Quintanares: Sobre a coberta o lívido marfim

 

 

XXVIII [SOBRE A COBERTA O LÍVIDO MARFIM]
poesia de Mário Quintana
publicada em A Rua Dos Cataventos 1940
interpretação de Milton Ferretti Jung

 

Sobre a coberta o lívido marfim
Dos meus dedos compridos, amarelos…
Fora, um realejo toca para mim
Valsas antigas, velhos ritornelos.

 

E esquecido que vou morrer enfim,
Eu me distraio a construir castelos…
Tão altos sempre… cada vez mais belos!…
Nem D. Quixote teve morte assim…

 

Mas que ouço? Quem será que está chorando?
Se soubésseis o quanto isto me enfada!
eu fico a olhar o céu pela janela…

 

Minh′alma louca há de sair cantando
Naquela nuvem que lá está parada
E mais parece um lindo barco a vela!…

 

O programa Quintanares foi ao ar originalmente na rádio Guaíba de Porto Alegre 

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