de pessoas. Glauter reconheceu o potencial da tecnologia como uma ferramenta útil, mas ressaltou que ela não pode substituir o papel do líder em desenvolver suas equipes. A tecnologia pode oferecer ideias valiosas mas a empatia e a compreensão humana são essenciais para a liderança eficaz.

Mentoria como Ferramenta de Desenvolvimento

Glauter também destacou a importância da mentoria na liderança. Ele enfatizou que os bons líderes atuam como mentores, ajudando a desenvolver suas equipes e apoiando seu crescimento profissional. A mentoria cria um ambiente de aprendizado contínuo e fortalece os laços entre líderes e colaboradores.

Ética e Diversidade

Na entrevista, também foi abordada a importância da ética no ambiente de trabalho e como os líderes podem equilibrar o uso da tecnologia, como a inteligência artificial, com relações humanas autênticas e éticas. Glauter enfatizou a necessidade de líderes serem aliados em causas como diversidade e inclusão, promovendo um ambiente de trabalho justo e igualitário.

“O líder precisa ser um aliado de várias causas para os grupos vulneráveis. E aprender até a nomenclatura que você usa. Então, não cabe mais um líder, hoje, que coloca a autoridade como poder e ‘eu sou assim e a minha equipe tem que se adequar a minha liderança’. Não é bem assim. O líder de fato, o líder humano, o bom líder inspira e ele é servidor. Então, ele precisa aprender sobre diversidade”.

Em resumo, a conversa com Glauter Januzzi revelou que a liderança autêntica é essencial para promover uma cultura de trabalho saudável e produtiva. Os líderes que desenvolvem habilidades interpessoais, mantêm o contato humano e apoiam o crescimento de suas equipes estão bem posicionados para enfrentar os desafios do mundo corporativo em constante evolução.

As sete habilidades do líder

Em dos livros recém lançados, Glauter Januzzi lista as sete habilidades do líder:

  1. fazer o que fala
  2. ter credibilidade
  3. criar conexão verdadeira
  4. coragem de ser um agente de mudança
  5. atitude para mudar
  6. comunicar com clareza
  7. reconhecer e ter gratidão

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O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no YouTube e no site www.cbn.com.br. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN, às dez da noite de domingo, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Participam do Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Veloso, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti:

Mundo Corporativo: Luiz Gaziri propõe “Advogado do Diabo” para gerenciar polarização no ambiente de trabalho

Gravação do Mundo Corporativo em foto de Priscila Gubiotti

“Quando eu tô feliz é que eu tomo decisões melhores, quando eu tô feliz é que eu alcanço minha meta com mais facilidade. Então, é importante que a gente crie o ambiente de trabalho feliz em primeiro lugar”

Luiz Gaziri, professor e pesquisador

Em um cenário corporativo cada vez mais desafiador, a saúde mental e o bem-estar dos profissionais se tornam aspectos cruciais para a eficiência e produtividade das equipes. Segundo Luiz Gaziri, especialista em comportamento humano e autor de livros sobre felicidade e polarização política, a liderança tem um papel fundamental nesse contexto. Ele ressalta a influência direta dos líderes na cultura organizacional e, consequentemente, no bem-estar dos funcionários.

Durante sua participação no programa Mundo Corporativo da rádio CBN, Gaziri enfatizou a necessidade de uma mudança de paradigma na liderança empresarial. Ele observa que, frequentemente, líderes não estão cientes de como suas estratégias e comportamentos influenciam negativamente o ambiente de trabalho. Gaziri, com sua experiência como executivo e consultor, notou uma persistência de modelos de gestão ultrapassados, focados em competição e individualismo, ignorando os impactos na saúde mental dos colaboradores.

“O mundo corporativo hoje ainda é muito pautado na competição, no individualismo, então esses líderes precisam se preparar melhor, entender o que  traz bem-estar para o ser humano, como que a estratégia de uma empresa impacta no comportamento? O que é motivação? Sem esse conhecimento de comportamento humano torna-se Impossível a gente conseguir um ambiente de trabalho mais positivo.”

Gaziri destaca a relação direta entre estratégias empresariais e a felicidade dos trabalhadores. Ele cita pesquisas que demonstram como uma liderança inadequada pode ser a principal fonte de estresse para os funcionários, afetando negativamente a produtividade e a saúde mental.

Ajuste as metas e motive seus colaboradores

Gaziri lança “A Arte de Enganar a Si Mesmo”, foto de Priscila Gubiotti

Na entrevista, o autor do livro “A ciência da felicidade” (Faro Editora) também abordou a questão das metas inatingíveis, um problema comum no mundo corporativo. Gaziri explica que, quando as metas são excessivamente altas, os funcionários podem desenvolver a “desesperança aprendida”, uma sensação de impotência e falta de controle sobre os resultados, levando à desmotivação e ao declínio do desempenho.

Para melhorar esse cenário, o especialista sugere várias medidas, como ajustar as metas de acordo com a realidade, promover um ambiente de trabalho motivador e garantir a segurança financeira dos funcionários. Ele destaca a importância de um ambiente que promova a segurança psicológica, onde as pessoas não tenham medo de expressar suas opiniões e ideias.

“O ambiente molda inclusive a minha inteligência, mas a gente usa a estratégia de deixar as pessoas na insegurança financeira com bastante constância o que é ruim para o ambiente de trabalho.  Sem falar na questão de metas, de prêmios, de ambientes que sejam motivadores. Então, a gente vê um caos aí muito grande no mundo corporativo por causa dessa falta de conhecimento sobre ser humano.”

Além disso, Gaziri aponta para a necessidade de uma liderança consciente e preparada para criar um ambiente de trabalho positivo e saudável. A capacitação dos líderes em entender e gerenciar aspectos relacionados ao comportamento humano é fundamental para impulsionar o bem-estar e a felicidade no ambiente de trabalho.

A polarização no ambiente de trabalho e como gerenciá-la

A polarização, um fenômeno amplamente discutido no contexto político, também se manifesta no ambiente corporativo, influenciando as dinâmicas de trabalho e a tomada de decisões. Luiz Gaziri, em seu livro “A Arte de Enganar a Si Mesmo: Uma Visão Científica da Polarização Política e Outros Males Nem Tão Modernos” (Alta Books), aborda essa questão, destacando como a polarização pode afetar negativamente as empresas.

O autor observa que a polarização nas empresas ocorre devido à tendência humana de se agrupar com indivíduos de opiniões semelhantes. Esse fenômeno leva as pessoas a reforçar suas crenças e ignorar perspectivas divergentes, criando um ambiente onde prevalece o viés de confirmação. Ele exemplifica isso com um experimento realizado por Lee Ross, da Universidade de Stanford, no qual israelenses e palestinos avaliaram propostas de paz de maneira diferente, dependendo de qual lado acreditavam que as propostas tinham vindo. Isso mostra como a origem de uma ideia pode influenciar sua aceitação, independentemente do seu mérito.

No ambiente de trabalho, essa polarização pode levar a conflitos e a uma falta de inovação, pois as ideias são avaliadas com base na afinidade com o grupo, e não em seu potencial. Para combater esse problema, Gaziri sugere a nomeação de um “Advogado do Diabo” em reuniões e decisões de grupo. Essa pessoa teria o papel de questionar e analisar criticamente todas as ideias apresentadas, promovendo um pensamento mais diversificado e crítico.

Embora essa abordagem possa tornar as reuniões menos agradáveis a curto prazo, ela conduz a decisões mais criativas e eficazes. A diversidade de pensamento, apesar de potencialmente desconfortável, é crucial para evitar a estagnação e promover a inovação.

Gaziri enfatiza a importância de gerenciar a polarização no ambiente de trabalho, especialmente em uma era de crescente diversidade. A inclusão de diferentes perspectivas e a promoção de um ambiente onde as ideias são julgadas pelo seu mérito, e não pela sua origem, são essenciais para o sucesso das empresas. Ele propõe que os líderes fomentem a segurança psicológica e a abertura às opiniões divergentes, garantindo assim que as melhores ideias prevaleçam, independentemente de onde venham.

Essas reflexões de Gaziri oferecem um olhar crítico sobre como a polarização pode afetar o ambiente corporativo e apontam caminhos para criar um ambiente de trabalho mais saudável, produtivo e inovador.

Assista ao Mundo Corporativo com Luiz Gaziri

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no canal da CBN no YouTube e no site http://www.cbn.com.br. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo às 10 da noite, em horário alternativo. Você também pode ouvir a qualquer momento no podcast do Mundo Corporativo. Colaboram com o programa: Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael e Furugen:

Mundo Corporativo: André Duek desvenda a potência empreendedora

Bastidor da gravação com André Duek, foto de Priscila Gubiotti

“Que é possível, sim, começar de uma maneira simples, com pouco dinheiro, com risco calculado, com bom planejamento. E, logicamente, ter a paciência para entender que o processo é longo..“

André Duek, empresário

Empreendedorismo vai além de simplesmente iniciar um negócio; é uma jornada de transformação pessoal e profissional. Este é o cerne da “potência empreendedora”, um conceito trazido à tona pelo empresário André Duek. Segundo Duek, essa potência é uma força inata presente em cada um, que pode ser despertada e cultivada para alcançar o sucesso, independentemente das origens ou recursos disponíveis.

“Você não precisa ter estudado numa escola de primeira linha ou ter nascido num berço esplêndido para vencer na vida”.

Essas percepções foram compartilhadas por Duek durante entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN. A conversa se desenrolou em torno de sua vasta experiência em empreendedorismo, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e de sua jornada desde os primeiros passos nas empresas de moda da família até se tornar um influente empresário e autor.

O sucesso anterior pode atrapalhar o empreendedor

Em sua fala, Duek realça a importância da resiliência e da adaptação às circunstâncias, reforçando que o caminho para o sucesso empresarial não é linear e está repleto de aprendizados. 

“O processo é longo e se você tiver paciência, estudar mais do que todo mundo, trabalhar mais do que todo mundo, as oportunidades surgem”.

Duek também reflete sobre os erros e desafios enfrentados em sua trajetória. Ele menciona que os obstáculos e falhas não devem ser vistos como barreiras intransponíveis, mas como etapas fundamentais para o crescimento.  

Um sucesso anterior acaba atrapalhando você a começar um novo negócio Por quê? Porque você já tem a predisposição de achar que porque você fez alguma coisa certa que qualquer coisa que você vai fazer vai dar certo, também. Isso não é uma verdade. Então, eu paguei para aprender e foi uma lição muito dura, mas me ajudou bastante a depois a consertar e não deixar acontecer novamente.

Uma abordagem mista para empreender com sucesso

Entre os conselhos dados a aspirantes a empreendedores, Duek enfatiza a importância de uma pesquisa e planejamento sólidos, bem como a necessidade de equilibrar emoção e razão nas decisões de negócios. Ele sugere uma abordagem mista, combinando as qualidades criativas e emocionais brasileiras com a praticidade e foco dos métodos americanos.

A entrevista com André Duek no Mundo Corporativo desdobra uma visão profunda sobre o empreendedorismo, destacando a “potência empreendedora” como um motor para a realização pessoal e sucesso profissional. Suas palavras não apenas iluminam o caminho para os aspirantes a empreendedores, mas também ressoam com qualquer um que busque transformar desafios em degraus para o sucesso.

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O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, toda quarta-feira, às 11 horas da manhã, no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingos, às dez da noite, em horário alternativo, e está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: Tatyane Lucah, da EBEM, ensina como transformar a economia do cuidado em oportunidade às mulheres empreendedoras

Tatyane Lucah em gravação do Mundo Corporativo, foto: Pricila Gubiotti

“O empreendedorismo é uma maneira de você remunerar a sua paixão”

Tatyane Lucah, Escola Brasileira de Empreendedorismo

Ser empreendedor no Brasil exige coragem, resiliência e uma série de outras habilidades para superar as barreiras que surgem na construção do próprio negócio. Se for uma empreendedora, haverá desafios ainda mais específicos, ressalta Tatyane Lucah, fundadora da Escola Brasileira de Empreendedorismo, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN. Ela cita que a mulher está sujeita à “economia do Cuidado”, na qual, frequentemente, assume responsabilidades domésticas, precisa dar atenção aos filhos e até mesmo aos pais idosos.

Ela destaca que, de acordo com estatísticas de 2022, as mulheres têm 18% a menos de tempo disponível em comparação aos homens devido a essas responsabilidades. Tatyane enfatiza a importância de aprender a dividir o tempo entre tarefas urgentes, importantes e circunstanciais.

“Circunstancial é aquilo que dá para fazer? Ótimo! Não dá? Aprenda a dizer não. O urgente é você apagando fogo, você sendo uma empresária bombeira. E a questão do importante é, sim, meninas, sempre respeitem a sua agenda. Está na agenda, missão cumprida! Não está na agenda, não se culpe por não ter dado tempo ou não ter feito.”

Tatyane também discute como o empreendedorismo pode ser uma alternativa para as mulheres que buscam equilibrar suas vidas profissionais e pessoais, permitindo que elas sejam relevantes no mercado enquanto cuidam da economia do cuidado. Além disso, ela menciona a diferença entre empreendedoras e empresárias, ressaltando a importância da capacitação e da gestão empresarial para que as mulheres possam não apenas iniciar seus negócios, mas também torná-los bem-sucedidos e relevantes no mercado.

Uma Trajetória Empreendedora

A jornada de trabalho de Tatyane Lucah começou cedo, aos 11 anos, vendendo pastel na CEAGESP, com o apoio do pai. Aos 15, foi office girl em uma empresa que vendia molas para a Auto Latina (a junção da Ford e da Volkswagen). Posteriormente, trabalhou no SBT por dois anos antes de entrar na área de eventos.

Ela destaca a importância de seu pai e de um namorado que a incentivaram a buscar conhecimento e excelência em tudo o que fazia. Tatyane enfatiza que o conhecimento foi fundamental para acelerar o processo de crescimento e sucesso:

“Você quer dar certo, estude! Eu sei porque eu já ganhei muito dinheiro, já tive muito sucesso financeiro, mas por falta de educação empreendedora, eu já perdi muito dinheiro nesses meus 22 anos de empreendedorismo. E eu falo que é super desnecessário. Se eu tivesse o acesso à metodologia desenhada que eu tenho hoje, teria ido muito além.”

A partir dessa base de experiência, Tatyane fundou o Grupo Projeto Figital aos 21 anos, inicialmente como organizadora de eventos corporativos. Ao longo de 22 anos, expandiu a empresa para áreas como marketing digital, branding e logística, atendendo a clientes de grande porte, incluindo multinacionais.

Um dos principais aprendizados que Tatyane compartilha é a importância das conexões e do atendimento excepcional ao cliente. Ela enfatiza que as pessoas compram de pessoas, e a confiança e o relacionamento desempenham um papel fundamental no sucesso empresarial. Independentemente das barreiras que enfrentou ao longo de sua jornada, Tatyane sempre se concentrou no resultado final e acreditou que alcançaria seus objetivos.

A educação empreendedora é essencial

A ideia de fundar a EBEM – Escola Brasileira de Empreendedorismo surgiu de uma necessidade premente. Durante a pandemia, Tatyane viu seu mercado de eventos ser drasticamente afetado, perdendo contratos no valor de mais de 8 milhões de reais. Esse momento de crise a levou a refletir sobre o que poderia fazer para ajudar outras empresárias que estavam passando por dificuldades semelhantes.

Foi nesse contexto que ela decidiu criar uma metodologia e um curso digital chamado “Gestão Lucrativa”. No entanto, a economia do Cuidado e as preocupações decorrentes da pandemia fizeram com que muitas empresárias não conseguissem concluir o curso. Tatyane então adaptou a metodologia e trouxe um grupo de 20 empresárias para uma versão presencial do curso. Segundo ela, os resultados foram impressionantes, com empresas experimentando um crescimento significativo, incluindo escritórios de arquitetura, advocacia e varejo.

A fundação da Escola Brasileira de Empreendedorismo foi uma resposta à necessidade de oferecer educação e apoio às empresárias, focando em sua essência e bem-estar emocional como um primeiro pilar. Tatyane enfatiza que uma empresária bem cuidada é fundamental para o sucesso de seu negócio.

A escola oferece uma abordagem híbrida com aulas presenciais e online, incluindo um grande evento anual, formação em gestão lucrativa e uma mentoria de um ano chamada “Miss Mind” (Mente Mestra), onde a colaboração e a troca de experiências desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das empresárias.

Desafios e princípios do empreendedorismo feminino

Na entrevista, Tatyane identificou três aspectos-chave para que as mulheres não repitam erros comuns na jornada empreendedora, que muitas vezes impedem o crescimento rápido de seus negócios.

  • Construção de Equipe: Ela enfatiza a importância de construir uma equipe sólida, destacando que um empreendedor não pode fazer tudo sozinho. Contratar as pessoas certas e atribuí-las às funções adequadas é fundamental. Tatyane recomenda a avaliação de perfis comportamentais ao contratar para garantir um encaixe adequado.

  • Treinamento: O treinamento é outra peça-chave do quebra-cabeça. Empresárias precisam estar dispostas a investir tempo e recursos no treinamento de sua equipe. Além disso, é importante gostar de pessoas e estar disposta a ensinar, pois o sucesso de um negócio depende em grande parte do engajamento e do encantamento dos colaboradores.

“Primeiro você constrói um time e esse time constrói a sua empresa. É um erro muito grande você achar que sozinha você vai construir o teu negócio. A contratação, o engajamento, o encantamento de pessoas vai fazer com que você se torne uma grande empresária”.

  • Liderança Inspiradora: Tatyane destaca que uma liderança inspiradora é essencial para capacitar e inspirar aqueles que buscam empreender. Ser congruente e autêntico em sua liderança é fundamental, pois as pessoas sentem a energia de um líder. Ela também faz um convite para que as mulheres adotem mais princípios femininos, como compartilhamento, co-criação e intuição, para equilibrar as energias masculinas presentes no mundo dos negócios.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, todas as quartas-feiras, às 11 horas da manhã, no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, e aos domingos, às 22h, em horário alternativo. Você também pode ouvir em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Priscila Gubiotti, Letícia Veloso, Renato Barcellos e Rafael Furugen.