Está na hora da Voz do Brasil

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

VargaseAHoradoBrasil

 

Às vésperas de completar 80 anos, e a dias da votação na Câmara, o programa radiofônico “A voz do Brasil” deverá ser trazido à realidade. Fato que, se confirmado, irá tirar “A voz do Brasil” do rol dos grandes contrastes nacionais. Temos mais de 10.000 rádios AM e obrigamos todas a transmitir gratuitamente o programa federal. Em um dos melhores horários do dia. Para as rádios e para os ouvintes.

 

Em 22 de julho de 1935, quando foi criado o “Programa Nacional”, em plena ditadura de Vargas, o conceito era levar informação às populações interioranas num país continental com apenas 40 rádios. Hoje, somos a 7ª economia do mundo, temos menos de 15% da população de mais de 200 milhões na área rural, 90 milhões de usuários no facebook, e somos o melhor no agronegócio com tecnologia própria. Os critérios de informação e manipulação que foram os objetivos iniciais para a implantação do programa não fazem mais sentido neste Brasil democrático e informatizado de hoje.

 

Sobre o tema três projetos de lei tramitam no Congresso Nacional desde 2011. Incluindo o da ex-senadora Marinor Brito, que pretende tornar o horário das 19h fixo eternamente. Dedicado à “Voz do Brasil” como marco do “Patrimônio cultural imaterial do Brasil”.

 

Felizmente o senador Ricardo Ferraço PMDB-ES, relator da comissão mista da MP 648/2014, que tratou da flexibilização do horário da Voz do Brasil no período da COPA, decidiu transformá-la em lei. Propôs a flexibilização do horário de forma permanente. O Relatório foi aprovado e enviado à Câmara onde deve ser votado em Plenário neste início de mês.

 

Em minha opinião, o quanto antes tirarmos esta constrangedora imposição e restrição ao uso democrático do rádio, no momento nobre dos congestionamentos urbanos, será um alívio. Para a imagem nacional e para o prazer pessoal.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

6 comentários sobre “Está na hora da Voz do Brasil

  1. Me chamo Guilherme Barreto, sou Administrador de Empresas, Microempresário, e gostaria aqui de demonstrar o meu repúdio a postura do senhor Milton Jung na entrevista realizada hoje pela manhã como candidato do PSDB a presidência da república o Sr. Aécio Neves na rádio CBN! Acredito que como cidadão e eleitor como outro qualquer, o jornalista tenha o direito de defender suas ideias e opções políticas, porém, isso se torna incongruente quando o mesmo o faz na sua função profissional, tendo o veículo a seu mero dispor e tendo a possibilidade de influenciar outras opiniões! Enfim, volto a lamentar o posicionamento do senhor Milton e a sua falta de imparcialidade!

  2. Prezado Guilherme, também ouvi a entrevista e veja que interessante a democracia e os juízos de valores. A minha avaliação foi justamente ao contrário da sua. Aliás, tenho observado que os candidatos tem estado bem nervosos diante de perguntas mais diretas.
    Hoje quando Milton perguntou sobre o desequilíbrio do Jequitinhonha , Aécio disse que o Milton precisava se inteirar mais antes de falar, mas não demonstrou que o dado do Milton estava errado.Além disso, e ainda fora do contexto acusou gratuitamente o Milton de, pela distância, estar por fora do que acontece em Minas. Parece até que estamos todos no atraso do Jequitinhonha.

    • Prezado Sr. Carlos Magno, concordar ou discordar faz parte de qualquer discussão! Vejo que o senhor é um grande conhecedor do vale do Jequitinhonha, isso engradece o debate! Porém, vejo também que o senhor desconhece a existência de “jornalistas” que defendem uma causa política, o que é respeitosamente aceitável, como eu disse no comentário anterior, todavia, quando esses mesmos “jornalistas” se veem diante de um adversário ideológico, não conseguem ser profissionais suficiente e deixam suas aptidões pessoais aflorarem!

      • Prezado Guilherme Barreto, tenho acompanhado os debates e as entrevistas com os candidatos.
        Na TV GLOBO apenas não assisti a entrevista com Eduardo Campos. Notei que em todos, os entrevistadores mantiveram o mesmo tom agudo e pontual, em cima de assuntos polêmicos de cada candidato.Ontem a candidata Dilma não compareceu, o que motivou a análise de que ficou aborrecida com o tom da primeira experiência. Aliás, ficou visivelmente estressada.
        Na coletiva do SBT foi o mesmo ritmo sem muita trégua .
        As entrevistas anteriores da CBN com Milton Jung também apresentaram certa energia mais forte. Os candidatos reagiram, mas não da forma como hoje..
        Vi um mesmo critério por parte do Milton Jung. Provavelmente estejamos com juízos de valores diferentes devido a cognições diversas.
        Melhor a diferença do que a igualdade ditada.Ressalto apenas a errada avaliação do estilo “partidário”. Até poderia ser, pois existem veículos e jornalistas de sucesso absolutamente partidários.
        .

  3. Quando adolescente e depois já adulto, ouvia muito rádio e todos os dias, quando aparecia uma voz distante… “em Brasília, 19horas”, dava uma certa apreensão e falta de entendimento.
    Não entendia como a programação podia ser interrompida, as vezes de forma abrupta, sem a despedida do apresentador.
    Muitas vezes continuava ouvindo e constatava que parte das informações eram destinadas a assuntos militares e de pouco ou nenhum interesse do ouvinte.
    Imaginava comigo, certamente, mais uma imposição dos militares. Como podem, em nome da ditadura, impor a entrega de audiência das emissoras de rádio para as emissoras de televisão, assim, de bandeja.
    Afinal eram tempos de ditadura.
    O acesso a informação não deve ser imposto, deve ser opção do cidadão.

    • Rafael, desde criança nunca olhei com bons olhos esta forma ditatorial e manipulativa de informação. Hoje, com o progresso da área de comunicação e do regime político, é folclórica a existência da Voz do Brasil.Não fosse o prejuízo ao rádio e aos ouvintes, seria cômico.
      Gostaria de saber da Dilma, da Marina e do Aécio qual a opinião a respeito.
      Será que irão atuar como no caso do aborto, do casamento gay e das drogas?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s