O cantor Roberto Carlos, em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, disse que pode aceitar a lei que permite a publicação de biografias não autorizadas, que está em discussão no Congresso Nacional, mas com algumas restrições. Os comentários do Rei inspiraram o encerramento do Jornal da CBN, nesta segunda-feira. Ouça, divirta-se e discuta.
Prezado Milton, boa tarde!
Assisti o Fantástico e no período da manhã escuto seu programa de casa até o trabalho, para mim Roberto Carlos, disse que sim disse que não, ficou em cima do muro, foi evasivo, nas suas colocações ou melhor dizendo, quem não deve não teme, ele deve saber que é uma pessoa pública.
Imagina, faço uma biografia do Milton Jung, mas antes de publicar o Milton vai ler a biografia não-autorizada (vai pedir para tirar o que não gosta, alterar alguns trechos, e reescrever outros trechos) e só depois vai liberar. Ai vai acabar virando uma censura. Tipo: o que é bom a gente mostra e o que é ruim a gente esconde. Sou fã de Eric Clapton. Li Eric Clapton A Autobiografia. Muito legal, mas sei que o cara tbém deu lá suas presepadas que talvez fossem divulgadas numa biografia não-autorizada. Nem por isso iria deixar de ser fã do cara. Pelo contrário, seria até mais fã. Afinal, atire a primeira pedra quem nunca errou ou cometeu pataquadas em início de carreira ou quando era jovem. E se o biografado se sentir ofendido ou caluniado recorre à Justiça e manda o cara reparar a calunia. O que não pode é a censura, tipo censurar sem mesmo saber o que está escrito no livro. Já li biografia não-autorizada e grande parte do que tá lá, a maioria já sabia. Imagina uma biografia não-autorizada do Milton Jung. Acredito que 99% do que vai estar no livro, os amigos, colegas de trabalho ja sabe. 1% talvez o escritor vai tirar do próprio Milton e publicar. E se é um segredo: então só o próprio Milton e familiares terão essa informação. Ninguém mais. Uma coisa que talvez o Milton nunca deixe publicar: o arrependimento de não torcer pelo Santos Futebol Clube o Melhor do Mundo. Rsss
Essa mania de chamar de “Rei” algumas personalidades tinha mesmo que acabar nisso.
O que surpreendeu favoravelmente nesta história foi a reação geral contra estas “divindades”.
A mídia felizmente está abrindo espaço para este tema tão importante. Depois da capa da VEJA, do FANTÁSTICO, do programa da TV Cultura RODA VIVA, em que não apareceu ninguém da turma PRÓ censura, hoje na FOLHA temos um imperdível artigo do Ruy Castro.