Pé de Manga

 

Por Ulisses Andrade
Blog do Ulee

Pé de manga
Pé de manga onde nasceste?
Na rua das Palmeiras, mas é mangueira!
Por tanto tempo se escondeste
Plantada na calçada, sua parceira

Só hoje reparo em ti
Que solidão assistida
Vou chegar até ai
E te salvar desta vida

Vou te levar pra minha terra
Que tem palmeiras e sabiá
E de lá não se espera
Que tu não voltes a sonhar

Lá tem chuva, vento e brisa
Uma casinha apenas, que abriga
Um bom senhor de boa vida
Que trata de natureza agredida

Daí teus frutos voltarão a brotar
Tuas folhas ficarão verdejantes
Tua sombra irá nos contemplar
E meus olhos ficarão radiantes

Por dentro da moda: acessório masculino

 

Por Dora Estevam

Tão antenados como as mulheres, os homens não deixam nada a dever em termos de moda e tendência e, principalmente, quando se trata de moda de rua.

O street style masculino tem mostrado que eles não estão mais preocupados com o formalismo na hora de preencher uma vaga ou fechar contrato de trabalho.

Cool é o que se pode dizer dos homens de hoje. A preocupação em colocar uma bolsa grande, um guarda-chuva, um adereço na alça da mala, um tênis colorido, uma camisa social com detalhe no peito, tudo isso e muito mais são detalhes antes reservados às mulheres. Eles aprenderam e estão arrasando nas ruas de todo o mundo.

Seja dia ou noite a ordem é descontração e conforto. O colorido também se encaixa nesta nova temporada, tendência fortíssima para o inverno e já usada por eles.

Sem dúvida, a indústria da moda está mais voltada para este público que descobriu um novo estilo de se vestir.

Então, reinvente o seu estilo nesta temporada, e depois me conte qual o seu look favorito. Alguns dos visuais que eu amo estão nas fotos deste post. Ou aproveite a apresentação que preparei para você, a seguir:

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Córrego está engolindo rua, em São Miguel

 


Por Marcos Paulo Dias
Ouvinte-internauta e jornalista

Ao passar pela  Rua Ubirajara Pereira Madeira, na  Vila Rosária, São Miguel Paulista, zona Leste de SP, fui surpreendido por uma placa artesanal com a mensagem: “proibido passar caminhões – perigo não entre”. De imediato fui  “garimpar”, apurar os fatos, e encontrei o autor da sinalização pirata, Sr. Antonio Alves Soares,  72 anos, comerciante.   Da iniciativa, explicou: “a rua está desbarrancando, ficando  estreita, há muito lixo , ratos e alagamentos, esgosto,mal cheiro e moradores de rua também tomam banho  neste local, por isto resolvi tomar esta iniciativa”.

Córrego na RosáriaOutro morador,  Marcelo  Helano, no bairro há 15 anos, disse que percebe que com o passar dos anos a situação só vem piorando, o trânsito de caminhões como o de coleta de lixo, entregas de gás, entre outros, terá de ser interrompido devido ao desmoronamento da rua. Ele também pontuou que acontece com frequência descarte irregular de lixo e entulho de todo tipo de material como sofá, armários, pedras, areia, garrafas, roupas velhas, animais mortos durante a madrugada. “A falta de consciência e desrespeito dessa parcela da população contribui para a proliferação de insetos e até mudança do percuso do corrégo, assoreando as bordas”. Acabou tornado-se perigoso, pois é muito comum queda de animais como cavalos  e veículos afirmou o morador que mostrou-se indignado com a situação.

A  moradora Ednéia Santana aproveitou para lembrar que há uma creche municipal paralela ao Córrego e, mesmo assim, nenhuma providência foi tomada pelo Poder Público. informou ainda  que há alagamentos na avenida Rosária, próximo dali, por conta do corrégo e bueiros entupidos. Nesta avenida,  há grande movimentação de pedrestres, veículos e ponto de parada de ônibus. Disse que já  recebeu  visitas de candidatos em tempo de eleição, prometendo a limpeza e canalização do córrego e nada foi feito até agora.  “Somos Cidadãos e pagamos impostos ” desabafou a moradora.

No local observei que foram executadas obras apenas em um trecho mais a frente ou seja ainda falta canalizar a parte de cima, onde está a Rua Ubirajara Pereira Madeira. Moradores já fizeram abaixo-assinado e registraram protocolo (o último deles de número 9707 695 em 12 /01/ 2011) na subprefeitura da região. Eles também me mostraram uma pastinha com cartas, registros, documentos e fotografias –  inclusive de acidentes ocorridos recentemente.

Que saber o pior, na subprefeitura o córrego de nome de batismo Una consta como canalizado.

A cor que favorece seu dia

 

Por Dora Estevam

Pretinho básico from Milton Jung on Vimeo.

 
Nestas viradas de tempo tem dia que fica difícil escolher a roupa para sair de casa, principalmente para quem trabalha fora e tem que estar bem apresentada. E, definitivamente, não dá para repetir a roupa de ontem. Por mais que o “não ligo pra isso” prevaleça, o bom senso fala mais alto. E nesta entre safra também tem aqueles dias em que pela manhã faz frio, a tarde esquenta muito e a noite esfria de novo. Enfim, já estamos mais que acostumadas com isso, afinal estamos no último fim de semana do inverno.

Para não acontecer aqueles erros que só quem já cometeu sabe como é, tipo sair de casa com uma roupa e ficar o dia inteiro se sentindo mal, se olhando, tentando se achar; ou dar uma escapada na hora do almoço para comprar um sapato ou uma blusa nova, a ideia é sempre se lembrar do que é básico e que com certeza não vai te deixar na mão.
 
Que tal para começar a semana falarmos do pretinho arrojado. Com ele você já sabe que não tem erro. A produção estará garantida.
 
Agora, se você tem dificuldade em preparar look até mesmo com o preto, dê uma olhada nas fotos que separei e estão no início do texto. São imagens clicadas por fotógrafos de Londres, Paris, Nova York.

O interessante é que elas foram clicadas nas ruas, são imagens de pessoas que circulam pelas calçadas em dias normais e que estão entrando ou saindo de seus escritórios, não são fotos de desfiles.
 
Portanto, a ideia é despertar a sua criatividade e usar as suas roupas de uma maneira diferente das que você já usa. Sim, pois tem gente que entra na loja, compra um conjunto e para sempre será usado daquele jeito. A pessoa acaba perdendo a oportunidade de criar novos visuais com as mesmas peças.
 
E outra coisa, quando se fala em pretinho básico vem logo aquela imagem do vestido tubinho das passarelas. Aqui não é isso, aqui estou falando sobre moda de rua, a verdadeira versão de quem realmente faz o mercado da moda girar. E quando a gente para pra ver os truques, as ideias, as diferentes maneiras de compor um lenço, um cinto, uma camisa, é realmente incrível. A sensação visual é muito boa. 
 
O básico para um pode ser o preto, para outro o bege, o verde, o marrom, o azul, não importa a cor, o interessante é você saber que ter sempre a cor preferida por perto pode facilitar a vida em algumas horas do seu dia. E ainda te deixar de bom humor.

Hoje a cor escolhida foi o preto, depois falaremos do azul jeans, dos brancos, dos amarelos … Da cor que você preferir.

Fotos: Altamirany; stokholm, style.com,streetfsn.com;

Dora Estevam é jornalista e escreve de moda e estilo no Blog do Mílton Jung

Vereador não sabe quanto custa troca de nome de rua

 

adoteA Câmara de Vereadores de São Paulo não deve ter assuntos importantes para debater, pois se deu ao trabalho de derrubar o veto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) ao projeto de lei que troca o nome da avenida Robert Kennedy por Atlântica. A ideia é do vereador Antônio Goulart que diz ser esta uma demanda dos moradores do entorno desta que é uma das mais conhecidas avenidas da zona sul de São Paulo.

Massao Uehara, do Adote um Vereador, descobriu que apesar de ter feito a proposta, o parlamentar não sabe qual o impacto econômico para o bolso do contribuinte.

A conversa com Antonio Goulart foi pelo Twitter. Começou com a pergunta sobre quanto a mudança no nome da avenida iria custar, no que o vereador respondeu:

@vereadorgoulart – “@massao de acordo com o levantamente feito pela minha assessoria R$ 16,50. E só precisa ser feito em caso de mudança da Escritura ou venda!”

Massao não se deu por contente:

@massao – “a PMSP vai gastar com novas placas, mudar documentos, mapas, etc, tudo isso gera custo. Existe estimativa? #AdoteUmVereador”

Foi, então, que Goulart admitiu:

@vereadorgoulart – “@massao Quanto a isso, ainda não fizemos o levantamento.”

O ‘adotador’ não consegue entender como um vereador propõe uma ideia e não se preocupa com o custo para o contribuinte.

Nem eu.

Foto-ouvinte: Arte no buraco

 

Buraco na Santo Antonio

Tem um buraco no caminho. Um buraco a atrapalhar pedestres e automóveis. Mas que diante da lente da câmera do colaborador do Blog do Mílton Jung Marcos Paulo Dias ganha cores diferentes. A bela imagem captada por ele na rua Santo Antonio, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, não é suficiente para nos fazer esquecer a falta de cuidado com a cidade.

Buracos da Cidade: Scrapbook

 

Bueiro da Sabes

Argentino e paulistano, Matias Vazquez cansou de apenas assistir aos buracos que surgem nas ruas de São Paulo. Decidiu montar um álbum de fotografias sobre o tema no Flickr e começou a coleção com os da rua João Moura com Atlântica, no Jardim Paulistano, em São Paulo, onde, recentemente, perdeu o para-choque do carro. Enquanto fotografava, conversou com um agente da CET que contou a ele que todo dia a subprefeitura de Pinheiros é informada da buraqueira e nada é feito. A situação teria piorado com a intervenção da Sabesp que após resolver um vazamento tapou o buraco com a cara do …. Sem ofensas.

Embolou o meio de campo: rua fechada, pedestre e carro

 

Por Carlos Magno Gibrail

A Câmara Municipal de São Paulo aprova projeto que regulariza o fechamento de ruas, consolidando projetos anteriores e possivelmente contribuindo para resolver os mais de 200 casos que o Ministério Público interpôs questionamentos. Entretanto acrescenta o “traffic calm” que é uma proposta para impedir que volume pesado de trânsito adentre a áreas residenciais não preparadas para absorver tal impacto.

Assunto indigesto, pois adiciona à questão do fechamento de ruas, que por si só aglutina aspecto urbanístico, social e comportamental, o tema do trânsito onde mais uma vez o destaque é o automóvel. Tirano absoluto diante da demagogia escancarada de Prefeito e Governador, submissos à seu reinado com medo de perder votos, de uma população refém da própria desinformação. Desconhecem que para uma população de 11 milhões de pessoas, há 6 milhões de carros, além de terem esquecido a lei de Lavoisier, que previne: “Dois corpos não ocupam simultaneamente o mesmo lugar no espaço”

Do caos de hoje vamos ao que a história da cidade conta há 107 anos , quando uma empresa inglesa decidiu efetuar uma experiência pioneira no mundo e simultaneamente em duas cidades, Londres e São Paulo :


“Em 1912, instalava-se na capital paulista com o nome de City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Ltda. A “Cia. City”, como a empresa ficou conhecida, iniciou suas operações comprando milhares de metros quadrados de terras que hoje estão entre os melhores bairros da cidade, tais como Jardim América, Pacaembu, Alto de Pinheiros e Alto da Lapa.

A visão de futuro da empresa não se revelou apenas na escolha dos terrenos. Desde o início, sua atividade comercial foi associada ao desenvolvimento urbano de São Paulo. Nas áreas que urbanizava a Cia. City implantava todas as benfeitorias indispensáveis à qualidade de vida do morador: pavimentação das ruas, arborização das áreas comuns, implantação de sistema de água e esgoto, gás encanado, bem como fartos espaços públicos, praças e parques para promover a convivência entre os moradores. Assim a Cia City abraçava responsabilidades muito além de seus projetos privados.  Além dessas ações, como parte de sua estratégia de urbanização, a empresa promovia junto ao poder público o fornecimento de serviços complementares essenciais: iluminação e transporte.  Quem não ouviu falar na “Light” dos velhos tempos e dos bondes circulando pela elegante Rua Colômbia?

Com isto, a empresa estabeleceu critérios urbanísticos que influenciaram não só a ocupação de seus terrenos como também os padrões que no futuro vieram reger as Leis de Zoneamento Urbano.
Além disso, a Cia. City contratou os arquitetos ingleses Barry Parker e Raymond Unwin. O objetivo era construir em São Paulo o Jardim América, primeiro bairro a seguir os moldes da cidade-jardim, conceito urbanístico que se opunha à cidade caótica e desregrada e que começava a ser implementado na Inglaterra.

Em sub-centros, harmonizando os diversos usos, trabalhando de maneira suave a transição entre o urbano e o rural. Desta forma, a cidade-jardim rompia com os modelos propostos durante as revoluções industriais, caracterizados por um único centro ao redor do qual iam se agregando bairros periféricos, com traçados de ruas estanques e sujeitos a todo tipo de descaracterização, principalmente as advindas do adensamento populacional”.

Ou seja, a Cia. City mostrou ao mundo há 107 anos que Londres e São Paulo propunham um novo urbanismo para áreas residenciais, onde moradores, flora e carros viveriam prazerosamente. As ruas sinuosas eram essenciais para não prevalecer o tráfico de veículos e não descaracterizar a convivência urbana de casas em ruas abertas, jamais fechadas.

O cluster é o bairro e não a rua.

O processo gradativo e anômalo de fechamento e isolamento a título de premissas apressadas, como segurança, segmentação e estilo de vida, que nada mais é do que uma demonstração de autoritarismo e egoísmo refletido escandalosamente nas Câmaras, Assembléias, Congresso Nacional, poderes Executivo e Legislativo.

Tal qual no Senado das medidas secretas, iremos fechar ruas, que irão beneficiar uns poucos ao mesmo tempo em que se contrabandeia para a mesma pauta legislativa a “traffic calm” que irá beneficiar todo um bairro .

Lembremos que o direito de ir e vir é como pedestre, não de automóvel, e o direito de dormir é como morador. Fato consumado, não há necessidade de fechamento de rua, além de evitar a criação de um cidadão que não mais respeitará o que estiver fora de seu cluster.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Milton Jung e quer garantir o direito de andar na cidade.

Promotor quer impedir fechamento de rua

 

Rua interditada por moradores 1A lei aprovada pelos vereadores de São Paulo que permite o fechamento de ruas, em determinadas condições, com barreiras móveis, restringindo o acesso de carros, será contestada na Justiça pelo promotor José Carlos de Freitas. O projeto de autoria do presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR), reuniu textos de leis já existentes na cidade, mas que causavam uma série de questionamentos jurídicos. Parece que a situação não vai mudar, pois o promotor que atua na área de habitação e urbanismo disse que não é possível impedir o acesso das pessoas a áreas públicas.

Durante entrevista ao CBN SP, José Carlos de Freitas comentou que mesmo a regra que permite intervenções urbanísticas para reduzir o uso de vias locais por automóveis é questionável, pois ao exigir que os moradores financiem as mudanças somente beneficiará os bairros nobres da capital.

Ouça a entrevista com o promotor José Carlos de Freitas