Os videogamens e a influência sobre as crianças e adolescentes

 

 

O comentarista de tecnologia Ethevaldo Siqueira, do Mundo Digital, levou para o Jornal da CBN a discussão sobre a influência dos jogos eletrônicos para os adolescentes. O tema é extremamente atual a medida que em muitas casas ainda assistimos ao drama dos pais na tentativa de controlar o uso da tecnologia por entender que os excessos podem causar prejuízos, danos no desenvolvimento psicológico e perdas no desempenho escolar. Ethevaldo disse que o tema divide os educadores em quatro grupos: os radicais que são totalmente contra os games; os liberais que recomendam o acompanhamento dos pais; os que condenam os jogos violentos; e os que só aceitam os educativos.

 

Provocado pelo comentarista, contei minha experiência com os dois adolescentes de casa, ambos apaixonados pela internet e pelos videogames. Quando eram pequenos, jogávamos juntos; agora que cresceram, têm interesses próprios e o tempo em que compartilhamos os games diminuiu (mesmo porque passei a tomar surras históricas). Uma coisa não mudou: mantivemos o mesmo ambiente para acessarmos computadores e games. Uma mesa redonda no início, agora horizontal, onde estão nossos computadores, equipamentos que usamos para trabalhar, estudar e nos divertir. Eles fazem lição, conversam com os colegas pelo Skype, trocam mensagens e conhecimento. Também assistem aos seriados, graças a conta no Netflix, e aos seus Youtubers preferidos, onde encontram informação relevante. Jogam bastante em games que, atualmente, são capazes de atrair audiência maior do que boa parte dos jogos de futebol dos campeonatos estaduais aqui no Brasil. Ao lado deles, faço meu trabalho, escrevo textos (como agora), atendo a demandas de jornais e revistas, respondo e-mails, planejo o Jornal da CBN com o apoio dos produtores do programa e organizo minha vida. Em meio a tudo isso, conversamos muito.

 

Considero-me um liberal, pois sequer imponho tempo de uso dos videogames. Nunca precisei disso. Eles sempre foram capazes de perceber quando exageravam e cumpriram perfeitamente suas obrigações. Importante registrar que o desempenho escolar de ambos é exemplar. Pode ser que isto aconteça porque sou um pai de sorte, ou melhor, somos pais de sorte, afinal minha mulher tem tudo a ver com a educação que eles receberam. Creio, porém, que esse privilégio também está ligado ao diálogo que mantivemos durante todos esses anos, sem esconder nossos pensamentos sobre os diferentes comportamentos diante do computador. e da vida. Afinal, jamais pensamos em delegar para a televisão, para os games, para os amigos ou mesmo para a escola a formação que sempre desejamos para ambos. Provavelmente cometemos alguns erros nessa jornada, mas assumimos nossa responsabilidade.

 

Se há um erro que percebo em parte das famílias é a ideia de que a educação de nossos filhos tem de ser terceirizada. É comum ouvirmos pedidos para se encher a grade curricular com temas que poderiam ser muito bem resolvidos em casa: ética, religião, direitos humanos, cidadania, respeito ao meio ambiente, entre outros. São assuntos importantes, sem dúvida, e devem ser debatidos de forma interdisciplinar na escola, mas, principalmente, devem ser exercitados em casa, o que somente vai ocorrer se os pais estiverem presentes. Sei que a maioria de nós tem obrigações profissionais que nos impede de acompanhar os filhos 24 horas. Mas não é isso que se deve buscar, mesmo porque seria impossível. Precisamos valorizar o tempo em que estamos com eles e aproveitar para reforçar os laços de confiança que os fará procurá-lo sempre que surgirem dilemas. E muitos dilemas vão surgir na vida desses adolescentes.

 

Fiquei bastante satisfeito ao perceber que não estou sozinho nesse pensamento, pois a maior parte das mensagens que chegou à minha caixa de correio eletrônico, na rádio CBN, foi de pais que concordam com a ideia de que os videogames não são a fonte de todos os males que descaminham os jovens. Pais que entendem que a responsabilidade deles é muito maior na formação das crianças.

 

Ouça aqui o comentário do Ethevaldo Siqueira que motivou este artigo:

 

3 comentários sobre “Os videogamens e a influência sobre as crianças e adolescentes

  1. Milton! Quero aproveitar o espaço e deixar um comentário diferente:Copa do mundo de futebol 2014.Não sei por que. Senti uma inspiração para escrever …De manhã,perto das 08:00 ,dentro do carro,indo para o trabalho,trânsito pesado,guarapiranga travada,marginal pinheiros nem se fala,rádio na cbn,do outro lado você. Sabe cara,dentro de 3 anos completo meio século de vida e, com o passar do tempo sinto que todo o homem se torna um pensador…Paro,reflito e concluo que é óbvio que as máscaras vão caindo.O Sistema de capital está abalado,as estruturas familiares estão desmoronando
    e de certa forma os povos” escravos” estão acordando!!!Contra os bancos lixos da Espanha,contra o racismo da Espanha,os juros do sistema,das administradoras,dos lucros fifas,dos advogados sujos,dos políticos imundos e de mentes maléficas cujo propósito é tão somente dominar a população num circulo onde poucos teriam acesso e os demais não interessa,a não ser para amarrar a corda.Não vejo este evento à la fifa como um investimento a uma propaganda de negócios global para nosso país e nosso povo,a America do norte que o diga. Não sei se o brasileiro que estiver no estádio estará torcendo pela nossa seleção como em outras copas ou se sentirá um brasileiro privilegiado financeiramente por estar lá contra uma população enorme de brasileirinhos e brasileirinhas de pés no chão e dentes faltando sem uma visão de futuro :O GIGANTE ACORDOU PARA DAR LUCROS AOS GRINGOS PODEROSOS E RICOS? POBRE BRASIL. Antes fôssemos amadores no futebol e nossos jovens GRANDES UNIVERSITÁRIOS….Um abraço,bom dia…

  2. Continuação…..
    Se for preso o presidente do Senado federal do Brasil e o Ex Presidente da República : José Sarney:
    Acreditarei piamente em um novo tempo. Um novo recomeço: O tempo para reerguermos uma nova pátria com mais justiça e amor para todos….
    Que Deus tenha misericórdia do nosso Povo!

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