Avalanche Tricolor: merecíamos a alegria da vitória

 

Flamengo 0 x 1 Grêmio
Brasileiro – Maracanã

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Eu merecia,

Felipão merecia,

Nós merecíamos!

 

Desculpe-me pela falta de humildade, mas foi exatamente esta a sensação que tive ao ver a bola sendo desviada para dentro do gol flamenguista, aos 48 minutos do segundo tempo. Uma jogada que se iniciou sob o comando de Luis Felipe Scolari. Não apenas porque foi ele quem colocou em campo, já no quarto final da partida, os dois protagonistas da jogada, mas, também, porque, ao lado do campo, pouco mais à frente de Pará, que se preparava para cobrar a lateral, Felipão gritava e gesticulava para Fernandinho se deslocar para a direita, onde a bola foi lançada. Com o jogo de corpo, o meio-campista deixou o primeiro marcador caído no gramado e com mais três toques de pé esquerdo se livrou de dois adversários e passou para Luan. A tarefa do jovem atacante não seria mais simples do que a de Fernandinho, pois entre ele e o gol haveria mais quatro defensores a serem batidos. E o foram graças ao talento de Luan, que sabemos existir mas nem sempre nos é entregue. Desta vez, ele tocou cinco vezes a bola antes do chute final, todas com o pé direito, fazendo com que ela fosse para lá e para cá, confundindo os marcadores e deixando o goleiro distante de uma defesa.

 

Desde a volta de Luis Felipe tem sido evidente a melhora de desempenho da equipe, a forma organizada com que os jogadores se posicionam e a existência de uma lógica de jogo. Méritos que nem sempre resultaram em placares favoráveis. Sofremos com jogadas desperdiçadas dentro da área, escolhas erradas de passes e chutes, muitos em momentos cruciais, e até gols perdidos embaixo do travessão. Coisas do futebol, eu sei, mas que não faziam jus ao trabalho que se construía no Grêmio. Provocavam frustrações e escondiam a nossa verdade, gerando cobranças injustas e ironia desproporcional. Foi assim nas três derrotas sofridas no período de um mês no qual Felipão comanda o time. Sim, caro e raro leitor, Felipão só está há um mês no comando e mudou claramente nossa forma de ser e jogar. Neste tempo, e mais uma vez peço—lhe desculpas por me despir da humildade, mesmo diante do revés, previ que iniciaríamos nossa Avalanche (no dia 22/08) e decretei seu início (no dia 24/08). A vitória fora de casa, na noite desse sábado, comprovaria esta tese calçada no sentimento gremista que compartilhamos e na razão que nosso jogo jogado demonstrava.

 

Chegamos a ter essa arrancada ameaçada, a começar pela injúria proferida por alguns dos nossos torcedores que tomaram atitude injustificável e provocaram abalo incalculável à nossa reputação. O preço que estamos pagando é caro e a forma agressiva com que torcedores adversários se dirigiram aos nossos, no Rio de Janeiro, revela o cenário que enfrentaremos a partir de agora (atitude intolerável assim como foram os intolerantes que atacaram Aranha e nos prejudicaram). Todo o drama vivenciado nestes poucos mais de sete dias tinha tudo para impactar o desempenho da equipe, provocando intranquilidade no momento em que o time se reconstrói. Nos desafiavam, também, ameaças muito mais íntimas do futebol, como um adversário embalado pela sequência de vitórias, que jogava em casa, com apoio de quase 60 mil vozes e treinado por um técnico (que não me deixou saudades) sedento de vingança; assim como desfalques importantes como o de Barcos, vice-goleador do Campeonato Brasileiro. Em campo, contudo, fomos maiores e maduros, mesmo os mais jovens. Fizemos o primeiro tempo melhor do que o adversário e tivemos o segundo marcado pela intensidade da nossa defesa e a organização estratégica de Felipão. Foi, então, que o dedo do técnico apontando para Fernandinho conduziu-nos à vitória. Merecida vitória.

 

A imagem deste post é do site Gremio.net

8 comentários sobre “Avalanche Tricolor: merecíamos a alegria da vitória

  1. Milton,
    Acompanho seu programa todo dia,durante o meu trajeto ao serviço.
    Vejo que você realmente leva e nos dar noticias que possam ajudar em nosso cotidiano.

    Peço sua ajuda, para divulgar a ocorrência relatada abaixo, e se possível pedir providencias a nossas representações (Políticos).

    Dei entrada no Hospital Credenciado da Amil no ultimo dia 4/9/2014, onde obtive os seguintes atendimentos:

    Motivo da entrada: Dor de Cabeça / Diarreia / Dores no Corpo

    1° Atendimento:

    Passei no setor de triagem sendo encaminhado para o médico, onde o mesmo me passou medicamentos, solicitando alguns exames.

    Retorno:

    Ao retornar, os primeiros exames (sangue), deu infecção, onde o médico informou que iria me encaminhar para internação, a fim de descobrir a causa.

    Processo de Internação:
    Infelizmente o processo de internação começou diferente do 1° atendimento, desorganizado, e alguns colaboradores despreparados, esqueceram de mim na enfermaria, somente dando sequencia na internação após minha acompanhante (esposa), sob minha solicitação, mencionar que iríamos cancelar internação e procurar outro Hospital.

    O Quarto / e ou Apartamento:

    As acomodações, devido a reforma que acontece na Clinica / e ou Hospital, torna – se inadequado, pois na janela do “apartamento”, que fiquei instalado, fica várias sobras de obras (Gesso, Madeira, Cimento, etc.), fazendo muito pó danificando mais ainda a saúde do paciente. vale mencionar que durante o horário comercial, do lado do meu apto. os profissionais da obra, não paravam de utilizar marreta / e ou martelo, o que diretamente impactou diretamente no aumento de minha”cefaleia”.

    Medicações / Refeições / Alta:

    Desde o primeiro momento de minha internação, fui medicado com Soro e Buscopan Simples / Composto.

    Durante a quinta – feira (4/9), não passou nenhum médico responsável / e ou nutricionista para quaisquer tipos de diagnostico ou recomendações.

    Minha dieta, foi realizada apenas na sexta – feira (5/9) onde não realizei nenhuma refeição e em nenhum momento fui indagado por qual motivo.

    Nota: Quem retirava as refeições era o profissional da limpeza, não podendo dar quaisquer informações aos profissionais da saúde.

    Na sexta – feira (05/09/2014), a médica passou porém somente indagou como que eu estava sentindo, e dizendo que eu teria que procurar um Neurologista, visto que, os exames executados não identificaram nada de anormal (Tomografia / Sangue – 3 / Urina – 2 /).

    No sábado (6/9/2014) a mesma médica retornou, onde indaguei sobre uma possível alta.
    Obtive retorno que por excesso de zelo, solicitaria um eco- cardiograma, dando – me alta no dia seguinte (7/9/2014).

    Para minha surpresa no domingo (7/9/2014) o médico plantonista, informou – me que não daria alta, e estaria mudando minhas medicações, perguntei por qual motivo não foi substituído anteriormente, onde não obtive retorno, tentei argumentar o que a médica anterior havia me informado / e ou orientado, mais não obtive sucesso.
    O Dr. Em questão exaltou – se e esbravejando comunicou – me que estaria retendo meus exames e não me cederia atestado medico dos dias que fiquei internado, virando as costas e retirando – se do quarto.

    Após o episódio a enfermeira de forma diferente do profissional (Médico) educadamente orientou – me, e eu expliquei o que vinha acontecendo, ele pediu desculpas por nãopoder ajudar onde assinei minha solicitação de alta.
    Procurei o pessoal da administração mais não obtive quaisquer informações, alegaram que devido a data (7 de setembro de 2014) não seria possível quaisquer ações.

    Fica claro que apesar de pagar um plano de saúde, o atendimento não atinge nem 10% do que deveria atingir, e eu cidadão serei prejudicado em minha empresa, (Com descontos em minha folha de pagamento) em minha instituição de ensino (Perdi provas e não terei como comprovar que estava enfermo) e pior sair me sentindo um nada, afinal não tenho direto ao atendimento que pago.

    O que me orientam fazer, pois caso seja necessário, tomarei quaisquer ações cabíveis para que seja respeitado o direto que tenho de cidadão e consumidor.

    Segue dados do Hospital em questão:

    HOSPITAL DE CLINICAS JARDIM HELENA – CNPJ: 47.140.322/0001-08
    RUA ERVA ANDORINHA, 123
    CEP: 08090470
    Telefone(s): 11-2581-1999 11-2581-2000 SAO PAULO JARDIM HELENA

    Abraços,
    Jairo Cruz

  2. Caro Milton Jung, no sábado após o gol de Luan também desabafei e gritei muito, pois fomos tratados (todos gremistas) pelo Brasil inteiro como escória da pior espécie, por um erro grave de meia duzia de torcedores, que devem pagar por isso, é claro. Desabafei e gritei também porque vi meu time do coração jogar como há muito tempo não jogava, com raça, com garra, ou seja, como O Grêmio. E ganhar de um adversário embalado e com 60 mil pessoas apoiando. Deu orgulho de ver o Grêmio novamente. Parabéns para nós, gremistas que somos, sim senhor !!! Com raça sempre, e racista nunca !!

    • Os árbitros também estão se saindo muito bem … o de Grêmio x Santos não colocou nada na sumula, só depois que viu a repercussão do assunto; o do Tombense, expulsou a vítima.

  3. Milton, concordo com o comentário sobre o comportamento da Torcida Geral. Há algum tempo estava em Porto Alegre, minha cidade, quando apareceu a notícia que o Grêmio patrocinava a Geral, dando ônibus, dinheiro e ingressos e o senhor Paulo Odone disse que era isto mesmo, se queríamos uma torcida aguerrida nos campos adversários deveríamos, Grêmio, patrocina-la. Agora está política, não só do Grêmio, como de outros clubes, levou o nosso Tricolor a mais humilhante situação, dos últimos anos. A atual direção, parece que está mudando o tratamento, porém temos que ficar vigilantes, pois estás pessoas não param, precisam ser combatidas sempre que prejudicarem os interesses de quem dizem amar mais que tudo, mas só afetam a imagem.

    • Os cartolas usam as torcidas (e o dinheiro do clube) para obter apoio e evitarem pressão. Mais do que isso, usam esses caras para atacarem os adversários políticos. Koff, desde o início, tem se afastado deste tipo de política e cortado ligações com as Organizadas. Queremos torcedores de verdade ou torcedores profissionais?

  4. Milton,ficamos todos – gremistas da gema,como se dizia antigamente – animados com o Felipão e o nosso time após vê-lo,novamente,não só ganhar do Flamengo,diante de grande e vibrante torcida,mas jogando bem. A segunda fase do Brasileirão está somente começando. Isso,com certeza,deve levar-nos a não relaxar,tipo o que está fazendo o coirmãozinho. O Grêmio,a cada jogo,precisa fazer o gênero do seu técnico:gara,garra e maisd garra. Cada partida tem se ser vista como uma final.

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