O livro é sobre corridas de rua ou sobre gente que corre, como ressalta na orelha o autor, jornalista Sérgio Xavier, da Placar. Da leitura de “Operação portuga – cinco homens e um recorde a ser batido” (Arquipélago Editorial), porém, destaco neste post trecho que fala de área privilegiada da capital paulista que não pode ser perdida pelo olhar míope de gestores públicos, a Cidade Universitária:
Não há placas nos postes, mas as regras são conhecidas. A primeira pista é deles, dos corredores. A segunda é ocupada pelos cilcistas, que costumam se deslocar em pelotões. Na terceira, os carros se espremem. Quem desrespeita essa lei tácita será xingado com fúria. O sentido dos corredores é habitualmente o anti-horário. As bicicletas é que andam no sentido horário. Os treinadores montam suas estruturas ao longo da Universidade de São Paulo, a USP.
Não há nada parecido no mundo. A Cidade Universitária é um espaço na zona oeste de São Paulo com 36 km de avenidas e alamedas. Durante a semana, a vida acadêmica da o tom do lugar. Alunos se deslocam de carro ou de ônibus. Nas calçadas, professores caminham com livros debaixo do braço. De segunda a sexta, a USP se parece com o que realmente é, uma universidade. Na manhã dos sábados, porém, a vida do lugar muda. A Cidade Universitária se transforma em uma das maiores áreas esportivas do Brasil.
Não vira exatamente um parque, porque ninguém esstá ali para passear ou caminhar com os filhos. A USP passa a ser um imenso campo de treinamento que chega a receber mais de cinco mil pessoas em uma única manhã. Pela grande extensão plana, pelas áreas sombreadas, pelo modo como os atletas acuaram os carros e lhes tomaram duas das faixas de rodagem, não há lugar melhor na cidade de São Paulo para se treinar. É possível escolher a rota plana de 6 km, a com subida de 10 km, a menos movimentada de 12 km, cada um faz o seu caminho. Os treinadores das grandes assessorias espalham pontos de abastecimento de água pela Cidade Universitária, a tribo do esporte dominou o pedaço
Para saber o que é a “Operação Portuga” vá na livraria mais próxima ou encomende pela internet
A base para o dormitório da USP, aterro/Raia, piscinas, etcetera,…
surgiram quando dos Jogos
Pan-americanos dos anos 60.
Com aterro com terras retiradas e transportadas lá da área do Hospital Universitário, o HU !
JCR