Grêmio 1 x 0 Palmeiras
Brasileiro – Olímpico Monumental

Estou no Rio de Janeiro, onde ficarei toda esta segunda-feira, para discutir um tema importante nos dias atuais: a inovação para o desenvolvimento sustentável. Participarei de uma maratona de discussões e ações com gente criativa e rica de conhecimento para compartilhar, todos reunidos a convite da Embaixa da Suécia no Brasil que pretende, assim, antecipar parte do debate que haverá dentro de algumas semanas, na Rio+20. A tarde e o início de noite de domingo foram dedicados à organização do evento que contará, entre outros destaques, de um grupo de estudantes de mestrado e doutorado que ficarão confinados por 72 horas em duas salas desenvolvendo projetos ligados à inovação. O compromisso me fez chegar ao hotel na beira de Ipanema quando a partida já havia se iniciado há algum tempo, mas ainda estava zero a zero. Começava ali a minha corrida pelo jogo, pois a TV à cabo do quarto que me foi reservado teimava em não mostrar a imagem do Grêmio, apenas o som. No computador, a lentidão da conexão oferecida impedia captar qualquer dos sites que reproduzem imagens da televisão. No Ipad, o aplicativo da CBN foi a salvação com Marcelo Gomes transmitindo a partida com todo seu talento, mesmo que o que narrava não parecia ser muito talentoso.
O jogo era truncado e, logo soube, quando se teve chances de gol, desperdiçamos. Aliás, alguém conhece um time que perdeu tantos pênaltis quanto o Grêmio nestes últimos meses? Confesso que quando o juiz marca um a nosso favor já não comemoro mais como costumam fazer os jogadores dentro de campo e mesmo a torcida, na arquibancada. Se gato escaldado tem medo de água, sinto-me um toda vez que temos a oportunidade da cobrança na marca fatal, como diriam antigos e imprecisos locutores de rádio. Fatal seria se o gol fosse uma garantia e quando cobrado por jogadores gremistas, sei lá bem por qual motivo, esta certeza está distante. Por mais que curta a voz e velocidade do Marcelo, estava ansioso para assistir ao jogo e após algumas tentativas a gerência do total convocou um técnico para resolver o problema. O cara foi melhor do que Luxemburgo e Felipão no momento que tiveram de substituir seus jogadores. A imagem reapareceu e Fernando cobrou a falta que foi parar na cabeça de André Lima. Grêmio, 1 a 0. Parecia jogada ensaiada. A intervenção do técnico do hotel e o chute de nosso volante goleador (perdão, sei que para nossos conceitos de bravura Imortal a expressão é quase uma heresia) ocorreram ao mesmo tempo. Lá ainda contamos com um desvio de André que só estava em campo pelo destino que teima em nos tirar jogadores por lesão. A propósito: na próxima vez que encontrar o Mano, agradece por ele não ter convocado o Fernando, por favor.
Foi a primeira vitória do Grêmio no Campeonato Brasileiro e espero que tenha sido uma prévia do que teremos na semifinal da Copa do Brasil contra este mesmo Palmeiras. Minha expectativa é que consigamos, além do resultado, desenvolver nas próximas semana um futebol mais criativo e inovador. Pois se estas são habilidades cruciais para o sucesso do evento em que estou participando no Rio de Janeiro, também serão para que o Grêmio faça campanha sustentável nas duas competições.






