Mundo Corporativo: gestão de valores, reiventando a liderança

 

 

“O que eu mais escuto dentro das empresas é “o que falta é respeito entre nós”, e esta falta de cuidado com o bem estar das pessoas, com a qualidade das relações é entendido pelas pessoas como o meu líder não é tão ético assim”. A afirmação é da consultora Renata Di Nizo, que fala sobre gestão de valores e liderança, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Di Nizo é fundadora da Casa da Comunicação e escreveu o livro “Reinventando a Liderança – por uma ética de valores” (Editora Summus).

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Chocolate vira peça de luxo em loja conceito da Kopenhagen

 

Por Ricardo Ojeda Marins

A marca Kopenhagen abriu a primeira loja conceito – flagship store – no Brasil há cerca de três semanas, comemorando seus 85 anos. O novo espaço fica na esquina das ruas Oscar Freire e Bela Cintra, nos Jardins, em São Paulo, onde funcionou durante anos a sorveteria Häagen-Dazs. A escolha da Oscar Freire foi estratégica para a marca, não apenas por ser um dos endereços mais badalados da cidade e vizinha de grifes como Antonio Bernardo, Schutz e Bang & Olufsen, mas, principalmente, porque sua primeira fábrica funcionou nesta rua.

 

Por ser uma loja conceito, ali os consumidores podem encontrar todos os produtos da marca, além de presentes e itens especiais. A Linha Gifts Luxo Kopenhagen, por exemplo, foi criada com exclusividade para esse novo espaço, e traz uma coleção de produtos como baleiros, vasos, porta-objetos, bomboniéres e porta jóia. A Kopenhagen fez ainda parcerias com marcas Premium para formar sua carta de bebidas, combinação perfeita para acompanhar a degustação de chocolates. Para os apaixonados pela confeitaria francesa, ali pode-se deliciar macarons de sabores como Nha Benta e Lajotinha. Esta é a única loja da marca onde seus clientes encontram frutinhas de marzipan, um dos primeiros doces comercializados por Anna e David Kopenhagen, fundadores da empresa que nasceu em 1928.

 

 

Com projeto da LLAD Arquitetura, a loja possui inovações tecnológicas como um painel de LED interno e com visualização externa para toda a esquina, exibindo imagens de produtos e campanhas da Kopenhagen. Além da preocupação com a arquitetura diferenciada, a marca escolheu a dedo inclusive a vestimenta da equipe, cujos uniformes foram assinados pelo estilista Lorenzo Merlino.

 

Apesar de não ser considerada marca de luxo, a Kopenhagen tem em seu DNA atributos como tradição, história e alta qualidade na fabricação dos produtos, além de política de distribuição, precificação e comunicação seletivas, podendo ser considerada uma marca Premium brasileira que atende ao consumidor de produtos de luxo, tanto quanto outros consumidores, também. A abertura de sua flagship dá mais ênfase à estratégia da marca, que não é somente comercializar chocolates, mas, sim, tratar chocolates como presentes e proporcionar aos clientes experiências e sensações no ponto de venda. A marca investiu também em estratégias de Marketing Sensorial, com aromatizador de ambiente com cheiro de chocolate e sistema de som que interage com os clientes instigando-os a provar suas criações tentadoras.

 

Difícil será resistir!

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

As pesquisas e os resultados de SP e Rio

 

Por Carlos Magno Gibrail

No Mundo Corporativo que assisti no sábado, aqui no Blog do Mílton Jung, pesquisa colocava o Brasil em 21º no ranking de reputação global dos países. O que, dado o grau de corrupção corrente, não chega a surpreender.

 

Questionadas por alguns, estas pesquisas podem ser úteis. Vejamos, por exemplo o recente trabalho desenvolvido este ano pelo instituto britânico IPSOS MORI, que em 24 países elencou 48 cidades e perguntou a 18.147 pessoas: “Baseado no que você sabe ou tem ouvido de outros, quais as três cidades no mundo que você pensa ser a melhor para negócios, para viver e para visitar?”

 

Nas respostas gerais agrupando as três perguntas, o pódio ficou para Nova Iorque, Paris e Londres. Com o Rio em 18º e SP em 39º. Entretanto, o ranking das melhores cidades para visitar indicou o Rio em uma invejável 8ª posição, na frente nada menos de Amsterdam, Cairo, Zurique, Madrid, Istambul, Hong Kong, Berlim e Toronto.

 

Sucesso e tanto da Cidade Maravilhosa, que não se repetiu no âmbito nacional.

 

Enquanto para os russos, o Rio está entre as três melhores cidades para visitar – com Paris e Roma – para os brasileiros não figura entre as três primeiras, que preferem Paris, Nova Iorque e Roma.

 

Ao mesmo tempo privilegiam São Paulo, pois a consideram depois de Nova Iorque a melhor cidade para negócios e a terceira melhor cidade do mundo para viver, depois de Paris e Nova Iorque. Não é a toa que a capital paulista com 11,5 milhões de habitantes possui quase o dobro da população do Rio e recebe outro tanto de visitantes.

 

A verdade é que, se o 18º e o 39º lugares não são bons, tanto o Rio quanto São Paulo têm a comemorar. SP pela realidade do desempenho obtida no mercado interno, e o Rio pela fantástica potencialidade de turismo internacional exibida na pesquisa, agregada ainda ao detalhe específico da Rússia, que a vê como destino logo a seguir de Paris e Roma.

 

Tudo indica que chegou a hora de provarmos a competência de comunicação internacional para atender os desejos aos produtos que temos em abundância. Natureza, beleza, sol, calor, praia, ritmo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: o ranking de reputação das empresas no Brasil

 

 

São três as variáveis que levam as pessoas a formar a reputação de uma empresa: as ações e o comportamento, ou seja aquilo que ela faz; a comunicação e o marketing, portanto aquilo que ela diz; e o que dizem dela. A afirmação é de Ana Luiza Almeida, da Reputation Institute Brasil, entrevistada do programa Mundo Corporativo da CBN, que apresenta o resultado de pesquisa sobre a reputação das empresas brasileiras em 21 setores da economia. A seguir o quadro com as empresas que ficaram no topo de cada setor:

 

Brasil Reputation Pulse 2013

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: "lavar prato" para liderar melhor

 

 

É importante saber lavar prato, diz o presidente de Operações da Fogo de Chão, Jandir Dalberto, que comanda a maior rede de churrascarias do Brasil. Para ele, as habilidades que desenvolveu como garçom, logo que se iniciou na carreira em uma das lojas da Fogo de Chão, no Rio de Janeiro, são muito importantes para liderar a sua equipe, pois assim como ele aprendeu tendo como referência colegas que estavam mais tempo na profissão, entende que precisa ser referência para liderar sua equipe. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo da CBN, Jandir Dalberto ensina o ponto certo para servir um bom churrasco e as melhores estratégias para ter sucesso no ramo de alimentação: “o ponto fundamental é gente, se você não tiver gente compromissada que abraça os objetivos da companhia você não atinge os resultados esperados”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e os ouvintes-internautas podem participar pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Luxo é o privilégio de viver novas experiências

 

Ricardo Ojeda Marins é novo colaborador do Blog do Mílton Jung e escreverá às sextas-feiras sobre o mercado de luxo. Administrador de empresas pela FMU-SP, Ricardo tem MBA em Marketing pela PUC-SP e, atualmente, cursa o MBA em Gestão do Luxo na FAAP. É, também, autor do Blog Infinite Luxury. Seja bem-vindo, Ricardo; e você, caro e raro leitor, faça bom proveito do conhecimento deste novo colega:

Luxo é tema fascinante que ganha relevância no cenário brasileiro e mundial. Para muitos, o termo ainda está associado à ostentação, riqueza, consumismo, glamour e, até mesmo, futilidade. O luxo, no entanto, vem sendo desmistificado, é objeto de estudo em diversos países, e os números mostram que deve ser visto como um segmento de negócios como tantos outros, com suas especificidades, é lógico.

 

Durante séculos foram muitos os significados para definir o que é luxo. Está ligado à magnificência, conforto, suntuosidade e demais conceitos que demonstrem exclusividade. Na antiguidade, o luxo era ostentado mediante as riquezas materiais de uma classe alta da sociedade, principalmente pelos reis. Era um luxo material, de posses de bens e prova de alto reconhecimento social. Atrelado à ostentação e ao excesso, no passado, hoje o luxo mostra-se evoluído e com um consumo emocional: é tratado não apenas no sentido de possuir bens ou produtos; passa a ser visto como a era do ser; um luxo subjetivo, no qual o consumidor busca, sem dúvida, o raro ou exclusivo, mas, principalmente, qualidade de vida, sensações e experiências, como o prazer de utilizar um bem ou um serviço, sem, necessariamente, ter o intuito de ostentação. Antes, o produto em si era alvo de desejo; hoje, a experiência que esse produto proporciona ao cliente tornou-se o diferencial. O luxo deslocou-se para o subjetivo universo do consumidor, repleto de sentimentos, necessidades e valores que envolvem especialmente o aprimoramento sociológico das pessoas.

 

Um exemplo interessante é o turismo de luxo. O hóspede desses hotéis não quer torneiras de ouro ou lustres e decoração requintados. Para ele, o luxo está nas experiências de bem-estar que o lugar oferece: spa, jantar romântico em praia privativa, gastronomia especial, a história do próprio hotel e, principalmente, o sentimento de ser único ao receber tratamento personalizado, conforme suas necessidades e desejos específicos.

 

No varejo de luxo não é diferente. Clientes preferenciais de marcas de prestígio recebem privilégios como acesso às coleções antes de seu lançamento oficial, atendimento privativo e vivenciam experiências incríveis no ponto de venda.

 

Além de buscar qualidade de vida e bem estar, o consumidor, atualmente, está envolvido em questões como responsabilidade social, preocupa-se com o meio ambiente e se interessa pela origem do produto que vai comprar. O desafio está lançado para as empresas que, além de oferecem produtos que agucem o desejo de seus consumidores e tenham valores sustentáveis em sua cadeia social e ambiental, devem estar preparadas não apenas para atendê-los, mas entendê-los, surpreendê-los e encantá-los.

 

Mundo Corporativo: aumente as vendas com marcas licenciadas

 

 

Licenciamento de marcas é, basicamente, tomar emprestado uma marca e pagar um aluguel pelo seu uso. Com esta estratégia, muitos empresários brasileiros já conseguem alavancar seus negócios. O Brasil é o quinto mercado mundial em licenciamento de marcas com faturamento anual de R$ 7,6 bilhões. No programa Mundo Corporativo da CBN, o diretor de licenciamento da Warner Bross Consumer Products no Brasil, Herbert Greco, fala dos cuidados devem ser adotados e os benefícios que este sistema pode gerar às empresas e aos produtos. Na entrevista, Greco fala quais são os personagens que mais faturam no Brasil e explica porque a Penélope Charmosa se transformou em um caso especial no país.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN (www.cbn.com.br), com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Com que roupa?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Se depender da opinião de Roberto Chadad, presidente da ABRAVEST Associação Brasileira do Vestuário, as roupas serão chinesas. Nestes dias em que a Tecelagem Renaux, pioneira em Brusque no ano de 1892, é notícia pela autofalência, o episódio vivido na FIESP há alguns anos, com a visita da Ministra Comercial da China veio à memória. Nessa ocasião, Chadad indagou como a China conseguia vender uma calça de jeans por US$ 7,50, ao que a ministra respondeu que era por causa dos impostos e, portanto, um problema para o Brasil, pois os tinha muito altos.

 

Na realidade, a verdade é mais ampla, pois em 1990 com a abertura no governo Collor foi estabelecida uma graduação de desagravo nas importações de têxteis e confecções. Não houve um entendimento ideal entre os agentes nacionais que fabricavam bens de capital, tecidos e roupas, como também não ocorreu a modernização necessária. Ao mesmo tempo os impostos subiram e os agravos de importação nos tecidos e nas roupas não inibiram a entrada no mercado brasileiro de tecidos e roupas importadas, enquanto o produto nativo brasileiro é hoje tributado de 38% a 41% na loja.

 

A partir daí começamos a entender o drama da Renaux, se incluir outras eventuais falhas de gestão, que certamente impediram de traçar estratégias de escape que funcionassem. Por exemplo, a da Hering ou da Santa Constância, com caminhos diferentes. Uma pela escala e posterior entrada no varejo, outra pela escolha de um nicho de moda.

 

Para chegar à verdade inteira é preciso considerar as condições oferecidas à mão de obra asiática comparativamente com a brasileira, bem como a tributação ao produto nacional. Vamos concluir que este é realmente um “negócio da China” como se dizia no tempo de Noel Rosa. Só que hoje o “negócio da China”, é para a China.

 

PS: Para ouvir a música de Noel Rosa cantada pelo próprio clique aqui. Para ouvir na voz de Nelson Rodrigues acesse por aqui.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

The Washington Post: resultado de investigação

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Roberto Campos, em 1967, prefaciando a obra de Herman Kahn do Hudson Institute “O ano 2000”, lembrava que o fascínio do numero milenar explicava o interesse mundial pelas previsões do futuro naquele momento, diferentemente do ar endiabrado nos anos 1920 e nos raros antepassados que ousaram focar tais “bruxarias”. Mesmo porque os homens sempre atentaram ao mapeamento das estrelas ou a ler vísceras de animais para conhecer a sua origem ou destino. O surto, então iniciado, gerou uma série de inovadoras publicações, que não se esgotaram, até o ano 2000.

 

Ao lado de respeitáveis acertos houve erros de previsão dos quais a redução da jornada de trabalho talvez seja o maior deles. Assim como se apostou mais na robotização do que na informatização pessoal, que como sabemos gerou infinitos gadgets disponíveis e facilidades como as transações bancárias e o pedágio eletrônico. A última década do século passado intensificou o mundo virtual, chegando a propiciar uma bolha eletrônica, levando muitos investimentos ao fracasso. Gerando dúvidas, pois até os de sucesso não davam lucro. A Amazon, talvez a principal estrela deste universo, demonstrava vigor excepcional, crescimento expressivo, mas prejuízo operacional.

 

Segunda-feira, ao saber que Jeff Bezos, o dono da Amazon, comprou o Washington Post, não pude deixar de avaliar o inestimável valor histórico político e social de um lado e o valor inovador de outro. Concebidas em 1877 e 1995, resta saber se Bezos conseguirá manter os 118 anos da empresa que acabou de adquirir. Para isso seus sucessores precisarão ter a visão que a criou. Uma correlação feliz ao procurar no catálogo da Sears a sugestão de um negócio novo. E encontrou quando ficou evidente que os livros eram os produtos menos vendidos devido à necessidade de espaço para visualizar, obstáculo facilmente resolvido na internet. A previsão do futuro fica claro, então, é menos uma questão de adivinhação e mais um caso de investigação.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: fieldmarketing pode melhorar desempenho de vendas

 

 

Melhorar as vendas, garantir os resultados planejados e reduzir os custos de operação. Esses são os objetivos das empresas que investem em fieldmarketing, uma série de práticas que colaboram na execução de estratégias no varejo. Sobre este assunto, o programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, entrevistou o CEO da Smollan, Jefferson Cheregatti, empresa que desenvolve programas de fieldmarketing desde 1930. Ele explica que esses projetos tendem a trazer resultados positivos a medida que se trabalha com toda a capacidade de gestão e controle de pessoal, com processos de recursos humanos muito bem definidos, além de tecnologia avançada, monitoramento de informação e discussão sobre o que se precisa fazer no ponto de vendas. “Tudo isso aliado a uma forte paixão pela execução”, conclui.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido no site CBN.com.br. Os ouvintes-internautas participam com perguntas enviadas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.