E ainda querem que eu pague CPMF

 

Por Julio Tannus
Consultor em estudos e pesquisa aplicada

 

“Mesmo que não pense continuarei existindo,
mas então não valerá a pena existir”
Rui Rodrigues

 

Ah! Se fossemos todos assim.

 

Os desmandos, a falta de ética, o compromisso dos homens públicos e mulheres públicas voltados para esferas próprias e privadas, tornaram nossas vidas um verdadeiro suplício, algo que outrora não imaginávamos.

 

Os cargos públicos preenchidos não por competência técnica, mas sim por conchavos políticos, muitas vezes decorrente da estrutura política vigente no país, onde para governar é preciso fazer acordos espúrios. Vide os casos do PSDB se alinhando com o DEM, e o PT com o PP.

 

As decisões econômicas mal orientadas ou tomadas em benefício de poucos. Pautadas não por interesses nacionais, mas por arbítrio. Uma das consequências: em 2015, o Itaú/Unibanco teve um lucro de R$ 23,5 bilhões, 15,4% maior do que em 2014. E o Bradesco, lucro de R$ 17,19 bilhões, 14% maior.

 

Um sem-número de casos… E aqui vai mais um:
Os parlamentares brasileiros são os mais caros do mundo. Estudo da Organização Transparência Brasil concluiu que 1 minuto trabalhado aqui custa a nós contribuintes R$ 11.545,00. Por ano, cada senador não sai por menos de R$ 33 milhões e o custo anual de um deputado é de R$ 6,6 milhões.

 

Os valores apresentados acima causam mais espanto quando comparados a vários países ricos. A média dos custos anuais de “nossos” deputados e senadores é de R$ 10,2 milhões por parlamentar. Na Itália, R$ 3,9 milhões. Na França, R$ 2,8 milhões. Na Espanha, R$ 850 mil. E na vizinha Argentina, por mais incrível que pareça, o custo anual de cada parlamentar é de R$ 1,3 milhão.

 

O pior é que esses elevados custos se repetem nas assembleias legislativas. Em Brasília, cada um dos 24 deputados distritais custa por ano quase R$ 10 milhões.

 

E se repete também nas Câmaras de Vereadores: no Rio de Janeiro e em São Paulo, cada vereador custa pelo menos R$ 5 milhões, anualmente.

 

Com tudo isso, ainda o governo quer reeditar a CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira para cobrir custos. E a Receita Federal quer entrar em nossas contas bancárias para cobrar mais impostos e assim aumentar a renda do governo.

 

Tudo isso com o objetivo de cobrir o rombo dos cofres públicos, de cuja responsabilidade é do próprio governo.

 

Por que não é factível reduzir os custos elevadíssimos dos cargos públicos? Por que não “enxugar” a máquina do Estado?

 

Haja coração e cérebro!!!

3 comentários sobre “E ainda querem que eu pague CPMF

  1. Parabéns pelos comentários. É assim que se refuta os absurdos e hipocrisia deste país.
    Os senhores parlamentares têm salários astronômicos. Muitas vezes superiores aos de grandes executivos de empresas privadas, cujo retorno para a companhia (lucro) de fato justifica tais ganhos.
    Os parlamentares não têm sequer metas. Qual o retorno que esses senhores nos dão? Que lucro dão ao país?
    Pelo contrário, usurpam a máquina pública.
    Atuam em causa própria.
    São um bando de sanguessugas e fomentam a miséria.
    Não sofrem nem descontos quando faltam.
    Infelizmente não posso aqui colocar o que de fato deveria acontecer com esses senhores…
    Vivemos em um país de hipócritas e não temos a quem reclamar. Não temos a menor perspectiva de mudanças.

  2. A CPMF é um bom exemplo disso tudo que está escrito no post. Foi criada em 1993 por FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, o mesmo que criou a reeleição para em beneficio próprio se reeleger.
    LULA foi agressivamente contra.
    Hoje o PT é quem propõe a mesma CPMF.
    PT e PSDB , pensam em quem? A quem procuram servir?

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