Aloysio Nunes diz que não precisa entrar no Ficha Limpa

 

Aloysio Nunes PSDBChegou tossindo, respondeu tossindo e se despediu com uma tossida.

A garganta seca, parceira do paulistano nesta semana de baixíssima umidade, acompanhou o candidato do PSDB ao Senado Aloysio Nunes durante toda a entrevista ao CBN SP. Apesar disso, não foram as questões relacionadas ao meio ambiente que pautaram nossa conversa e, sim, o ambiente político, mesmo porque o que mais incomoda o tucano, agora, é a escassez de voto, não de chuva.

Aloysio Nunes, ex-deputado, ex-secretário de Estado, ex-Ministro, ligado a Serra e Fernando Henrique, por enquanto viu apenas a conta corrente de sua campanha crescer, porque os números apresentados nas pesquisas eleitorais ainda são insuficientes para colocá-lo na disputa de uma das duas vagas.

Ouça a entrevista com Aloysio Nunes Ferreira, candidato do PSDB ao Senado, no CBN São Paulo

Para a tosse, muita água. E para os votos …

Com o dinheiro que chega – quase R$ 1 milhão na primeira prestação de contas – com o apoio de prefeitos e vereadores que teria ajudado quando atuou no Palácio dos Bandeirantes e colando sua imagem em Serra e Alckmin. Assim Aloysio Nunes pretende aparecer e crescer nesta campanha: “93% dos eleitores não têm candidato” – justificou, com base em pesquisa publicada pelo Jornal A Tribuna de Santos.

“Inclusive dentro da minha família … “ disse, sem explicar se não têm candidato – no que não acredito – ou se não sabem que são dois candidatos que temos de escolher – o mais provável.

O problema, no entanto, é mais complicado. O PSDB não faz um Senador em São Paulo há 16 anos: o último foi Serra, eleito em 1994; antes dele, FHC. Por quê ? Ensaiou uma brincadeira – “faltou voto” – para em seguida confessar que não sabe a resposta.

E por falar em Fernando Henrique. “A gestão dele foi demonizada pelo PT injustamente”, afirmou. Parece que deu certo, pois o PSDB não faz questão de mostrá-lo na campanha nacional, exceção feita ao próprio Aloysio Nunes que conta com depoimento do ex-presidente na propaganda no rádio e TV. Disse que Serra não precisava, apesar de que a resposta deve estar mesmo em uma informação que ficou no meio da frase: FHC não tem mais voto.

Alckmin tem bastante voto e Aloysio faz questão de dizer que sempre esteve ao lado dele. Quase sempre, pois há dois anos apoiou Kassab à prefeitura e deixou o colega tucano sozinho: “é verdade, mas nunca escondi isso”.

Diz que não esconde também o nome dos financiadores da campanha dele, e declarou que os dados estão publicados no TSE, conforme prevê a lei.

Fui, então, ao site do TSE. Na prestação de contas do candidato, não tem um só tostão registrado; na do comitê financeiro, há doações de R$ 850 mil, todas de pessoas jurídicas. Quem são elas ? Você só vai saber depois da eleição, pois a lei apenas exige “a indicação dos nomes dos doadores e os respectivos valores doados somente na prestação de contas final”.

Prestação de contas semanal para que o eleitor saiba de onde vem o dinheiro que financia a campanha – como sugere o site do Ficha Limpa – “não vou fazer”, disse Aloysio Nunes com todas as letras. Para ele, as organizações que participam do Ficha Limpa fazem pedidos absurdos e desnecessários: ele tem registro da candidatura, nunca renunciou, não foi condenado e é honesto, disse.

Antes de ir embora, tossiu mais uma vez.

Aloysio Nunes, do PSDB, na entrevista ao Senado

 

@Aloysio_Nunes Amanhã é a minha vez de ser sabatinado por
@miltonjung na CBN. Estarei no estúdio da rádio por volta de 10h30

CBN SP painel O recado espalhado pelo Twitter foi escrito pelo próprio candidato ao Senado Aloysio Nunes Ferreira que disputa uma das duas vagas de São Paulo pelo PSDB. Com algo em torno de 5% da preferência do eleitorado o ex-deputado tucano, ex-secretário de Serra e ex-ministro de FHC começou o horário eleitoral embolado com o terceiro pelotão, formado por candidatos de partidos de pouca expressão. Para alcançar ao menos
o segundo posto, aposta no apoio de prefeitos pelo interior de São
Paulo e na projeção que pode ter com sua imagem colada a de Alckmin,
aqui no Estado.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

Confira o calendário desta série e como ouvir a entrevista com os
demais candidatos:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Dr Redó (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Acidente de carro vira briga eleitoral, no Blog

 

Um acidente de carro e a intolerância política transformaram a notícia do primeiro capotamento no trecho sul do Rodoanel, na segunda-feira, em um embate sem eira nem beira. Ou com beira no absurdo, aqui no Blog.

A informação publicada em primeira mão, ontem, e a reclamação de Elaine Utiyke que se sentiu vítima das condições da estrada passaram a ser atacadas por leitores que entenderam haver conotação eleitoral no conteúdo divulgado. Houve quem suspeitasse até do número de vezes que o veículo rodou na pista.

Teria a motorista forjado o acidente para manchar o bom nome do Rodoanel ?

Imagens feitas pela repórter Cátia Toffoletto, divulgadas no site da CBN, e entrevistas publicadas em vários veículos de comunicação mostraram motoristas desorientados fazendo manobras perigosas, nestes primeiros dias.

Estariam eles a serviço de algum partido político, também ?

Claro que não, e talvez até tenham sido desatentos ou descuidados. Mas não se pode reduzir toda a discussão a preferências partidárias. É evidente que houve falhas de comunicação e há dúvidas em relação a segurança do trecho sul, apesar do esforço da Dersa em garantir que não há qualquer perigo na pista.

Isto é tão claro quanto o fato de que haverá redução no trânsito da Marginal Pinheiros e na avenida Bandeirantes, ao menos até o início da cobrança do pedágio, ano que vem. Ou até a frota de carros e caminhões alcançar novamente a capacidade máxima destas vias que estão dentro da cidade de São Paulo.

Qualquer argumento, porém, perde o sentido para quem pensa que o mundo gira em torno de PSDB e PT.

Se estes sintomas “eleitorais” se agravarem, em breve o Rodoanel será reservado aos tucanos, e a avenida Bandeirantes, aos petistas. Quanto aos demais, ficaremos em casa assistindo ao espetáculo que se desenrola no palanque.

Foto-ouvinte: Campanha eleitoral antecipada ?

 

Propaganda eleitoral atrasada ou antecipada ?

Não, atrasada. A propaganda que restou na fachada deste comércio em São Miguel Paulista é da campanha de 2006. E como a política brasileira não é dada a novidades, seja nos nomes seja no conteúdo, todos que aí estão estampados estarão pedindo seu voto mais uma vez, quatro anos depois. Só os “ponteiros” mudaram de posição. Enquanto Serra concorria ao Governo do Estado, Alckmin se lançava à presidente.

A curiosidade foi flagrada pelo colaborador do Blog do Mílton Jung, Marcos Paulo Dias, na na rua Mohamad Ibraim Saleh com Avenida Rosária, em Cidade Nova, São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.

“A prefeitura errou”, diz vereador que apoia prefeito

 

O debate sobre o Orçamento do Município de São Paulo ganha um tom estranho momentos antes da sua aprovação que deve ocorrer na tarde desta terça (15.12). O relator é o vereador Mílton Leite, do DEM, partido do prefeito, que na entrevista ao CBN SP salientou várias vezes que a prefeitura errou ao elaborar o orçamento para 2010, o que o obrigou a retirar R$ 1 bilhão do que estava previsto inicialmente e havia sido aprovado em primeiro turno pelos próprios vereadores.

Não bastasse o fogo amigo, ainda há uma discussão na base de apoio do Governo Municipal, pois além de reclamar do secretário que elaborou o Orçamento (Manuelito Magalhães, ligado ao PSDB), que deixou o cargo recentemente, Milton Leite também diz que os vereadores tucanos estão com ciúmes e por isso falam que não terão suas reivindicações atendidas na distribuição de verbas para o ano que vem.

A briga está em torno do que será feito com o dinheiro público da cidade de São Paulo em 2010. O relator estima que a prefeitura terá algo próximo de R$ 27 bilhões, enquanto a prefeitura teria orçado R$ 28 bilhões. Os vereadores do PSDB queriam ter mais verbas em subprefeituras que estão em suas bases eleitorais, o relator preferiu colocar dinheiros em outros redutos eleitorais.

Me ajude a entender tudo isso ouvindo a entrevista com o vereador Milton Leite (DEM)

O PT assiste a tudo e tem pouco poder de fogo para transferir dinheiro para suas áreas de interesse e, por isso, prefere apresentar emendas que servem muito mais para chamar atenção para o que considera absurdos da prefeitura nos investimentos previstos para 2010. Por exemplo, o prefeito Gilberto Kassab terá R$ 120 milhões para publicidade, R$ 30 milhões a mais do que neste ano, R$ 90 milhões a mais do que no ano passado.

O partido não tem muito o que reclamar pois agiu da mesma forma quando esteve no Governo. Por exemplo, defendeu com unhas e dentes que a prefeita Marta Suplicy tivesse o direito de remanejar até 15% de todo o dinheiro previsto no Orçamento para as áreas que entendesse ser prioritárias em detrimento a tudo que foi discutido na Câmara Municipal. Agora, do outro lado do balcão, reclama que Kassab terá este percentual para fazer o que bem entender em 2010. Em um caso e no outro, o índice é um absurdo pois desmerece todas as negociações que ocorrem no parlamento sobre o orçamento.

Ouça a entrevista do vereador Antonio Donato, do PT

Vereador gasta R$ 2 mil por site fora do ar

 

De olho na prestação de contas do vereador Souza Santos (PSDB), a ouvinte-internauta Angela Brizante soube que o parlamentar teria justificado gastos de R$ 2 mil da verba do gabinete para cobrir custos com a manutenção do site dele, no mês de junho. Como ‘madrinha’ atenta, se surpreendeu pois desconhecia a página do vereador tucano na internet. Foi ao Google, visitou o portal da Câmara Municipal, perguntou para os vizinhos e não conseguiu saber onde está o site de Souza Santos.

Participante do Adote um Vereador, além de postar a informação no blog onde ela faz o acompanhamento do trabalho do parlamentar na Câmara, Angela mandou um e-mail pra cá, certa de que teríamos uma informação alentadora a oferecer.

A produtora Fabiana Boa Sorte conversou por telefone com o vereador que alegou não saber o que acontecia e pediu para que ela fizesse contato com a assessoria do gabinete dele. Foi de lá que chegou a informação de que o site está sendo remodelado, por isso está fora do ar, neste mês.

Angela Brizante diz que nunca viu o site no ar. E que começa a entender melhor porque Souza Santos é o vice-líder de gastos na Câmara, tendo sido reembolsado em R$ 85.077,14, no mês de agosto, segundo o jornal Diário de São Paulo.

Mais informações você encontra no blog Adotei Souza Santos

Alckmin diz que não foi traído por Chalita

 

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se disse surpreso com a decisão do vereador Gabriel Chalita que trocou o PSDB pelo PSB, mas não traído pelo político que sempre esteve ao seu lado. Ocupando o cargo de secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Alckmin comentou que ele próprio nunca pensou em deixar o PSDB mesmo nos momentos em que esteve mais triste com o partido. Perguntei se ele esteve triste com o PSDB na eleição municipal do ano passado, quando Serra o abandonou para apoiar Gilberto Kassab (DEM), ele sorriu e desconversou.

Geraldo Alckmin disse que se não houver consenso no partido sobre o candidato à presidência da República ele defende a realização de prévias entre José Serra, Aécio Neves e quem mais estiver interessado. Sobre a candidatura dele para o Governo do Estado, Alckmin falou que depende da definição da chapa para a presidência da República.

Ouça a entrevista com o ex-governador Geraldo Alckmin, ao CBN SP

Lei antifumo: Ciro x Serra

 

DEPUTADO CIRO GOMES FLAGRADO FUMANDO

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) está disposto a ir para a briga eleitoral com o governador José Serra (PSDB) e mostrar as diferenças políticas entre os dois. Uma delas ficou clara durante a filiação do vereador Gabriel Chalita no partido, nesta terça-feira, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Mesmo cercado pelos repórteres, não soltou o cigarro. A cena deve ter deixado Serra de cabelo em pé. O flagrante é do fotógrafo William Volcov (Ag News Free), colaborador do Blog do Mílton Jung

Chalita deixa PSDB e ataca Serra

 

Eleito com mais de 102 mil votos pelo PSDB, onde foi secretário de Educação, o vereador Gabriel Chalita se filia amanhã ao PSB, e deixa o partido reclamando da falta de espaço para discutir temas que considera prioridade no Estado. Chalita criticou o comportamento do governador José Serra que teria desmontado programas criados durante a gestão de Geraldo Alckmin, como o Escola em Tempo Integral e o Escola da Família.

Na entrevista ao CBN SP, o vereador foi além e atacou o governador tucano que estaria usando “o subsolo de suas intenções” para fazer política ao utilizar seus assessores para fazer críticas ao trabalho realizado por Chalita na Educação. Lembrou, ainda, o fato de que Serra em menos de três anos de Governo teve três secretários de educação e que teria implantado uma política de desrespeito aos professores da rede pública.

A divergência entre Chalita e Serra ocorre desde a eleição presidencial (2005) na qual Geraldo Alckmin foi candidato do PSDB contra Lula (PT), que disputava a reeleição. Chalita, ligado a Alckmin, nunca aceitou o comportamento de Serra que teria abandonado o colega de partido na campanha nacional. Dois anos depois, o confronto se acirrou, pois Serra apoiou Gilberto Kassab (DEM) em vez de Geraldo Alckmin na eleição municipal.

Chalita não confirmou, mas admite a possibilidade de ser candidato ao Senado pelo PSB, no ano que vem.

Ouça a entrevista com o vereador Gabriel Chalita (ex-PSDB)


Agora o outro lado

O secretário estadual de Educação Paulo Renato Souza foi escalado pelo Palácio dos Bandeirantes para responder às críticas feitas pelo vereador Gabriel Chalita, no programa CBN SP. Apesar de estar em Araras, interior de São Paulo, e não ter ouvido a entrevista concedida pelo ex-secretário, Paulo Renato usou de informações que lhe foram passadas pela assessoria do Governo e disse que não se justifica a reclamação de que Chalita não teve espaço para debater temas relacionados à educação. Falou que o governador José Serra nunca se negou a conversar com ele, inclusive um dos encontros marcados apenas não ocorreu por causa do próprio vereador que não compareceu a audiência.

Paulo Renato disse que o governo Serra não acabou com os programas de educação defendidos por Chalita, apenas tem outras prioridades no setor.

Ouça a entrevista do secretário de Educacação, Paulo Renato Souza

O PSDB deve pedir a vaga na Câmara Municipal de São Paulo ocupada por Gabriel Chalita, já que a lei eleitoral privilegia os partidos. No entanto, como Chalita não pretende entregá-lo, neste momento, o caso vai parar na Justiça e nenhuma decisão será adotada antes das eleições do ano que vem quando se aposta na possibilidade dele sair candidato ao Senado pelo PSB.

PSDB briga com PSDB por pichação eleitoral

 

O que o PSDB diz no Diretório Municipal não vota no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. É o que se constata na discussão provocada após o pedido de dirigentes do partido na capital para que o prefeito Gilberto kassab (DEM) vete a lei aprovada no parlamento que permitirá a pichação eleitoral, ano que vem. Os vereadores que semana passada votaram a favor da ideia que autorizará o uso de muros e fachadas para a campanha eleitoral dizem que os dirigentes não entenderam nada. Aliás, alguns inclusive disseram que os jornalistas também não entenderam.

O que o cidadão entende sobre o assunto ? Eu, de que ano que vem a sujeira eleitoral (falo do ponto de vista do material de campanha) estará de volta à capital em desrespeito a Lei Cidade Limpa. O prefeito Gilberto Kassab que teve na lei sua maior bandeira eleitoral pode mudar isto com o veto.

Ouça a reportagem de Cristina Coghi sobre a polêmica no PSDB