Os bastidores do Conte Sua História de São Paulo com o uso do @periscope

 

 

O Conte Sua História de São Paulo é programa feito pelos ouvintes e produzido pela CBN. Lembranças de momentos vividos na capital paulista são transformadas em textos, narrados por mim e sonorizados pelo Cláudio Antonio. Para entender como funciona este processo, aproveitei a tecnologia oferecida pelo aplicativo Periscope, que está disponível, por enquanto, apenas para Iphone, e fiz a leitura, ao vivo, do texto que vai ao ar no próximo sábado. Ao meu lado, estava o Claudinho, nosso “DJ”, que contou como ele desenvolve o trabalho de sonorização e ambientação das histórias escritas pelos ouvintes-internautas.

 

O Periscope, comprado recentemente pelo Twitter, permite a transmissão ao vivo de vídeo através de telefone celular. Como está conectado ao Twitter, os seguidores recebem o aviso e o link para ver a imagem no seu próprio telefone ou no desktop. Quem estiver no Periscope pode mandar mensagens curtas ou, simplesmente, se estiver gostando, enviar “corações” tocando na tela do celular.

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, no CBN SP, logo após às 10 e meia da manhã.

Voto distrital divide opiniões de deputados, em debate no Jornal da CBN

 

Adote

 

Com a intenção de provocar a reflexão em torno da reforma política, que está em discussão, mais uma vez, na Câmara dos Deputados, o Jornal da CBN, colocou em debate, na manhã desta segunda-feira, o sistema eleitoral. Na comissão especial que trata do tema existem propostas para criação de voto distrital, em diferentes formatos, e a manutenção do atual sistema proporcional. Mendes Thame, do PSDB-SP, defende a substituição do sistema proporcional pelo distrital com o objetivo de aproximar o eleitor do candidato e reduzir custos de campanha. Já Chico Alencar, do PSOL-RJ, mesmo identificando distorções no atual modelo, teme que sua extinção reduza a participação de minorias e deixe os eleitores sem representantes.

 

Ouça aqui o debate do Jornal da CBN

 

No decorrer da semana, o Blog vai publicar diferentes opiniões sobre o tema.

Conte Sua História de SP: o leite na porta de casa e o padeiro na sala, na Alameda Franca

 

Por Cristina Khouri

 

 

Sou neta de imigrantes sírios que chegaram no Brasil ainda na adolescência. Meus Avós eram irmãos e aqui construíram seus negócios e fizeram família. Meu pai, Manoel Francisco, se estabeleceu na região da 25 de Março vendendo tecidos na famosa LOJA 73 na antiga Rua Santo André.

 

Ele me contava sempre sobre as histórias da cidade, como a construção do Mercado Municipal da Cantareira e da dificuldade de fazer a fundação pelo fato do solo não ser firme, dos lampiões de gás que eram acesos com uma vareta longa nos fins de tarde e apagados no começo da manhā. Sempre lembro desse detalhe quando passo todos os dias pela Praça da Sė a caminho do trabalho e vejo aqueles postes imponentes enfeitando a Praça. Imagino a magia desta cena! Pena que nāo estāo cuidados!

 

Falava-me sempre sobre a Revoluçāo de 32 e por que as iniciais MMDC no Obelisco do Ibirapuera.

 

Na época do carnaval, ele nos levava para acompanhar o Corso, um desfile de carro, e íamos felizes, sentados no porta malas aberto da perua Dodge, participando das brincadeiras de rua, jogando confetes e serpentinas nos foliões.

 

Passeava com minha māe, Dona Emília, na rua Direita, numa casa de lanche onde ela se encontrava com amigas para um chá. Aliás, também para compras, pois o comércio se concentrava no centro da cidade.

 

Lembro-me bem da nossa casa na Alameda Franca em cuja porta o leiteiro deixava as garrafas de vidro cheias de manhā e minha mãe retornava as vazias no dia seguinte quando ele trazia o leite novamente. O padeiro, o senhor Vilarinho, trazendo na sua camionete uma variedade enorme de pães, que ele colocava numa cesta oval de vime e entrava nas casas para as pessoas escolherem. Esse ritual acontecia no café da manhã e na hora do almoço. Enquanto eu almoçava, escolhia o pāo doce que iria levar para o lanche da escola.

 

 
Que emoçāo andar naquele bonde aberto na Avenida Paulista! Era um passeio divertido! E quando saíamos de carro, eu pedia pro meu pai sempre andar nos trilhos .

 

Assim como ir no Parque Shangai, no circo do Arrelia ou no Horto Florestal! As brincadeiras de rua, onde a meninada batia figurinha, jogava bolinha de gude ou andava de carrinho rolemā! Costumávamos ir até a Igreja da Penha pois meu pai era devoto.

 

Foram tempos marcantes na minha vida e de meus irmāos. Eu amo esta cidade, ela nos acolheu e ofereceu tudo que tem de melhor.

 

Cristina Khouri é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode enviar seu texto para miltonjung@cbn.com.br e ler outras história da nossa cidade aqui no Blog.

Mundo Corporativo: Stella Susskind fala como cliente oculto ajuda a melhorar o atendimento

 

 

“Tem de pensar que todo cliente é um cliente secreto, não se pode pecar com cliente nenhum, todos devem ser atendidos com atenção especial, não se pode esquecer que por trás desta palavra “cliente” existe um ser humano, com ligações racionais e emocionais com cada uma das marcas”. A recomendação é de Stella Kochen Susskind, especializada em atendimento ao cliente, entrevistada por Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Susskind é presidente da Shopper Experience e foi pioneira na aplicação da metodologia do cliente oculto para avaliação do serviço prestado pelas empresas, no Brasil. Ela explica os benefícios deste método, como funciona e, inclusive, a oportunidade de emprego que existe: “é um consumidor efetivo com hábito de compra, uma dona de casa, profissional liberal, estudante e executivo que são treinados e avaliam lojas, companhias aéreas e bancos; eles vão além da experiência do cliente comum”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br, com perguntas do ouvinte pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN e tem participação do Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e  Ernesto Fosci.

Conte Sua História de SP: chegamos em um caminhãozinho só com caixotes para sentar

 

Por Inês Scarpa Carneiro

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto da ouvinte-internauta Inês Scarpa Carneiro:

 

Sou a décima terceira filha de Dona Ana, somos em sete homens e seis mulheres. Minha mãe Ana chegou viúva com seus 13 filhos aqui em São Paulo, em 1959. Quando aqui chegou ficou tão encantada que gritou: isso é o paraíso!

 

Paraíso porque saímos de uma cidadezinha do interior chamada Echaporã – um chinês falava é sapo e o outro japones dizia é rã, então, ficou Echaporã.

 

Fomos morar em Vila Formosa. Chegamos em um caminhãozinho só com caixotes para sentar. Logo, ela colocou meus 5 irmãos a trabalharem no Moinho Santista e tudo melhorou. Os outros foram morar no comércio, na feira … Não deu  para nenhum fazer faculdade, mas todos vivem bem aqui em São Paulo.

 

Eu senti muito pois não conheci meu pai, morreu com 51 anos com complicações de uma mordida de escorpião que estava dentro do saco de arroz.

 

Aprendi a amar São Paulo como minha mãe amou, fiz um curso técnico agropecuário e  hoje sou produtora rural do Sítio da Felicidade e vendo meus produtos dentro de um galpão no parque da Água Branca. Tenho ovos verdes, coloridos, de “galinhas felizes”. Soltas, alegres, botam ovos quando querem, namoram o dia inteiro porque tem vários companheiros galos.

 

Esse foi meu grande sonho realizado aqui na cidade, pois eu pegava esses ovinhos coloridos lá em Echaporã para minha mãe quando tinha meus três aninhos…

 

Obrigado, São Paulo por nos acolher. Você sempre vai estar em meu coração. Cada vez que viajo não vejo a hora de voltar.

 

Inês Scarpa Carneiro é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade: mande seu texto para milton@cbn.com.br.

O meu longo andar de carro pelas estradas até chegar a Punta del Este

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Permitam-me, para início de conversa,que parafraseie Mário Quintana,o meu poeta preferido,lembrando o meu longa andar no rádio gaúcho. Foram,afinal,sessenta anos,durante os quais trabalhei também em agências de propaganda, como redator,no Correio do Povo e na Folha da Tarde e fui o primeiro narrador de futebol na recém inaugurada TV Guaíba,por escolha do Dr.Breno Caldas,proprietário da Cia.Jornalística Caldas Jr., de saudosa memória. Fui,também – os mais velhos não me esquecem,modéstia à parte – locutor-apresentador do Correspondente Renner em um longo período: de 1964 até 1º de abril do ano passado.

 

Em todo esse tempo,fiz inúmeras viagens,uma das minhas obrigações como narrador de futebol e,muitas vezes, de outros esportes. Renitente,quando se tratava de viajar para o exterior – preferia ficar ao lado da minha família – atuei em duas Copas do Mundo apenas:Argentina e Alemanha. Acompanhei a Seleção Brasileira na maioria dos seus deslocamentos pelo país dos meus ancestrais. Não conheci nenhum Jung. Em compensação,sempre que íamos a um banco de Frankfurt para sacar dinheiro,o atendente repetia incansavelmente que em meus sobrenomes, o por parte de mãe – Ferretti e o alemão Jung,herdado do meu bisavô – havia muitas contas. A equipe esportiva da Guaíba ficou bom tempo em Frankfurt enquanto o Brasil não precisou trocar de base.

 

Ruy Carlos Ostermann e este seu criado,ficamos um dia em uma cidade e precisamos ser comboiados para o pouso seguinte porque não atinamos com a saída dessa. Viajamos com um BMW alugado. Com ele,viajar de um local para outro por autobahn,mesmo que fosse um pouco mais longe que as feitas de avião,era um prazer. Se no Brasil a velocidade máxima mais alta é 120km por hora,na Alemanha,para usar um velha expressão,é café pequeno,lá 160 é comum. Em uma dessas autobahns,tínhamos de sair da estrada e em cada placa que encontrávamos o nome era o mesmo. O Ruy,com algum conhecimento da língua germânica,entendeu que deveríamos entrar na primeira à nossa frente. Eis que,abaixo de uma elevada,havia um hotel e,por puro acaso,aquele onde o restante da nossa equipe se hospedava. Claro que fomos gozados pela babaquice.

 

Enfrentamos muitas estradas em minha carreira radiofônica. Nos preparativos da Seleção Brasileira para a Copa da Alemanha fizemos uma gauchada:viajamos de Kombi de Porto Alegre até as estâncias hidro-minerais usadas para treinamento do selecionado. Saímos dessas últimas e partimos para o Rio de Janeiro e acompanhamos os ensaios brasileiros em Niterói e Macaé. Encerradas as baboseiras que os políticos inventaram para “saudar” a “canarinho”,surgiu a oportunidade de deixar a Kombi de lado. Edmundo Soares,repórter do Correio do Povo,ganhara como prêmio voltar a Porto Alegre com um Volks zero quilômetro. E me convidou para o acompanha e auxiliar a pilotar o fusquinha. Na passagem por São Paulo,perdemo-nos. Deixamos SP sem dormir e seguimos viagem para POA. Foi uma viagem cansativa,como os meus leitores(?)podem imaginar.

 

Quando se tratava de jogos pelo interior do Rio Grande do Sul,viajava-se de Kombi. Os que tinham carteira de motorista,de 100 em 100 quilômetros, assumiam a direção. Ao contrário dos caminhos mais longos,como o da viagem para as estâncias hidro-minerais mineiras,as estradas era bem mais curtas e menos preocupantes. O problema é que não eram vias asfaltadas e,se chovia,embarradas e escorregadias. Confesso que quanto mais alto fosse o que era chamado de “camaleão”,um trecho mais elevado da estrada,mais eu gostava de traçá-la.

 

Por falar em viagens e estradas de todos os tipos, desde as autobanhs às embarradas vias do nosso interior,umas satisfaziam meus desejos de pisar fundo no acelerador,outras de derrapar nos “camaleões”. O que eu não esperava,porém,era que seria convidado pela turma de parentes para ir até Punta del Este. Depois de ficar tanto tempo andando por Porto Alegre,achei interessante fazer uma visita a esta cidade balneária do Uruguai. No afã de me preparar para a viagem,esqueci-me de perguntar quantas horas teríamos de viajar para chegar a Punta. Nove horas,disse Maria Helena,minha mulher. Foi um susto. Felizmente,apenas a longa viagem é desagradável para um velho traseiro,mas a cidade a ser visitada fora da época de veraneio,é excelente em tudo,do resort em que paramos,às visitas magníficas,aos restaurantes quase vazios e,claro,o cassino,no qual não joguei,porque não me agrada,mas onde se almoça muito bem. Quem tiver paciência para suportar nove horas de viagem e para quem não conhece Punta del Leste,atrevo-me a sugerir que trate de conhecer uma cidade praiana bem diferente das nossas.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Conte Sua História de SP: a encomenda do japonês

 

Por Marco Antonio Alcantara Fernandes

 

 

Entre os anos de 2001 e 2003, eu já fazia transporte executivo. Tinha um Omega azul marinho, placa DEP3333. Eu de terno, óculos escuros, num  bom estilo.

 

Estava voltando do Aeroporto de Guarulhos pela Avenida Tiradentes quando um amigo, que também faz esse serviço, me liga perguntando se poderia ir até Guarulhos na casa de um cliente dele que esquecera uma encomenda e não poderia embarcar por Congonhas sem ela.

 

Era um japonês, Dei meia volta e fui correndo à casa dele. Uma japonesa já me aguardava na porta com um pacote retangular e me entregou em mãos. O que tinha no pacote? Pelo estilo, parecia dinheiro, dólar ou similar.

 

O VIP me ligava a todo instante e o trânsito não auxiliava. E com muita pressão, tomei uma decisão: comecei a parar as motos no corredor da Tiradentes para ver se o motociclista aceitava trocar comigo.

 

Após algumas tentativas e parecendo um doído com minha proposta – ele me emprestava a moto e levava meu carro até Congonhas por um R$50,00 – eis que surge um filho de Deus. O rapaz ainda tentou me explicar as manhas da moto, mas a adrenalina estava forte para concentrar naquele assunto. Troquei números de celular e estava saindo quando, 50 metros à frente, vi que havia esquecido o dito pacote em cima do banco  do carro. Voltei ainda no contra fluxo, peguei o pacote e ele voltou insistir, queria me instruir sobre freio, marcha e outras coisa.

 

A moto era muito pequena. As rodas não estavam alinhadas. Uma mais à esquerda, outra mais à direita. O capacete não entrava todo na cabeça. Mesmo assim, lá fui eu: 1 metro e 89 de altura, 120 quilos, terno e gravata, no comando daquela pequena e abençoada moto.

 

Foi difícil. Mas cheguei e entreguei a encomenda. O VIP nem percebeu o movimento, me deu um cheque de R$ 100 chorado … e eu fiquei mais uns 45 minutos aguardando a chegada do abençoado motoqueiro. Dei-lhe R$50,00 e seguimos nossos caminhos.

 

Marco Antônio Alcantara Fernandes é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade: mande seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Marco Crespo, do Instituto Ayrton Senna, convida você a construir carreira no terceiro setor

 

 

“A gente quer trazer cada vez mais pessoas talentosas que possa dedicar o seu tempo e ser remunerada por isso para fazer o bem para a sociedade”. A afirmação é de Marco Crespo, diretor de negócios do Instituto Ayrton Senna, que defende a ideia dos profissionais construírem carreira no terceiro setor. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Crespo fala da experiência de mais de 20 anos da organização que hoje alcança cerca de 1 milhão de pessoas através de ações na área de educação. O executivo faz recomendações para quem pretende atuar neste segmento e trata das estratégias de negócio necessárias para a implantação de projetos no terceiro setor.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, pelo site http://www.cbn.com.br. Os ouvintes podem participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Fosci.

Conte Sua História de SP: a primeira menina de algum lugar

 

Por Rosangela Mascarenhas de Mendonça

 

 

Considero-me a típica paulistana que nasceu no fim dos anos 60 bem próxima da mais paulista das avenidas, no Hospital Matarazzo. Trabalho desde os 16 anos e mesmo criança já sabia o que queria. Minha história é sobre este querer: lembro de estar em uma sala imensa com um grande espelho na minha frente, eu vestia macacão rosa, sainha e sapatilhas da mesma cor, além do coque na cabeça – como toda menina que faz ballet. Do alto de meus 8 anos, chorava copiosamente: “Quero lutar, não quero dançar”,dizia aos prantos. O seriado da moda era Kung Fu, do David Carradine, e os meus desenhos animados eram Sawamu, Super Dínamo, Ultramen …

 

Minha mãe, que já faleceu, atônita, acabou desistindo de me levar para a atividade praticada por 99% das meninas. Porém, ela falava que luta era para meninos. Eu ouvia aquilo e pensava: serei uma lutadora, nem que seja a primeira menina de algum lugar.

 

Com as sincronicidades da vida, poucos anos após minha saída do ballet, estava eu descendo do ônibus azul da CMTC, Avenida Circular 508-J, feliz da vida, ao lado de meu amigo Marcinho, indo em direção a Rua Vitorino Carmilo, na Barra Funda, onde está a primeira sede da Sino Brasileira de Kung Fu. Que sensação maravilhosa e eterna me invadiu, eu estava no lugar dos meus sonhos, uma sala grande rodeada por aquelas armas que povoavam os meus filmes e desenhos preferidos.

 

Meu encontro com Chan Kowk Wai, o Mestre, que começou a treinar com 4 anos foi inesquecível. Ele me recebeu com muita gentileza e atenção, falou que eu poderia começar a treinar assim que meus pais aprovassem. Minha mãe aprovou na hora minha entrada no mundo das artes marciais, pois o Mestre enfatizou que arte marcial era para todos que quisessem levar uma vida saudável, disciplinada e pacífica. A vida deste imigrante chinês é coerente com o que ele prega: dá aulas diárias para centenas de alunos até às 11 da noite e está com mais de 80 anos.

 

Naquela época poucas meninas treinavam na Academia, eu fui muito bem acolhida por todos e alguns treinam comigo até hoje; de 1980 até 2015.Costumamos dizer que somos a família Chan.

 

Sou professora formada pelo Mestre Chan, também sou formada em Tae Kwon Do, pela Academia Liberdade. Lembra do começo desta história quando pensei que nem se fosse a primeira, pois fui a primeira mulher 2º Dan de TKD do Brasil; o dan é graduação de faixa preta.

 

Hoje, treino somente Kung Fu, apesar de ter amigos e respeitar todas as artes marciais que pregam a não violência. o controle da mente e o caminho da paz.

 

O Circular Avenidas saiu de linha; a Sino Brasileira está em outro endereço, minha mãe cuidadosa mora no meu coração e um marido amoroso me acompanha nos eventos e na vida. Continuam iguais o encantamento, o entusiasmo e a alegria. Os mesmos que povoavam o coração daquela menina que batalhou por sua vocação e por uma vida com sentido e produtiva.

 

Terminando esta história: tenho uma imensa felicidade de ter gravado entrevista que minha mãe, emocionada, deu para a TV, na época em que eu era penta campeã brasileira e conhecida como a Loira do Tae Kwon Do. Ela disse e me emociono ao lembrar: “tenho um orgulho imenso da minha filha”

 

Rosangela Mascarenhas de Mendonça é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade, envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Flora Alves mostra como a gamificação ajuda na performance da empresa

 

 

Usar gamificação no contexto da educação corporativa significa se apropriar de elementos, estética e mecânica de games para que você possa promover a aprendizagem, engajar as pessoas e estimulá-las para a solução de problemas. É a partir deste olhar que Flora Alves, sócia-fundadora da SG, desenvolve projetos que incluem o uso de jogos para melhorar a performance de profissionais e empresas. Alves foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Nessa conversa, ela mostra que o ideal é o desenvolvimento de estratégias específicas para cada tipo de relação que está em jogo, mas também entende que é possível usar os videogames que as pessoas têm em casa para diversão como ferramentas de aprendizagem corporativa.

 

 

O Mundo Corporativo é transmitido, ao vivo, toda quarta-feira, 11 horas, pelo site da rádio CBN, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a participação de Leopoldo Rosa, Carlos Mesquita e Ernesto Foschi.